História Eclipse - Capítulo 2


Escrita por: ~

Postado
Categorias EXO
Personagens D.O, Kai, Kris Wu, Lay, Lu Han, Sehun, Suho, Tao, Xiumin
Tags Bruxaria, Kaisoo
Exibições 142
Palavras 2.489
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Magia, Romance e Novela, Sobrenatural, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oi, então era pra eu estar postando esse cap no domingo ou até mais tarde, porém, me pediram pra postar mais cedo então aqui estou.
Não sei se ficou tão bom, mas espero que gostem.
Boa leitura!

Capítulo 2 - 1- Abandono


Jongin sempre fora desprezado por sua mãe.

Ele não entendia o porquê dela o desprezar tanto. Afinal, ele era um bom menino, ajudava nos afazeres da casa, nunca a respondia ou a tratava mal.

Jongin já havia perguntado por qual motivo sua genitora agir dessa maneira consigo, mas sua resposta era sempre a mesma:

 

Apenas um olhar carregado de puro nojo.

 

E isso machucava a pequena criança. Ah, como machucava. Machucava de tal forma que o pobre garoto derramava lágrimas de seus lindos olhos toda noite.

   Mas o menino continuava forte. Continuava forte pois, apesar de tudo, ele amava sua mãe com todo o seu ser. Ela nunca o tratava como se fosse seu filho, mas ele não se importava com isso.

 

Ele sabia que ela o amava de volta, nem que fosse uma pontinha de amor, mas ele sentia que a mulher o amava.

 

                                                                                                   ✴☽ 

  Faltava apenas um dia para o aniversário de Jongin. Ele estava ansioso, claro, afinal era um dia muito especial para si, pois o mesmo faria dez anos de idade. Seria um grande passo para ele.

Não haveria nenhum tipo de comemorações ou presentes de sua mãe. Mas ele não se importava, pois em sua mente infantil ele pensava que já estava se tornando um homem.

O menino estava deitado em sua cama, olhando para o teto e pensando. Pensando se  mudaria algo em seu corpo, se ele cresceria mais, se nasceriam pelos em si.

Enquanto viajava em seus próprios pensamentos, ele notou um ser conhecido encostado na porta de seu quarto.

 

Era sua mãe.

  

Ela o observava de uma forma diferente. Como se pensasse em algo enquanto o olhava.

 

Jongin a encarou de volta, mas ela só continuou ali, em silêncio absoluto.

 

Passados alguns minutos de ambos trocando olhares, a mulher aproximou-se da ponta cama e perguntou:

“Posso sentar-me aqui?” Jongin apenas concordou com um aceno de cabeça e sentou-se para ficar frente à frente com sua genitora.

“Então...” a mulher começou “Amanhã é o seu aniversário de dez anos, não é?”

“É-é sim.” O menino respondeu, estranhando um pouco tudo aquilo que estava acontecendo.

“Você está se tornando um homem! Meu filho está se tornando um homem!” Jongin estranhou a maneira que a mulher havia falado de si, e... Espere um pouco.

 

Ela estava sorrindo.

 

O garoto nunca havia visto sua mãe sorrir. Pelo menos não para si.

 

E ele havia de admitir, aquele sorriso era lindo.

 

O jovem ficara alegre, e por instinto lhe sorriu de volta.

 

“Meu filho, amanhã, quando o sol se pôr, irei lhe levar para um lugar especial.” A mulher continuou e o pequeno a olhou curioso “Irei levar-lhe ao lugar onde eu e seu pai nos vimos pela primeira vez.”

 

Seu pai.

 

Sua mãe nunca, em hipótese alguma, falava de seu pai. Tudo o que sabia sobre o mesmo era que ele tinha as mesmas cores de olhos que os seus e que havia sumido quando engravidara sua mãe.

 

O menino arregalou os olhos, surpreso com a fala da mãe.

 

Quando ela olhou no fundo de seus olhos, ela viu aquelas duas cores estampadas em sua íris e seu sorriso sumira automaticamente.

 

Jongin havia feito novamente.

 

Ele não sabia como controlar aquilo ou como parar. Só sabia que acontecia de essas cores aparecerem quando ele estava com medo, triste, ou até mesmo feliz demais.

