História Edward Blackstoke e a Cruzada Infernal - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Mitologia Celta, Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Ação, Aventura, Heterossexualidade, Luta, Magia, Romance, Tragedia, Violencia Sobrenatural
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Palavras 2.870
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Fantasia, Luta, Magia, Mistério, Sobrenatural, Suspense
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Canibalismo, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir culturas, crenças, tradições ou costumes.

Notas do Autor


Coisas como demônios, mitologia celta, Rei Arthur e afins serão bastante reconhecíveis nesta fic. Porém como é original, não precisa ter lido nem assistido nenhuma obra antes para entender!

Sem mais enrolação, fiquem com a fic! Boa leitura!

Capítulo 1 - O Caçador Estrangeiro


Há um século atrás, o mal pisou no mundo dos vivos em sua real forma. Trazendo consigo uma grande praga e seu exército de demônios comedores de carniça, o Imperador do Limbo Philemon travou uma batalha contra a humanidade. O céu escurecera tanto quanto o abismo mais negro, e com o passar de uma década, o mal assolou o mundo.

E, como ironia entre as outrora desavenças viventes no sangue das famílias reais, sua união foi o que prontamente declararam quando tomaram como desejo tombar as forças de Philemon. As prateadas espadas manejadas pela honrada casa de Hansendoth lideraram a Aliança, em todo seu orgulho e prepotência. Nobres do Oeste, regentes de uma terra verde e ensolarada, muito se reconhecia do poderio militar de Ludovig van Hansendoth e seu reino. Claro, de apenas orgulho e coragem não se vencia uma batalha, e tal dito nortenho se fez presente quando Roderick La Beaumont ergueu sua espada e cedeu sua bravura ao conflito, dançando entre as fileiras demoníacas em sua genialidade estratégica fornecida pelos La Beaumont.

Ora, indiferentes as praticas mágicas dos Belclaire, não faltaram rumores e olhares venenosos. Conhecedor arcano e das praticas ocultas, Arthur Belcláire provou seu lugar na batalha ferrenha ao lado da humanidade. Com seu imenso conhecimento mágico, fez chover raios e chamas ardentes em seus inimigos. Se dragões pouco eram vistos naquelas terras, então a resposta para tal conjectura se fazia, para muitos, naquelas poucas palavras: “foram obra dos Belcláire. Se embrenham na floresta em suas notórias praticas de bruxaria e alquimia!” diziam. Vindos das montanhas do Sul, os bruxos de pele escura foram, para os Beaumont, uma valiosa aliança findada naqueles tempos. Para outros, pouco mais do que um auxílio necessário em tempos tão conturbados.

Muito se temia ao perceber as reais capacidades daqueles curiosos bruxos, e tal temor logo se fez fatal, por fim, após o fim daquela era.

Então, no nono ano do que se conheceu, nas décadas seguintes, como a Cruzada Infernal, um clã surgiu alem das montanhas do Sul, através dos mares. Garrett Blackstoke ofereceu seus conhecimentos e talentos de guerrilha como a ultima carta na manga dos homens. Munidos de bestas e água benta, os Blackstoke foram o ultimo trunfo da Aliança Humana na outrora maldita Cruzada.

E a paz voltou com queda das forças de Philemon e seu fiel general Astaroth. Unidas, ao fim do décimo ano de conflito, as casas nobres fundaram sua aliança e forças em nome do bem e do Sagrado em uma Ordem. O Santo Graal, fundado e nomeado em face dos nobres guerreiros que portavam a sagrada cruz dourada em seu peito.

Com os reinos sob seu jugo, o Santo Graal governa com mãos de ferro aquelas terras em uma época de relativa paz mesmo um século depois da queda do temível Philemon.

