História Easier - Capítulo 5


Escrita por: ~

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Categorias Once Upon a Time
Personagens Anna, August Wayne Booth (Pinóquio), Capitão Killian "Gancho" Jones, Cora (Mills), Cruella De Vil, Daniel, David Nolan (Príncipe Encantado), Dr. Archie Hopper (Jiminy Cricket), Elsa, Emma Swan, Fa Mulan, Henry Mills, Ingrid / Rainha da Neve / Sarah Fisher, Lilith "Lily" Page, Malévola, Marian, Mary Margaret Blanchard (Branca de Neve), Mérida, Personagens Originais, Peter Pan, Princesa Aurora, Regina Mills (Rainha Malvada), Robin Hood, Ruby (Chapeuzinho Vermelho), Sr. Gold (Rumplestiltskin), Tinker Bell, Ursúla (Bruxa do Mar), Vovó (Granny), Xerife Graham Humbert (Caçador), Zelena (Bruxa Má do Oeste)
Tags Swan Queen
Visualizações 384
Palavras 3.701
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Escolar, Orange, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Cross-dresser, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


• Olha, hoje eu vou tomar um pouquinho do tempo de vocês.
Fui questionada sobre o conteúdo da história e sobre a idade das duas. Eu já disse que não vou mudar nada do que planejei por desagrado de outras pessoas, se você não se sente a vontade com o conteúdo, por favor, peço para que pare ler Easier e vá ler outra Fanfic. Sobre as idades. Sim, Emma é muito nova, apenas 15 anos e Regina já tem 34, mas isso também é uma coisa que não vai mudar. Essa Fanfic tem coisas sobre minha vida, coisas que eu vivi e quero escrever sobre, então eu reforço novamente que não vou mudar nada que planejei e escrevi. Não é como se eu fosse escrever Regina abusando de Emma ou aliciando ela, então não julguem as coisas antes de elas serem totalmente expostas.

• Peguei umas fotos da JMo quando jovem e outras já adulta mas que ela aparentava ser mais nova para vocês terem uma noção de como ela é na Fanfic, com expressões e traços mais delicados.

Capítulo 5 - Aquele das Conversas


Fanfic / Fanfiction Easier - Capítulo 5 - Aquele das Conversas

 Quando se tem uma noite cheia de reviravoltas, é de se esperar que tudo não passara apenas de um sonho, mas ao levantar e se deparar com suas duas alunas no corredor, viu bem que de sonho aquilo passou a léguas de distância!



– Bom dia, senhoritas! – Tentou passar calma em sua voz.



  Emma e Ruby estavam claramente nervosas e envergonhadas.



– Diretora Mills, desculpe por ontem! – A loira ignorou o bom dia e foi direto ao ponto.



– Estávamos bêbadas e falamos demais, juro que não vai acontecer de novo. Não leve a sério o que foi dito por nós duas ontem a noite.



 Regina sorriu para as duas lhes passando confiança, não que ela estivesse em tal estado, porém era o melhor a se fazer. Ontem havia sido deveras constrangedor para todos e já podia sentir o que viria hoje, então já que todas elas – talvez Zelena não por motivos de: é uma descarada – estavam envergonhadas, não tinha o porquê de querer complicar mais ainda as coisas.



 Ou seja, a melhor opção era ser a adulta que realmente era e conversar sobre aquilo de modo claro e civilizado.



– Olha, tomem um banho e então falamos sobre isso! No banheiro do quarto onde dormiram tem toalhas limpas e escovas de dente na gaveta do armário! Vou ver se arrumo alguma roupa minha ou de Zelena que caibam em vocês. – As garotas se entreolharam – Eu vou arrumar o café da manhã e conversamos sobre ontem a noite daqui a pouco!



 Assim que a morena as assistiu entrar no quarto novamente, foi procurar as roupas. Deu graças aos céus por ter uma gaveta cheia de langeries novas.



 Como Emma era mais o corpo de Regina: coxas mais grossas e bumbum sobressalente, a morena julgou que alguma de suas roupas antigas ficariam melhor na garota.



– Dinger, levanta por favor e me ajuda! – A morena cutucou brevemente a irmã que se encolheu na cama.



 Elas tinham uma hora para se arrumarem e se encaminharem para a escola. Regina julgara esse tempo muito curto para a manhã desastrosa que se montava em sua cabeça, pois além disso, previa que a conversa que teriam não levaria um final agradável.



