História Edge of desire - Parte 2 - Capítulo 53


Escrita por: ~

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Categorias Hora de Aventura
Personagens Finn, Hudson Abadder, Jake, Marceline, Mordomo Menta, Princesa De Fogo, Princesa Tartaruga, Principe Chiclete, Rei Gelado
Tags Bubbline, Marceline, Princesa Jujuba
Exibições 176
Palavras 1.455
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Comédia, Fantasia, Ficção, Hentai, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 53 - I like your idea


Percebi que ela estava um pouco inquieta, mas não perguntei nada.

"Se ela quiser falar sobre algo, ela simplesmente falará."

E não demorou muito.

 - Bonni...

- Que foi, Marcy? - perguntei.

- Posso te...perguntar uma coisa? 

- Claro que sim. 

- Você... já pensou em se casar?  - ela perguntou.

"Casar? Por que ela quer saber isso?"

Me sentei ao seu lado e a olhei.

- Bom...eu acho que todo mundo pensa se algum dia vai se casar ou não... mas...por que a pergunta? - disse, sem graça, desviando o olhar.

- Por nada não... - ela respondeu, desviando o olhar.

"Será que ela está pensando em...?"

Tirei o pano de sua testa e comecei a passar minha mão pelo seu rosto para medir sua temperatura.

 - Ei, para com isso! O que está fazendo?? - ela perguntou, rindo.

 - Estou vendo se sua febre aumentou. - expliquei.

- Por que? - ela perguntou. 

- Por que se você está pensando em me pedir em casamento, quero ter certeza que não é por delírio. - disse, rindo.

Ela riu com minha resposta.

 - Ué, e por que não?

- Bom...por que dependendo do delírio, uma hora passa...

"E eu não gostaria que fosse um pedido passageiro..."

De repente, ela se sentou com certa dificuldade, segurou minhas mãos e me olhou nos olhos.

 - Estaria delirando se não pedisse. - ela disse, séria.

Fiquei completamente sem fala, hipnotizada pelos seus olhos.

"Ela...ela vai...me...pedir em...casamento?????"

Senti meu coração disparar. Não conseguia dizer absolutamente nada.

Ela aproximou seus lábios dos meus e me deu um selinho, seguido de um sorriso de canto.

 - Mas fica tranquila que eu espero você comprovar que não estou com febre para pedir. - ela disse, rindo.

Respirei um pouco aliviada, mas aquilo tinha sido um baita susto.

"Mas não precisa esperar tanto assim...espera...o que eu estou pensando?"

Ela me segurou pelo braço e levou seus lábios até minha orelha. Só de ouvir sua respiração ofegante já fez meu corpo inteiro se arrepiar.

 - Mas sabem o que dizem dos vampiros... nos curamos bem rápido... então esteja pronta. - ela sussurrou, beijou minha bochecha e começou a rir.

- Marcyyy! - disse, corando e dando um soco bem de leve em seu braço por ter me deixado sem graça.

Ela se deitou novamente no sofá e eu acariciei seu rosto.

 - Eu te amo, Marcy. 

- Eu te amo.

Aproximei nossos lábios e a beijei.

 - Você já pensou em se casar com alguém...sei lá...do seu reino? - ela perguntou, interrompendo o beijo.

"Hãn????"

- O que?? não...claro que não! - disse, rindo pela pergunta absurda.

- Mesmo? 

- Mesmo!! Marcy, por que está perguntando essas coisas???  foi por causa do pesadelo que eu tive quando estávamos na montanha?? - perguntei, sem entender nada.

 - Não...foi por causa do meu pesadelo mesmo... - ela disse, desviando o olhar.

"Como assim você também teve pesadelo sobre isso?"

- Sério que também teve pesadelo com isso?? - perguntei.

- Sim... 

"Ok...isso é muito estranho, deve ter algo por trás de tudo isso...Então é melhor eu saber."

Beijei sua testa e me ajeitei de frente para ela no sofá.

 - Bom, me conta então.

- Quer mesmo saber? meus pesadelos são beem confusos... - ela perguntou,  desviando o olhar.

 - Marcy, estamos juntas. Se algo te incomoda, nem que seja um pesadelo, eu quero saber. 

Ela sorriu ao me ouvir.

 - Tá bom, me convenceu. Vou te contar então.

