História Edge of desire - Parte 2 - Capítulo 55


Escrita por: ~

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Categorias Hora de Aventura
Personagens Finn, Hudson Abadder, Jake, Marceline, Mordomo Menta, Princesa De Fogo, Princesa Tartaruga, Principe Chiclete, Rei Gelado
Tags Bubbline, Marceline, Princesa Jujuba
Exibições 165
Palavras 1.793
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Comédia, Fantasia, Ficção, Hentai, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 55 - This is not what I had planned


Adormeci nos braços da Marcy. De repente, acordei ouvindo um barulho estranho.

Me levantei, olhei para o lado e Marceline ainda estava dormindo. Percebi que o barulho estranho estava vindo lá da sala.

- Marcy, tá acordada? 

Ela não respondeu.

"Não vou acordá-la."

Desci as escadas lentamente. Assim que cheguei na sala, não pude acreditar no que estava vendo.

- Pa...pai????????????/

Era ele, sentado ali mesmo, no sofá. 

- Olá, Bonnibel. - ele respondeu, friamente, se levantando e ficando de frente para mim.

- Co...como achou esse lugar???

- Você realmente achou que eu não te encontraria? - ele disse e começou a caminhar na minha direção.

Recuei um pouco, com medo, porém ele parecia estar calmo.

- Pai...me...me desculpe pelo o que aconteceu aquele dia...eu...eu não queria que fosse daquele jeito... 

- Eu aceito suas desculpas. - ele se aproximou de mim e colocou uma de suas mãos por cima do curativo no meu rosto. - Ó, minha querida filha, sinto muitíssimo por ter machucado você desta maneira. Eu me arrependo profundamente...por favor, volte para casa, para o seu reino, para a companhia do seu velho pai que tanto te ama... - ele disse, de maneira carinhosa e terna, me olhando no fundo dos olhos.

Olhei ao redor e percebi que não haviam guardas.

"Fazia tanto tempo que ele não agia assim, carinhosamente comigo... eu nunca quis que tudo tivesse acontecido como aconteceu...mas...não posso deixar Marcy...não podemos nos separar...eu a amo..."

Olhei rapidamente para os degraus da escada e suspirei, voltando a olhar para ele.

- Se arrepende do que fez com a Marceline? 

Ele suspirou e riu.

- Ora, Bonnibel, toda causa tem uma consequência. Seu pai sempre soube se portar como o grande Rei que sou, portanto não há razões para se arrepender do que foi justo... Mas então, vá se vestir, estarei te esperando lá fora. O mordomo Menta preparou um belo jantar para você lá no reino! - ele disse, se virando e andando em direção à porta.

"Isso...está errado..."

- Pai, não. Eu não irei com você. Caso você aceite o meu relacionamento com a Marceline e assine um acordo de paz, eu voltarei e assumirei novamente minhas obrigações como princesa, caso contrário, ficarei aqui. Meu lugar é ao lado dela. - disse, recuando um pouco, mas com a cabeça erguida.

 - Bonnibel... - ele disse, se aproximando novamente de mim, com os punhos apertados. - Querida... você não compreendeu ainda não é? Você não tem opção. Se você não retornar comigo, a pessoa que eu contratei já estará vindo para matar sua querida vampira.

- Não...

Meu corpo inteiro tremeu ao ouvi-lo dizer aquilo.

- Sim, minha querida. Então, seja uma boa garota e volte com o seu pai para o Reino Doce. LÁ é o seu lugar. Afinal, nada poderá ser feito para mudar o destino. - assim que ele terminou de falar, esticou uma de suas mãos para que eu pudesse acompanhá-lo.

Respirei fundo. Olhei para as escadas mais uma vez, senti meu coração apertar, meus olhos se encherem de lágrimas.

"Eu nunca vou deixá-la..."

- Não. Eu ficarei.

Ele gargalhou.

- Garota tola.

Virou de costas para mim e caminhou até a saída da casa. 

- Então minha ordem já está dada. Esteja pronta para quando ele chegar. E reze para Glob proteger a vida de sua Abadeer de estimação, pois não há mais nada que poderá ser feito além disso...

