História Edge of desire - Parte 2 - Capítulo 65


Escrita por: ~

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Categorias Hora de Aventura
Personagens Finn, Hudson Abadder, Jake, Marceline, Mordomo Menta, Princesa De Fogo, Princesa Tartaruga, Principe Chiclete, Rei Gelado
Tags Bubbline, Marceline, Princesa Jujuba
Exibições 130
Palavras 1.550
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Comédia, Fantasia, Ficção, Hentai, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 65 - I need to know you won't let go


Fanfic / Fanfiction Edge of desire - Parte 2 - Capítulo 65 - I need to know you won't let go

Respirei fundo, tentando acalmar um pouco meu coração. Tudo estava uma completa bagunça e minha mente estava mais do que confusa, sem contar a imensa tristeza que eu estava sentindo.

Fui até o banheiro, tomei um banho longo e demorado, não podendo deixar de evitar que lágrimas pesadas caíssem dos meus olhos. Nada me daria esquecer o último olhar que Marceline me deu.

"Será que eu nunca mais a verei?"

Coloquei meu pijama de frio, sequei meu cabelo e antes de me deitar, resolvi pegar um livro do colégio para tentar me distrair um pouco.

Assim que deitei, percebi que havia esquecido meus óculos de leitura em cima da escrivaninha.

"Ah, Dane-se...eu não ia conseguir ler nada mesmo..."

O som que as páginas faziam quando eu as virava de certa forma era algo que me acalmava, então fiquei apenas folheando aquele livro, distraída em meus próprios pensamentos e lembranças sobre desde o momento que havia saído da casa que estava com a Marceline.

De repente, absolutamente do nada, uma imagem feminina com uma capa preta simplesmente surgiu bem na frente da janela,

 - MAS O QUE?!?!?!?! - gritei, assustada, pulando da cama praticamente.

De repente, aquela mulher tirou o capuz e eu quase não pude acreditar no que estava vendo. Eram aqueles lindos olhos vermelhos novamente na minha frente...

 - MARCELINE????????

- Ótimo. Pelo menos se lembra do meu nome. - ela disse, me olhando de maneira sarcástica e distante.

Eu simplesmente não sabia o que dizer. Fui completamente envolvida por sentimentos de felicidade e desespero, tudo ao mesmo tempo, me fazendo ficar desnorteada e por um momento eu tive a ligeira impressão de que iria desmaiar, mas isso não aconteceu.

 - O que está fazendo aqui?? como entrou aqui?? - perguntei, olhando atrás dela para ver se algum guarda ou arqueiro havia notado sua presença.

 - Não importa. Eu vim aqui. O que vai fazer agora? me colocar pra fora?? chamar seus guardas? ou melhor: seu querido pai?? - ela perguntou, me encarando de maneira fria.

Senti meu coração super apertado. Eu sabia que ela estava chateada comigo e ela tinha todos os motivos pra isso, mas vê-la agir de maneira tão fria partia ainda mais meu coração.

- Marceline... não...eu...eu jamais faria isso...você sabe...

 - Não, eu não sei de porra nenhuma! Eu não te conheço mais. - ela disse, de maneira alterada e apertando seus punhos.

Olhei ao redor e me dei conta de que se descobrissem que ela estava ali, tudo pioraria muito...

- Marceline, por favor, você precisa ir embora. - disse, me aproximando dela.

- Eu não vou embora. Não até você me ouvir! - ela gritou.

"Ah não... Marcy por favor..."

- Marcy... por favor...não faz isso... - pedi, delicadamente e desesperadamente.

- Não faz isso?? quem é você pra me pedir alguma coisa?? - você simplesmente vai embora, me larga naquela casa que eu te acolhi, sem nem se quer se explicar, sem me dizer o que aconteceu, sem nem se preocupar em olhar pra trás! - ela gritava, se aproximando cada vez mais de mim com os olhos cheios de lágrimas, me fazendo dar passos pra trás.

"Por favor Marcy, você precisa ir...eles vão descobrir que está aqui..."

 - Marcy, me escuta...

- Não me chama assim!!! você não tem esse direito. Eu não vou te ouvir, VOCÊ vai me ouvir agora! Você foi embora, depois de tudo o que passamos, depois de tudo o que eu fiz por você, e quando eu resolvo voltar por que eu... argh, não importa. E quanto eu volto, vejo você, aceitando se... casar... - ela disse, ofegante, com a voz trêmula, me fazendo encostar em uma das paredes.

Ela tinha toda a razão. Eu realmente havia sido uma cretina com ela, tentando protegê-la de todas as formas. Eu sabia que nada daquilo era justo, principalmente com ela.

Estávamos tão próximas que me senti de certa forma entorpecida pela sua presença tão perto de mim novamente, depois de tanta saudade, tanta vontade de estar perto dela... mas meu coração estava partido, o dela mais ainda, e pude sentir seu hálito com cheiro forte de vodka.

"Ah Marcy...o que foi que eu fiz..."

 - Marceline, por favor, me deixa explicar... - disse, chorando.

- NÃO! AGORA você vem querer me dar explicações? agora eu não quero mais nada de você. Eu só estou aqui pra te dizer que você não tem esse direito! Você não pode entrar na vida de uma pessoa, fazê-la ficar aos seus pés e simplesmente abandoná-la como se fosse...nada... Você me enganou, mentiu pra mim...- disse, apertando forte seus punhos e se segurando muito para não chorar.