 

Abaixou sua cabeça e piscou algumas vezes para tentar parar aquilo. O que funcionou.

 

Voltou a encarar a mulher sentada em frente à si e perguntou:

 

“Que lugar é esse mamãe? Eu ‘tô ansioso. Quando eu chegar lá irá haver alguma surpresa, não é?! Eu sabia que você me amava! Eu sempre soube.”

 

A moça sorriu com tamanha inocência vinda daquele ser.

 

“Sim querido. Haverá uma surpresa para você. Apenas deite e tente dormir, amanhã será um dia longo e quando chegar a noite eu o levo até lá, tudo bem?”

O menino apenas fez que sim com a cabeça e com um sorriso no rosto deitou-se. No momento em que fechou seus olhos, sentiu lábios quentes beijarem sua testa. Como se fosse possível, seu sorriso se alargou ainda mais.

 

Seu último pensamento antes de deixar ser levado pelo sono, fora o de que sua mãe o amava, e que amanhã seria um dos melhores aniversários de sua vida.

 

                                                                                                 ✴☽ 

 

Quando Jongin acordara naquela manhã especial de janeiro, o dia todo foi completamente diferente de todos os outros que havia vivido.

Primeiro, o menino foi acordado por sua mãe, lhe dando um longo beijo na testa e lhe sussurrando um “Feliz aniversário!”. Óbvio que a criança, agora com dez anos, estranhou a atitude da mesma, mas não contestou, apenas decidira aproveitar aquele momento tão raro.

Antes de sair do quarto, sua genitora falou para si:

“Se prepare para quando o sol se pôr meu filho. Coloque vestimentas em sua bolsa, não se esqueça de pôr suas roupas íntimas!” o garoto estranhou ainda mais aquela situação e resolvera fazer o que sua mãe havia lhe pedido.

Logo após organizar sua mala e tomar seu banho matinal, o menino fora até a cozinha, esperando encontrar as mesmas coisas de sempre: um pão seco e um copo de café sem açúcar, café puro. E Jongin odiava café. Para ele, aquilo era como veneno, mas bebia, pois não queria ver sua mãe mais insatisfeita que o normal.

Ao colocar os pés naquela parte de sua casa, um tanto quanto pequena, o que encontrou ali fora de arregalar os olhos e encher seu pequeno coração com tamanha felicidade. Havia, bolos, pães e suco. Isso mesmo! Suco! Ah, mas ele não poderia estar mais feliz. Estava tão feliz que nem percebeu o quanto a expressão facial de sua mãe mudara ao olhar naqueles olhos e enxergar aquelas cores.

 

     “Aproveite esse último café da manhã, seu ser abominável.” Jongin não ouvira, estava concentrado demais em sua refeição para prestar atenção nas coisas que sua mãe murmurava.

 

                                                                                                      ✴☽  

 

 

O momento que o garotinho tanto ansiava, finalmente havia chegado. O menino estava tão ansioso, que seu coração batia tão forte em sua caixa torácica, que o pobre garoto pensou que poderia enfartar ali mesmo, a caminho do lugar onde sua mãe e seu pai se encontraram pela primeira vez.

O dia fora relativamente bom na mente da criança. Parecia que todo aquele desprezo e nojo que sua mãe sentia de si tinha ido embora, e todos os anos que não recebera uma pequena parcela de amor, foram recompensados naquele dia.

 

Ele sabia.

 

Ele sempre soube.

 

Que sua mãe o amava, nem que fosse um pouquinho, mas ela o amava. Mesmo sem a mesma ter falado que o amava, ele não precisava de palavras. Todos os gestos mostrados naquele dia quatorze, mostravam-lhe o que a mulher não queria dizer-lhe.

 

Os dois, mãe e filho, já se preparavam para sair.

 

Jongin, com sua bolsa cheia de vestimentas. E sua mãe apenas com a roupa do corpo.

 

O menino estranhou ele estar levando roupas e sua mãe não. Mas não falou absolutamente nada. Apenas pegou na mão direita da mulher que estava ao seu lado.

Os dois começaram a caminhar. Nenhum som era ouvido além de suas respirações e dos animais noturnos que já começavam a aparecer.