 

 

 

Ato I – O Caçador Estrangeiro

 

 

Cheiro de álcool e suor jamais lhe atingiram, mesmo com seus sentidos altamente apurados. Ainda assim, aquela estalagem nada mais era do que um emaranhado de sensações, cores e cheiros. Um beberrão a reclamar ao longe; uma prostituta barata rindo enervantemente enquanto tinha as nádegas apalpadas por homens que sequer conhecia; o odor de suor e sangue impregnado em alguns soldados em uma mesa distante... Tudo tão simples e filtrado em inúmeras sensações que pareciam explodir seu nariz.

Contudo, o frio lá fora lhe dizia que era muito mais agradável passar a noite naquela estalagem do que cavalgar por mais uma ou duas noites até a capital. E desde que havia realizado mais um serviço para o excêntrico barão de Rothvellen, tudo que Edward desejava era saborear uma bela linguiça temperada e jogar-se em uma cama quentinha por mais algumas boas horas. De vampiros, lembrou-se, ele já estava mais do que cansado. Para seu agrado, sua presença incólume pouco se fez percebida, e ele baixou o capuz, respirando o ar fétido do local. Talvez aquela pacata vila lhe trouxesse algum descanso de suas andanças, aquietando suas pernas e quem sabe, até, amolando suas espadas outra hora. Há dias na estrada, sua lâmina de prata precisava de um verdadeiro trabalho para torná-la mortal para qualquer criatura como antes, e uma espada desafinada de nada lhe serviria.  

Subitamente, uma presença projetou-se ao seu lado. Uma jovem moça, cabelos castanhos e dotada de uma pele levemente morena, não muito comum fora das terras do sul. Praticamente traços tribais a adornar seu rosto jovial. Ainda que sob vestes humildes, ela possuía notável beleza, sorrindo timidamente enquanto enchia uma taça de vinho. 

Cheiroso, ele constatou. Um aroma delicioso, por fim, atingindo seu nariz.

- Boa noite! O que deseja, senhor?

- Sua melhor lingüiça, se tiver – ele baixou o capuz, revelando seus fios negros suados. Poeira se fazia presente em seu rosto, rastro de alguns belos dias na estrada.

A moça pareceu surpresa, não tirando os olhos do objeto que pendia de seu pescoço.

- Oh! Tu és um serviçal do Santo Graal?

Ao perceber a brilhante cruz a pender sob seu manto, ele riu. – Ah, sim. Deveras, senhorita. Sou um caçador, na verdade. Um Diácono à serviço da capital de Kyrennia.

A jovem animou-se, curiosa. Como se imaginasse todo tipo de perigos que aquela figura misteriosa e estrangeira deveria enfrentar todos os dias.

- E tu deves ser muito corajoso. De fato, deves ser uma profissão perigosa. Uma Diácono do Santo Graal? Não és comum viajantes como você em uma típica vila do Sul.

Ele parecia relevar.

- Tirando o risco de morte semanal, é bem pacifico - ele sorriu sedutoramente, percebendo–a corar de súbito. – E qual seu nome, minha bela...?

- Victoria! O que já lhe disse, minha jovem? Deixe de importunar o pobre cliente!

Um velho, vestido elegantemente, aproximou-se da moça em um olhar negativo. Nervosa, ela tratou de correr até as outras mesas, voltando a seu trabalho. Decerto o dono do local, Edward percebeu, já que logo puxou uma cadeira sem o mínimo de licença e educação. Ele o sondava, um olhar cúmplice preenchendo aquele rosto enrugado e marcado de cicatrizes.

- Ah! Vejo que és um daqueles sujeitos à mando da Igreja, hein? Pelas tuas roupas e esse pendante aí, logo desconfiei. 

Edward provou do vinho calmamente. Delicioso, ele percebeu.

– Algum problema nisto?

- Não, não. Na verdade, queria saber o que um cruzado como tu fazes aqui numa vila pacata e esquecida por Deus como Verbenn? Não devias estar matando demônios em Snowden?

