História Ecstasy - Capítulo 4


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
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Palavras 1.373
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Ecchi, Famí­lia, Fantasia, Festa, Ficção, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Qualquer erro ou coisa do tipo pode comentar eu deixo :v

Capítulo 4 - Cúpido por um dia


Fanfic / Fanfiction Ecstasy - Capítulo 4 - Cúpido por um dia

“Ah coitadinha os pais morreram ela ainda era jovem, mas agora ela está em boas mãos. ” Escutei a madrinha puta conversando com suas amigas puta.

Ela era nossa única família próxima e como eu não completara 18 anos precisava ficar com alguém. Melhor que um orfanato.

Sentei-me na cama de solteiro a baixo da janela e observei a vizinhança. O bairro era no centro da cidade, a rua estava sempre muito animada, aquela cidade nunca dormia.

Peguei alguns comprimidos de ecstasy que sobraram e tomei três de uma vez com um copo de vodka para ajudar a descer. Muitos iriam falar que eu era louca por prejudicar minha vida assim, mas, eu não tenho nada a perder. A vida? Eu nunca tive uma.

Olhei para um espelho antigo no canto de uma parede e observei a mim mesma. Uma menina jovem, muito magra, não anoréxica, porém magra, cabelos escuros bagunçado, a pele pálida, os olhos fundos e escuros com olheiras. Achei irônico. Um momento essa menina estranha estava em casa brigando com os pais e no outro estava na casa de uma madrinha por se tornar órfã.

Tive um ataque de riso. É sempre nesses momentos que eu tenho um ataque de riso. Eu não conseguia parar de rir e estava ficando vermelha por isso, eu devo ter rido alto demais já que Suzan entrou no quarto mandando eu me recompor.

Finalmente parei de rir, já estava ficando sem ar. Respirei fundo e tomei mais uns goles de vodka.

Voltei a olhar pela janela e os anões estavam lá, no jardim, me chamando.

 

- Onde você vai querida? – A madrinha perguntou enquanto eu saia pela sala de estar.

- Eu não sou sua querida. – Bati a porta e continuei seguindo os gnomos.

Quando cheguei ao jardim eles pareciam ter ficado felizes que eu tinha ido com eles. Abaixei para chegar mais perto deles, eles olharam para a casa e eu desviei o olhar na mesma direção. Notei que Suzan estava na janela, em pé, me encarando.

Fiz um sinal com a mão e eles continuaram andando. Fui logo atrás. Andamos por ruas que eu nunca tinha visto antes, até chegarmos em um bairro quase abandonado, confesso que fiquei com um pouco de medo de entrar lá, mas era pelos anões que pareciam gnomos e faziam arco-íris com a mão.

Entramos em um beco e tudo começou a escurecer, reparei que estávamos descendo, como uma rampa. E então percebi que estávamos na antiga linha ferroviária de Seattle. Ao chegar em um certo ponto, algumas luzes na parede iluminavam o grande túnel.

Algumas pessoas, com a personalidade não muito diferente das que estavam no quarto 210 estavam ali. Algumas fumando, bebendo, beijando.

Senti um incomodo nas costas, uma dor que fazia cócegas. Coloquei as mãos para trás tentando ver o que era. Quando percebi, asas brancas e grandes estavam nascendo nas minhas costas e um arco com flechas apareceram espontaneamente nas minhas mãos.

Os anões apontaram para duas pessoas sentadas, apoiadas na parede de um túnel bebendo sozinhas, uma distante da outra. No começo não entendi o que eles queriam.

Mirei uma flecha em uma dessas pessoas e os anões me encararam como se esperasse que eu fizesse algo. Então, atirei.

No começo senti uma imensa culpa por uma burrada que eu tinha feito, mas quando a flecha atingiu a primeira pessoa, ela simplesmente sumiu e então a menina caída se levantou e beijou a outra.

Dei um sorriso enquanto os anões comemoravam entre si. Aquilo era estranho, louco, mas real. O destino meu deu uma chance de ser o cúpido por um dia.

Sai correndo pelo túnel atirando em todos, brotando o amor onde não tinha. Nessa minha corrida em tropecei em algo e cai no chão.

Levantei-me e minhas asas tinham sumido, os anões desaparecidos, eu estava perdida.

Olhei em volta onde antes eu espalhava o amor, agora tinha pessoas caídas no chão, sangrando, com flechas enfiadas em seus corpos. Os que não tinham morrido, estavam prestes a isso. E então eu percebi que nada aquilo foi real.

