História Earned It - Capítulo 4


Escrita por: ~

Postado
Categorias Glee
Personagens Blaine Anderson, Kurt Hummel
Tags Blaine Anderson, Klaine, Kurt Hummel, New York, Psicopata, Universo Alternativo
Exibições 7
Palavras 1.434
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Lemon, Musical (Songfic), Romance e Novela, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Só uma coisa a declarar: Quem é vivo sempre aparece.

Capítulo 4 - Cela


Tranquilidade é uma coisa que a vida de Kurt nunca teve. Ele começou suas vítimas cedo, fez sua primeira vítima aos treze anos, em seu aniversário. Era um garoto babaca que não adicionava nada para ninguém. Morte era apenas o que ele merecia. O garoto compareceu a festa de aniversário de Kurt, e fizera a maior baderna na mesma. Kurt perdeu o controle e não relutou a matá-lo, fez sem piedade nem dó. O esfaqueou no banheiro do salão de festa e o jogou sobre a privada, dizendo ao responsável pelo salão que vinha um cheiro péssimo de carne podre dos banheiros. Nem preciso dizer que ninguém desconfiou do Hummel. Por mais turbulenta que a vida de Kurt pudesse ser com seus antigos namorados e todos aqueles assassinatos, nenhum momento poderia superar aquela noite que estava por vir.

 

O frio de New York já tinha se acabado, e de uns meses para cá um calor quase tropical havia dominado a cidade, era o verão mais quente que os Nova Iorquinos já viram. Naquela semana Blaine havia viajado a trabalho, e tanto ele quanto Kurt tinham prometido um para o outro que não iriam matar ninguém enquanto estivessem separados. Por esse motivo o castanho havia optado por se trancar em seu apartamento, se afastando de outras pessoas para controlar sua abstinência por sangue corrente.

 

Altas sirenes passaram a soar na rua de Hummel, porém ele não parecia se importar, afinal a criminalidade havia subido nas últimas semanas. Porém o medo começou a subir para sua cabeça quando ouviu as sirenes pararem perto de seu prédio. Não pode ser para mim, pensava, confiando cegamente em suas próprias palavras. Contudo, sua falsa confiança foi quebrada assim que ouvir passos pesado e sussurros em seu corredor. Ele correu para a porta no mesmo momento. Segurou o tranco da porta fortemente quando ouviu um brado forte do lado de fora.

 

- MANDADO DE PRISÃO PARA KURT HUMMEL!

 

Era certeiro; eles estavam lá para levarem Hummel. Sem julgamento, sem audiência, prisão imediata. Aquilo era confuso para si, como eles tinham o descoberto?

 

Sem pestanejar Kurt não respondeu, correu para seu quarto e trancou a porta, procurou desesperadamente por seu celular, revirou os cobertores, os travesseiros e as gavetas. Até encontrá-lo no lugar mais óbvio; um de seus bolsos.

 

- NÓS VAMOS ARROMBAR A PORTA!

 

Um policial gritou. Kurt conseguia ouvir os vizinhos desconfiados saindo de seus apartamentos.

 

Ligou para o único contato salvo. Caixa Postal. Tentou mais uma, duas, três; quatro vezes. Até que enfim na sexta chamada desistiu e deixou um recado.

 

- Blaine, eles me encontraram, um mandado de prisão; vão me prender Anderson. Estou ferrado, completamente f-

 

Ele foi interrompido pelo alto estrondo da porta da sala saindo das dobradiças, jogou o celular no canto do quarto e destrancou a porta do quarto; entrando na sala com os braços para cima em rendição. Com a cabeça baixa permitiu que o algemassem.

 

Sem pestanejar ou se opor ele foi levado para fora, todos os vizinhos lhe observando e olhando chocados e curiosos, ele via o julgamento transparecer aos olhos de cada um, AH, como o julgamento não lhe importava. Ele queria mais é que todos se ferrassem assim como ele.

 

***

 

Os dias que se sucederam passaram como um flash, um rastro quase imperceptível de luz que some em questão de milissegundos. Mal se completaram três dias de sua custódia e ele já tinha um olho roxo e diversos hematomas pelo corpo. E até agora ele não havia compreendido como o encontraram, como? Será que o amigo que alguma vítima teve suspeitas? Será que eles vinham o investigando a muito tempo? Hummel não fazia ideia, e talvez nunca fizesse, afinal, como não importava, o que importava é que ele estava preso. Por alguns instantes até se esquecera de Blaine. Será que o mesmo iria tentar tirá-lo dali?  Aquelas eram perguntas sem resposta.