O jovem deu de ombros. – A princesa La Beaumont é mais do que capaz de cuidar de tudo por lá. As forças do Norte não são tão capazes quanto a dos Hansendoth em termos de poderio, mas em campo estratégico, são muito superiores do que aqueles imbecis de Gran Maulke.

- Há! – o velho concordava – Sim, sim. Milady Beatrice La Beaumont! Bem me lembro dessa moça. Uma heroína no cerco à Ban Aldritch, não? A “princesa dourada do Norte” virou uma lenda por todo canto de uns tempos para cá.

A princesa La Beaumont, lembrou Edward. Tão reverenciada e famosa por sua beleza quanto em sua fama de eximia guerreira e um verdadeiro símbolo de heroísmo nas terras do Norte. Ao cerco contra sua família, apenas sua nobreza, coragem e genialidade estratégica passaram a perdurar por cada canto, em cada cidade e em cada boca. 

Agora, quanto ao sangue derramado do notório e, como todos erroneamente gostavam de ressaltar, “podre” clã de bruxos das montanhas de Ven Thar, poucos se lembravam. Aos poucos, moças como Victoria, dotadas de pele bronzeada e olhos esverdeados - traços de um verdadeiro sulista - seriam cada vez mais raras.  

“A vitória de um pelo sofrimento de outros” parecia definir aquela situação de modo que a chacina dos pobres Belcláire mais parecia um tipo de piada.

- A fama de uns é a derrocada de outros, meu amigo – rebateu Edward. – Não verias o nome dos La Beaumont de forma tão nobre se fosses tu a cair perante a suas espadas.

Diante da dita verdade em sua face, tudo que o homem fedendo a carne e churrasco fez foi concordar em diversão.

- De fato, meu caro. Até lá, torcerei para que essa pequena vila não se torne inimiga do Norte, não é? Agora, quanto a ti, creio que tua presença aqui é mais do que oportuna. Mas, claro, apresentações primeiro, não é? – ele fez um exagerado gesto educado - Dortmund Royce, à suas ordens. E me perdoe por Victoria. A pobre garota perdeu os pais na batalha contra a capital de Karthen, e desde então, eu cuido dela desde que era uma criancinha. A jovem não é nada menos do que uma  filha para mim.

- Não se preocupe com isso. Edward – ele retribuiu o aperto – Edward Blackstoke.

A mera menção do nome fez Dortmund arregalar os olhos. Não era todo dia que se ouvia um nome tão forte por aquelas bandas, ele percebeu. Que coincidência!

- Ah, que honra! Um Blackstoke por aqui, hein? Diga-me, Sir Edward, tens alguma relação com aquela mocinha capitã das forças Reais de Karthen?

- Clare Blackstoke, imagino? Sim, Cláre é minha irmã, sir Dortmund.

- Há ! – o velho assinalou, em vitoria – Pois bem vi sim alguma semelhança entre suas figuras. Claro, não pessoalmente, pois nunca a vi de perto, mas por que muito é dito sobre vocês Blackstoke, estou certo? Histórias sobre possuírem esses olhos curiosos, de cores diferentes um do outro. A infame habilidade com caça e sempre uma besta nas costas, também. Ah, e sem falar, claro, nessa tua dentição estranha para caralho, devo ressaltar! Praticamente um cão ou algo assim!

Inalterado pela surpreendente – e enorme, acima de tudo - falta de modos daquele homem que constratava com suas próprias vestimentas elegantes, Edward apenas se limitou a assentir.

- Sim, minha linhagem tem lá suas peculiaridades. Mas enfim, Dizias – ele desconversou – Que minha presença aqui é oportuna. Posso saber por que?

- Oh, sim. Deixemos política de lado e mudemos de assunto. Escute, gostarias que fizesse um favor. Não só a mim, mas à todos aqui, na verdade. Como um ... Err?

- Sou um Diácono do Santo Graal – ele o explicou . – Diácono, Sir Dortmund.

