História Easier story - Capítulo 12


Escrita por: ~

Postado
Categorias Harry Potter
Personagens Alvo Dumbledore, Draco Malfoy, Harry Potter, Hermione Granger, Lílian Evans, Remo Lupin, Ronald Weasley, Sirius Black, Tiago Potter
Tags Cute, Drarry
Visualizações 241
Palavras 1.445
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Ficção, Fluffy, Magia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yaoi
Avisos: Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oiiiii

Capítulo 12 - Um pequeno problema


Eu amo o Draco.

Eu amo o Draco.

Eu amo o Draco.

Essas palavras invadiam a mente de Harry em vários momentos durante aquela semana que se seguiu. Hermione havia se mostrado uma ótima confidente, e Harry sempre desabafava com a amiga sobre o assunto “Eu amo o Draco”. Além disso, a menina também era uma ótima conselheira. E um dos conselhos mais frequentes dela era contar para seus pais e para Rony, que não sabia de nada.

Mas Harry não iria contar. Não agora que descobriu que amava seu melhor amigo muito mais do que o necessário. Antes, ele precisava ter certeza do que ele representava para Draco.

E aquelas palavrinhas invadiram sua mente novamente, e, novamente foi em um momento inoportuno. A professora Minerva o olhava, os olhos estreitados sob os óculos. Harry olhou ao redor e percebeu que todos movimentavam suas varinhas, murmurando algo, com o objetivo de transformar uma almofadinha de alfinetes em uma barra de chocolate.

Rapidamente, ele pegou a varinha, olhou o quadro e acompanhou as instruções. A professora parou de olha-lo depois de alguns minutos.

Draco estava sentado na carteira da frente. Ele e Harry sentavam lá sempre, mas nessa manhã, Harry acordara meio tarde e, quando chegou na sala, Draco já estava lá. Ele iria se sentar, mas uma garota da Corvinal – com quem partilhavam essa aula – se sentou primeiro.

Harry vinha observando ele, enquanto as palavrinhas iam e viam em sua cabeça, o que resultou na falta de atenção.

Por algum motivo, o loiro parecia perceber o olhar de Harry em sua nuca, porque toda hora Draco se remexia agitado na carteira.

Mas não era o olhar de Harry em sua nuca que estava causando isso.

Era a mão da garota em sua coxa.

E o pior era que a menina agia como se nada estivesse acontecendo. Draco estava a ponto de estourar.

Ele não entendia o por que de tanto nervosismo. Só sabia que aquele contado era... horrível. Ele não queria aquela mão pequena e pintada com um esmalte azul negro em sua coxa.

E, quando o sinal tocou, Draco se levantou com tanta força que a mão da menina bateu na mesa que dividiam.

Ele nem ligou. Saiu quase correndo de perto da garota, e, quando passou por Harry, pegou o braço do mesmo e o puxou.

-Hey! O que foi? – Harry perguntou, não entendendo o modo como o loiro parecia tenso.

Draco não respondeu. Uma coisa estranha se apossara dele. Ele estava elétrico, querendo acabar com aquela carga negativa que corria sobre si. A sensação quente da mão da garota em sua coxa ainda estava ali. Ele não estava excitado, longe disso, estava com nojo. Não entendia porque, mas estava. Quem aquela garota pensava que ele era? Um menino qualquer que sai comendo todas?

Não. Ele não era um garoto qualquer.

Quando ele já havia arrastado Harry até o terceiro andar, no momento vazio, a caminho do Salão Principal, o moreno decidiu falar:h

-Draco? Draco! Você pode pelo menos me dizer por que está me-

De súbito, Draco se virou, empurrou Harry na parede e grudou seus lábios.

Potter não sabia o que fazer. Essa era a primeira vez que não soube o que fazer quando Draco o beijou.

Malfoy o prensava contra a parede, possuindo a boca de Harry com uma rapidez absurda e urgente. Aos poucos, o susto passou e Harry retribuiu o beijo.

Quando se passaram alguns segundos a mais, eles se soltaram, ofegantes. Os óculos de Harry estavam totalmente tortos em seu rosto.

-O que... – nem terminou. Não sabia o que queria perguntar ao loiro. Mas, de alguma forma, Draco entendeu.

-É que... aquela menina que sentou do meu lado estava me tocando e eu não sei... eu só... quis tirar essa sensação entranha de nojo de mim.

A princípio, a raiva o dominou por completo, mas depois, Harry notou que Drco falara que sentira nojo.

Então ele não sente nojo de mim. Ao contrário disso.

E Harry quase falou. Chegou até a abrir a boca... mas não disse nada. Ainda não.

Ele somente sorriu e beijou levemente o loiro, logo depois o puxando pela mão para continuarem a caminhar.

-Vamos, estou com fome!