– Levante-se antes que eu entre em pânico!



 Regina se deitou ao lado da irmã e Zelena sorriu por entre as cobertas imaginando que receberia carinhos e dengos para se levantar. Coitada da ruiva, pensamentos tão errôneos já trabalhavam com ela nessa manhã de quinta-feira! Em segundos sentiu os pés de Regina em sua barriga e sabia o que ia acontecer.



– Para! Já acordei, já acordei! – Disse rápido e desesperada, mas era tarde demais.



 Em meio segundo já estava no chão! Regina, literalmente, havia lhe jogado para fora da cama.



– Eu fui educada, você fingiu não me ouvir, então ganhou o que merecia. – A morena soltou enquanto assistiu sua irmã se levantar embrulhada no edredom.



– Você vai se ver comigo, Gina!



 A morena levantou e foi para seu closet.



– Zel, por favor, veja se tem alguma roupa sua que caiba em Ruby!



 A ruiva levantou se lembrando dos acontecimentos da noite anterior e gargalhou.



– Elas ainda estão aí?



 A sinalizou que sim.



– Minhas blusas certamente servem nela, mas calças ou saias não tenho tanta certeza assim. – Retomou o assunto de antes – Vocês duas são magras e altas, alguma coisa sua deve caber nela!



 – Tudo bem, vou pegar. Já volto!



 A ruiva saiu, ainda enrolada no edredom, para ir buscar a peça de roupa.





 A morena tinha mais certeza ainda que chegaria atrasada quando se sentou na mesa do café da manhã, então preferiu avisar Mary, que por sinal já estava na escola. Se perguntou por um momento se a amiga tinha passado a noite com o tio irresponsável das duas garotas que estavam sentadas a sua frente ou tinha ido para casa.



– Bom dia, queridas. – Zelena se sentou.



 As garotas responderam baixo, com toda vergonha que sentiam.



Regina suspirou, chegou a hora!



– Bem, temos que conversar sobre ontem!



 Zelena sorriu e as adolescentes ficaram vermelhas.



– Primeiro, vocês não deveriam estar naquela boate, ainda mais bebendo como imagino que fizeram. Ambas são menores de idade e seu tio é um completo irresponsável por deixar que isso acontecesse! – Regina começou seu discurso. A voz grave deixava nítida sua seriedade, a postura rígida mostrava o quão sério era o grau do assunto e as meninas se encolheram – Imagina se vocês tivessem passado a noite na casa de outra pessoa? Sabe-se lá se estariam vivas ou bem agora! Saibam que vou falar com os pais de vocês sobre isso.



 Assim que terminou, a mulher viu as duas garotas mudarem a postura instantaneamente e estreitou os olhos.

A menção dos pais não havia agradado as senhoritas e isso era nítido.



– Nossos pais não se importam! – Ruby soltou seca.



– Você pode até tentar, mas nem sua ligação eles vão atender, pois devem estar em reunião ou talvez dentro de um avião indo para algum lugar bem longe daqui. – A cada palavra de Emma, era possível sentir a ironia e a raiva riscando sua garganta.



 Regina se lembra momentaneamente das duas garotas terem mencionado isso na noite anterior.

 


 Zelena que até então se divertia com os acontecidos achando engraçado, estava completamente séria agora. Também havia se lembrado.



– E quem são os responsáveis por vocês aqui? – Soltou ganhando atenção de todas.



– Nossa babá, Ingrid. Ela cuida da gente desde os 5 anos e quando tudo mudou, ela que ficou responsável pela gente na ausência de Miranda e James! – Swan explicou e notava-se a decepção em sua voz.



Miranda e James? Devem ser os pais! As duas mulheres mais velhas pensaram em conjunto. Regina até tentou puxar na memória se havia lido o nome deles no histórico escolar das meninas, mas falhou completamente.



– Aqui em São Francisco temos o tio David e a tia Katherine. – A menina de mechas vermelhas completou e Regina reconheceu o nome do homem. Era o dono da boate!



– Vocês são realmente irmãs? – Zelena perguntou curiosa.



 Até ali tinham se referido a todos sendo como família das duas, mas as semelhanças físicas entre elas demonstrando algum traço genético não parecia existir.