- Sim, sim, “Diácono – Dortmund corrigiu-se, em claro tom de deboche. – Enfim, deixando esse caralho de nomenclatura de lado, não sou o mais estudado dos homens, mas é teu trabalho purificar o mundo com tua fé e talentos de caça, água benta e essa porra toda aí, estou certo?

- De modo menos grosseiro e leigo, sim. Por algumas moedas, claro – assinalou, dando um gole do delicioso vinho servido por Victoria. - Sabe, coisas de valor monetário.

Surpresa foi o que encheu o rosto de Royce ao perceber tamanha desconsideração de um aparente serviçal da fé, exigindo algo em troca de seus meros serviços. Inacreditável, pensou o homem. Não ouvia falar de caçadores da Igreja que operavam com base em dinheiro para suas motivações. Era o que seu pai sempre disse, ele lembrou em momento nada mais adequado: “Todo homem pode ser comprado, Dortmund. Até mesmo os mais fervorosos. Afinal, que Deus pode te prover uma boa cerveja no bar mais próximo, não é?” Por fim, ele nada disse.

 Lançando algumas moedas a mesa e erguendo o capuz outra vez, Edward se preparava para deixar a mesa, quando Dortmund sobressaltou-se.

- Aí caralho, espere um pouco! – A mão de Joffrey o puxou. Ele ergueu os ombros, em rendição, e abriu um sorriso amarelado – Tudo bem, tudo bem... Terá tuas moedas se ouvir meu caso.

Braços cruzados, o jovem sinalizou para que ele continuasse, dessa vez mantendo um semblante interessado. Aquilo obviamente alivou Royce. Maldito mercenário.

- Continue. Conte o que precisa. Tudo. Cada mínimo detalhe será de grande serventia.

- Pois bem, certo... Achei que tua fé fosse maior do que teus bolsos, mas vejo que me enganei. – ele inclinou-se na mesa, agora tomando um semblante desconfiado. Olhava ao redor da mesa, baixando o tom de voz – Não sei se notaste com teus olhos deveras curiosos, meu jovem, mas foi deixado um cartaz lá fora prometendo uma recompensa a um bom samaritano que ousasse nos ajudar com o... problema que vem incomodando aqui em Verbenn. Sabe como é, quando merdas acontecem em vilas pequenas como esta, noticias tendem a correr rapido.

Ele assentia. - O que acontece? Que monstro está lhes causando problemas?

O velho deu de ombros, suspirando – Não estarias perguntando se soubesse o que se trata, meu jovem. Enfim, tem algumas semanas que alguns moradores vêm sumindo. E quando os encontramos, dia ou dois depois, eles estão... Err, sabe como é, não muito reconhecíveis, se é que tu me entendes.

- Apenas os restos, suponho? – constatou.

- Sim... – o velho coçou as pálpebras, olhando ao redor da mesa.  – É uma merda, meu rapaz. Doze ao todo, até agora. Suponho que esses malditos vampiros , lobisomens ou seja lá que praga existe por aí decidiu dar as caras até mesmo por aqui.

- Vampiro, não – Edward interrompeu, coçando o queixo. – Vampiros são casos simples de se identificar. Não é de seu feitio devorar, muito menos destroçar suas vitimas até sobrarem meros restos. No maximo, um vampiro transforma a vitima em um dos seus. O que vemos aqui é um caso bem peculiar... Embora já imagino, Sir Dortmund, o que estamos lidando.

- Peculiar... como? – Joffrey franziu o cenho.

- Peculiar no sentido de que se minhas suspeitas estiverem corretas, o que de fato, estão - ele reforçou – não é bem um monstro que procuramos nesse exato momento, e sim um dos próprios vileiros. Ou alguém passando-se por um.

Enchendo-se de perguntas, Royce mal pode abrir a boca ao ser interrompido. Maldito jovenzinho metido, ele pensou.

- Muito bem. Conte-me o que aconteceu no ultimo caso. Tudo - exigiu.

