História Egoist- O que é meu não compartilho. - Capítulo 5


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Amor, Drama, Homossexuais, Lemon, Mistério, Perseguição, Revelaçoes, Romance, Stalker, Yaoi
Exibições 87
Palavras 1.811
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Bishounen, Drama (Tragédia), Lemon, Romance e Novela, Suspense, Yaoi
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Por enquanto, estou upando logo os primeiros capítulos revisados, mas lembrando que logo mais, eles só serão postados no fim de semana. Obrigado pelos comentários e boa leitura.

Capítulo 5 - Emboscada


Acordei de péssimo humor e o dia amanheceu do mesmo jeito que eu, bem feio. Logo hoje que eu iria visitar as casas que assinalei nos classificados. Havia até ligado confirmando que iria para alguns locadores. Iria ligar para desmarcar todos eles, mas fui impedido pelo celular que tocou, era o Fernando. Tinha esquecido completamente que dei meu número de celular junto com o meu endereço. 

— Oi, Fer.— falei quando atendi.

— Ola, Biel, fico feliz de ouvi-lo me chamando de Fer novamente.

— Bom, tem coisas que são difíceis de evitar. Eu iria ligar para você mais tarde, mas já que telefonou primeiro aviso que não vai rolar o compromisso de ver as casas hoje. — disse pegando o cobertor e me cobrindo novamente.

— Por qual motivo?

— É só ir  até a sua janela e descobrirá a resposta. Esse temporal horroroso que começou cair não para faz horas. — sem contar que estou morto de preguiça, nem quero tomar banho, mas é claro que não irei contar isso para ele.

— Eu estou de carro, você só precisa levar um guarda-chuva para quando for sair de dentro dele. Depois passamos em uma cafeteria e te pago uma bebida bem quente.

— Sua proposta não é ruim, o problema que minha preguiça ainda é um obstáculo. 

— Sabe aqueles achocolatados com chantili e pedaços de chocolate com morango que vendem naquela doceria no centro? Você adorava eles, se aceitar, te pago um. — me propôs.

— Você me convenceu, preciso de pelo menos duas horas para ficar pronto.—disse jogando o cobertor de lado e levantando.

— Vai para uma casamento ou o quê? 

— Querido, eu preciso passar uma boa impressão para os moradores e proprietários. Não posso vestir qualquer coisa.— abrir o guarda-roupa e fiquei olhando as minhas opções.

— Quando você veste qualquer coisa, Gabriel? Sempre foi vaidoso, nunca saia sem arrumar o cabelo antes.

— Então, você entendeu! Daqui a duas horas estarei pronto. Obrigado. Desligo.

O Fernando lembra de muita coisa ainda. Não sei porquê, mas ainda desconfio um pouco dele, mesmo que o Egoist tenha me ligado e obviamente a voz deles ao telefone são diferentes. Mas, vai que tem mais alguém ajudando? Não é apenas uma pessoa?  Sem contar que esse outro é bem mal-educado e convencido. Quem é ele para me chamar de idiota? Babaca

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— Você é bem pontual, até demais. — eu ainda estava me arumando quando ouvir a buzina do carro dele, fui obrigado a pegar o primeiro casaco que encontrei em bom estado de uso.

Acho que meu look ficou legal, no fim das contas, escolhi um jeans escuro, uma camiseta com um casado de panda que comprei em um evento que participei. Me acho muito fofo quando uso ele. Para completar coloquei uma bota estilo militar preta. Quando entrei no carro, o Fernando ficou me olhando dos pés a cabeça.

— Essa sua roupa... Vamos a um parque de diversões?— perguntou sorrindo.

— Pois fique sabendo que é tudo estratégico. Quanto mais fofo eu parecer, mais chances tenho de ganhar a confiança dos proprietários. 

Pura mentira, eu só escolhi o casado de última hora, e também curtia que ele me deixava fofo, já que ele me disse que não sou mais como na escola, o que me fez pensar que minha beleza deve ter diminuído por ter ficado mais másculo.

