História Eclipse - Capítulo 3


Escrita por: ~

Postado
Categorias EXO
Personagens D.O, Kai, Kris Wu, Lay, Lu Han, Sehun, Suho, Tao, Xiumin
Tags Bruxaria, Kaisoo
Exibições 70
Palavras 3.212
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Magia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


OI GENTE QUERIA DIZER QUE ESTOU MUITO FELIZ COM OS FAVS E OS COMENTÁRIOS!
nossa, eu estou realmente feliz com o resultado dessa fic, muito obrigada a todos. <3
obrigada fbi ksaisoo, que sempre me incentivam a continuar a escrever <3
e obrigada bia por sempre surtar comigo <3
então é isso! boa leitura! [se tiver algum erro, peço que me desculpem desde já]

Capítulo 3 - 2- Novo lar


 Jongin estava cansado.

Não havia nem cinco minutos desde que estavam andando, mas o pobre garoto estava sentindo uma dor insurportável em suas pernas. Não queria dizer para Kyungsoo, pois estava com medo de incomodá-lo. Mas sua tentavia foi em vão quando o mais velho o olhou com uma expressão preocupada, enquanto olhava para o rosto em uma expressão distorcida no rosto da criança.

"Jongin? Está tudo bem?" O menino tentara forçar um sorriso, mas uma pontada em forte de dor em sua perna o obrigou a voltar à expressão distorcida de alguns segundos atrás. "Você deve estar muito cansado. Venha, suba em minhas costas, eu levo você." Jongin ficou um pouco receoso de estar incomodando o moreno, mas o cansaço e a dor em suas pernas de tamanho médio, estavam falando mais alto.

Kyungsoo pegara a bolsa do menino em uma de suas mãos e a segurou. Se abaixou até que estivesse de joelhos, e chamou o mais novo para subir. Jongin colocara as mãos em seu pescoço e logo após deu um impulso, colocando suas pernas em volta da cintura de Kyungsoo. O mais velho se levantara, e sem nem ao menos esperar, Jongin jogou sua cabeça contra os ombros do outro e ali mesmo dormiu.

 

                                                                                                 ✴


O menino acordara.

 

Perguntou a si mesmo se havia dormido pouco ou se o caminho da casa de Kyungsoo era tão longe. Mas o que ele não sabia, era que o mais velho não estava o levando para casa. Kyungsoo não queria que o seu clã ficasse sabendo da existência do menino. Não agora. Por isso, estava levando o garoto para um lugar um tanto quanto longe de sua verdadeira casa. Um lugar onde ninguém menos do que ele, sabe da existência. Apenas ele, por ser seu esconderijo desde que era uma criança.

"Kyung, nós estamos perto? Eu 'tô com fome e preciso ir ao banheiro." Jongin falara, mexendo as pernas como um sinal para que o outro o colocasse no chão. Suas pernas já estavam melhores e ele não precisava que o moreno o levasse nas costas. Colocou-se ao lado do mais alto e tornou a caminhar.

Kyungsoo sorriu com o apelido dado pela criança sem que ela ao menos notasse, e logo depois respondeu:

"Nós já chegamos. Venha." Jongin apenas o seguiu.

Eles pararam em frente a uma casa muito pequena, feita de madeira, com um símbolo de uma meia lua estampado em sua porta. Kyungsoo pronunciara algumas palavras que Jongin não conseguiu entender. O mais velho espalmou uma das mãos na porta e a empurrou de leve, logo abrindo-a.O lugar era semelhante a um quarto de proporções não muito grandes. Havia apenas uma mesa, um pequeno armário e uma cama pequena que servia apenas para uma pessoa. O chão era feito de madeira, assim como as paredes, onde havia uma pequena janela. O pequeno lugar tinha um cheiro aconchegante e estava tudo organizado na mais perfeita ordem. Jongin olhou admirado para o interior da pequena casinha, seus olhos brilhavam. Kyungsoo riu da reação do pequeno e o convidou para entrar. Assim que o menino entrara o mais velho fechou a porta e adentrou o pequeno cômodo.

"O banheiro é logo ali." O moreno avisou, apontando para uma pequena porta no final da casa, que Jongin sequer notou a existência da mesma. Logo após o aviso do mais velho, o garoto jogou sua bolsa na pequena cama e foi em passos rápidos até a pequena porta.

