História Efêmero - Capítulo 9


Escrita por: ~

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Categorias Mats Hummels, Robert Lewandowski
Personagens Mats Hummels, Personagens Originais, Robert Lewandowski
Tags Adelaide Kane, Futebol!, Manuel Neuer, Marco Reus, Mats Hummels, Robert Lewandowski, Thomas Muller
Exibições 64
Palavras 2.175
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Festa, Ficção, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oi gente! Então eu estou muito feliz que não demorei tanto para postar, só queria continuar agradecendo a quem está favoritando e comentando, de verdade muito obrigada <3
Boa leitura.

Capítulo 9 - Sobre sentimentos novos e borboletas


 

Setembro de 2016

Eu sabia que as coisas iam mudar em algum momento. Eu sabia que em algum momento aquela coisa no meu estômago ia acordar e dar alguns sinais de vida. Talvez fossem as famosas borboletas ou qualquer outro tipo de inseto que voa. Estaria lá, mexendo com meus sentidos e me mantendo acordada por algum tipo de sentimento que insistia em aparecer, seja verdadeiro ou não. Eu sabia que quando ele me ligasse eu ia sorrir sem parar, ou quando ele disse que gostava da minha voz na madrugada eu ia dar gargalhada como se fosse a coisa mais engraçada do mundo, ou como quando ele disse que gostava da mesma série que eu e eu senti como se fossemos iguais. Seja na madrugada ou a tarde, éramos eu e Mats conversando sobre o clima em um país de outro continente, ou alguma espécie rara de flor. Eu já não era mais a Eleanor que trabalhava escrevendo uma coluna sem muito público, e ele não era mais o Mats Hummels zagueiro do Bayern de Munique. E seja lá o que nós fossemos agora, eu estava com medo.

Eu queria poder saber. E com Mats vindo a minha casa de semana em semana, não falando mais sobre seu possível relacionamento e apenas sobre coisas banais da vida, fez com minha cabeça se tornasse um borrão. Tudo aquilo organizado e alinhado que um dia eu podia ter com meus pensamentos, foram arruinados por um sorriso gentil em lábios bonitos. Havia um tempo que eu não sentia isso.

– Eu gosto do seu sofá. – diz Mats enquanto toca no meu sofá e logo depois se deita. Eu até poderia estranhar esse ato se não fosse a segunda vez dele na minha casa em três semanas.

– Sério? Eu comprei ele em uma liquidação de moveis usados, sabe-se lá quem era o dono dele mas estava bom estado e a cor me chamou atenção.

– Sim, a cor. Eu gosto. – ele ri.

– Então como está o seu trabalho? – pergunto mesmo que ainda seja estranho fazer perguntas assim. Mas com a nossa aproximação nos últimos meses não é surpresa.

– Bem, estamos liderando o campeonato e isso que importa. Você devia começar a acompanhar, de verdade.

– Bom, eu tenho a Marié, e você, acho que já é o suficiente. – respondo me sentando no chão de frente para a mesa. Ligo a televisão para ver alguma coisa, mas se Mats não estivesse aqui eu iria escrever uma critica de um filme que vi mais cedo. Ele fala algumas coisas aleatórias e eu respondo, mas o documentário que eu estou assistindo me faz ter sono e eu cochilo por alguns segundos. Sinto algo cutucando meu ombro e abro olhos me deparando com Hummels sentado ao meu lado com as pernas encolhidas entre o espaço da mesa e sofá, ele simplesmente é grande demais para caber ali. Dou risada um pouco sonolenta.

– Desculpa. – digo.

– Eu estou te cansando não é?

– É... Um pouco. – respondo irônica. – Eu estou brincando.

– É verdade, nós estamos conversando demais de madrugada e eu sei que é bem louco pensar que só começamos a falar quando eu estava com problemas em um relacionamento. Eu despejei coisa demais em você.

– Você está fazendo isso agora, Mats. – reviro os olhos – Por quê?

Silencio. O que eu não esperava.

– Porque é injusto com você.

– Eu nunca reclamei, você que está dizendo isso agora. Foi como nossa amizade começou. – eu suspiro –, prefiro mudar de assunto.

– Por quê?

– Porque sim, Mats. Não quero que sinta pena de mim só porque minha vida não tem um turbilhão de coisas acontecendo e eu tenho tempo para te ouvir.

– Não foi isso que eu disse.

– Mas foi o que pensou, desde o início provavelmente. Eu parecia uma desocupada que precisava ouvir os problemas dos outros e fingir que está dando conselhos para se sentir bem.

– Eu nunca pensei isso, Eleanor.

– Não, Mats, é verdade.

