História Edge of desire - Parte 2 - Capítulo 57


Escrita por: ~

Postado
Categorias Hora de Aventura
Personagens Finn, Hudson Abadder, Jake, Marceline, Mordomo Menta, Princesa De Fogo, Princesa Tartaruga, Principe Chiclete, Rei Gelado
Tags Bubbline, Marceline, Princesa Jujuba
Exibições 218
Palavras 1.303
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Comédia, Fantasia, Ficção, Hentai, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 57 - Hope you'll forgive me


Fanfic / Fanfiction Edge of desire - Parte 2 - Capítulo 57 - Hope you'll forgive me

Eu fiquei um tempo ali, no chão, encolhida, tentando entender tudo o que havia acontecido, enquanto Marcy se recuperava, deitada atrás de mim.

"Ela deve estar me odiando agora...mas...eu simplesmente não sei explicar o que aconteceu... mas de qualquer maneira, estou aliviada por tudo ter sido um pesadelo...eu acho..." 

- Do quê você se lembra? - ela perguntou.
 

Quando abri minha boca para tentar respondê-la, novamente ouvi aquela voz terrível em minha mente.

- Esse foi só o começo para te alertar do que sou capaz de fazer. Não foi um pesadelo, foi um aviso. Se você não der um jeito de se livrar dela AGORA, eu possuirei o seu corpo e a matarei.

De repente, a voz sumiu e eu voltei ao meu estado "normal". Estava ofegante, desesperada, mas não conseguia pensar em absolutamente nada além de fazer o que ele havia mandado...

- Bonni? - ela insistiu, porém, simplesmente não conseguia respondê-la.

Eu estava completamente assustada.

"Eu não quero ir...não quero ficar longe dela...não quero magoá-la...mas não quero correr o risco de algo pior acontecer com ela..."

- Ei... olha pra mim... - ela disse, me olhando.

A hora que me deparei com aqueles olhos vermelhos que eu tanto amava, meu coração amoleceu completamente. Era a minha Marcy, bem ali, disposta a tentar acalmar as coisas, a ficar comigo apesar de tudo. 

"Não...eu não posso me deixar convencer...eu...preciso fazer o que é certo..." 

- Não consigo... - disse, olhando para baixo.
 

"Eu não posso..."

- Por que?
 

"Por que eu tenho que esquecer o quanto te amo para que você possa viver..." 

Comecei a chorar freneticamente. Aquela escolha era a mais difícil que eu já tinha feito em toda a minha vida.

De repente, ela se sentou no sofá com dificuldade, colocou sua mão delicadamente por cima do meu curativo no rosto.

"Não me toque, por favor... me ajude a ser forte para te proteger..." 

- Bonnibel, olha pra mim... - ela pediu, carinhosamente.

"Me perdoe, Marcy, mas se eu ficar perto de você, vou te colocar mais em risco do que já está...eu preciso ser forte, por você, por nós..." 

Respirei fundo, me levantei, limpando rapidamente meu rosto molhado com lágrimas e caminhei em direção à escada.

"Eu preciso ser fria. Eu preciso ser forte. Ela precisa ficar longe de mim para que não se machuque mais."

- Onde você vai? - ela perguntou, me olhando.

- Me trocar. - disse,tentando esconder o choro, caminhando em direção ao quarto.

- Por que? - ela perguntou.

"Pra ir embora da sua vida...pra não te machucar mais meu amor..." 

Assim que cheguei no quarto, fechei a porta, apoiei no guarda roupa e comecei a chorar desesperadamente. 

"Por que isso tem que ser tão difícil? Por que não podem nos deixar em paz? nos amamos...só queremos ficar juntas..." 

De repente, senti aquele baque em minha cabeça novamente, o que me fez perder o ar e me encolher.

- Boa garota. Agora saia logo daí e dê um fim logo nesse teatrinho ridículo. Estarei te esperando e se ousar voltar atrás na decisão, a torturarei até que ela implore para morrer. 

Recuperei meu padrão de consciência. Meu coração estava disparado, meu corpo inteiro estava doendo e sentia uma enxaqueca terrível.

"Eu não aguento mais isso..."

Respirei fundo, me troquei, chorando muito ainda. Depois de um tempo, lavei meu rosto, engoli as lágrimas e me olhei no espelho.

"Esse é o fim, Bonnibel. Conte até 10. Seja forte. Respire fundo. Seja fria. Você sabe o que tem que fazer."

Desci as escadas. 

Ela ainda estava sentada no sofá, e, assim que apareci na escada, ela me olhou.

