História Edipus | Shortfic phan - Capítulo 2


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Categorias Dan Howell, Phil Lester
Personagens Dan Howell, Personagens Originais, Phil Lester
Tags Drama, Incesto, Lemon, Phan, Yaoi
Visualizações 17
Palavras 1.588
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Ficção, Fluffy, Lemon, Romance e Novela, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Slash, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Depois de uns séculos, finalmente consegui fazer esse capítulo!
Ficou meio curto, porém é mais como uma introdução ao conteto da história, então tá valendo.

Boa leitura

Capítulo 2 - Could this be love at first sight?


Phil Lester corria apressado pelas ruas movimentadas de Londres, enfiando documentos na pasta que estava quase abrindo com uma mão e arrumando seus fios de cabelo escuros com a outra. A cena era quase engraçada, já que sua estatura superior a 1,80 metro acabava fazendo ter braços e pernas longos.

Quando finalmente arrumou os papéis parou por alguns segundos para respirar, apoiando as mãos nos joelhos e ofegando enquanto observava a avenida movimentada ao redor. O letreiro neon de uma cafeteria aparentemente aconchegante era convidativo a seu estômago clamante por comida, além do gostoso perfume de bolo assando a adentrar suas narinas, o que fez um constrangedor ronco ressoar.

— Faltam dez minutos, acho que comprar um muffin não vai me atrasar. — Disse para si mesmo depois de conferir a hora no celular, já seguindo em direção à porta envidraçada, um sininho fazendo-se ouvir quando passou por ela.

Logo foi para o balcão, não podia – nem queria – demorar, então acomodou-se em um dos bancos estofados com couro falso, observando o pequeno lugar de chão cerâmico preto e branco. Não era um local luxuoso, porém bastante agradável, e mais cheio de jovens naquele horário, pois havia muita gente no trabalho, porém estava em época de férias de verão nas escolas.

Um rapaz jovem, com aparência de seus 18 anos – e que de alguma forma conseguia ser mais alto que o Lester – era o atendente atrás do balcão marmóreo gelado pelo ar-condicionado. Seus olhos chocolate possuíam um brilho de animação enquanto cantarolava a música saindo dos fones de ouvido, mascarando o tédio de estar naquele lugar aonde ia todo dia trabalhar como summer job, e os fios castanhos indecisos entre o liso e o ondulado iam complementando-lhe a aparência.

— Bom dia, o que deseja? — Pergunta ao forçar um sorriso educado enquanto analisava a face de Phil, pegando um bloquinho de papel no bolso do avental para anotar o pedido.

— Nada por enquanto. — O outro responde enquanto conferia o cardápio que estava em sua frente.

O mais jovem assente e vai em direção a uma das mesas para atender um casal que lá estava. Ao mesmo tempo, Lester finalmente resolve o que pedir, um muffin com gotas de chocolate e um cappuccino simples, então faz sinal para que o atendente viesse até ele, coisa que não tardou a acontecer.

— Escolheu o que que vai pedir? — Os olhos castanhos do garoto que agora estavam atrás do balcão eram hipnotizantes, apesar de marcados com leves olheiras graças às tentativas de conciliar trabalho, curso de fotografia e vida social. A pergunta em tom leve, quase divertido, demonstrava um pouco de seu jeito despreocupado de ser, mais apegado à amada câmera digital que sempre estava consigo do que a estudar ou trabalhar.

— Sim. — Phil assente, correndo os dedos pelos fios de cabelo preto, dando alguma ordem a eles, gesto considerado bastante visualmente agradável para aquele que o atendia. — Muffin com gotas de chocolate e um cappuccino comum, pra levar.

— Certo, qual seu nome? — Dita o atendente enquanto anotava o pedido. O mais velho entre os dois ergueu o rosto para observá-lo por alguns instantes, e aqueles olhos azuis tão cristalinos davam certa inquietação no ser mais jovem.

— Phil Lester. — A resposta sai simplista, apesar de um breve sorriso desenhar-se nos lábios beirando a palidez, já que ele odiava pegar sol ou sair de casa para ficar ao ar livre, pois preferia infinitamente mais assistir algo pelo Netflix ou jogar videogame. — E o seu?

— Daniel Howell, ou Dan, simplesmente. — Por algum motivo a resposta deixou o de olhos claros intrigado durante alguns segundos, tornando a analisá-lo mais uma vez, porém com atenção absoluta. Algo naquele garoto não lhe era estranho, talvez ter o nome de seu antigo filho. Ou simplesmente era mera coincidência e já o vira como transeunte anônimo em meio ao caos londrino antes. — Vou buscar logo seu pedido, o senhor aparenta estar apressado.

Aquela última sentença fez um súbito calafrio percorrer a espinha de Phil, e ao checar a hora no relógio de parede chegou à infeliz constatação de que estava atrasado, o que arrancou-lhe um suspiro incomodado. Odiava, com todas as suas forças e energias, se atrasar, e isso acontecera. E agora não poderia mais entrar no trabalho, iria levar falta por ter cedido aos desejos de sua fome.

— Que merda. — Murmurou, tamborilando os nós dos dedos no balcão. Daniel o encarava silenciosamente enquanto enchia o copo de café, tentando entender o motivo da súbita irritação de seu cliente. — Vai ser pra comer aqui, então vou querer um pedaço de cheesecake de framboesa também.