– Não é! – e como se tivesse algum tipo de ímã entre nós, eu me aproximo de Mats e ele me beija. Era Mats Hummels com seus lábios nos meus, suas mãos no meu pescoço e seu cheiro tão próximo a mim, parecia que de repente eu já não era mais eu. Segurei a barra da sua jaqueta apenas para sentí-lo mas estava me contendo em puxá-lo para mais perto, o que foi difícil. E foi difícil não retribuir assim como foi difícil dar uma pausa.

– Por que você fez isso, Mats? – pergunto quando ainda estamos próximos o suficiente para sentir a respiração um do outro.

– Eu não sei. Me desculpa, Eleanor. – ele diz com os olhos arregalados. Queria dizer que está tudo bem, mas eu não tenho certeza. Eu só sei que a sensação estranha no meu estômago voltou, e minha pele está esquentando. E que minhas mãos dessa vez vão ao cabelo dele e eu o puxo para mais perto dessa vez seus lábios vão parar no meu pescoço e um arrepio atravessa minha espinha, suas mãos envolvem minha cintura e de repente nossos lábios já estão se movimentando juntos enquanto deitamos no chão. Algo no canto do meu cérebro avisa pra eu parar, mas eu ignoro mais uma vez. Como sempre.

Posso sentir meu coração batendo rápido e nossas respirações começarem a ficar entrecortadas, mas ainda é algo que não podemos controlar e nem parar. Eu sinto o seu corpo pressionado contra o meu, e seu rosto tem um leve sinal de barba e esfrega na minha pele, mas eu não me importo. É só quando percebo que o beijo já está passando de certos limites que eu me contenho e pausamos.

– Você devia ir agora, Mats. – respondo recobrando o ar e voltando a me sentar.

– Tudo bem. – ele responde dando um sorriso contido, eu olho para outro lado que não seja ele porque também estou segurando o riso. Ele se levanta e logo estende a mão para me ajudar a levantar, mas é um ato que nos faz ficar próximos novamente. Ele é muito mais alto que eu, isso é fato, o que ele aproveita para beijar minha orelha fazendo cócegas em mim. Eu rio e ele me acompanha. Depois segura delicadamente meu queixo e o levanta. Eu olho nos seus olhos e ele sorri me beijando. – Até mais, Eleanor. – e então ele se vai me deixando triplamente confusa.

[...]

Na sexta-feira de manhã fico observando Marié pelo meu cubo no trabalho, ela está digitando ferozmente e analisando os post-it pregados em seu quadro. Penso no que estou passando e em como minha garganta queima toda vez que penso em falar para ela. Eu confio nela afinal é minha amiga mais próxima. Mas ainda tenho insegurança o suficiente para apenas planejar ainda mais o momento em que irei falar de uma vez. Apenas eu e Mats sabemos o que está acontecendo entre nós e eu cheguei a ponto de que não consigo mais ficar de boca fechada. Ainda sim é arriscado, demais. E é quando ela olha para mim que eu percebo que fiquei tempo demais a encarando.

– Eleanor! Oh! – ela arremessa uma bola de papel amassado em mim. – Você está bem? Ficou me olhando com essa cara aí, fiquei com um pouco de medo.

– Engraçadinha. – tento não transparecer meu nervosismo então apenas rio com seu comentário.

– De verdade, você está bem? Está parecendo um pouco pálida.

– E-estou. – tento sorrir para disfarçar. É só contar a verdade, Eleanor. Amigas falam sobre isso.

– De verdade? – ela repete. – Você está se alimentando direito?

– Estou sim. Não é nada, de verdade.

– Vou acreditar em você, de verdade. – ela responde voltando o seu trabalho.

Olho para o relógio pregado a parede e faltam uns cinco minutos para acabar o expediente.

– Eleanor! – ela exclama. – Quer logo ir embora? Eu realmente fiquei preocupada agora. Posso falar com a chefe para te liberar.

Queria dizer que não, mas no fundo quero chegar em casa e pensar sozinha. Balanço a cabeça concordando e arrumo minhas coisas.

– Se tiver alguma coisa acontecendo, pode ficar sabendo que eu estou aqui, está bem?

Sorrio para ela concordando. Eu sei que você está aí, Marié, eu só estou com medo.

[...]

O céu já estava começando a escurecer quando volto para casa. Deixo meu carro no estacionamento e sigo pelo elevador. Ainda não cheguei ao meu andar quando alguém solicita o elevador, e diz do saguão para eu segurá-lo e não me surpreendo ao ver novamente Robert a minha frente até que estamos sozinhos no mesmo elevador.

– Então, você por aqui. – eu não tinha nada melhor para falar? Provavelmente não.

