História Egoist- O que é meu não compartilho. - Capítulo 3


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Amor, Drama, Homossexuais, Lemon, Mistério, Perseguição, Revelaçoes, Romance, Stalker, Yaoi
Exibições 99
Palavras 1.551
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Bishounen, Drama (Tragédia), Lemon, Romance e Novela, Suspense, Yaoi
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 3 - Egoistboy


Minha mente está repleta de perguntas, na verdade somente UMA pergunta: — Quem diabos é o EgoistBoy ?

Sério, pensei em várias pessoas como clientes da loja e funcionários, mas eles não sabem do meu Hobby, e tirando meus tios e a Jana, ninguém sabe meu número de telefone. Me pergunto se devo trocar o Chip do meu celular. Somente assim deixo de receber mensagens dele. Também mudarei meu Nick no Chat. Cara que merda! De repente me vejo mudando toda minha vida por conta de um desconhecido! Isso é tão surreal! Mas tenho que admitir, eu devo uma a ele.

Pela manhã, antes de vim ao trabalho, entrei no Chat procurando o tal Bulldog. Meu coração acelerou quando percebi que realmente havia um Bulldog online na sala 10. Do jeito que ele disse que haveria. Então, me passando por outra pessoa, puxei papo com ele. O safado utilizou a mesma lábia que usava comigo! Aquela preocupação pela vida pessoal, que deveria me distrair, as cantadas baratas que seria unicamente e exclusivamente meu. Isso foi tão enervante! Como se não fosse pouco ter que saber que era ele, ainda me convidou para nos encontrar no Domingo, porque Sábado, ele iria passear com sua vozinha. Really? Eu era a suposta vozinha dele! Ele ainda marcou no mesmo local. Pesquisei na internet o bairro, e  realmente é cheio de motéis. Como eu sou idiota! Burro! Otário! Eu quase me entreguei para um babaca que pensa que é o Dom Ruan .

Acho que nunca terei sorte em minha vida. Meu pai tinha razão quando disse que sou a pior coisa que aconteceu. Pensando nisso, acho que o motivo que mais o magoou não foi saber que eu era gay, mas sim, a forma como ele descobriu. Quem iria gostar de saber que seu filho era conhecido como uma "puta" na escola?  Mostraram até uma foto minha dando amasso em um nos banheiros da escola. Minha mãe parou no hospital com tantas fofocas que começaram a circular. Devo está pagando os meus pecados agora.

Penso que se as coisas não saíssem desse jeito, talvez nosso relacionamento fosse mais amistoso, e ele pudesse me aceitar como sou. Bom, não adianta nada relembrar dessas coisas, isso é passado! Não olhamos um para o outro na rua quando nos esbarramos, isso não irá mudar. Me dou por satisfeito em saber que ele e a mamãe gozam de saúde, porque mesmo me abandonando, eles são meus pais. E eu sei que minha mãe se preocupa comigo ainda, porque ela fica perguntando como estou para Tia Ceci quando se batem no mercado, no entanto pede segredo. Não quer que eu saiba.

Recebi uma mensagem no celular, a primeira do dia, e já fiquei me preparado psicologicamente para ler alguma coisa do misterioso EgoistBoy. Estava tão tenso para abrir a mensagem, que fiquei na dúvida se lia ela primeiro, ou atendia a cliente que me acenava que nem louca. Me pergunto se encontrarei ele no chat hoje, isso é, caso eu entre. O que será que ele vai aprontar de novo? Vai revelar mais alguma coisa? Fiquei ansioso o dia todo esperando algum amigo me dizer que era tudo uma brincadeira, porém, ninguém se manisfestou ainda. E para piorar, eu não consigo tirar esse Egoistboy da minha cabeça. Passo o dia olhando as pessoas de forma estranha, esperando que alguma se revele. Sinto que irei surtar! Optei por ler logo aquela mensagem, não valia a pena ficar nesse martírio. Quando abrir o celular e li a tal mensagem, uma grande onda de decepção reinou.

"Seus créditos expiraram, por favor recarregue seu celular."

Por que eu estava ansioso para receber uma mensagem dele? Isso não tem lógica, eu deveria ficar aliviado por não ser ele, não frustado! Irei me focar no trabalho, essa história está me deixando maluco.

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 A Jana me convidou para passear pela praça próxima da praia, com ela e a namorada. Eu não gosto de passear com elas, porque ficam de grude o tempo inteiro, me deixando sem graça. A Jana conheceu a Marcela através de mim, trabalhamos juntos e eu apresentei elas, e agora estão namorando a mais de um ano. Claro, entre tapas e beijos. Elas me chamam sempre para passear com elas, a Jana diz que é para me fazer sair de casa, mas eu sei que a Mah tem problema de se assumir publicamente, gosta de deixar as pessoas achando que são somente duas amigas muito próximas, por isso por vezes, do nada ela vem e me abraça, para enganar à todos. Jana sabe disso, odeia, mas se acostumou.

