História Earth Calls - Capítulo 4


Escrita por: ~

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Categorias The 100
Personagens Bellamy Blake, Clarke Griffin, John Murphy, Lexa, Octavia Blake, Raven Reyes
Tags Clarke Griffin, Clexa, Lexa, The 100
Exibições 136
Palavras 1.260
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Eu sei que dei uma sumida, mas tá bem difícil atualizar. Vou tentar postar outro capítulo nesse final de semana.

Como sempre, só queria lembrar que:
1- Não sou formada em letras, então desculpa qualquer erro ortográfico.
2- Não tenho dia definido para publicar novo capítulo, mas vou tentar publicar um por semana.
3- Adoraria que vocês comentassem o que estão achando e dessem algumas dicas para futuros capítulos.

Anyway, espero que gostem <3

Capítulo 4 - The Moon


LEXA'S POV

Os geradores da Arca zumbiam feito vespas raivosas, harmonizando-se com os chiados vindos do rádio. Eu mexia minhas pernas incontrolavelmente, ansiando para que Clarke entrasse em contato comigo. 

Cansada de esperar, saí do dormitório e vaguei pelos corredores em silêncio, como se temesse que alguém me ouvisse. As luzes piscavam, o que fazia com que eu acelerasse meus passos. Os chiados ficavam cada vez mais distantes e os zumbidos deixavam de ecoar pelos corredores. 

Eu vagava pela Arca com tanta frequência, que passei a reconhecer alguns dormitórios nos trajetos que percorria todos os dias. Me sentia um tanto desconfortável entrando em dormitórios de pessoas que eu não fazia ideia de quem eram, invadindo suas privacidades, mas infelizmente essa era uma das únicas coisas que me distraía. 

As luzes começaram a piscar com mais rapidez, e eu caminhava no ritmo em que elas piscavam. Uma escuridão tomou conta dos corredores, meu coração batia descontroladamente. 

*FLASHBACK ON*

Eu me encolhia debaixo das cobertas o máximo possível, na intenção de me sentir protegida. Minha mãe cantarolava, quase num sussurro, uma canção de ninar para mim. De olhos fechados, eu balançava a cabeça junto com a música. Minha mãe suspirou, abri meus olhos e pude ver seus olhos verde-esmeralda sobre mim. 

— Mais uma vez, mamãe, por favor. - falei choramingando.

— Já está tarde, Lua. Hoje não. - respondeu com calma, abrindo um sorriso. 

Ela me chamava de Lua desde o dia em que nasci. Quando eu a perguntei o porquê do apelido, ela disse que eu tinha um brilho enorme, o qual ninguém era capaz de apagar.

Levantou e se dirigiu ao interruptor. Ao perceber que as luzes tinham se apagado, comecei a chorar. 

— Mamãe, eu tenho medo. 

Ela se aproximou, e sentou-se na ponta da cama. Acariciando meu rosto, depositou um beijo em minha testa. 

— Você tem que enfrentar seus medos, Lexa. – levantou-se e dirigiu-se à porta. – Boa noite, minha Lua. 

*FLASHBACK OFF*

Eu corria o mais rápido possível, como se estivesse sendo perseguida por um psicopata de filme de terror. 

— Você tem que enfrentar seus medos, Lexa - pensei alto. 

Ainda com a respiração ofegante, entrei no primeiro dormitório que encontrei no caminho. Tropecei num objeto caído no chão e acabei batendo a cabeça na ponta da cama. Minha visão foi ficando turva e meus olhos se fecharam lentamente.

CLARKE'S POV

O céu tomava cor de um hematoma recente quando eu e Raven terminamos de fazer alguns ajustes no rádio. Suspirei aliviada, já estava cansada, havíamos trabalhado o dia inteiro. Octavia entrou no local, depositou um beijo em sua namorada e sorriu para mim. Não tínhamos mais tanto contato assim, a vida na Terra nos distanciou. Ela vivia mais com Indra, uma trikru, do que com nós, skaiskru.

— Alguma notícia da Lexa? - perguntou preocupada. Ela estava realmente preocupada, não com a Lexa, mas sim comigo. Nesse momento, uma expressão triste tomou conta do meu rosto. Pude sentir lágrimas enchendo meus olhos, mas eu mordia meu lábio inferior, na tentativa de conter elas. 

— Não... - respondi quase num sussurro. - Estamos há quase três dias sem conseguir entrar em contato com ela. 

Octavia se aproximou, me puxando para um abraço. Fiquei um pouco surpresa com seu ato, ela não era muito de demonstrar afeto. Pelo menos não depois de ter se tornado trikru. Deixei meus pensamentos de lado e a abracei de volta, encaixando meu queixo em seu ombro.