Eu nunca fui um cúpido, cúpidos não existem. Eu nunca tive asas. Eu nunca realmente vi anões. Era tudo uma grande ilusão, uma grande alucinação.

Em prantos comecei a chorar, não pelos drogados que eu acabara de matar, mas, por mim. Eu era órfã, eu era problemática e agora acima de tudo eu era assassina.

Um homem, pela aparência, morador de rua. Estava me observando. Encarei-o por uns segundos e corri. Não sabia para onde nem o porquê. Mas corri. Praticamente sem fôlego, cheguei a uma escada, já conseguia ver a claridade. Subi correndo e algumas pessoas que passavam ali na frente me olharam com um quê de interrogação no rosto.

Atravessando a rua, indo em direção ao ponto de ponto de ônibus, trombei com uma menina. De primeira eu ignorei, até que eu a reconheci.

- Lexie? – Perguntei.

- Cat?... Ah meu Deus. – Ela veio me abraçando. – Jurei que nunca mais te veria.

Ela tinha pintado o cabelo de loiro e usava óculos de sol preto, mesmo em um tempo nublado.

- Você está bem? Estava fugindo?

- Lexie... A gente não pode conversar aqui.

 

Ela sendo muito caridosa como sempre, nos colocou dentro de um táxi que nos levou de volta para a casa da minha madrinha.

 

Quando pisei no jardim de casa, voltei a enxergar os anões. – Ali, você viu? – Perguntei apontando para um dos anões.

- Cat, vamos entrar e você me explica tudo que aconteceu.

Puxei a mão dela casa a dentro e as amigas de minha madrinha ainda estavam lá, bebendo vinho como se fossem madames e rindo igual patricinhas. Quando entramos, todos pararam e por alguns segundos tudo ficou quieto.

Ignorei a presença delas e levei Lexie até o meu quarto.

- ... e tinha aquele cara me observando, eu sai correndo, então te encontrei.

Esperei algum conselho, talvez não um bom, mas um conselho. E ela apenas ficou quieta.

- Você está encrencada, e muito. Enquanto ninguém toma providências sobre as merdas que você anda fazendo, vamos aproveitar. A vida é muito curta para nós simplesmente nos preocuparmos com quem moramos ou termos medo de autoridades. Vamos só... aproveitar.

Ela me fez sorrir, eu precisava de alguém que me fizesse sorrir. Ela retribuiu com um sorriso.

- Vamos precisar de bebida para isso, muita bebida. – Ela disse pegando a garrafa de vodka que eu tinha esquecido em cima do criado mudo.

Ela bebeu um pouco e me entregou. – Eu já estou drogada o suficiente Lexie. – Respondi rejeitando a bebida.

A mesma puxou meu pescoço para frente, me envolveu com seus braços em minha cintura e nós nos beijamos. Um beijo calmo, delicado. Nem parecia que o mundo caia a nossa volta.

- Eu posso saber que palhaçada é essa dentro da minha casa Catherine? – Suzan entrou aos berros em meu quarto. – Catherine tira essa menina da minha casa agora.

Eu apenas olhei para Lexie e ela saiu, eu sabia que ela não iria embora, mas ela saiu e fechou a porta.

Inesperadamente Suzan sentou do meu lado.

- Querida...

- Eu já disse que não sou sua querida. – Interrompi.

- Catherine. Eu sei que está tendo dias difíceis, mais isso não é uma solução. Seus pais, nossa família sempre foi muito cristã... entende o que eu quero dizer? Isso seria a eternidade no inferno.

- Você veio aqui para me dizer que eu vou para o inferno? Pode sair.

- Olha, em Levítico está escrito “Com homem não te deitarás, como se fosse mulher.” “É abominação”.

- Não cite a bíblia para mim.

- Catherine...

- Jesus: “Bem-aventurados aqueles os puros de coração, pois verão a Deus”, “Quem nunca pecou atire a primeira pedra”, “Abençoados os misericordiosos, pois obterão misericórdia.” Jesus é o meu salvador não você!

- Não grite comigo!

- Não haja como minha mãe por que você nunca foi, você nunca vai ser a minha mãe Suzan Brake! Abominação é eu ter que viver com você. Jesus estaria envergonha por você estar julgando Seus homens.

Levantei-me e sai do meu quarto batendo a porta.

- Cat... você está bem? – Perguntou Lexie.

Respirei fundo. Apoiei a cabeça em seu ombro e chorei. Eu desabei.


Notas Finais


Sobre essa briga no final ~ Quem já assistiu Grey's vai lembrar <3
>Callie<


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