Enquanto o pequeno estava no banheiro, Kyungsoo tratou de procurar alguma coisa para ele e o menino comerem. O máximo que conseguiu encontrar dentro daquele pequeno armário fora, duas maçãs e um pequeno pedaço de pão que havia deixado ali na manhã anterior. Havia também uma pequena jarra com um pouco de água dentro. O homem colocou todas as coisas que encontrou em cima da pequena mesa, que continha dois banquinhos de madeira ao redor.

Assim que Jongin saiu do banheiro, viu Kyungsoo sentado em um dos banquinhos que parecia ser pequeno demais para o seu tamanho. O mais novo riu da situação do moreno e logo depois se dirigiu ao banquinho à frente de Kyungsoo.

"Desculpe-me, não havia muita coisa em meu armário e a única coisa que consegui foram esses alimentos. Espero que aprecie este pequeno café da manhã." Kyungsoo falara, sorrindo para o pequeno e pegando uma maçã para poder comer.

"Tudo bem. Obrigado por tudo. Quando encontrarmos minha mãe irei pedir para ela fazer um jantar só pra você." Jongin falou em um tom esperançoso e começou sua refeição. "Onde você conseguiu essa casa, Kyung? Ela é tão pequena mas é tão bonitinha."

"Meu pai me deu. Ele me disse que este era um lugar especial, feito apenas para mim." Kyungsoo lançou um sorrisinho triste para o pequeno, mas ele não percebeu por estar concentrado em sua maçã.

"Seu pai? O que aconteceu com ele? Sabe, minha mãe nunca falou sobre meu pai... quer dizer, ontem ela falou, mas foi muito pouco." O menino falou, em um tom pensativo.

"Meu pai morreu quando eu tinha dez anos."

"M-me desculpe. E-eu não fazia ideia." Jongin respondeu em um tom culpado.

"Não se preocupe, faz um longo tempo desde que aconteceu. Diga-me, o que sua mãe falou sobre seu pai?" O de cabelos negros perguntou, um tanto curioso para saber sobre o pai do garoto.

"Ah, ela disse que ele era lindo e que se parecia comigo, só que com traços mais fortes. Ah e ela também disse que sua pele era cor de chocolate." Disse terminando de comer sua maçã.

"Nada sobre seus olhos diferentes?"

"Não. Mamãe nunca falou sobre meus olhos. Eu sempre achei que ela os odiava, porque ela sempre me olhava com raiva quando eles apareciam. E eu também nunca gostei deles. Quando eu tentava fazer aquilo desaparecer, grande parte das vezes não funcionava e ela ficava com mais raiva de mim. Então se minha mãe não gosta de mim por causa dessa coisa dos meus olhos, eu também não gosto." Os dois terminaram a pequena refeição ao mesmo tempo. O mais velho ficou assustado com as palavras do pequeno, mas apenas ficou em silêncio.

O mais jovem dos dois saiu do banquinho e logo em seguida fora até a pequena cama, pegando sua bolsa de pano. "Então, a gente pode ir procurar minha mãe agora? Ela deve estar preocupada comigo. Faz tempo que sumi." Falou em um tom ansioso, estava empolgado para encontrar sua mãe novamente.

"Sim, vamos. Pegou suas coisas?" O menino apenas mostrou sua bolsa para o mais velho. Kyungsoo fechou a janela, e em seguida foi em direção à porta, junto do garoto. A abriu e deixou que o menino fosse em sua frente. Fechou a mesma falando as tais palavras que Jongin, mais uma vez, não conseguiu entender. E assim seguiram à procura da mulher.

                                                                           

                                                                                                ✴

 

Jongin achou melhor começar a busca por lugares que a mãe frequentava, antes de ir até sua casa.

O menino e o homem foram em direção às barracas de frutas e legumes, perguntou ao vendedor que conhecia bem sua mãe, se ela não havia aparecido por ali. E o vendedor apenas disse que não a via desde a manhã anterior. E foi assim com todos os vendedores. Todos disseram que a última vez que a mulher apareceu fora na manhã anterior. Jongin apenas pensou que sua mãe decidiu dormir um pouco mais naquele dia.