Não vou mentir, que hoje se elas não me chamassem eu me convidava! Meu único Hobby está me dando calafrios, tenho medo e ataque de ansiedade ao mesmo tempo, cada vez que recebo uma mensagem no celular, eu estava precisando muito distrair a mente, pegar um ar fresco. Porém, a ideia de distração e sossego não durou muito, novamente ouvir aquele toque de mensagem e olhei para o celular.

" Você é o castiçal mais lindo que duas lésbicas poderiam ter"

 

Dessa vez, era realmente uma mensagem dele! E novamente me assustando! Como ele sabia que estou com elas? Ele está em algum lugar dessa praça? Comecei olhar em volta para ver se alguém me olhava na penumbra com cara de perseguidor.Estava quase dando voltas na praça, as meninas ficaram sem entender minha reação estranha. 

— O Egoist te mandou uma mensagem de novo? — perguntou a Jana se aproximando com a Marcela. 

— Quem é Egoist?— perguntou a Mah, coitadinha, sabia de nada.

— Um perseguidor Hacker do Biel.— respondeu Jana por mim.

— Eu acho que deveria dizer de nós dois! Por que ele sempre fala de você também! A mensagem que acabei de receber, ele me chamou de castiçal de vocês.— disse mostrando o celular.

— Quer dizer que ele está se arriscando mais agora, ver algum rosto conhecido na praça? — me perguntou Jana, também procurando. 

— Não, nenhum. Ao menos que tenha feito plástica, sei lá.

— Gente, vocês estão falando sério? Esse negocio de perseguidor é algo grave. Deveriam ir à policia. — sugeriu a Mah preocupada conosco.

— Não adiantaria muito sem provas, meus argumentos já são estúpidos por si só, e quando eu  falar para eles a palavrinha mágica "LGBT", logo eles pensarão "estava em um chat de pornografia gay  e agora está reclamando de perseguição". Pouco se importam quando um gay é perseguido. — disse chateado.

— Infelizmente, pessoas com outra orientação sexual ainda é muito mal vista pela policia, é mais fácil você obter ajuda deles, quando já está morto. 

— Então o que pensam fazer? Ficar nessa brincadeira de advinha quem é?

— Eu pretendo descobrir quem é ele! Só preciso de um pouco mais de tempo e forçar mais a minha memória. Aposto que deve ser alguém da época de escola. Muitos meninos que foram descobertos de terem relações comigo na escola, foram advertidos. Sofri algumas ameaças deles naquela época, pode ser que algum deles ainda não superou e veio me atazanar. Opa, mas uma mensagem, deixa ver o que diz agora: "Nunca estudei com você, mas sei tudo que se passava lá. Aproveitem o passeio ao invés de ficarem criando teorias." — terminei de ler olhando espantado para elas — Ele está ouvindo o que falamos!

— Amor, será que você está correndo perigo? — perguntou Marcela preocupada com a Janaína. 

— Obrigado, Mah, também estou preocupado com você! Caso não percebeu, eu sou o alvo.

— Não, amor, eu acho. — respondeu Jana dando um selinho nela — Gabi, tem alguma ideia de como ele pode estar nos escutando? 

— Não...

— Uma vez eu vi um filme que os espiões colocavam escutas nos celulares, então eles ouviam tudo que a pessoa falava. — disse Marcela.

—Será que ele grampeou meu celular? — poderia ser verdade, teria sentido pelo menos.

— Não gente! Eles colocam escuta na linha de telefone, gravam os áudios através das empresas de telefonia. E para o Gabi ter algum grampo nele, seria mais fácil no celular, porém, ele teria que ficar sem o celular por um tempo para que a pessoa pudesse colocar o aparelhinho de escuta dentro. E do jeito que conheço o Gabi, ele não se desgruda desse cel, só no banho  e olhe lá, porque até para lá ele leva.

Mais uma mensagem chegou:

" Se o passeio está tão entediante, por que não me convidam para um café na casa de vocês?"

— Eu te convido, venha para casa tomar um café conosco! Eu quero ver sua cara, seu desgraçado! — gritei para o telefone, mesmo sem certeza que era por lá que ele nos ouvia.

Jana em um ataque de fúria pegou meu celular e  jogou no chão. 

— Não convide doentes psicopatas para minha casa! Faça isso quando estiver na sua, Ok! Eu tenho uma família que me importa! — disse pegando a mão da Marcela e partindo sem mim.

Fui até aonde meu celular estava e peguei tentando conter as lágrimas que queriam cair. Foi a primeira vez depois de  cinco anos, que eu me sentir sem chão. Sei que fui estúpido e falei no calor do momento, mas ela me alertar que eles não são minha verdadeira família, e que eu estou abandonado no mundo, doeu muito. Próximo ao celular, pedi para o Egoist não fazer o que pedi, se ele ouviu eu não sei, mas não recebi nenhuma resposta.



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