História Ecstasy - Capítulo 3


Escrita por: ~

Postado
Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Exibições 12
Palavras 1.220
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Ecchi, Famí­lia, Fantasia, Festa, Ficção, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 3 - Assassinato


Fanfic / Fanfiction Ecstasy - Capítulo 3 - Assassinato

ïApoiei a cabeça no vidro do carro e observei a paisagem que se movimentava rapidamente, tentando me distrair do barulho incomodador da sirene.

O policial que dirigia freou o carro avulsamente, o qual deslizou pela rua. Marcas de pneu provavelmente ficaram no chão.

Um outro carro, o mesmo que me levara ao apartamento 210, veio em direção máxima para cima do carro que eu estava. Quando os dois automóveis entraram em colisão, o que eu estava, capotou umas duas vezes para o lado oposto. Por mais resistente que ele fosse as janelas se quebraram e senti algo me envolvendo e puxando para fora do carro.

Não reconheci o rosto, porém, o mesmo me colocou dentro do carro preto, o qual Miguel e Lexie já estavam.

Lexie estava em pânico e chorando rios. Notei que sua amiga desconhecida não estava ali, mas, não era um bom momento para perguntar o porquê.

Algumas partes do meu corpo ardiam com machucados, mas dei graças a Deus por estar viva. Diferente dos policias. Enquanto nós fugíamos o carro explodiu.

Minhas mãos ainda estavam presas as algemas apertadas que corroíam a pele do meu pulso.

- Para onde nós vamos agora? – Perguntei.

- Você vai para casa, é bom que ninguém saiba que você estava com a gente. Seja a mais discreta possível por favor. – Respondeu Miguel. – Desculpa por qualquer merda que eu tenha feito, ou te envolvido, nunca foi minha intenção.

Estranhei ele dizer isso mas permaneci calada.

Depois de correr algumas quadras dentro do carro eles me deixaram na rua de meu apartamento, quando estava descendo do carro, helicópteros e carros de polícia começaram a surgir. Sem nem mesmo fechar a porta eles saíram e eu fiquei ali, sentada na calçada, com a perna quebrada, boa parte do corpo sangrando e as mãos algemadas.

Alguns carros da polícia pararam em frente ao meu apartamento e caminhões de bombeiro vieram logo atrás.

Fiquei com medo que eles descobrissem que eu estava envolvida com “eles”, mas os bombeiros não faziam sentido.

Discretamente entrei no prédio, eu estava fodida de mais para andar igual uma pessoa normal e então mancava mesmo.

Entrei no elevador e me joguei no chão pois já não aguentava mais ficar de pé. Quando cheguei no meu andar, as portas se abriram e levei um susto ao ver que meu apartamento estava interditado.

Com o apoio da parede caminhei lentamente até a porta de entrada. Uns dois policias que estavam parados em frente à entrada tentaram me impedir de entrar e ao mesmo estranharam eu estar presa a algemas.

- Moça, desculpa, você não pode entrar aí dentro. – Um deles disse entrando na minha frente.

- É a minha casa, eu vou entrar.

Os guardas olharam entre si perguntando entre olhares se eu estava falando a verdade, mas liberaram a passagem.

Entrei em choque quando vi meus pais decapitados na sala da minha casa.

Sentei no chão no exato lugar que eu estava e agora eu não sentia mais a dor da minha perna, do meu pulso, do meu corpo. Agora eu não sentia nada. Alguém me tocou por trás mais não conseguia me mexer.

- Essa semana ainda é boa querida, todos estão ao seu lado. Espera na próxima, quando você vai estar sozinha de verdade.

Reconheci a voz da filha de uma puta da minha madrinha, a última coisa que eu desejei foi que ela estivesse ali, naquele momento.

Enquanto eu observava os corpos, notei que o sangue ainda era quente e fresco. Eles deveriam ter morrido há pouco tempo. Só precisara saber quem os matara.

Alguns flashes de luz disparavam por trás do meu ombro enquanto os anões levavam meus pais para longe de minha visão. Fechei fundo o olho me perguntando por que somente eu os via, quando abri os corpos estavam enrolados em pano branco em cima de uma maca, sendo levados por autoridades.

Enquanto esvaziavam o apartamento, um policial veio interrogar minha madrinha e o outro a mim.

- Eu sei que isso é difícil, perdi meus pais com aproximadamente a mesma idade que a sua, mas, precisamos fazer algumas perguntas. – Disse o policial se agachando ao meu lado.

Por mais que eu quisesse não conseguia falar, não conseguia me mexer, meu corpo tinha simplesmente congelado.

 

Abri o olho vagamente e mesmo com minha visão embaçada pude notar que estava em um lugar desconhecido, branco, havia uma mulher com algo gelado em meu peito e dois policiais ao meu lado. Pisquei o olho algumas vezes até minha visão voltar ao normal.

Notei que uma médica me examinava e eu estava numa cama em algum quarto de um hospital.

- Catherine?

Olhei na direção que escutei meu nome e os policias me encaravam. Tentei levantar a mão já que eu não conseguia falar, porém ela estava presa a algemas na borda da cama.

- Quando te encontramos você estava algemada então tivemos que deixar assim. – O policial mais novo disse.

- Hm, eu acho que não é um bom momento para vocês interrogarem ela. Quando a paciente estiver estável eu chamo. – A médica respondeu.

Os dois assentiram com a cabeça e saíram.

- Olha eu não sei no que você se meteu, mas está encrencada mocinha. – A médica me disse.

- Pode chamar eles. – Disse enquanto a médica saia do quarto.

Ela só olhou para trás e saiu. Pouco tempo depois os dois policias voltaram.

- Catherine Young? – Dei um sorriso como resposta. – Você pode nos dizer detalhadamente o que aconteceu naquele dia e como se machucou tanto?

- Hm, de manhã eu sai para ir para escola igual faço todos os dias, meus pais ainda estavam dormindo. Bem, quando eu estava descendo o elevador parou, acho que a energia do condomínio tinha acabado. Encontrei com a minha amiga e nós estávamos indo juntas para a escola quando um carro em alta velocidade me atropelou, ela me levou até o hospital, mas eu só tinha quebrado minha perna...

- Nesse tempo você encontrou alguém ou algo suspeito?

- Bom, no elevador eu fiquei presa com um garoto... Ele me beijou, mas, - percebi que eles não estavam interessados nessa parte. – É que eu sou lésbica então... acho que vocês não estão interessados.

- Você sabe o nome desse garoto?

- Miguel.

Os dois lançaram um olhar desafiador entre si. – Por acaso “Miguel” é parecido com este menino? – Um deles perguntou me mostrando uma foto de Miguel preso.

- Ah... – Analisei mais de perto a imagem. – Não, não, é totalmente diferente. – Menti.

- Por que você estava algemada?

- Para falar a verdade... eu só lembro de quando eu cheguei em casa e meus pais estavam decapitados no chão da sala e... tinha muito sangue, muito sangue. – Sem querer eu dei um sorriso, eu gostava de sangue, da cor dele, o cheiro.

- Isso te lembra alguma coisa? – Ele me perguntou me mostrando agora alguns comprimidos de ecstasy.

- Meu pai tomava muitos remédios para dormir, deve ser um deles.

- Você acha que teria alguma razão para seus pais tentarem... suicídio?

- Vocês estão insinuando que meus pais se mataram? Que eles cortaram a própria cabeça?

- De jeito nenhum, senhorita. Os médicos continuarão cuidando de ti e sua guarda foi passada para sua madrinha Suzan Brake. Em breve voltaremos com mais informações. Tenha uma boa noite.



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...