Depois de falhas tentativas e tantas perguntas repetidas, o menino decidiu ir logo para casa. O mais velho apenas o seguia, temendo a tamanha decepção do menino ao ver que a mãe não estaria ali. Pois Kyungsoo sabia. Sabia que a mulher, naquele momento, estava à quilômetros de distância.

Chegaram em uma pequena casa feita de madeira, onde Jongin dissera que ali era o lugar onde morava.

"Vem comigo Kyung. Vou te mostrar minha mãe. Você vai ver como ela é linda. Espero que ela goste de você." A inocência da criança era tão grande, o mais velho invejava isso na pequena criança.

 

Kyungsoo apenas seguiu o mais jovem e esperou que ele abrisse a porta.

 

"Mamãe!" Jongin gritou "Cheguei! Eu sei que você estava preocupada por isso vim o mais rápido que pude!" Saiu procurando a mulher por todos os cantos da casa "Mamãe! Onde está a senhora?" Olhou para Kyungsoo com um olhar de desespero "Kyung, me ajude a procurá-la!" Seus olhos já estavam brilhando, dando um sinal de que suas lágrimas começariam a cair em breve.

Kyungsoo procurou. Procurou por toda a casa, até mesmo fora dela. E só encontrou o mais absoluto nada.

 

 "Jongin, sinto muito em lhe dizer, mas sua mãe não está em lugar algum." Seu tom era de tristeza, pois era isso o que ele estava sentindo.

Jongin desesperou-se, e o choro que veio a seguir fora alto. O pequeno se ajoelhara no chão e com os rosto entre as mãos ele chorou ainda mais. O pequeno chorava tanto, que ele tremia. Kyungsoo não pensou duas vezes antes de correr em direção ao garoto e o envolver com seus braços. Afagou seus cabelos e beijou-lhe a testa.

"Calma pequeno, vai ficar tudo bem. Eu prometo."

"M-mas e-ela não p-pode ter me deixado. Não é, Kyung?!" Levantou sua cabeça do peito, já encharcado pelas suas lágrimas, olhando para Kyungsoo. O mais velho não soube como reagir, apenas olhou nos olhos daquela criança. Aqueles lindos olhos. Laranja e cinza. Aquilo era uma das coisas mais lindas e extraordinárias que Kyungsoo já tivera o prazer de ver. O menino apenas afundou o rosto no peito do moreno e chorou, chorou o quanto pode.

 

Kyungsoo não sabia o que fazer além de abraçar aquele corpo frágil, abraçar aquele ser tão especial.

 

"Jongin, você não tem nenhum parente que possa cuidar de você?"

 "N-não. E-eu estou s-sozinho! E-eu só tenho dez anos! Como irei sobreviver sozinho?!" Chorou ainda mais, se é que isso era possível. Os olhos do menino ardiam e sua cabeça latejava pela dor imensa que sentia.

Passaram bons minutos naquela posição. Até que uma ideia invadiu os pensamentos de Kyungsoo. Ele poderia estar fazendo a maior loucura de sua vida. Mas ele precisava tentar. Afastou o pequeno de si e pegou seu rosto com as duas mãos e o olhou fundo naqueles lindos olhos.

 

"Jongin, eu tenho uma proposta para lhe fazer." O mais velho comentou e por um momento o mais novo sessou as lágrimas.

 

"Que proposta é essa Kyung?" O menino perguntou, fungando e limpando algumas lágrimas que continuavam caindo.

"O que acha de morar comigo?" Jongin arregalou os olhos em surpresa.

"M-mas Kyung, você me conheceu ontem! E sua casa parece ser tão pequeininha..." Respondeu em um tom triste.

"Aquela não é a minha verdadeira casa. Aquilo é só meu esconderijo. A casa onde moro é maior e moram mais quatro rapazes junto de mim."

"M-mas, e se eles não gostarem de mim? Já não tem gente demais nessa casa? Tenho medo de estar incomodando você." Fez um bico infantil com os lábios e Kyungsoo não reprimiu um sorriso.

"A casa é grande, ainda temos mais um quarto. Eles irão gostar de você. Afinal quem não gostaria de uma criança tão especial quanto você?!" O menino ficou envergonhado pelo elogio, mas mesmo assim lhe sorriu largo. O menino levantou-se e ficou de frente para o mais velho, que continuava sentado.

"E se mamãe voltar?" Kyungsoo olhou naqueles olhos curiosos e viu que ainda existia um pequeno fio de esperança.

