História Efeito Colateral - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Demi Lovato, Fifth Harmony
Personagens Ally Brooke, Camila Cabello, Demi Lovato, Dinah Jane Hansen, Lauren Jauregui, Normani Hamilton, Personagens Originais
Tags Amor, Anally, Camren, Colegial, Drama, Internato, Norminah, Poesias
Exibições 24
Palavras 977
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Escolar, Ficção, Luta, Mistério, Poesias, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yaoi, Yuri
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 1 - Prologo - Lar doce lar?


Fanfic / Fanfiction Efeito Colateral - Capítulo 1 - Prologo - Lar doce lar?

Um ano. 365 dias. 12 meses e não sei quantas semanas longe e nada, nada mudou.

Nunca pensei que passaria tanto tempo longe, na verdade achei que quando isso acontecesse e eu voltasse alguma coisa mudaria, mas ao que parece  nada mudou.

As ruas, os carros e as construções continuam as mesmas de um ano atrás, parece que essa cidade congelou no tempo.

Não só a cidade, como também as pessoas, minha mãe, por exemplo, está sentada ao lado do papai no banco da frente, seus cabelos estão alinhados assim como uma roupa, nada fora do lugar, tudo completamente calculado e encaixado. Perfeito. Será que ela não sabe que nada é perfeito, nem eu e muito menos ela?

- E então querida, está animada em voltar para casa?

Ela perguntou com um sorriso ensaiado, meu pai me olhou pelo retrovisor com seus olhos castanhos duros.

- Eu preferia ir para um hospício... não, espera, isso aqui é um hospício não é?

Falei sarcástica revirando meus olhos, meu pai apertou o volante  e respirou fundo, eu sabia que o estava irritando desde o momento que eles foram me buscar no aeroporto, ele não me queria ali, e eu não queria estar ali de fato. Poderíamos ter entrado em um acordo se não fosse por ela.

- Não vamos começar com os comentários inoportunos, sim? Você mal chegou querida,  dê-nos um tempo.

Mamãe disse tentando – como sempre – entrar em um acordo mútuo comigo e com o papai.

- Isso, dê-nos um tempo.

Papai murmurou seco freando o carro na frente de casa.

Olhei pela janela e nada realmente havia mudado, nossa casa continuava a mesma de um ano atrás a não ser pela cerca nova e as roseiras próximo ao muro.

-  Lar doce lar

Murmurei abrindo a porta e descendo do carro, do outro lado da rua minha vizinha, Sra. Quentin, olhou-me confusa.

- É bom ver você também

Gritei assustando-a. Ela sorriu forçada acenando com a cabeça e praticamente correu para dentro de casa deixando a mangueira, ainda ligada, na grama.

- Vamos entrar

Mamãe chamou minha atenção, papai já havia entrado. Ela sorriu para mim parada na soleira da porta, por um momento parecia que ela realmente estava feliz em me ter em casa novamente.

- Tudo bem

Falei mais suave, embora minha mãe fosse uma vaca algumas vezes ela não merecia minhas grosserias, não depois de tudo.

Peguei minha mochila no banco e fechei a porta do carro, entrando com ela.

Sabe quando você entra em um lugar e sente um vento frio cortar sua espinha? Foi isso que senti ao entrar em casa. Parecia que ninguém morava ali, tudo estava em seu devido lugar, nenhum resquício de poeira a vista. Minha casa parecia que vinha de um catálogo de revista, e não, isso não é legal. Esse lugar é vazio, e até mesmo sem vida.... parece mais uma casa de boneca, acho que é por isso que eu odeio tanto aqui.

- Tenho que voltar para a empresa

Meu pai murmurou pegando seu terno em cima do sofá e saindo pela porta sem sequer dar tempo para mamãe dizer alguma coisa.

- Esta tudo bem

Murmurei ao vê-la me olhar com um sorriso forçado.

- Vou guardar minhas coisas lá em cima

- Não, deixe que o empregado faça isso.

Ela falou segurando meu pulso quando ameacei pegar minha mala.

- Deixa comigo mamãe, eu posso fazer isso sem ajuda.

Mamãe me olhou por alguns segundos antes de assentir e soltar meu pulso dando um passo para trás.

Sinuhe Cabello era o que chamávamos no Internato de “burguesa”, sempre estava acostumada a ter tudo ao seu alcance em um piscar de olhos. As melhores roupas, joias, carros, festas. Sempre. Até que a depressão aos pouquinhos foi se instalando em seu peito, e não teve mimo nenhum que salvou ela daquela tristeza constante.

Talvez esse seja um dos motivos para ela querer tanto ser perfeita, talvez, mas só talvez, essa seja a forma dela de tentar fazer-se acreditar que não há motivos para tanta melancolia.

(...)

Deixei minha mala no canto do quarto e me joguei em minha cama, não fazia ideia do quanto eu sentia falta daquele quarto até estar ali.

Meu quarto continuava do mesmo jeito, as paredes pintadas em um tom claro com um pôster enorme de O Profissional. Meu piano de calda continuava no centro do quarto, assim como minha mesa de estudos ocupava metade da parede esquerda.

Deitada da cama eu podia enxergar pela enorme janela o jardim dos fundos, o balanço ainda continuava lá. Intacto. Assim como minhas memórias.

Quando eu era criança eu e minha irmã mais velha costumávamos ficar ali durante a tarde, depois de todos aquelas intermináveis cursos que tínhamos que fazer. Nós  conversávamos sobre nosso dia e falávamos sobre o que esperávamos do futuro.

Eu sentia falta de sentar ali com ela, mas principalmente eu sentia falta dela.

Sophia.

Minha respiração cortou, como acontecia quando me lembrava dela. Meu olhos lacrimejaram e eu desesperadamente liguei para a única pessoa capaz de me acalmar.

- Lolo

Sussurrei quando ouvi sua respiração do outro lado da linha.

- Oi Camz

Ela disse suave, tinha quase certeza que ela sorriu ao falar meu apelido. Ela sempre sorria.

- Estou com saudades.

Lauren ficou em silêncio por algum tempo, antes de falar suavemente.

- Estou sentindo tanto sua falta que mal respiro, e você não se foi a nem dois dias. Eu não sei como vou ficar tanto tempo sem você.

- Nem eu Lo. Acho que vou pirar antes primeira semana.

Ri baixo e ela também riu, eu amava aquela risadinha dela.

- Eu amo você

Ela disse de repente, parei por uns segundos, eu sempre perdia o ar quando ela me dizia isso.

- Eu amo você.

Respondi, e dessa vez foi ela quem perdeu o ar.


Notas Finais


twitter: @analaayx chamem la bju


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