— Certo. — Howell respondeu e passou o líquido a alta temperatura para uma das canecas cerâmicas ao lado da cafeteira. — Perguntar o motivo da mudança seria invasivo? — Apesar de tentar conter a curiosidade, sua manifestação era inevitável, por vezes. E tamanha formalidade na pergunta acabou fazendo Phil rir fraco, quase como que encantado com a facilidade daquele garoto em mudar sua postura.

— Não é nada demais, me atrasei pro trabalho. — Lester dá de ombros, respirando fundo ao sentir o delicioso cheiro do cappuccino pedido, que agora estava em sua frente, ao lado de um prato com os doces pedidos. — E meu chefe é um imbecil, não deixa ninguém se atrasar nem por 2 minutos.

— Entendi, é complicado. — Dan assente, soltando uma risada suave ao ver a expressão do mais velho ao tomar o primeiro gole de cappuccino, uma careta graças à alta temperatura da bebida cafeinada.

— E muito. — Lester suspira, soprando sobre a borda da caneca para esfriar seu conteúdo, e enquanto isso ia alternando algumas garfadas de cheesecake ou mordidas no muffin.

O mais novo assistia-o em silêncio do canto onde estava, limpando uma das mesas. Não era todo dia que alguém tão belo e com aura magnética daquele jeito aparecia na cafeteria. Por algum motivo que nem ele mesmo entendia, aquele homem não lhe parecia um completo desconhecido, e seu nome trazia várias desconexas lembranças de um passado distante. Seus olhos tão vívidos tinham uma intensa e tão própria cor, contrastando com os cabelos pretos.

Os minutos iam escorrendo lentamente, como um líquido viscoso e cheio de teimosia na queda. Phil questionava-se o porquê dessas coisas acontecerem: quando tinha algo de importante para fazer, o tempo pareceu voar, mas naquele tédio infernal, com o estabelecimento vazio – a despeito de sua presença e a do Howell –, tudo parecia rastejar em câmera lenta.

— Por que logo hoje? — Sussurrou entredentes, angustiado com a perda da reunião marcada para aquele dia. — Melhor eu pelo menos avisar.

O celular tirado do bolso vibrava irritantemente com a torrente de mensagens enviadas por Seán, amigo que conhecera na construtora onde trabalham, o Lester como arquiteto e McLoughlin como contador. A amizade, surgida graças a uma briga ocorrida algumas semanas do irlandês ser contratado, era um traço forte e admirável da convivência entre eles, o que acabava gerando certos... Comentários, mas desprovidos de realidade.

Ele logo enviou um pedido de desculpas em toda sua formalidade para Felix, seu chefe, o diretor e dono daquela construtora, um sueco de sotaque carregado e temperamento tempestuoso, que ascendera socialmente através de negócios com origem duvidosa, mas atualmente detinha renome em sua área de atuação.

— Você me perguntou uma coisa, então posso perguntar outra? — Olhou para Daniel, vertendo o último gole da caneca quase vazia. O mais novo assente, aproximando-se e sentando no banco ao lado do homem, observando-o em silêncio. — Você aparenta ser bem jovem, por que trabalha aqui?

— Summer job, quero comprar um notebook novo, mas já que o orçamento em minha casa está... Complicado, resolvi não criar mais uma despesa besta. — Aquele garoto tinha alguma tristeza na voz, e era perceptivelmente sincera, ainda mais notável com a expressão cabisbaixa no rosto ao pronunciar a frase.

— Entendo. — Phil o observa, sentindo uma leve pontada no coração. Ele entendia muito bem o que o menino passava, e o envolveu em um abraço solidário e espontâneo, que surpreendeu aos dois. — Quanto ainda falta? — Murmurou sem se importar com o rubor nas maçãs do rosto de Howell, logo o soltando.

— 970 libras. — Fala o mais novo, o observando curioso. — Por que a pergunta?

— Nada demais. — Lester sorri misterioso. — Só sei que quero minha conta, tenho mais coisas a resolver hoje e tempo é o que me falta.

— Hm... Certo. — Confuso, Daniel pega o bloco de notas e vê os valores do pedido. — 4 libras e 50 centavos. — Quando ele fala, logo uma nota de 5 está em suas mãos, o mais velho logo se levantando.

— Até a próxima, garoto. — Dita Phil, afastando-se com as mãos nos bolsos do paletó, rapidamente saindo da cafeteria, a mente distante da realidade focando em seu passado.


Daniel lhe parecia uma pessoa que valia a pena ajudar, e não havia motivos para que não o fizesse. Mas será que era por simples bondade ou empatia que estava fazendo isso, ou vira algo a mais naqueles olhos castanhos tão inocentes? Poderia ser algo como amor à primeira vista?

Tais coisas lhe eram estranhas, afinal: tinha 32 anos, enquanto Howell tinha aparentemente 18. Mas como sua mãe diria: nada pode controlar por quem vamos nos apaixonar, e não tenha medo de lutar por seus sentimentos, por mais estranhos que pareçam ser. 


Notas Finais


Espero que tenham gostado, meus amores

Não tenho previsão para uma próxima atualização, mas meus motivos são claros: iniciar o novo arco de Impossible Year adequadamente.

Até a próxima, e nos vemos nos comentários?
^3^


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