Ela se ajeitou melhor no sofá e começou a falar:

- No meu pesadelo, eu estava acordando e minha mãe estava comigo. Eu me via criança e era tão real que eu tive a impressão de que a morte dela havia sido apenas um pesadelo, que, inclusive, poderia ter sido influência de algo que um homem azulado que tinha um artefato estranho na cabeça tinha me dito sobre eu prever o futuro e tal, mas enfim, ela estava me preparando para aparentemente treinar minha habilidade de voar. Nisso voamos para longe e eu me vi no seu reino e tudo estava uma bagunça e ela falava para eu observar tudo com cautela. De repente, anunciaram que você estava se casando novamente com aquele homem de preto e ele te beijou...eu gritei pelo seu nome, ameacei ele, mas minha mãe dizia que eu não poderia mudar o destino e que deveria desistir...enfim, de repente ela se transformou em "Você", e "Você" começou a me dizer coisas terríveis, coisas que me machucariam muito... Então quando estava já me sentindo perder a cabeça, você de verdade me acordou. - ela contou, desviando o olhar, aparentemente incomodada, então segurei sua mão.

"Homem de preto? Bom... não conheço nenhum, até por que lá no Reino Doce todos usam roupas coloridas e tal...a não ser por um amigo do meu pai que conheci quando era muito pequena, mas isso já faz muito tempo..."

 - Eu não conheço nenhum homem de preto. Bom, na verdade, quando eu era menor meu pai costumava conversar bastante com um homem que usava um casaco preto. Ele tinha um filho da minha idade com quem meu pai insistia para que eu brincasse, mas não conseguia, não me lembro o por que nem os nomes... Mas depois que eu cresci, nunca mais o vi, nem o homem com casaco preto, nem seu suposto filho... - expliquei.

Ela ficou calada, olhando para baixo.

 - Marcy... o que foi? - perguntei.

- Nada...

- Eu conheço essa sua cara! você se incomodou com alguma coisa. Me fala! - insisti.

- Não é nada, é só que quando você me contou isso senti algo estranho. 

"Awn, ciúmes? Que besteira..."

 - Marcy... éramos crianças... - disse, rindo.

- Ei, eu não estou com ciúmes, sua boba. Não dessa vez. Só foi um...pressentimento ruim.. - ela explicou, segurando minhas mãos.

- Entendi... Marcy, sobre a história do homem azulado que você comentou ter ouvido a respeito no pesadelo... pode não ter nada a ver...mas a única pessoa azulada com uma coisa estranha na cabeça que eu conheço é o...

- DIRETOR REI GELADO! - falamos ao mesmo tempo.

- Puts. - ela colocou a mão na testa e começou a rir. - Não deve ter nada a ver mesmo esse pesadelo! 

- Marcy, eu sei que é bizarro, mas eu realmente acho que ele pode ter algo a ver com você. 

"O jeito que ele parece se preocupar com ela no colégio, que fica pegando no seu pé..."

 - QUÊ? aquele velho tarado só queria ter "algo a ver" com você! - ela disse, rindo muito.

"AI meu Glob, que nojo!"

- MARCY! CALA A BOCA! - disse, rindo e tampando meu próprio rosto. - Eu tô falando sério, sua palhaça! 

- Você realmente acha que ele pode saber de alguma coisa? - ela perguntou.

 - Bom...eu sempre achei que ele demonstrava uma certa...preocupação com você, não pelo fato de você ser bagunceira... 

- Será??? 

- É o que eu acho. 

 - Bom, mesmo que tenha algo, não sei se conseguiríamos chegar até ele sem que seus guardas tentem acertar mais flechas em mim. - ela disse, desviando o olhar.

"Tem isso também..."

- É...mas acho que quando você se recuperar, podemos pensar em algo. - disse.

Ficamos em silêncio por um tempo. Enquanto pensava a respeito, senti meu vestido me pinicar, então comecei a tentar ajeitá-lo.

"Que droga de vestido, se ao menos eu tivesse pego outra roupa..."

 - Puts...já cansei desse vestido. Você não está incomodada, não? - ela perguntou, provavelmente percebendo que eu estava incomodada.

- Pois é...daria tudo por um bom banho e roupas limpas... - disse, rindo.

- Nem me fale! - ela disse, rindo também.

"Seria realmente incrível tomar um banho agora..."

 - Tem chuveiro aí... - ela disse, a olhando.

- Sério? - perguntei.

- E roupas limpas... 

Ficamos nos olhando, então pude entender a intenção dela, que, aliás, era a mesma que a minha.

- Bom...eu acho que ambas precisaremos de ajuda para tomar banho, digo, com esses curativos e tal... - disse, sentindo meu rosto ficar vermelho.

"Ela deve me achar uma louca tarada, mas eu realmente quero muito tomar banho com ela..."

- E não é seguro ficarmos afastadas com tantas ameaças por aí... -  ela disse, se aproximando do meu rosto.

"Acho que faremos mais do que tomar banho..."

- Seria burrice mesmo... - disse, me aproximando do seu rosto também. 

- Então... que tal...você me ajuda a tomar banho e eu te ajudo também? assim estaremos seguras... - ela sugeriu, quase encostando seus lábios nos meus.

Senti meu coração disparar. Meu corpo inteiro esquentou só de imaginar aquilo.

- Acho que sua ideia é genial... -sussurrei, em seguida a beijei intensamente.



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