– Sim. – ele diz quase em um fio de voz, mas sua expressão parece amena relacionada as outras vezes que nos encontramos.

– Como você está?

– O dia não está um dos melhores para mim.

– Que contraste.

– De fato é. Então suponho que esteja melhor?

– Bem melhor. – ele ajeita o casaco enquanto fala. 

– E Anna?

– O que tem ela? – ele realmente se surpreende quando toco no nome dela.

– Vocês estavam juntos aquele dia.

– Não estávamos "juntos", apenas conversando. 

– Então... Sem voltas? – demoro uns segundos para perceber o que acabei de dizer. – Desculpe-me, não é da minha conta.

– Tudo bem. E sim, sem voltas.

O silêncio se instala até chegarmos ao meu andar, e pela primeira vez é extremamente desconfortável ficar assim na presença dele. Consegui perceber o quanto ele está se esforçando para não brigarmos como antes. Eu aprecio isso, pois queria está me esforçando também, mas ainda estou confusa demais com tudo que está acontecendo. Lembro de Mats falando sobre o jogo de amanhã e sobre como ele queria que eu fosse. Eu não estou namorando com ele, tento pensar. Olho para Robert.

– Preparado para o jogo de amanhã? – digo sem pensar.

Ele se surpreende quando eu digo.

– Ah, claro que sim. – ele sorri amigavelmente o que é inusitado. – você vai?

Era como se fosse Mats tentando me lembrar do convite. Eu nem sei o que dizer.

– Não, eu tenho um compromisso.

 [...]

O Bayern empatou com Colônia em casa. Eu e Mats ainda mantínhamos contato. Não conseguimos evitar falar o que havia acontecido, assim como eu não havia evitado em pensar no que aconteceu. Pensei em mim e como já fazia tempo que eu me esquivava de situações como essas. Pensei em Mats que havia acabado de sair de um relacionamento, mas verdade seja dita nunca haverá um prazo certo para superar alguém às vezes você já superou e nem sabe. Mas pensei também nas milhares de coisas que acarretariam se eu continuasse aquilo. Na insegurança que eu ia sentir, e na que eu estava sentindo. Em mil coisas e mais uma. Até Mats aparecer novamente na minha porta quando eu estava pensando em dizer que aquilo era apenas um deslize e que mais uma vez eu não estava pronta.

– Oi – ele diz com um meio sorriso está com a cabeça encostada na porta e sorrindo levemente.

Devo está nadando em uma piscina cheia de sorte por todas as vezes que Mats veio aqui e não topou com Thomas. Queria sair gritando de tanta felicidade. 

– Oi. – respondo baixo e dou espaço para ele entrar.

Fechei a porta enquanto Mats já ia se encaminhando para o meu sofá. Ele sorriu para mim mais uma vez e eu me senti uma pouco intimidada. Caramba! O que eu tava fazendo?

Sentei a o seu lado no sofá e não demorou muito para que palavras se transformassem em ações e voltássemos a nos beijar novamente. Eu sentia sua boca no meu pescoço. Seus lábios estalando sobre minha pele em beijos tênues e ardentes. Era inevitável fazer com que esse momento não se tornasse mais quente. Mas em um canto da minha mente aquilo parecia estranho. Não era errado, de fato não, eu e Mats éramos duas pessoas solteiras e com o direito de ficar com quem quiséssemos. Mas era estranho. Tentei escapar desses pensamentos e parei o beijo.

– Então, como foi contra o PSV? – perguntei me referindo ao jogo de quarta.

– Razoável, eu ainda acho que podemos melhorar.

– Vocês irão.

– Que ótimo que você acha isso. – ele me abraça levemente e beija meu pescoço.

– Você está nervoso? – pergunto.

– Não muito. – ele responde. – na verdade já estava sentindo falta de jogar na champions.

Eu dou risada.

– Sabe, Mats, eu estava pensando sobre a rivalidade do Borussia e do Bayern e sobre como você teve que mudar de um para outro... Por que?

Ele suspira, acho que toquei em um ponto fraco.

– O Borussia me acolheu por seis longos anos, e foram anos maravilhosos que passei lá, mas isso tudo não é sobre se sentir bem e acolhido é sobre parar e pensar que na verdade o que você tem não é o melhor pra você até você sentir a necessidade de ter. E o Bayern já havia entrado em contato comigo, então liguei uma coisa a outra.

– E você está se sentindo melhor com isso?

– Estou. Eu nunca acreditei muito em destino, mas se eu tive que vir para Munique e agora eu estou com você, então...

Dou um sorriso sem graça enquanto ele me abraça.

– É... – digo.



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