História Edge of desire - Parte 2 - Capítulo 56


Escrita por: ~

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Categorias Hora de Aventura
Personagens Finn, Hudson Abadder, Jake, Marceline, Mordomo Menta, Princesa De Fogo, Princesa Tartaruga, Principe Chiclete, Rei Gelado
Tags Bubbline, Marceline, Princesa Jujuba
Exibições 174
Palavras 1.590
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Comédia, Fantasia, Ficção, Hentai, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 56 - I'm losing control now


Fanfic / Fanfiction Edge of desire - Parte 2 - Capítulo 56 - I'm losing control now

- Bonnibel, acorde. 

- O quê? quem é você?

Tentei abrir meus olhos mas não conseguia. Aquela escuridão se fazia presente.

- Você não me conhece, mas eu conheço você.

Era uma voz masculina e completamente aterrorizante. Sentia minha cabeça queimar sem parar.

- Por que eu não consigo abrir os olhos??? quem é você???

Tentei me mover, mas meu corpo estava paralisado. Comecei a entrar em desespero.

A voz misteriosa gargalhou de maneira tão assustadora que fez meu corpo inteiro se arrepiar.

- MARCY! MARCY, PODE ME OUVIR? ME AJUDA POR FAVOR!!

- Garota tola, ela não pode te ouvir. Somos só nós dois aqui.

- O que??? o que você fez com ela??? onde estamos??? 

Senti uma pontada forte na minha cabeça. Tentei com todas as minhas forças mexer o meu corpo mais não consegui.

A gargalhada permaneceu.

- Estamos em sua mente, em seu corpo. Você é uma garotinha teimosa, e eu vim te ensinar boas maneiras. Eu vim te ensinar como você é ridiculamente frágil e estúpida.

Senti uma pontada ainda mais forte na minha cabeça.

- Argh...do...do que você está...falando? isso é...impossível...

Comecei a sentir meu corpo cada vez mais fraco. O ar dos meus pulmões estavam pouco a pouco indo embora.

- Se fosse impossível isso não estaria acontecendo. Eu vim te dar um aviso: seu pai não faz ideia de onde você está, mas eu, como ágil feiticeiro que sou, te encontrei facilmente e agora, tenho quase o domínio inteiro do seu corpo e de sua mente.

- O...o que você quer...de mim...? - perguntei, percebendo que não poderia lutar mais.

"Se ao menos, Marcy pudesse me ouvir..."

A voz gargalhou ainda mais alto.

- Tola, ela não pode te ouvir por que você não pode se mexer ou se quer emitir algum tipo de som. Sabe o que eu quero de você? quero que você se livre desse romance ridículo que criou com essa Abadeer. 

- NÃO! DEIXA A GENTE EM...PAZ...

A pontada na minha cabeça ficou ainda mais forte. Eu queria chorar, queria gritar, mas não conseguia.

- Agora preste atenção: se você não acabar com isso, eu mesmo vou tomar posse do seu corpo e fazer isso do pior jeito possível, entendeu bem? 

- Não...é inútil...Marcy vai lutar por mim...ela não vai desistir...ela vai saber que não sou eu!!!

- Você acha mesmo isso? Ela já sumiu uma vez por muito menos, acha mesmo que se você for verdadeiramente rude com ela ou simplesmente tentar matá-la ela não vai desaparecer da sua vida?

Aquelas palavras eram como facadas no meio do meu coração.

- Co...como você sabe disso???

Ele riu.

- Eu tenho acesso a todas as suas piores lembranças, bobinha, para poder te proporcionar os piores pesadelos.Mas já chega por enquanto, vá e faça o que eu te falei, ou já sabe.

De repente, senti meu ar voltar subitamente. Abri meus olhos e, com muita dificuldade, consegui me ver novamente no quarto.

- Ma-marcy! - minha voz saiu em um sussurro, pois estava muito fraca.

Olhei para trás e percebi que estava sozinha naquela cama. Olhei ao redor e percebi que a porta do banheiro estava aberta e Marcy estava lá dentro.

Me levantei com MUITA dificuldade, sentindo todos os meus ossos queimarem por dentro e minha visão embaçada.

- Marcy...me ajuda...

Assim que cheguei na porta do banheiro, apoiei e percebi que ela estava lavando o rosto.

- Marcy...socorro... eu...

De repente, antes que eu pudesse dizer qualquer coisa, senti uma pancada na minha cabeça, então ajoelhei no chão imediatamente.

- Não, não, pequena Princesa, tentando se livrar de mim? Tão previsível...estou decepcionado...ou não...

Ele gargalhou novamente.

- Teve sua chance. Agora eu assumo daqui.

De repente, tudo ficou completamente escuro e em silêncio novamente.

Estava respirando com dificuldade, sentia minhas pernas doerem e se contraírem.

- Eu estou...correndo? 

De repente, senti um baque em meus joelhos.

- Droga...o que vai fazer comigo???

- Vou acabar com você e com sua namoradinha ridícula, de um jeito muito muito criativo.

- Por favor...me deixa...eu faço o que me pediu...por favor não faça nada com ela...

- Ah, que coisa boa, ouvir duas pessoas da realeza implorando para mim... quanta fraqueza...sua namoradinha vai morrer...

- POR FAVOR, NÃO FAÇA ISSO!

De repente, fiz um esforço enorme e senti que consegui abrir meus olhos.

Olhei para frente e vi a figura de um homem não muito alto, com a pele verde, olhos brancos e roupas amarelas, com um chapéu pontudo.

- Mas que falta de cordialidade a minha.