– Sim! – Swan disse rapidamente.



– Eu sou adotada! – Ruby respondeu e Emma a olhou furiosa.



– O que não te faz ser menos minha irmã!



 Nenhuma das irmãs Mills entendeu a raiva da loira ao tocar nesse assunto, mas Ruby a olhava tão profundamente e parecia saber de cor e salteado sobre o que aquilo significava.



 O clima pesou entre as duas e Regina tomou a frente.



– Ok! Seus pais estão fora de cogitação, mas não achem que não vou falar com a responsável de vocês, Ingrid, sobre a boate onde estavam! – A morena disse e nenhuma das duas pareceu se abalar.



 Qualquer adolescente de 15 anos que fosse pego bêbado em uma boate ia estar implorando para que seus pais ou responsáveis não ficassem sabendo. Inclusive eu quando com essa idade, mas a fala da diretora foi a mesma coisa que um garçom perguntando para alguém "água comum ou com gás?" em um restaurante.



 Zelena quis perguntar se alguém realmente estava preocupada com as duas por terem passado a noite fora, mas preferiu não se intrometer. Que pais em suas faculdades mentais em ordem deixariam as filhas assim a Deus dará? Não que realmente estivessem pelo fato de Ingrid existir e, pelo que parece, cuidar delas, mas onde estava essa mulher que até agora não havia ligado para nenhuma das duas?



– Segundo. – A morena anunciou o próximo tópico a ser discutido e exitou olhando para Zelena.



 A Mills mais velha entendeu perfeitamente que as duas seriam o assunto em pauta agora.



– Sobre mim e Regina. – A ruiva tomou a frente percebendo a exitação da irmã mais nova.



 Ruby e Emma não esperavam que elas fossem falar sobre isso. Se lembravam perfeitamente das duas se pegando na noite anterior e um monte de perguntas borbulhavam em suas cabeças, mas nenhuma tinha coragem de fazê-las.



– Vocês querem perguntar alguma coisa? – Zelena continuou – Ou preferem que falemos e pronto?



 A loira estava morrendo de vontade de perguntar um monte de coisas! Como aconteceu? Eram irmãs geneticamente? Os pais delas sabiam? Quem sabia? Como aconteceu? Elas namoravam? Isso não é errado? Faziam isso sempre? Por que faziam?

Por Zeus, não sabia ser coerente em escolher uma pergunta, então se calou para ouvir a explicação.



 Ruby estava tão ou mais curiosa que sua irmã, no entanto também se conteu.



– Ok, vamos entender isso como um não para as perguntas. – Zelena disse.



 As Mills esperavam um bombardeio de perguntas, mas reconheciam que o clima era intimidador demais para que as outras duas se sentissem a vontade para falar.



– Sim, eu e Zelena temos uma relação incestuosa. – A morena explicou e Zelena fechou a cara.



 Ela não gostava daquela palavra, pois exalava um significado sujo diante das pessoas e quando dita de forma acusadora lhe incomodada ao extremo e acabou pegando raiva da palavra. O famoso ranço! Todavia ainda não existia palavra melhor que classificasse a relação delas.



 Swan ficou nervosa e apertou a mão de Ruby embaixo da mesa. A morena de mechas vermelhas encarava as suas duas professoras estática. Tudo bem que havia presenciado Zelena e Regina se beijarem, a seu pedido, e sabia que era real, mas não imaginava mesmo que elas falariam sobre isso. Ainda mais com ela e Emma.



– É normal para gente, mas sabemos que algumas pessoas podem achar estranho, nojento e mais algumas coisas que não nos interessa. – A ruiva explicou.



– Mas é errado. – Swan soltou de supetão e se arrependeu no mesmo instante enquanto observava as expressões das duas mulheres mais velhas.



 Zelena riu em pura ironia.



– Ah querida, não parecia nada errado para você ontem quando pedia para gente se beijar. Julgo até que tenha ficado excitada com o que viu! – Emma arregalou os olhos e Ruby lhe beliscou por baixo da mesa, fazendo a menina gemer de dor.



– Srta Swan, me deixe lhe fazer algumas perguntas. – A voz de Regina soou assustadora e Emma engoliu em seco – O que tem de errado para o resto do mundo em eu transar com a minha irmã? Está matando alguém? Está fazendo sumir dinheiro de bancos ou da casa de outra pessoa? Esta ferindo crianças inocentes? Está fazendo alguém ficar doente fisicamente ou mentalmente?