"Irei vir até aqui todos os dias, e se ela voltar, você será o primeiro a saber." Disse com completa convicção de suas palavras.

"Promete?" Levantou o dedo mindinho na direção do mais velho e ergueu uma sobrancelha. Kyungsoo sorrira com o ato e entrelaçou o seu dedo mindinho no de Jongin.

 

"Eu prometo."

 

O homem não só prometera aquilo. Ele fez uma promessa que mudaria, não só a sua vida, mas a de todos que conviviam consigo. Ele prometeu que cuidaria daquele menino. Ele prometeu que o protegeria. Ele prometeu que o amaria como nenhum outro amou ou iria amar.

 

                                                                                                ✴

 

Estavam chegando na casa em que Kyungsoo chamava de lar e que logo, logo Jongin poderia chamar também.

 

Jongin havia adormecido novamente, como no começo da manhã, agarrado em suas costas e com a cabeça em seu ombro. O menino adormeceu porque estava cansado, mas dessa vez não era uma simples dor em suas pernas. Seus olhos estavam cansados de tanto derramar lágrimas por uma mãe que não o merecia. Mas seu coração estava ainda mais cansado. Cansado de amar a alguém que não o amava de volta, mas mesmo assim continuar a bater.

Enfim, chegaram. A casa de Kyungsoo era relativamente grande, feita com uma madeira escura. Acima da porta, havia uma figura com todas as fases da lua. Abriu a porta com cautela, pois estava com medo de acordar o menino que dormia tão profunda e tranquilamente.

Entrou a passos lentos e delicados, com medo de fazer algum barulho. Foi em direção ao quarto ao lado do seu. Lá havia uma pequena cama e um criado mudo. Deitou o menino na cama e os pertences do mesmo foram deixados em cima do criado mudo. Sorriu ao ver que o pequeno ainda dormia profundamente e sua expressão facial era calma.

No momento em que virou-se para fechar a porta, deparou-se com um Baekhyun espantado, com os olhos arregalados.

 

"O-o que é isso?" O de cabelos castanhos perguntou.

"Uma criança." Kyungsoo respondeu respondeu em um tom rude.

"Sim, eu sei que é uma criança. Mas o que quero saber é o que ela está fazendo em nossa casa."

"Os outros estão aqui?" O moreno perguntou, ignorando a indignação do outro.

"Sim, estão. M-mas você ainda não respondeu minha pergun-" Ia continuar se não tivesse sido interrompido.

"Ótimo. Convoque todos para uma reunião na sala, explicarei tudo o que você tanto deseja saber. Estarei lá em meia hora. Preciso de um banho." Baekhyun concordou, saindo do local, indo em passos rápidos chamar os outros.

 

Todos os cinco já estavam reunidos na sala.

 

Sehun, Baekhyun, Chanyeol e Junmyeon sentados no sofá e Kyungsoo de pé.

 

"Então... Já estamos todos aqui. Agora explique-nos o por quê de ter saído em quanto a lua ainda estava no  céu e só ter voltado quando o sol já estava indo embora. E ainda explique o por quê de ter trazido uma criança consigo." Fora Junmyeon que falara. Fuzilou Kyungsoo com o olhar, recebendo um olhar furioso do mesmo.

"Quero que todos vocês tenham paciência, pois a história é um pouco longa." Seu tom de voz era calmo. Todos o olhavam em expectativa.

"Você irá falar ou não?" Dessa vez fora Chanyeol que falou. Seu tom era irritado e impaciente.

 

Kyungsoo deu um longo suspiro antes de começar.

 

"Primeiro, vou explicar o por quê de eu ter saído tão tarde da noite." Mais um suspiro "Eu tive uma visão." Os olhou com seriedade e todos ficaram surpresos.

"Uma visão... Certo, e como era essa visão?" Sehun perguntou, curioso.

"Em minha visão, eu o via. Eu via Jongin. Eu o via chorando e clamando pela mãe. Algo dentro de mim simplesmente disse-me para ir atrás dele e eu o fiz."

"Agora explique o por quê de ter voltado com ele." Baekhyun se pronunciou.