- ENTÃO VOCÊ VAI MATAR SUA PRÓPRIA FILHA? QUE TIPO DE MONSTRO É VOCÊ? - gritei, chorando, revoltada, enquanto o via sair da casa.

- Não, Bonnibel. Não sou eu quem te matará. Será tua própria culpa... 

"O quê????? do que ele está falando???"

- VOLTA AQUI! 

Corri até a porta, porém, ela estava trancada.

- Não..isso não é nada bom...Marcy!

Corri desesperadamente pelas escadas. De repente, quando cheguei no quarto, ela não estava lá.

- MARCELINE!!!!

Olhei por toda a casa e não a achei. De repente, ouvi as gargalhadas do meu pai do lado de fora.

"Ele está com ela..."

- MALDITO!

Corri até a porta novamente, porém, ela estava barrada. Tentei sair pela janela, mas quando quase consegui, senti meu corpo ser arremessado para dentro novamente. 

- Nada mudará o destino. Ela morrerá, de um jeito ou de outro. E você enlouquecerá. Esse é o preço que se paga por abandonar o reino.

- NÃO!!!!!!!!! ME DEIXA SAIR!!!!!! MARCELINEEEEEEEEEE!

Comecei a dar pancadas na porta, porém nada me fazia sair daquela casa. De repente, olhei e comecei a ver tudo em chamas.

- Não...isso não pode estar acontecendo...

- Bonnibel... - ouvi a voz da Marceline.

- MARCY? - olhei para trás e a vi, encolhida na parede, me olhando de maneira assustada.

Corri em direção a ela, porém, quando cheguei perto, ela se abaixou e começou a gritar.

- FICA LONGE DE MIM!

- Ma...Marcy...sou...sou eu...Bonnibel... - disse, me ajoelhando de frente para ela.

- Não...dor...trevas...eu...eu...caí...

- Marceline, do que você está falando? 

Me aproximei um pouco mais e, quando encostei em seu braço, ela gritou:

- OLHA O QUE VOCÊ FEZ COMIGO! 

De repente, dei um salto para trás, quando vi seu rosto transformado no rosto de um monstro. Gritei, então me senti dar um pulo.

 

Olhei ao redor e me percebi no quarto, sentada na cama.

"Mas...que...?"

Olhei para o lado e vi Marceline. Ela parecia nem estar respirando.

"Será que...?"

Comecei a balançá-la na cama.

- Marcy? Você está bem? MARCY!

- Han? que foi Bonni? O que aconteceu? - ela disse, desnorteada.

"Graças a Glob..."

- Ai, que bom!! - disse, em seguida pulei em seu pescoço praticamente, a abraçando.

"Foi só um pesadelo..."

- Bonni...não estou conseguindo respirar.. - ela disse, ofegante.

- Desculpa, desculpa... - disse, me afastando e me sentando.

 - Mas o que foi que aconteceu? - ela perguntou, com o tom de voz um pouco rude.

- Desculpa...não fica irritada comigo...eu...tive um pesadelo... - disse, abraçando meus próprios joelhos, sem graça.

Ela respirou fundo.

- Ta...desculpa... vem aqui. - ela disse, fazendo um gesto para que eu me aconchegar em seu colo, e eu assim o fiz.

Ela me abraçou e ficou fazendo carinho no meu rosto, o que já começou a me tranquilizar muito, então fiquei apenas em silêncio, tentando entender qualquer possível lógica para aquele pesadelo.

- Quer me contar o seu pesadelo? - ela perguntou, delicadamente.

- Não...deixa pra lá... - disse.

"Não vou deixá-la mais preocupada ainda..."

- Tem certeza? - ela insistiu.

- Você está cansada... melhor deixar pra mais tarde...- disse, desviando o olhar.

"Ou melhor deixar para nunca..."

- Ei... eu nunca estou cansada o suficiente pra não te ouvir. Se você quer falar sobre isso, eu estou aqui pra te ouvir. - ela disse, carinhosamente, levantando meu queixo para que eu a olhasse nos olhos.