- Bem – ele coçava a cabeça, buscando cada detalhe. – Há alguns dias, encontramos alguns jovens na floresta não muito longe daqui. Vlaro, Verbenn não é lá essas coisas então conhecia um ou outro. Os pobres infortunados estavam todas ensanguentadas, praticamente um monte de tripas, moscas e sangue espalhado. Uma infelicidade, meu jovem. Anna nos contou que houve, ao chegarmos e...

- Anna? – Edward o interrompeu – Espere. Então há uma sobrevivente?

- Quando chegamos, machados e espadas em mãos, foi quando a encontramos na floresta. Tudo que vimos foi a pobre garota, sem roupas e suja em meio ao que .... Err, restou dos outros corpos. Em prantos, claro. Disse que a criatura, peluda, mais negra do que merda do meu banheiro e com garras tão afiadas quanto essa tua espada aí fugiu na escuridão. Ela teve a mera sorte de sobreviver porque ao que parece, se escondeu até às encontrarmos.

Sem roupas? Curioso

- Então, essa Anna foi a ultima.. e curiosamente, única  sobrevivente dessa "aparição"? – Cruzou os braços. Algo não estava o convencido. De fato, havia algo muito curioso naquele caso. – Não acha suspeito o fato de que essa tal Anna não morreu como as outras? Por que ela é diferente?

-  Talvez... – Joffrey deu de ombros – O monstro percebeu nossa chegada e fugiu? Caramba, Sir Edward, não ouviste o que acabei de dizer? 

- Irrelevante. Ainda assim, pela descrição, bate com uma criatura lupina, atingindo um lobisomem. Porém, se fosse de fato um, esconder-se seria impossível para seu olfato. O pelo afirmado por ela acusa esse caso mas não consta com o comportamento nem mesmo de um Animago. Ainda assim, interessante, Sir Dortmund – ele constatou, sentindo-se curioso. 

De fato, ao menos aquela estadia em uam vila pacata não seria de todo mal. Algumas moedas em troca de atravessar algum monstro qualquer com sua espada era deveras atraente. Mas algo estava fora dos eixos. Alguém estava mentindo. Se não fosse Dortmund, então uma visitinha à essa tal moça esclarecia tudo.

– Embora já tenha minhas certezas quanto a essa... “criatura” a qual o preocupa, exijo ter de falar com essa jovem Anna. Sinto que ela sabe mais do que aparenta. Preciso saber de tudo, a começar com essa moça, amanhã logo cedo. Tudo bem assim?

Dortmund parecia relevar. Claro, em nada tinha de reclamar com o pedido – ainda que, de certo modo, por um jovem arrogante e levemente prepotente – daquele rapaz. Com um nome forte, talentos a se reconhecer - ao menos no que tangia à fama e história dos Blackstoke - e a segurança de Grellen a troco de apenas algum punhado de moedas, era bastante razoável acatar os pedidos daquele homem.

 Se havia aprendido algo em suas 4 decadas de experiência, era que se um sujeito vinha arrancar dinheiro de seus bolsos, então algo de bom devia prover dos seus serviços. Ainda, claro, que naquele acordo nada ortodoxo, precisasse pagar aquele suposto caçador da Igreja por suas ações.

- Tudo bem, jovem Blackstoke. Amanhã, irás tratar de fazer teu serviço bem feito, mas hoje descansará na estalagem. Deves estar cansado para caralho com todas essas andanças por aí, rapaz. Fale com Victoria, a mocinha que afugentei mais cedo, e ela lhe mostrará um quarto, sim? – disse Dortmund, levantando-se e retornando a cozinha.


Um outro dia logo o aguardava, ele percebeu pela janela do bar. O céu escurecido, dotado de estrelas, encerrava mais um dia, e Edward decidiu que era melhor dar aquele como terminado. Seu retorno à capital poderia esperar.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


Notas Finais


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