História Ei ! Eu sonhei com você ! - Capítulo 8


Escrita por: ~

Postado
Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Visualizações 16
Palavras 4.104
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Hentai, Lemon, Romance e Novela, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Tuuuuuudo bom unicornianos? Estou tão entediada que vou postar capítulo de madrugada ~Shhh deveria estar dormindo~. Esse capítulo tem uma passagem de tempo, mas eu conto um pouco de algumas coisas que aconteceram nesse meio tempo.
Eu acredito que não tenha muita coisa pra eu falar aqui então..boa leitura!
( Me descupem qualquer erro)

Capítulo 8 - Ela é a minha primavera


Fanfic / Fanfiction Ei ! Eu sonhei com você ! - Capítulo 8 - Ela é a minha primavera

Ela é a profunda incerteza

É grande e pequena

Intensa

Ela é a primavera inconstante 

E o verão ardente

Entre o doce e o salgado

Romeu e Julieta

Ela é a insegurança que consome meus atos

É a Gargalhada histérica que fere o ouvido

É dos livros, estudos e música

Dia e noite, frio e calor

Ela é dos olhos esmeralda

E dos cabelos rebeldes

Compridos

É do amor

É autêntica, além do que se espera

É, ela é o que ela quer

E eu gosto muito disso

---//---


O tempo se passou realmente rápido, muito mais do que imaginado. A amizade crescia e se desenvolvia paciente. Nada entre eles era forçado. Mia e Jaesun continuaram com seus beijos de amizade, um sentimento que nascia devagar tomava conta dos dois amigos.

 O mais velho continuava odiando história, mas não negava ter melhorado pelo menos um pouco suas notas. Mia se sentia cada vez mais segura do seus sentimentos e a vida seguia simples para os dois.

A cada dia que se passava, o coreano se encantava com a animação de Mia para a vida e sua alegria de viver cada momento intensamente. Respirava fundo toda vez que a latina mordia os lábios quando estava pensando em algo, o fato dela sempre estar mascando chiclete de banana após comer algo, e quando nervosa mexia as pernas incessantemente.

Ele achou estranho quando da primeira vez que foi chama-la para ir juntos à escola, a garota estava dormindo de cabeça para baixo e se recusava completamente acordar.

– Vamos Mia! Estamos atrasados!

– Eu não Quero! – Ela remexeu-se na cama, bagunçando mais os lençóis.

– Mas você vai! – Puxou ela pelos pés, que estavam no lugar que deveria repousar a cabeça. – Solte isso! – Ela se agarrou nos ferros da frente da cama.

– Desde quando se tornou tão responsável?

– Desde que você começou a encher meu saco!

– Hmmmmmm. – Começou a soltar resmungos baixos – Só mais cinco minutinhos, por favoooor!?

– Faz meia hora que você me pediu cinco minutos! Aah. – Desistiu de puxa-la – Você podia usar essa força para se levantar da cama.

– São que horas?

– Estamos extremamente atrasados. – Bufou.

– Pare de bufar. – Sua voz estava abafada pelo travesseiro. – Vamos! – Levantou-se da cama com a maior força de vontade que conseguiu. – Sabe que iremos chegar na segunda aula, não sabe?

– Lógico que sei! Vá tomar banho!

Ela olhou para ele com uma expressão preguiçosa e os cabelos desgrenhados. Sorriu abertamente para o jovem pálido, que corou. Ela se levantou e foi em direção a ele, ficou na ponta dos pés e lhe deu um longo selinho.

---///---

É tão singular

O jeito que me observa acordar

E meu cabelo não parece te assustar

Você incrivelmente não se Importa..

---///---

Olharam-se com carinho, as mãos entrelaçadas denunciava um sentimento guardado. 

– Vá! Vá! Rápido! – Ele observou ela correr para o banheiro, fora do quarto. – E não invente de lavar o cabelo!

---///---

Naquele dia, chegaram tão atrasados que a diretora não permitiu a entrada dos dois. Passaram a manhã em uma charmosa cafeteria que encontraram ali por perto, conversando e observando uma chuva inesperada cair em plena primavera.

Mia também sentia-se encantada com Jaesun, mesmo com o jeito difícil do maior de levar a vida. Quando se estressava facilmente ou se enciumava quando chegava perto de qualquer amigo. Como quando se estressava e estava nervoso, ele apertava seu cordão e arranhava a perna. Como quando envergonhado, sua pele assumia um tom de vermelho escuro e seus lábios se apertavam. Como sua mania de organização, que fazia ele virar praticamente seu “ diarista ”. E toda vez que estavam sozinhos, ele tentava algo mais e ela não permitia.

