História Efeito Colateral - Capítulo 2


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Categorias Demi Lovato, Fifth Harmony
Personagens Ally Brooke, Camila Cabello, Demi Lovato, Dinah Jane Hansen, Lauren Jauregui, Normani Hamilton, Personagens Originais
Tags Amor, Anally, Camren, Colegial, Drama, Internato, Norminah, Poesias
Exibições 19
Palavras 685
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Escolar, Ficção, Luta, Mistério, Poesias, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yaoi, Yuri
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 2 - Capitulo 2 - Perda


Fanfic / Fanfiction Efeito Colateral - Capítulo 2 - Capitulo 2 - Perda

1 ano e algumas semanas antes.

- Este foi o estopim!

Papai gritou quando chegamos em casa, minha mãe soluçou ao meu lado, sua maquiagem borrada pelas lágrimas que não paravam de cair. Me mantive séria olhando meu pai que me olhava com ira.

- A verdade dói, não é?

Falei com a sobrancelha arqueada, por dentro me tremia de medo, mas por fora tentava demonstrar uma calmaria que não me pertencia.

- Não me provoca Camila, não me provoca ou eu lhe parto no meio!

Travei e fraquejei por um instante, mas logo tratei de me recompor.

- A menos que você queira outro showzinho como o de hoje você encosta essa mão nojenta em mim!

Também gritei. Meu pai ficou me olhando com ira, seus olhos estavam negros de raiva, por dentro eu já me preparava para a surra que iria levar, mas isso não aconteceu.

- A partir de hoje nessa casa você não fica mais, assim que dezembro acabar você ira para um colégio interno o mais longe possível, e não vai voltar tão cedo. Não adianta espernear.

Fiquei encarando-o sem acreditar, minha boca abriu em descrença.

- Você não pode fazer isso...

Murmurei perdendo a compostura. Meu pai riu com deboche.

- Sim, eu posso.

Ele saiu da sala e foi para o escritório. Continuei parada ali e olhei para minha mãe.

- Você não vai fazer nada?

Ela negou entre soluços e subiu as escadas correndo me deixando ali parada ainda incrédula.

Na verdade, não sei o porque de eu ter ficado tão surpresa, claro que ela não falaria nada, não impediria ele. Ele a fazia ter medo e a tornava completamente passiva. Ela nunca iria contra ele. Nunca.

(...)

Dezembro acabou tão rápido que eu mal tive tempo de pensar em algo.

Aproveitei aquele mês como se fosse o ultimo, tentei ao máximo ficar o menor tempo possível em casa.

Fui sozinha para o aeroporto, meu pai nem fez questão em me levar e eu neguei a companhia da minha mãe.

- Srta. Cabello, chegamos.

Luiz, o motorista, avisou-me assim que parou o carro no estacionamento do aeroporto, pelo retrovisor ele me deu um sorriso pequeno, quase triste.

- Também vou sentir sua falta Luiz

Sorri e sai do carro, ele desceu logo depois tirando minhas malas do maleiro.

- Tente não se meter em encrencas.

Disse-me deixando as malas no chão e me abraçando com força.

- Vou tentar. Fique de olho nela para mim.

Falei me referindo a minha mãe, Luiz assentiu e me ajudou a levar as malas para o desembarque.

(...)

De longe avistei a enorme torre do castelo onde funcionava um internato. Ele ficava em uma área afastada da cidade, no panfleto que recebi do motorista que foi me buscar – o próprio internato forneceu – dizia que nos sábados as internas tinham o direito de ir a cidade, celulares eram proibidos e varias outras besteiras que nem fiz questão de ler.

O carro entrou pelos portões de ferro com as siglas I.M, de Internato Morgado, na porta de acesso á entrada havia uma mulher de roupa social me esperando, no rosto um sorriso travado, falso, quase obrigado.

- Bem vinda Srt. Cabello

A mulher estendeu as mãos assim que parei em sua frente.

- Oi

Murmurei e apertei sua mão.

- Sou Joana Morgado, diretora do Internato Morgado...

Jura?

- ...Fico muito feliz em recebe-la. Você chegou relativamente cedo Srtª o restante das alunas chegará somente na parte da tarde, então irei leva-la ao seu dormitório, onde você dividira o quarto com mais quatro internas. Me acompanhe, por favor.

Assenti e a acompanhei para de dentro do internato.

Entrar naquele lugar me deu uma sensação ruim, de perda. Como se eu tivesse perdido algo, mas o que? O que mais havia para eu perder? Nada, não havia mais nada, já havia perdido tudo de mais importante que eu tinha. Talvez eu tenha perdido algo, e chegar a essa conclusão doeu.

Quando eu entrei naquele quarto acompanhada daquela mulher e olhei para aquelas cinco camas perfeitamente alinhadas percebi o que havia perdido.

A minha força.



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