- Quem é...você? - perguntei, ofegante.

- Eu sou o Mágico. 

Fiz cara de dúvida.

- Argh...você sabe... o cara que está dominando completamente sua mente e seu corpo facilmente e te fazendo de fantoche.

- É...você? - perguntei, não acreditando que estava sendo dominada por um cara que parece um otário.

- Ah, não me diga que está decepcionada... deveria estar surpresa por que eu, com a aparência simples, matarei você e sua namoradinha...mas sabe...é uma pena que você é tão fraquinha assim, pois eu prefiro as mais difíceis e fortes...- ele disse, se ajoelhando na minha frente e segurando forte o meu queixo e balançando meu rosto, aproximando seus lábios nojentos dos meus.

Meu sangue ferveu de ódio. Um ódio que nunca havia sentido em toda a minha vida. 

- SAI DE PERTO DE MIM!!!!!!!!!!!!!! - gritei, pulando por cima dele, apertando com toda a minha força seu pescoço e pressionando todo o meu corpo contra o dele para não deixá-lo se mexer.

Ele gargalhou, me olhando.

- Você acha que está fazendo força? não estou nem sentindo suas mãos. Aliás, gosto de você nessa posição. É sexy.

Aquilo aumentou ainda mais meu nojo, meu ódio. 

Minha força.

Apertei ainda mais forte seu pescoço. Ele ria de maneira doentia.

"Como ele não está sentindo? eu estou prestes a esmagar seu pescoço com minhas mãos...posso sentir..."

De repente, senti duas pontadas MUITO fortes próximo ao meu maxilar, o que me fez sentir uma dor profunda.

- AAAAAAAH, QUE ISSO????  

Fechei meus olhos com força, sentindo muita dor.

De repente, os abri de novo, e me vi por cima da Marceline, com minhas mãos posicionadas em seu pescoço.

- Onde eu...estou? Marcy??? - perguntei, completamente sem entender nada, olhando ao redor, me vendo em uma floresta.

"Ah não...não posso acreditar nisso..."

Marceline afastou minhas mãos do seu pescoço, tossindo muito.

Saí de cima dela e me sentei ao lado.

"Não...mas...não faz sentido nenhum...isso foi um...pesadelo? o que...aconteceu...?"

Marceline se virou de bruço para a grama 

- Marcy...eu...eu... eu não sei o que aconteceu... eu...me...me desculpe... 

Ela tossia sem parar, recuperando seu ar.

"Eu... não sei o que está acontecendo comigo..."

Abracei meus próprios joelhos e comecei a chorar muito. Me sentia enjoada, tonta, confusa, triste, com medo.

Depois de recuperar um pouco o fôlego, ela se aproximou de mim e me abraçou.

- Calma, está tudo bem. Você estava em transe... 

"Isso não justifica o que eu fiz...ou quase fiz..."

- Marcy, me perdoa! eu jamais machucaria você!! - disse, chorando freneticamente.

- Vem, Bonni, vamos sair daqui. - ela disse, me pegando no colo.

Voamos rapidamente de volta para sua casa, então ela me colocou no chão e trancou a porta, fechando todas as cortinas também.

"Não consigo acreditar...isso não pode ter sido um pesadelo...por que estou me sentindo assim? por que sinto que algo terrível vai acontecer?"

De repente, meus pensamentos foram interrompidos quando ouvi Marceline gemer de dor e se encolher inteira com sua mão na cintura por baixo de sua camisa. Assim tirou sua mão da cintura, pude ver que estava cheia de sangue.

- MARCY!!!!!!!!!!! - gritei, olhando aquele sangue. - O que foi que eu fiz?????? 

Meu desespero apenas aumentou. Minha culpa também.

- Bonni!!!! tá tudo bem. Não foi culpa sua, entendeu? agora presta atenção: Eu preciso da sua ajuda, tudo bem? você pode fazer isso? - ela disse, suando e indo se sentar no sofá, com a aparência de quem estava sentindo MUITA dor.

Assenti com a cabeça e corri até o armário pegar outro kit de primeiros socorros mais uma vez.

"Eu preciso entender o que está acontecendo...eu não posso enlouquecer...não posso machucá-la desse jeito...é imperdoável isso..."

Quando voltei de frente para ela, ela havia tirado sua camisa e a estava pressionando contra o machucado. Seus pontos haviam aberto e ela estava muito ofegante.

- Marcy...eu nem sei o que dizer, não consigo acreditar nisso... eu nunca vou me perdoar por isso... como isso pôde acontecer???  - dizia, enquanto minhas mãos trêmulas e atrapalhadas tentavam pegar as coisas que eu precisava para refazer os pontos e ajudá-la.

- BONNI! - ela gritou, segurando meu rosto com uma de suas mãos. - se acalma.

- Mas Marcy... eu não consigo entender... 

- BONNI, EU PRECISO DE VOCÊ, PORRA!  - ela gritou, me assustando.

"Droga, Bonnibel, você está estragando tudo ainda mais. Ela precisa de você se não vai acabar desmaiando de tanto perder sangue mais uma vez."

Respirei fundo e tentei ficar mais séria e menos desesperada.

"Ela precisa de você agora. Dê um jeito na bagunça que você fez."

- Deita. - disse.

Ela se deitou e então eu consegui, tentando manter a calma e do melhor jeito possível, refazer seus pontos e seu curativo, fazendo-a parar de sangrar.

- Pronto. - disse, jogando as coisas que estava nas mãos para o lado e abraçando meus próprios joelhos, com a cabeça baixa.

 

"O que está acontecendo comigo?"

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 



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