 

Mesmo apanhando de alguns outros detentos, Kurt prometeu a si mesmo manter o controle, não fazia ideia que qual pena ele sofria, porém mesmo assim, achou bem melhor para si ficar na sua. Se surpreendeu quando se viu lado a lado de Elliott e Sebastian, aqueles que envenenaram a suprema corte dos Estados Unidos, apenas por que os juízes não aprovaram o casamento de ambos, e irritados, fizeram tal ato, acabou que conseguiram casar antes de serem enfim presos. Estavam enfim juntos até que a morte os separasse.

 

Ambos eram seus companheiros de cela, juntamente com um homem loiro, que estava sempre calado, olhando para o teto. Estava quase sempre com uma expressão melancólica no rosto, e era raro vê-lo fora da cama. Tanto que Kurt nunca o viu fora dali, nem mesmo no horário das refeições. Ele parecia petrificado. Isso atiçava a curiosidade de Hummel. Foi quando o castanho não se aguentou mais, e em uma noite, em que estavam todos os quatro no quarto, ele resolveu perguntar.

 

- Qual é a dele?

 

- Dele quem? - Perguntou Elliott, o moreno com braços consideravelmente musculosos.

 

- O loiro da cama de cima - Kurt apontou para cama acima da sua, onde jazia o loiro melancólico

 

- Sterling.

 

Sebastian e Elliott disseram juntos em uníssono.  Deram um sorrisinho por conta disso.

 

- Afinal, o que tem como o tal Sterling? - Questionou

- É o seguinte, Hummel - Disse Smythe, se sentando sobre a cama, que ficava sobre a do marido - Pelo que sabemos, seu primeiro nome é Jeff. Ele foi preso por matar o namorado, que se não me engano se chama Nick. Ele recebe visitas mensalmente, de um bando de loiros um tanto excêntrico. Acho que são a família dele. E toda semana ele escreve cartas cantarolando sempre a mesma música.

 

- Essa história não faz sentido - Sibilou Kurt

 

- Não faz sentido Hummel? Pois vai fazer agora - Gilbert disse, estalando os dedos para o loiro melancólico. - O loiro oxigenado, me responde uma coisa

 

- O que é Gilbert? - Disse o loiro, como se estivesse já familiarizado com todos ali, e que ouvisse todas as conversas que eles tinham

 

Os outros três arregalaram os olhos

 

- Eu pensei que ele não fosse responder - Elliott falou com a boca escancarada

 

- Achou que eu era mudo é? - Disse Sterling, irônico, riu pelo nariz se sentando na cama, e fixando seus olhos em Sebastian - A história que você contou não está inteira, e muito menos verídica.

 

- E qual seria a verdade então? - Perguntou Sebastian, desafiador

 

- A verdade, Smythe, é que ele não era meu namorado, era meu noivo. Nós conhecemos a três anos, quando eu saí da prisão por estar envolvido em um assassinato. Ele me acolheu na casa dele como um velho amigo, mesmo que havia me conhecido a apenas horas. Viramos realmente grandes amigos, e aos poucos mais que apenas amigos. Começamos a nos apaixonar, namoramos por um ano e meio, quando ele me pediu em casamento. - Jeff fez uma pausa, agora encarando o nada, fraco, como se fosse um sacrifício sem igual se recordar do amado, e realmente era, se lembrar dele partia seu coração. - Seu nome era Nick. Nick Duval. Ele foi e ainda é o amor da minha vida. Não fui eu quem o matou, foi nosso vizinho, Hunter. Não sei o que Hunter tinha contra nós, talvez ele era apenas louco, mas em uma noite, quando Nick chegou do trabalho e íamos jantar, Hunter disparou um revólver. Acertou o coração do meu moreno em cheio, e eu nunca mais o tive ao meu lado, ele estava morto; Eu me revoltei, fui até a casa de Hunter e peguei a faca, ele começou a gritar, porém eu o matei. Os vizinhos que ouviram os gritos e o disparo ligaram para a polícia. Chegaram comigo sobre Hunter com a faca na mão, eu chorava  sobre o sangue do desgraçado, sentia a dor de perder metade de mim com a morte de Nick. A polícia me ligou aos dois assassinatos e levei prisão perpétua.

 

O silêncio se estabeleceu na cela. Os lábios de Jeff tremiam, lágrimas escorriam de seus olhos e suas mão trêmulas permaneciam entrelaçadas.

 

- Meus pêsames.

 

Hummel, Gilbert e Smythe disseram, enquanto se deitavam e fechavam os olhos, abatidos. Sentiram a carga que Sterling carregava e compreenderam a dor do mesmo, entenderam finalmente a melancolia do mesmo. As luzes das celas foram apagadas e Jeff se deitou, contudo, antes de tentar adormecer, disse, com a voz embargada e afetada:

 

- Perder sua alma gêmea é como perder você mesmo, afinal vocês não são dois, são um só.

 



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