Eles entraram em um lugar estranho. Um lugar escuro e cheio de árvores de todos os tamanhos e formas. Jongin deduziu que eles estavam entrando em uma floresta. E essa floresta o assustava. Enquanto tentava esconder-se atrás de sua mãe, a mulher começou sua fala:

“Fora nessa escura floresta que o encontrei pela primeira vez.” A mulher deu um longo suspiro ao lembrar do homem que a seduziu como nenhum outro “Ah Jongin, ele era lindo. Lindo como você, só que mais alto e com traços mais fortes. Sua pele era linda, cor de chocolate, assim como a sua. Sinto que você será tão lindo quanto o mesmo.”

O menino sorriu ao escutar sua mãe falando de seu pai. Ia pronunciar algo mas quando estavam no meio do caminho, sua mãe subitamente parou de caminhar e virou-se para si com um falso semblante surpreso.

“Jongin! Esqueci algo em nossa casa! Preciso voltar para pegá-lo.” Jongin estava prestes à segui-la, porém ela o olhou e disse “Me espere aqui, deixe que irei sozinha. Continue aqui, quietinho, me esperando, tudo bem?” O menino apenas fez que sim com a cabeça e viu sua mãe distanciando-se cada vez mais, assim como os raios de sol naquele começo de noite.

  

O menino apenas sentou em cima de uma pedra e a esperou. Esperou pela mulher, e esperou por sua surpresa.

 

Já a mulher, agradecia a Deus por ter conseguido se livrar daquele fardo.

 

Ela não retornaria para buscá-lo. Ela nunca mais apareceria na vida daquele garoto de olhos especiais. Nunca.

 

                                                                                                           ✴☽ 

Kyungsoo estava quase dormindo, quando sentiu algo forte em seu peito e uma dor de cabeça repentina. Não era uma simples dor de cabeça que dava para suportar, era uma dor torturante e completamente insurportável.

  Sua visão estava embasada e ele não conseguia enxergar mais nada.

Ele não sabia o que estava acontecendo. Nunca em seus mil anos de vida, isso havia acontecido.

A dor em sua cabeça aumentou ainda mais. Conforme aumentava, ele começava a ver uma coisa, mas não o que estava ao seu redor e sim uma criança. Um menino para ser mais exato. Ele estava com medo, chorava intensamente e clamava por sua mãe. Kyungsoo reconheceu o lugar que o menino se encontrava.

    Sua visão voltara ao normal e ele balançava a cabeça em negativa perguntando a si mesmo o que tinha acabado de acontecer. Mas uma voz em sua mente apenas dizia “Vá atrás dessa criança.” “Ela precisa de você...”

E Kyungsoo sem nem mesmo pensar em desobedecer a tal voz. Trocou-se rapidamente e saiu em disparada na direção da porta de madeira. Estava tão apressado que acabou derrubando algo de vidro, o que fez um barulho alto e acordou um dos membros de seu clã.

 

     Baekhyun.

 

Ele estava com o rosto um pouco amassado e uma expressão mista de sono e irritação. A única coisa que cobria seu corpo era um lençol de tom branco. Kyungsoo imaginou o que ele estaria fazendo com o seu parceiro dentro daquele quarto, mas afastou essa imagem de sua mente.

”Para onde está indo, Kyungsoo?”

“Não preciso lhe dar satisfações sobre para onde vou ou o que faço, agora por favor volte para sua cama, Chanyeol deve estar à sua espera.”

“Ok, Kyungsoo. Só não faça besteiras.” Baekhyun respondeu, um tanto quanto chateado pela grosseria do amigo.

Kyungsoo, no entanto, estava apressado e logo quando o outro terminou sua fala, apenas correu o mais rápido que pode, sem se importar de a porta estar trancada ou não.

 

                                                                                          ✴☽ 

 

        Kyungsoo encontrava-se na entrada da floresta.

 

Estava muito escuro, mas isso não seria um problema.

Correu o mais rápido que pode, até começar a escutar gritos desesperados.

 

           “Mamãe! Mamãe! Onde está a senhora?!”

 

O som estava um pouco distante mas ele conseguia ouvir com uma certa clareza.

 

“Mamãe, onde está você?! Você vai voltar para me buscar, não é?! Por que demora tanto minha mãe?!”

 

   Conforme Kyungsoo apressava mais o passo, mais ele podia escutar com mais clareza.