— Você fica lindo de qualquer jeito, não se preocupe, eles iram te adorar. 

— (...)— preferir ficar calado, mas gostei do comentário dele,tive que me conter para não deixar escapar o sorriso nervoso.

 Me preocupo com essa atenção que ele está me dando, não quero servi para seus devaneios amorosos, minha fase de ser consolo dos garotos que gostava, já passou. Estou bem atento as suas intenções, que não estão muito definidas ainda. Não sei se voltou falar comigo por remorso, ou por querer continuar o romance. Visitamos quase todas as casas, e faltava somente uma, e tinha esperanças que pelo menos essa eu gostasse. Pelo endereço, ela já era perfeita, próximo a faculdade e trabalho, chegaria rápido de ônibus. Mas antes de irmos visitá-la, o Fernando achou melhor darmos uma parada para comer alguma coisa, fiz questão de cobrá-lo pelo achocolatado. 

— Você sujou aqui...— disse ele passando o dedo no canto da minha boca e depois lambendo. 

— Obrigado. Sou desastrado... — Eu podia sentir o meu rosto corar, desviei o meus olhos dele, para não ficar mais constrangido.

— Isso acontece quando se toma algo com chantili, sem contar que esse chantili em especial, está bem gostoso.  — respondeu, me olhando enquanto chupava a colher do creme que havia pedido. Eu sentia segundas intenções vindo dele, resolvi cortar seus planos logo de inicio.

— Se quer ficar de boa comigo, que seja como amigos, nada além disso.

— Desculpe,é difícil olhar para você  e não lembrar das nossas escapulidas no laboratório, ou quando você foi na minha casa estudar em meu quarto e transamos em minha cama. Parece bem recente, sabe?

— Isso tudo é passado agora, aposto que fez ótimas lembranças com a Pâmela também. Por sinal, como ela está?

— Não quero falar sobre ela.

—  Tudo bem, terminei meu achocolatado, vamos para a última casa?

— Você quem manda!

A Kitnet era a coisa mais linda que já  tinha visto. Toda branca, com cozinha embutida e alguns móveis já inclusos, não precisaria comprar nada! Só algumas coisas. A vista da janela dava para o jardim da proprietária, que cultivava várias rosas. Eu amo rosas. São lindas. Roubava muito delas quando menor na casa vizinha aonde minha mãe trabalhava. Nossa, foi um tanto nostálgico. Enfim, adorei! Fiquei com medo de perguntar a senhora o valor, aquilo deveria ser mais do que eu poderia pagar— para minha tristeza— porém, era menos do que esperava.

 — Essa é a Kitnet que minha filha ficava quando estava de férias do trabalho. Porém, ela faleceu e eu não queria deixa a casa abandonada. Estou alugando mais para que alguém cuide bem dela por mim, do quê por necessidade. Por isso, não estou cobrando muito alto. — disse a senhorinha.

— Entendo. Se aluga-la para mim, prometo a senhora que cuidarei com muito carinho. Eu sou muito atencioso com minhas coisas, não faço barulho nem festas, e respeito os vizinhos. Por favor, alugue para mim! — pedi cruzando os dedos. 

O telefone dela tocou, ela pediu licença para atender, demorou alguns minutos, e voltou com a resposta.

— Você me parece ser um bom garoto, tenho certeza que tudo ficará bem com você aqui. É bom ter uma figura masculina morando aqui em cima, depois que minha filha faleceu, raramente meu neto vem me visitar, fico um pouco apreensiva com arrombamentos e assaltos.

— Pois a senhora pode ficar tranquila. Eu cuidarei da casa e da senhora também se precisar. Conte sempre comigo! — disse a abraçando muito feliz, Ela foi buscar os documentos para que eu assinasse. Eu mal podia acreditar que finalmente seria independente. Estava eufórico! A casa é praticamente mobilhada, eu só precisaria mesmo de levar meus objetos pessoais e alguns eletros que precisaria comprar, só para questão de conforto. O Fernando não parecia muito contente com a novidade. 

— O que foi? Não está feliz por mim?