 As perguntas de Mills vinham carregadas de raiva. A loira se empenhava em dizer os nãos, mais sua voz saia tão baixa que era quase um sussurro.



– Me desculpe, eu não quis ofender vocês, é que eu nunca tinha visto isso a não ser em pornô, livros e filmes comuns.



 A garota se justificou simplesmente. A expressão que carregava agora era de culpa. Ela realmente não queria ofender suas professoras, mas em sua criação isso lhe foi ensinado que era errado.



– Eu disse para você Regina, deveríamos ter sido atrizes pornôs! Estaríamos ricas e famosas agora!



 Regina revirou os olhos e as garotas seguraram o riso.



 Apesar de estar um pouco chateada, Zelena quis descontrair toda tensão que havia se instalado naquela mesa.



– Pobre te garanto que você não é! – Advertiu.



 Elas realmente não eram e a prova disso era a conta bancária das duas, e o fato de terem herdado algumas fábricas do pai.



– Tudo bem, sou rica, mas e a fama? – Perguntou como se fosse óbvio.



– E quer ser atriz pornô para ser famosa? Me poupe, dinger. Já não lhe basta um monte de estudante que provavelmente se masturbam pensando você, quer que o resto do mundo também faça isso?



 As duas garotas ficaram mais vermelhas que tomate maduro ao escutarem Regina falar.



– Não negue que isso pode ser excitante. – Deixou sair com um sorriso malicioso.



 A morena revirou os olhos encerrando o assunto: pornô.



– Como eu estava dizendo, a nossa relação não é errada, mas somos conscientes de que há pessoas que pensem que sim! Além do mais a nossa relação é consensual, nenhuma de nós obrigada a outra a transar contra a vontade, querida!



– Sim, entendemos professoras! – Ruby se pronunciou pela primeira vez.



– O ponto aqui é que vocês não podem sair por aí espalhando isso. Não estamos afim de sermos julgadas por quem não conhece a gente e muito menos receber xingamentos na rua. – Zelena disse séria.



– Não se preocupem, não somos fofoqueiras! – Emma respondeu.



– Ótimo!



 As quatro seguiram com o café da manhã, já que estavam atrasadas mesmo. Regina sabia que esse não era o exemplo que uma diretora tinha que dar, mas a situação em que estava envolvida, carregava muito mais coisas importantes que apenas um atraso.



 Regina tentou por toda maneira não olhar Swan com outros olhos e até agora tinha conseguido. Estava tendo êxito em manter apenas a visão de aluna e professora sem perversão alguma no meio.



(...)



 O clima dentro do carro não era pesado, mas também não era confortável. O silêncio sepulcral esmagava a voz na garganta de cada uma delas, até que o celular de Emma tocou cortando o vazio. Era David.



– Oi tio.



 Emma olhou para Ruby. Regina observava as duas pelo retrovisor.



– Sim, deixe-me ver com ela. Ruby, você está com as chaves do meu carro?



 Regina franziu o cenho. Ela realmente tinha um carro? Foi o que pensou. Em seu primeiro dia de aula, Emma havia mencionado isso, todavia achou que fosse alguma brincadeira da menina para divertir a sala. Agora sim tinha certeza de que os pais das duas meninas eram tão irresponsáveis quanto o tio que havia levado-as para a boate dele. Era o irresponsável que inclusive estava no telefone com elas.



– Está na gaveta da sala dele! Eu guardei ontem quando chegamos.



 Emma repetiu  as palavras e logo se despediu.



– Ele vai deixar seu carro em casa?



 Emma respondeu que sim com um aceno de cabeça.



– Seu tio te ligou para perguntar sobre as chaves do seu carro, mas não para saber como estavam? – Regina indagou e viu Ruby arregalar os olhos – Ótimo, agora tenho absoluta certeza que irresponsabilidade é de família! Primeiro seus pais por te deixarem dirigir com apenas 15 anos e segundo seu tio por toda as últimas 6 horas!



 Regina estava brava e chateada com a falta de preocupação da família de suas alunas. Se fosse mãe, com toda certeza a morena seria o tipo de mãe grudenta e coruja, que fica em cima querendo saber a todo minuto sobre sua cria.