 

Mamãe, eu estou com medo! Os bichos ruins irão me pegar! Por favor não me deixe aqui no escuro! Eu tenho muito medo!

 

Os gritos aumentaram, até que Kyungsoo observou uma criatura.

As lágrimas desciam sem parar de seus olhos.

Em seu colo havia uma bolsa feita de pano.

O mais velho tentou se aproximar de maneira silenciosa, porém, acabou por pisar em um galho e fizera um barulho alto o suficiente para o menino focar os olhos em si.

 

Seus olhos...

 

Um de cor alaranjada e o outro de uma cor cinza.

 

Curioso.” Kyungsoo pensara.

 

“Q-quem é-é v-você?!” o menino em apenas um impulso saiu de cima da pedra onde estava sentado, e com a tamanha rapidez que levantara, foi de encontro ao chão.

O mais velho estendeu uma mão ao mais novo, mas o mesmo o olhou com aquelas duas orbes de cores diferenciadas e negou com a cabeça.

“O que fez com minha mãe? Você sabe onde ela está? Se souber por favor diga-me!” o de cabelos negros sorriu diante de tanta inocência vinda daquele pequeno ser.

“Eu não sei onde está a sua mãe. Para onde ela foi e por que lhe deixou sozinho neste lugar tão escuro e perigoso?” O homem perguntou, um tanto quanto curioso.

“E-ela me trouxe até aqui para mostrar-me uma surpresa, pois hoje é meu aniversário.” Logo depois de terminar essa frase, o menino abaixou a cabeça e Kyungsoo pode ver uma lágrima cair de um de seus olhos. “Ela esqueceu algo em casa e voltou para pegar só que até agora não voltou, e eu estou com medo! Muito medo!”

Quando o garoto parou de falar, ele entendera perfeitamente o que estava acontecendo.

Ele entendeu, pois já havia vivido aquilo.

Poderia completar-se cinco mil anos, mas ele nunca esqueceria daquela maldita sensação.

 A sensação de abandono, de estar perdido e de clamar por algo que nunca mais estaria ali. Doía, doía como o inferno.

 “Olha, vamos esperar mais um pouco. Vamos ver se sua mãe aparece. Eu espero com você, se quiser.”

“E-eu quero. Mas por favor não me deixe sozinho.”

Eu não irei.” Sentou-se ao lado do pequeno no chão coberto por folhas “Afinal, como se chama?” o mais velho perguntara.

“Eu me chamo Jongin, Kim Jongin. E você?”

“Muito prazer Jongin!” estendeu uma de suas mãos ao garoto, que a apertou com vontade. “Meu nome é Kyungsoo, Do Kyungsoo.” O mais alto sorriu ao ver a reação do pequeno. “Você tem lindos olhos sabia?” O garoto o olhou completamente surpreso. Ninguém nunca havia dito que seus olhos eram bonitos, muito menos lindos!

“O-obrigado. O seus olhos são... engraçados.”

“Engraçados? Por quê?”

“São grandes. São bonitos olhos grandes. Mas são engraçados.” Ao final da frase o menino, que atendia pelo nome de Jongin, dera uma risada infantil.

“Obrigado.” Kyungsoo riu de volta.

Um silêncio se instalou entre os dois. Não souberam quanto tempo ficaram em silêncio, mas deixaram o tempo passar. E que conforme passara o sol já dava sinais de que logo iria aparecer.

Kyungsoo se levantou primeiro, e quando viu, o pobre garoto estava quase caindo de sono.

“Jongin.” Sussurrou “Jongin!”

O menino despertou rapidamente e a primeira coisa que fez foi perguntar ao mais velho se sua mãe havia aparecido.

“Não, ela não apareceu.” Jongin logo abaixara a cabeça, entristecido. “Mas... Jongin?”

“Hm?”

“Venha comigo até minha casa. Você deve estar com fome. E precisa fazer sua rotina matinal.” O menino o olhou, meio receoso se deveria ir ou não “Depois nós podemos procurar sua mãe, o que acha?”

 

“Ah, tu-tudo bem.” O menino concordou, antes de começar a seguir o mais velho para a saída daquele lugar, que agora estava sendo coberto por novos raios de sol.

                                  

 

                                                                                


Notas Finais


Até o próximo capítulo!


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