— Não, estou. Mas me preocupa o preço, é muito abaixo do valor do mercado para esse tipo de imóvel, tudo dentro da casa é novo, nem parece que alguém viveu aqui.

— As mulheres costumam ser mais cuidadosas que nós homens, então pode ser por isso que as coisas cheiram a novo, além do mais, ela disse que estava procurando alguém mais para tomar conta da casa, do que pela necessidade do dinheiro. Acho que ela tem medo de morar por aqui sozinha. Simplesmente isso. Fique feliz por mim, agora sou um adulto independente! 

 — Sim, estou muito feliz por você, ela disse que iria imprimir os documentos correto? Significa que levará algum tempo, que tal comemoramos em sua nova sala? — me perguntou chegando mais perto, porém, estava tão animado que nem percebi suas intenções na hora.

— Verdade! O que podemos fazer? Não posso gastar muito, tenho que comprar umas coisas para casa. Podemos comprar um vinho para brindar, deve ter algum mercado próximo... 

Do nada, ele me agarrou pela cintura e começou a me beijar como se fosse desentupir uma pia. Eu fiquei chocado que mal reagir no inicio, mas depois tentei afastá-lo, mas ele me segurava fortemente, me obrigando a beijá-lo, aquilo me deixou com raiva. Usei mais força, e consegui empurrá-lo para longe de mim.

— O que pensa que está fazendo seu imbecil?! — perguntei gritando.

— Estava apenas comemorando com você! Eu percebi que o clima entre a gente não passou, o dia todo senti seu corpo chamando o meu, querendo relembrar o passado. — dizia tentando se aproximar de novo, mas eu me afastava, fazendo posição de golpe de karatê, mesmo não sabendo nada sobre a arte. 

— Eu pensei que estivesse arrependido e estava tentando reatar a amizade! — eu estava me sentindo um idiota, novamente fui enganado.

— Eu quero reatar a nossa amizade, claro, mas do jeito que era antes. Uma amizade onde um tenha acesso ao corpo do outro. Gabriel, seja sincero, eu vejo no seus olhos que me deseja também,  então, por que fingi de puritano nessa altura do campeonato? Você nunca foi assim, e nunca será.

Aquelas palavras me enfureceram, ele estava me considerando uma vadia sem respeito, no final das contas, toda aquela conversa de arrependimentos, sermos adultos, nos darmos uma chance, era tudo enrolação para dizer que eu deveria voltar a ser o garoto frívolo que ele fazia o que bem entendesse, usando apenas juras de amor vazias.

— Então era pra isso que se aproximou de mim? "Relembrar os velhos tempos"? Pois fique sabendo que odeio esses velhos tempos que você quer tanto relembrar, e tenho raiva de pensar que acreditei que você estava diferente.

— Mas eu sou diferente! Agora eu sei o que eu quero, eu quero você! — ele tentou novamente me agarrar, eu chutei sua parte de baixo. Ele se encolheu contorcendo-se. 

— Como amigos coloridos? Foda-se! Eu não esperava descobrir que você se tornou um pervertido com cara de bom moço, tudo bem que quando transávamos eu percebia que você gostava de coisas muito ousadas, mas assim do nada? Atacando as pessoas? Você é muito baixo!

 — Quem é você para falar sobre ser baixo? Você não tem moral, assim como eu, por isso combinamos juntos. — disse ele sorrindo enquanto sentia dor. Aos poucos ele foi voltando ao normal, eu deveria ter chutado mais forte.

— Diferente de você, eu mudei. Não ficaria excitado com uma merda de homem como você, não temos nada em comum. Agora, saia daqui agora, antes que e ligue para policia! — mandei, indo até a porta e abrindo-a. 

— Você ainda vai se arrepender disso ,Gabriel. Sabe que somos muito bons juntos. — disse andando em direção a porta, enquanto ele descia as escadas, outra pessoa subia.  

Fiquei assombrado quando vi quem era.

 — Você é o novo inquilino? — perguntou ele tão espantado quanto eu.

— Yuri?!



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