– Eu disse que meus pais não se importam! – Ruby repetiu fazendo Zelena a olhar pelo retrovisor.



 Em poucos minutos chegaram na escola e assim que estacionaram, as garotas pularam do carro sendo seguida pelas outras duas professoras.



– Vocês duas vão comigo até minha sala pegar materiais para que usem por hoje, já que estão sem.



– Ah, não precisa diretora Mills. – Ruby disse entrelaçando as mãos nas de Emma – Eu já pedi para trazerem!



 A garota apontou para um homem ao lado do portão, trajava um terno preto e tinha os cabelos devidamente penteados. Ele segurava duas mochilas em ambas as mãos.



– E quem seria ele? – Zelena perguntou enquanto chegavam mais perto.



– O motorista que trabalha lá em casa.



 Assim que se encontraram com o homem, ele lhes cumprimentou formalmente entregando-lhes os materiais das meninas.



– Senhoritas Priestly-Nolan, a senhorita Fisher mandou avisar que a tia de vocês está de volta na cidade e o jantar será com ela.



 Priestly-Nolan. Regina sabia que os sobrenomes lhe eram familiar e se lembrou do histórico escolar de ambas as garotas. 



– Ótimo George, obrigada! – Emma agradeceu gentilmente.



– Se puder, peça para alguém trazer minha moto para que eu e Emma possamos ir embora, George!



 Zelena e Regina que eram meras expectadoras até aquele momento, interviram.



– Srta Lucas, você não irá usar moto alguma! – Zelena disse.



– Não bastasse uma ter um carro a outra tem uma moto? A coisa só fica cada vez mais pior! – Regina comentou um pouco alterada.



– Nós as levaremos embora hoje, pois necessitamos conversar com a tal Ingrid. – Zelena advertiu e as duas garotas reviraram os olhos.



– Tudo bem. – Levantou as mãos em sinal de rendição – George, esqueça minha moto.



  Se despediram do motorista e foram para dentro do colégio, cada uma se direcionando para seu devido lugar.



As irmãs Mills com toda certeza só conseguiam pensar na criação que Emma e Ruby estavam levando. Tudo bem que elas tinham perdido os pais cedo, no entanto eles nunca agiram dessa maneira com elas. Henry e Cora enquanto vivos nunca tomaram nenhuma atitude estúpida como essas que Miranda e James faziam.



 Zelena estava curiosa para saber porquê os pais das adolescentes não eram presentes. Havia percebido também que essa ausência não era de agora, pois apesar da decepção na voz das garotas quando tocavam no assunto, a expressão que tinham era de conformidade, como se aquilo fosse a coisa mais normal de todas.




  Emma havia ficado intrigada com a relação das irmãs Mills. Tentou por toda maneira prestar atenção nas aulas, mas em menos 5 minutos ela já estava pensando na conversa que aconteceu esta manhã. Não queria ter parecido tão preconceituosa como foi, mas é que na educação que recebera isso parecia tão errado. Ainda sentia-se culpada e em sua cabeça, precisava pedir desculpas e além disso, queria realmente entender as outras duas.



 Talvez se fosse você no lugar de Emma, possivelmente também estaria nesse conflito interno entre decidir se aquilo, para você, era certo ou errado.



 O ser humano pode ser o animal mais inteligente de todos, todavia não negue que quando sua burrice aponta, ela pode ser gigantesca!

Sem contar que burrice e ignorância andam quase entrelaçadas, e ser uma pessoa assim era o que a loira menos queria.



 Pediu licença ao professor e saiu da aula já se encaminhando para a sala da diretora.



 Ela caminhava firmemente, todavia quando chegou na frente da porta e viu o nome Regina Mills na plaquinha, suas pernas bambearam e ficou nervosa.



– O que eu vou dizer? – Indagou a si mesma.



 Tudo bem que havia programado tudo em sua cabeça. Chegaria, pediria desculpas e Regina aceitaria prontamente. Todo o roteiro já estava feito, mas nem ela estava conseguindo seguí-lo.



– Respira e vai, Emma! – Encorajou a si mesma e bateu na porta três vezes.



 A voz de Regina soou forte mandado que entrasse.



– Srta Swan? – Perguntou surpresa, pois ela realmente não esperava ver a menina por agora.