— Raven, pode nos dar licença? - Octavia perguntou gentilmente. Raven apenas assentiu com a cabeça e sorriu fraco, se retirando da barraca em seguida. Após isso eu sabia o que viria, e era um assunto sobre o qual não estava pronta pra falar. — Clarke, você pode falar comigo.

— Eu sei, mas nos distanciamos tanto. - senti uma lágrima escorrer pelo meu rosto. Octavia se aproximo e a enxugou. Eu sentia falta dela, ela sempre foi uma ótima amiga. 

— Isso não quer dizer que eu tenha deixado de me importar. - ela disse num tom sério. — Eu me importo. 

Ela mantinha o olhar sobre mim e eu desviava nervosamente. Nunca tinha gostado de contato visual.

— A Raven te contou, né? - fechei os olhos e deixei outra lágrima rolar pelo meu rosto. — Sobre a Lexa.

— Sim... - colocou a mão em meu ombro e apertou de leve. — Ei, ela deve estar bem, ok?

Milhares de teorias sobre o que havia acontecido com a Lexa vieram a minha mente. Eu a prometi que iria trazê-la para a Terra em segurança. Será que ela havia morrido? Era tarde demais? Preferi não pensar nessa hipótese. Me desliguei dos meus pensamentos e voltei a prestar atenção no que Octavia falava.

— Eu me odeio tanto, O. - deixei escapar. — Tantas pessoas para eu me apaixonar e eu vou logo gostar de alguém que nem nesse planeta está? 

Passei a mão sobre meus olhos, secando as lágrimas que agora já caíam incontrolavelmente. Octavia me puxou para um abraço novamente, dessa vez mais forte. 

— Sentimentos não te tornam fraca, Clarke. - depositou um beijo em minha testa, como fazia antigamente. —  Eu tenho que ir, mais tarde falamos sobre isso, se quiser é claro.

Sentei na cadeira em frente ao rádio e deixei mais lágrimas caírem. Permaneci encarando o rádio na esperança que Lexa desse algum sinal de vida. 

— Qual é, Lexa. - disse soluçando. — Onde você está? 

LEXA'S POV 

Abri meus olhos com dificuldade, minha cabeça latejava. Passei a mão sobre o local que havia batido e pude sentir um pouco de sangue. Resmunguei de dor e levantei, tonteando. As luzes haviam voltado, mas eu não fazia ideia de onde estava, acabei me perdendo. 

— Merda! - disse chutando um caderno presente no chão. Ele se abriu e eu pude notar as iniciais "C.G." escrito em sua capa. Clarke Griffin. Eu estava no dormitório da Clarke? Abri um enorme sorriso e juntei cuidadosamente o caderno do chão. Me distraí com um ruído vindo do rádio. Me retirei de seu dormitório o mais rápido possível, seguindo o rádio. Os ruídos aumentavam a medida que eu caminhava mais. Suspirei aliviada quando o achei. 

— Lexa, por favor... Eu estou preocupada. 

Me aproximei do rádio, suspirei e apertei o botão para falar.

— Clarke, eu estou bem. - disse passando a mão em minha cabeça. — Pelo menos eu acho.

— Você sumiu por três dias, tem ideia do que é isso? - disse num tom sério.

— E-eu posso explicar... - disse ainda assustada com a quantidade de dias que eu havia dormido. — As luzes da Arca se apagaram, eu me assustei e entrei no primeiro dormitório que encontrei. Acabei tropeçando e bati a cabeça.

— Ah meu Deus, você teve uma concussão. Está sangrando? 

— Estava, mas já parou. - menti. Não queria deixar Clarke preocupada. — Mas isso não importa. 

— Mas é cl... - eu a interrompi. 

— Clarke, eu menti pra você. - respirei fundo e continuei. — Eu menti quando disse que não lembrava da nossa conversa quando eu estava bêbada. Tudo aquilo era verdade. Eu realmente estou apaixonada por você. Pode até parecer que é carência por eu estar aqui sozinha, ou idiotice porque nunca te vi pessoalmente. Mas meus sentimentos por você são concretos, Clarke. Sei que você não sente o mesmo, por isso não quis dizer que lembrava, mas eu precisava colocar tudo isso pra fora. 

Ela permaneceu em silêncio, e eu pude sentir um nervosismo tomar conta de mim. 

— Lexa, e-eu... - disse nervosa. — Depois conversamos sobre isso.

O que eu mais temia que acontecesse, aconteceu. A menina por qual eu estava completamente apaixonada partiu meu coração. Fechei meus olhos e desabei em lágrimas. 

 


Notas Finais


Como estamos? Eu quero muito criar um grupo no wpp com os leitores da fic, então me falem se entrariam, por favor. Até o próximo capítulo. All the love as always. <3


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