- Bonni...eu não sei o que aconteceu, mas precisamos falar sobre isso...

A ignorei. 

"Foque apenas em ir embora."

"Mas eu sei que ela não vai me deixar ir embora..."

"Eu não quero ir embora..."

"Mas eu preciso ir embora..."

- EI! ESPERA! ONDE VOCÊ VAI? - ela gritou, assim que cheguei perto da porta, se levantando.

Coloquei a mão na maçaneta e abri a porta. De repente, vi seu braço passar por cima do meu ombro e fechar a porta com tudo. Ela parou na minha frente, me olhando fixamente.

"Por favor...não faz isso..."

- ONDE VOCÊ ESTÁ INDO? ESTÁ LOUCA?

Eu evitava com todas as minhas forças olhar para ela, pois sabia que se o fizesse, me acabaria em prantos e não conseguiria convencê-la de que ela precisa me deixar ir embora.

- Marceline, sai da frente. - disse, com frieza, me agarrando apenas ao meu objetivo com aquilo, que era salvá-la.

- HÃN?  COMO ASSIM? DO QUE VOCÊ ESTÁ FALANDO GAROTA? DÁ PRA ME EXPLICAR O QUE ESTÁ ACONTECENDO???? - ela continuou gritando, me impedindo de ir embora.

- Marceline, sai da frente. - repeti.

- Não. Não vou sair da frente. O quê vai fazer? - ela respondeu, no mesmo tom de voz que o meu e cruzou os braços.

A olhei rapidamente. Ela estava tão próxima de mim. Eu queria abraçá-la, beijá-la e contar tudo o que estava acontecendo.

"Mas não posso...ela vai morrer se souber..."

Respirei fundo, esfreguei minhas mãos no meu rosto e segurei para não chorar. A olhei, brava.

"Por que não me ajuda? eu preciso fazer isso, não entende?"

"Eu...preciso...magoá-la..."

- Você não pode me prender aqui.

Meu coração disparou depois que falei isso. Eu sabia que aquilo a magoaria.

- Prender?  Então é assim que se sente comigo? PRESA? - ela perguntou, me olhando extremamente séria. 

Desviei o olhar. Não suportava vê-la chateada.

De repente, ela começou a chorar e abriu a porta, se virando de lado, me dando passagem.

- Você nunca esteve presa comigo. Você quer ir? Tá, então vai. Eu nunca te prendi. Agora se acha que sua liberdade está naquele reino, eu não posso fazer mais nada. 

"Não... não é nada disso...me perdoa meu amor..."

Respirei fundo e evitei ao máximo olhar para ela.

- Vamos, acabe logo com esse sofrimento todo e evite um pior, você já sabe o que fazer. - disse a voz do mágico em minha mente.

Caminhei em direção à saída. De repente, mais uma vez, ela me impediu, colocando seu braço na minha frente e apoiando sua mão na outra parede ao lado. Seu rosto ficou tão próximo do meu que pude sentir sua respiração.

Meu corpo ficou paralisado. 

"Por favor, não..."

- Escuta... eu não sei o que aconteceu, não sei o que você viu, não sei o que está passando pela sua cabeça. Mas...eu não quero que você vá embora... isso tudo é uma enorme bagunça...me deixa te ajudar... - ela sussurrou, chorando.

Meu coração se quebrou em mil pedaços. Ela não queria que eu fosse embora. Eu não queria ir embora. 

- Se você tocar nela mais uma vez, eu vou matá-la aqui mesmo, com suas próprias mãos. 

Fechei meus punhos com muita força e abaixei a cabeça para que ela não pudesse ver as lágrimas que escorreram pelo meu rosto.

"Se ela me ver chorando, vai desconfiar. Eu preciso ser fria para que ela acredite em mim."

- Eu não quero mais ficar aqui. Por favor, não me procure mais. - disse, com a voz extremamente trêmula.

- Por favor, não faz isso...

- Adeus, Marceline. - disse, rígida.

Ela deu espaço novamente e respirou fundo.

- Como queira. - ela disse.

Saí da casa e corri até a floresta. Assim que estava um pouco distante, encostei em uma das árvores e ouvi a porta da casa dela bater com muita força.

Meu corpo deslizou no tronco daquela árvore até a grama, então me sentei, coloquei as mãos na cabeça e comecei a chorar desesperadamente.

"Marcy...me perdoe meu amor...me perdoe..."

A dor dilacerava meu peito e era eu quem queria morrer naquele momento...

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 



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