– Podemos conversar?



 Emma estava parada no meio da sala, em frente a mesa de Mills. Sua voz era vacilante e sua expressão angelical demonstrava que estava nervosa. Regina quis rir, mas conteve-se para si mesma.



– Sim, nós podemos, mas eu espero profundamente que você não esteja aqui por conta de alguma confusão!



A menina arregalou os olhos.



– Não, não é isso! Eu queria pedir desculpas por mais cedo!



 A menina mordeu o lábio nervosa e a diretora se prendeu a esse ato. A postura nervosa e inquieta da mais nova agora lhe remetia outras coisas.



– Por favor, não faça isso! – Soltou num impulso e viu Emma franzir o cenho.



– Fazer o que?



– Esqueça. – Limpou a garganta – Prossiga com o que estava dizendo!



 Emma começou todo um discurso sobre como estava se sentindo culpada e que não queria ter sido tão preconceituosa como foi, no entanto a diretora não prestava atenção nisso.



 Observava minuciosamente a sua roupa no corpo da garota. Não havia dado a mínima para isso nesta manhã, mas agora esse detalhe havia lhe tomado total atenção. Ela mexia freneticamente na barra da saia tentando descontar seu nervosismo ali e Regina não pôde deixar de prestar atenção nisso.



 A saia drapeada cinza bem conservada, que já havia sido seu uniforme escolar a anos atrás, caia muito bem em Emma. O comprimento era aceitavelmente até o meio das coxas, o que não se tornava vulgar. A camiseta um pouco larga de Friends havia sido dobrada pela menina nas mangas para encurtar tal parte, o que fez com que os braços torneados ficassem expostos. A loira poderia parecer extremamente fofa com a roupa de Regina, não fosse seu coturno estilo militar quebrando todo ar angelical que ela possuía!



 A morena tentou por toda maneira manter sua atenção na fala da garota, mas seus pensamentos lhe traíam a cada segundo.



  Todo o esforço de Regina em manter seus pensamentos com Emma em uma relação apenas aluna e professora sem perversões havia fracassado totalmente!



 Sua mente pervertida já havia projetado uma imagem de sua aluna sentada em sua mesa. As pernas levemente abertas, a borda da saia um pouco levantada, possibilitava a visão da calcinha branca que a loira vestia. Suas mãos alisavam as coxas de Emma, indo até o limite que a saia impunha, quase tocando o sexo da menina e votavam tranquilamente! 



 Regina fechou os olhos e apreciou a visão que estava em sua cabeça, no entanto foi bruscamente puxada para realidade quando a garota lhe chamou a atenção.



– Então você aceita minhas desculpas, diretora Mills? – Era nítido a preocupação na voz da menina.



– Claro, Srta Swan!



 Regina não fazia a mínima ideia sobre o que Emma estava pedindo desculpas, no entanto aceitou prontamente, pois não havia condições de dizer para a garota repetir, porque ela estava tendo pensamentos impuros enquanto a mesma falava.



– E você acha que a professora Zelena também aceitaria minhas desculpas?



– Certamente ela também o fará, querida! Não se preocupe.



 Regina se levantou para abrir a porta para que Emma saísse dali e ela pudesse pensar direito, no entanto a menina se jogou em seus braços e agarrou sua cintura.



 A morena endureceu a postura assustada, mas a aluna pouco se importou e continuou o abraço enquanto sussurrava "obrigado por me desculpar"!



 Mills respirou fundo e retribuiu. Seus braços acolheram Emma e a garota, um pouco mais baixa que a diretora, enfiou seu rosto na curvatura do pescoço da mais velha.



 Arrepiada com a respiração calma da menina em sua pele, Regina a afastou delicadamente tirando-a de perto de si. Ela queria mantê-la ali, agarrar Emma com força contra seu corpo e aproveitar aquelas sensações, mas não podia!



– Agora vá para sua sala!



 Emma sorriu. Estava mais calma e um tanto feliz pelo fato de a diretora ter aceitado suas desculpas.



– Tudo bem, até daqui a pouco, diretora Mills!



 A menina deu um beijo no rosto de Regina e saiu porta a fora saltitante!



– Até, senhorita Swan... – Sussurrou mais si, já que a garota já havia sumido pelo corredor.


Notas Finais


Espero que estejam gostando, beijos <3


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