-/-

Draco estava na biblioteca. Era tarde, mas ainda faltava alguns minutos até a biblioteca fechar. Malfoy só estava adiantando um trabalho de Dunas Antigas, e Harry sabia que seria uma distração para o loiro se estivesse lá, por isso, se encontrava na Sala Comunal em mais uma das “sessões” que tinha com Hermione.

E foi no meio de uma difícil tradução que a coruja negra apareceu.

Draco a reconheceu na hora como a coruja de seu pai e logo se levantou e abriu a janela da biblioteca. A coruja largou uma carta em cima do trabalho de Draco e saiu pela janela ainda aberta.

O loiro pegou rapidamente a carta e reconheceu a letra de seu pai. Não era longa. Apenas um aviso. Ou melhor, uma ordem.

Draco,

Quero que saiba que nas férias de Natal, a família Iparis estará aqui em nossa casa como convidados, e pretendo realizar um laço entre nossas famílias.

A filha deles tem a sua idade. Você deve passar as férias conosco.

Atenciosamente,

Lúcio.

Draco sentiu a mão que segurava a carta tremer. A messes o pai falava sobre esse “laço” que queria realizar entre os Malfoy e os Iparis, que eram uma das mais antigas famílias de bruxos sangue-puro do Reino Unido. Draco sabia que isso era importante, que significava muito.

Mais a única coisa que pensava, era na sensação de nojo que sentiu quando a garota da Corvinal o tocou.

-/-/-/-/-/-

Draco fechou o malão. Harry estava deitado na cama, de barriga para baixo, lendo um livro, os pés balançando no ar. Seus cabelos estavam grandes, caindo na nuca e na testa. Os lábios estavam retos, e os olhos, concentrados, passeavam pelas palavras que lia.

Malfoy sorriu discretamente. Adorava observar o outro. Era um belo passa tempo para falar a verdade.

Mas então, se lembrou do malão a sua frente e do que ele significava. Estava indo embora de Hogwarts nas férias de Natal pela primeira vez. E seu pai tinha planos de forjar um casamento com uma menina que ele nem conhecia.

Draco não falara nada a Harry desde que recebera a carta, à uma semana. Só disse que seu pai queria que ele passasse as férias lá. Acabou que Harry decidiu ir para casa também. O loiro simplesmente não sabia como contar.

Não é como se tivessem algo sério, porque não tinham. Mas...eles se conheciam a tanto tempo. Ainda eram melhores amigos, apesar de tudo.

Mas Draco sabia que eram mais que isso. Não precisava de um título para o que eles tinham. Só precisava saber.

O loiro se aproximou de Harry divagar, e se abaixou de súbito, roubando um selinho do moreno. Harry riu, olhando divertido o outro.

Os olhos verdes continuavam tão lindos quanta sempre foram.

-O que foi? – perguntou, se sentando na cama para que Draco pudesse fazer o mesmo. O loiro se sentou, suspirando, mas sorrindo.

-Só... saudade antecipada. – respondeu, o que não era realmente mentira.

Harry sorriu, olhando para baixo, pegando a mão do loiro e brincando com seus dedos.

E então, Draco percebeu.

Ele amava aquele garoto moreno de óculos ridículos na sua frente. O amava como deveria amar a filha dos Ipares. O amava como julga que seus pais se amem.

E, no dia seguinte, estaria conhecendo sua possível/quase certa futura noiva.

E então, soube que nunca conseguiria fazer aquilo. Porque estava apaixonado, e não se casaria com ninguém que não fosse Harry Tiago Potter.

Draco enlaçou seus dedos com os de Harry, o que fez o moreno o olhar. O loiro sorriu levemente, se inclinando até beija-lo.

E foi o melhor beijo que já tiveram até aquele momento.

-/-

Draco não esperava isso. Definitivamente, não esperava.

A filha dos Ipares, June, era muito bonita. Sua pele branca fazia contraste com seu cabelo negro. E seus olhos eram iguais aos de Harry. Talvez sem aquele brilho “potteriano”, mas definitivamente era o mesmo tom de verde. Ela era sorridente, inteligente, gentil, engraçada... tudo o que Draco julgava esperar de alguém que pudesse gostar.

Ou talvez todas as qualidades que ele via nela que pertenciam a Harry.

Estar apaixonado é uma merda.

Mas, mesmo assim, a menina pareceu perceber que Draco não queria nada com ela. E, infelizmente, seus pais também. E Lúcio principalmente.

Por isso, quando – finalmente – os convidados foram embora, Lúcio se virou para Draco com uma cara que seria capaz de assustar um bicho-papão, mas nada que Draco já não estivesse acostumado.

-Acho... que temos um problema aqui, Draco.


Notas Finais


Vishhhhhhhh


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