Seus belos e brilhantes olhos vermelhos eram um mar de calmaria e confiança para mim.

"Bom...eu não preciso contar todos os detalhes..."

- Tem certeza? - perguntei.

- Sempre, Bonni. - ela disse, em seguida me dando um selinho.

"É só contar o necessário..."

Sorri de maneira forçada, deitei minha cabeça em seu colo e comecei a falar:

- Era como se eu estivesse no meu reino. Meu pai chegou até mim, dizendo que se arrependia do que havia feito comigo e que queria muito que eu voltasse para casa. Perguntei se ele estava arrependido do que havia feito com você, mas ele desconversou, o que me fez ficar com raiva dele. Disse que não voltaria, e ele disse que estava mandando uma pessoa vir atrás de mim, me levar de volta para os meus compromissos de princesa e matar você... Comecei a discutir com ele, mas era tarde. Ele virava as costas e falava que já havia dado a ordem, e estavam vindo atrás de nós... Aí eu corri desesperada, e quando tentava sair de casa, me barravam, praticamente me arrastavam para dentro novamente e meu pai me trancava, dizendo que eu não poderia fazer nada para mudar o destino, e que deveria simplesmente aceitar e ficar longe de você. Aí eu acordei, muito assustada, e te vi dormindo tão profundamente que fiquei com medo de ter acontecido alguma coisa...sei lá...

- Destino? - ela perguntou, enquanto acariciava meus cabelos.

- É, foi o que ele disse no pesadelo. Por que? - perguntou, olhando para seu rosto que estava acima do meu.

- Hum...por nada... - ela disse, desviando o olhar.

"Ah não...essa cara de novo não..."

Me sentei rapidamente de frente para ela.

- Ah não...eu conheço essa cara! Marceline, quer fazer o favor de parar de me esconder as coisas? 

- Tudo bem, tudo bem... bom...é que meio que já ouvi algo parecido em um pesadelo... 

- Sério? 

- Sim, mas enfim... pesadelos devem ser só pesadelos... - ela disse, acariciando meu rosto e sorrindo.

- É...devem ser... - disse, desviando o olhar. - Mas eu não sei dizer...só...sinto que algo vai acontecer, e não parece ser coisa boa. 

- Eu sinto a mesma coisa... 

Ficamos em silêncio por um tempo. Meu coração estava disparado e eu não conseguia deixar de ter um pressentimento muito ruim.

Levantei sua blusa um pouco e apoiei delicadamente meus dedos por cima do seu curativo na cintura.

- Se alguma coisa acontecer com você...

Ela me olhou, suspirou, tirou minha mão delicadamente e segurou minhas duas mãos.

- Bonni, nada vai acontecer comigo, nem com você. Nós ficaremos bem.  - ela disse, me olhando nos olhos.

- Como pode ter tanta certeza? eu já não sei do que meu pai é capaz...

- Presta atenção numa coisa: eu sei que causamos uma bagunça no seu reino e seu pai está praticamente surtado, me perdoa por dizer isso. Sei também que a coisa pode ficar feia, e sei que ambas estamos com pressentimentos ruins. Mas, haja o que houver, eu vou lutar com todas as minhas forças pra ficar do seu lado, e eu não vou deixar ninguém te fazer mal, entendeu? - ela disse, ainda me olhando seriamente nos olhos.

Desviei o olhar.

"Mas e se eu não conseguir impedir que TE façam mal?"

- Bonni...preciso que você me diga se entendeu isso que eu disse agora. - ela disse, segurando meu rosto com as duas mãos, me fazendo olhar em seus olhos.

- Entendi, Marcy... - disse, com a voz trêmula. 

Então ela me abraçou forte e nos deitamos novamente na cama.

- Você precisa descansar agora. 

Me virei de costas para ela, então ela me cobriu e beijou minha bochecha, depois me abraçou por trás.

- Eu estou aqui com você...

- Obrigada, Marcy. 

Comecei a me sentir adormecer mais uma vez.

 

 

De repente, senti minha cabeça queimar...

Tudo ficou escuro...

Tudo ficou em silêncio...

 

 



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