Olhei e percebi que uma de suas mãos estava enfaixada com um pano.

"Marcy..."

 - Marceline, não fala assim... por favor... você não entende...você está bêbada! -disse, em prantos.

- Eu não entendo mesmo! mas eu, ao contrário de todos esses idiotas que te cercam, sempre tentei. Eu sempre estive ao seu lado e sempre estive disposta a fazer TUDO por você, não pelo simples fato de você ser uma princesa, mas por eu te amar de todo o meu coração! - ela disse, se permitindo chorar.

- Marceline... - disse, colocando suas mãos em seu lindo e triste rosto -  você não entende... 

Ela tirou delicadamente minhas mãos do seu rosto.

- Então me explica...me explica por favor...por que você está fazendo tudo isso? você não ama esse homem...não ama... ele nunca vai amar você como eu...nunca...

- Eu não posso explicar...você não pode estar aqui... eu...eu estou fazendo pelo seu bem... - disse, a olhando nos olhos.

"Eu queria tanto poder te dizer..."

Ela apoio sua testa na minha enquanto chorávamos.
 
- Você não pode fazer isso... 

- Marceline... já está feito... me perdoe por favor... 

Fechamos os nossos olhos e eu me sentia ainda mais perdida naquele momento...

"Eu só quero você..."

- Jujuba, querida, já está dormindo? - disse o príncipe do lado de fora do meu quarto.

Meu corpo simplesmente paralisou. Eu não fazia idéia do que dizer ou fazer e por mais que não quisesse que ela fosse embora, eu não podia ignorar o perigo que ela corria.

- Marceline, você precisa ir ir embora - disse, segurando seu braço e a olhando nos olhos.

De repente, ele começou a dar batidas na porta, o que fez meu coração disparar mais.

- Você ama esse cara? - ela perguntou, me olhando

- Marceline...por favor...agora não... 

- Me diz. Você o ama? - ela insistiu, segurando meus braços.

- Por favor vai embora...não faz isso...

"Não...nunca...eu amo você Marceline..."

- Jujuba, tem alguém aí com você? abre a porta queridinha.

- Me diz... - ela insistiu, apertando meus braços.

- Marceline...está me machucando...

- Me diz, Bonnibel. Você o ama? 

"Eu preciso mentir para salvá-la..."

- Eu...amo... - sussurrei, desviando o olhar e chorando mais ainda.

- NÃO MENTE PRA MIM! ME FALA A VERDADE DE UMA VEZ POR TODAS! - ela gritou.

- JUJUBA? GUARDAS! VENHAM ABRIR ESSA PORTA! - o príncipe gritou do lado de fora.

"Eu não aguento mais..."

- NÃO! - gritou, empurrando ela e caindo de joelhos no chão, chorando mais ainda.

- Eu fiz tudo isso pra salvar você... - confessei em desespero.

- Do que está falando?

As batidas na porta se intensificaram.

- Vai embora, Marceline...se você me ama vai embora... 

"Por favor, você precisa ir..."

Ela se ajoelhou na minha frente e segurou o meu rosto, me fazendo olhar para ela.

- Bonni...me explica de uma vez o que está acontecendo. Me salvar de quem? o que disseram pra você? 

"Eu preciso te salvar..."

- Vai embora...por favor...por mim... 

- Bonni! eu não vou embora. Eu não vou te deixar fazer isso. Eu não tenho medo de ninguém. Você precisa me deixar te ajudar se quer me ajudar... Eu vou lutar por nós, mas só se você me deixar fazer isso...

- Marceline... eles vão matar você... não podemos ficar juntas... me deixa fazer isso... 

- BONNIBEL, ABRA JÁ ESSA PORTA!!!! GUARDAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAS! - gritou, dessa vez, o meu pai, esmurrando a porta do meu quarto.

"Eu...eu não sei mais o que fazer..."

- Você quer isso? você quer mesmo que eu vá embora? é o que o seu coração está pedindo? que você leve essa vida que está permitindo? me diz o que você quer, e eu farei. - ela perguntou, me olhando nos olhos e segurando meu rosto.

- BONNIBEL! SE ESTIVER COM ALGUÉM AÍ.... MALDITOS GUARDAS ARROMBEM JÁ ESSA MALDITA PORTA OU VOU ENFORCÁ-LOS!!! 

- Eu...só não quero perder você... - disse, em prantos, me aconchegando em seu peito.

"Eu não posso mais mentir..."

Ela me abraçou forte, e Glob, eu não poderia nem explicar em palavras o quanto sentia sua falta.

De repente, ouvimos pancadas mais fortes na porta e percebi que ela rachou um pouco.

- VAMOS, MAIS FORÇA SEUS IDIOTAS FRACOS! - meu pai gritou.

Estava com tanto medo pelo o que aconteceria que apertei um pouco seus braços.

"Eu não posso perder você, mas não posso mais ficar sem você..."

- Você precisa saber de uma vez por todas que eu vou lutar por você. - ela disse.

De repente, a porta caiu.

- SAIA JÁ DE PERTO DELA SEU DEMÔNIO! - gritou o rei.

"Eu só preciso saber que você não me deixará..."



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