"Após ter encontrado ele na floresta, eu passei horas esperando a mãe dele. Disse para o menino que se ela não voltasse até o amanhecer, eu o levaria para comer e fazer a higiene diária, e logo depois procuraríamos sua mãe. E acredite, nós procuramos. Procuramos por todos os lugares possíveis, mas a mulher desapareceu da cidade, ou quem sabe, do país. Como o garoto não tinha nenhum parente próximo eu resolvi trazê-lo para morar conosco." O de cabelos negros deu mais um suspiro e quando entreabriu os lábios para falar mais uma coisa foi interrompido.

"Kyungsoo, você perdeu sua cabeça de vez?! Você tem noção do problema que nos trouxe?! Ele é um humano, não contêm sangue místico em suas veias. Você é o mais poderoso de nós e um dos mais inteligentes e faz uma merda dessas?!" Baekhyun se levantara, com o rosto vermelho de raiva, falando alto o suficiente para que todos dentro e fora daquela casa o pudesse escutar.

"Baek, mantenha a calma." Chanyeol tentara acalmar o parceiro, mas sua tentativa fora falha.

"MANTER A CALMA? Chanyeol, ele traz um sangue sujo para nossa casa e você quer que eu mantenha a calma? Afinal por que você não deixou ele na floresta?! Me fala Kyungs-" Não deu tempo de completar sua fala pois um tapa forte fora dado em uma de suas bochechas.

 

Todos olharam para Kyungsoo, estupefatos com a cena que acabaram de presenciar.

 

"Kyungsoo você enlouqueceu? Olhe só o que você fez!" Chanyeol falou, incrédulo com tamanha audácia vinda do homem à sua frente. O lado direito da face de Baekhyun ardia e já era possível ver a marca dos cinco dedos de Kyungsoo. Ele iria falar algo, mas foi interrompido mais uma vez.

"Lave sua boca com água benta antes de falar do Jongin." A raiva corria as veias de Kyungsoo, seu coração pulsava rapidamente e se o mesmo não fosse imortal, pensou que morreria de infarto ali mesmo. "E Jongin não é um sangue sujo. Pelo menos não completamente."

Baekhyun se levantou ainda com a mão em seu rosto e perguntou:

"Do que você está falando? Ande, explique-nos!"

"Ele tem mais poder do que você pode imaginar Baekhyun. Jongin pode não saber agora, mas ele é mais poderoso do que nós todos juntos. Mais poderoso do que eles juntos."

 "Ainda não compreendo." Sehun o olhou com uma expressão confusa.

"O sangue do menino contêm magia. O sangue dele é místico. E acredite, seu poder é enorme." Kyungsoo continuou, ainda vendo expressões confusas estampadas nas faces dos amigos.

"Como você sabe?" Junmyeon ainda estava desconfiado, porém ansioso pela próxima resposta.

"As cores de seus olhos. Elas são diferentes de qualquer um que já vi até agora. Eu vi o poder que aquele menino tem."

"Fale logo quais são as cores e pare de enrolar, Kyungsoo!" Naquele ponto, a paciência de Junmyeon já estava por um fio.

"Laranja e cinza. Essas são as cores. Satisfeito agora?!" O tom de voz de Kyungsoo se elevou mas logo baixou ao lembrar do ser que estava dormindo.

 

Silêncio.

 

Todos naquela sala ainda estavam tentando processar a informação.

 

"E-e-eu não sei nem o que dizer." A expressão de Baekhyun era de surpresa e medo "Perdoe-me."

"Dessa vez. Só dessa vez, eu irei lhe perdoar. Mas eu lhe dou um aviso. Nunca. Nunca, você me ouviu? Nunca mais fale do Jongin dessa maneira. Estamos entendidos?" O de cabelos castanhos apenas assentiu "Que isso fique claro para todos vocês."

"Sim, ficou bastante claro. Agora responda-me: o menino sabe do grande poder que tem?" Sehun questionou.

"Não. Ele não sabe. E nem vai saber até completar dezoito anos. Se algum de vocês falarem algo que envolva os poderes do menino ou até mesmo os nossos, eu mesmo irei tomar as devidas providências. Durante oito anos, a palavra bruxaria não poderá ser pronunciada nesta casa." Kyungsoo terminou sua fala e todos apenas assentiram, sem ao menos discutir.

 

 

E assim, oito anos se passaram.




Notas Finais


até o próximo capítulo, xoxo.


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