Ela se lembra até hoje, o seu desespero quando o pegou usando drogas pela primeira vez. Ele tinha acabado de brigar com seu pai.

– Jae? Está aí? Jae! – Gritou por ele, no apartamento grande. Eles haviam marcado aquele horário de estudar um seu apartamento, e ela achou estranho a porta estar aberta. – Eu cheguei.

Ela foi entrando pela sala luxuosa, se impressionando com tanta riqueza e tantas tonalidades de prata e dourado. Ouviu uma voz baixinha vir do lado esquerdo do imenso apartamento e seguiu até lá em passos lentos, tentando não fazer muito barulho.

Todas as portas se encontravam trancadas, menos a do banheiro e a última do corredor, que estava entreaberta. Os sons vinham daquele quarto, então ela pegou a primeira coisa que viu ser como uma boa arma, um vaso que parecia ser inteiro de prata, e abriu a porta devagar.

A cena que encontrou ali, fez com que o vaso escapasse de seus dedos e seu coração ser mandado para um poço fundo. Havia Jaesun jogado na cama, falava sozinho e diversas pílulas de cores variadas e com sorrisinhos estampados nelas, como se a droga zombasse de sua cara, estavam jogadas em cima do criado mudo. Ele sussurrava coisas indistinguíveis e se encontrava completamente molhado de cima a baixo. A expressão estava entre o prazer e a angústia. Ela não sabia como agir.

– Isso é Ecstasy.... – Pegou uma das pílulas coloridas que estava acima do móvel. – Por que? Por que? Por que? – Seu corpo e sua mente rodavam em círculos infinitos e deixavam-na cada vez mais tonta e insegura.

Então ela apenas voltou e parou no meio do corredor, o suor frio escorrendo pela testa e as mãos tremiam tanto que entregavam qualquer vestígio de nervosismo que ela tentasse acobertar. Respirou fundo e soltou o ar. Respirou fundo e soltou o ar. Repetiu.

Voltou para dentro do quarto, em passos firmes e confiantes. Parou na frente da porta e observou melhor. O suor ainda escorria como uma cachoeira por todo seu corpo, contrastando com uma expressão prazerosa.

Seu tormento fez ela deduzir que ele tomou mais de uma pílula, e pelo que ela observou, bebeu com whisky.

– Você estava querendo se matar? – Sua voz estava por um fio, parecia estar dentro de sua mente. – Não posso fazer nada! .... – Bateu com própria cabeça na lateral da porta.

Ela pegou todas as pílulas que estavam ali e jogou-as na privada, no banheiro do quarto dele, e deu descarga. Ela sentiu um livramento ao ver todas aquelas cores descerem girando e girando pelo ralo. Suplicou internamente para nunca mais ver aquele arco íris mortal.

Levantou Jaesun da cama, este que ria das paredes e se abraçava à ela. Beijava seu pescoço e o mordia, tentando a qualquer custo algo a mais. Levou-o para dentro do banheiro, seu corpo colado ao seu a fazia sentir seu coração pulando descontroladamente. Mia não sabia, mas ele poderia ter algum problema no coração, à qualquer momento.

Ele estava eufórico pela sensação da tão requisitada drogas de quem vai em raves. Suas pupilas viraram duas imensidões negras. A risada falsa causada por uma pílula de aparência feliz. Apenas uma droga, para deixa-lo em " ecstasy ". Para esquecer dos problemas.

Naquele dia, demorou 8 horas para Jaesun começar a voltar ao normal. E diante da depressão pós-droga, Mia não o abandonou nem por 1 segundo.

---///---

Com o passar do tempo, as amizades de Mia passaram a ser amizades de Jaesun também.

Aquele que tanto se esforçou para afastar si mesmo das pessoas, agora se via com novos amigos. Ele nunca imaginaria que Mia surgiria em sua vida, quanto mais trazer junto à ela mais dois companheiros.

Ele já começava a se acostumar com a personalidade de Helene e seu jeito meio agressivo de levar a vida. Ele já tinha a visto quando encontrou Mia no bar em soho, mas, ele só foi realmente conhece-la alguns dias depois:

– Eu não quero saber a opinião de Aristóteles! Eu quero mais é que Aristóteles vá pra....

– Helene?

Eu..

– OK! Vamos esquecer um pouco de filosofia por hoje! – Mia soltou o livro na mesa, esse que parecia ser da largura de uma parede.

– Geografia?

– Não.

– História?

– Noup.

– Hmmmm. Matemática? – Mia recebeu um olhar que colocaria até um leão para correr.

– Já entendi! – Observou melhor a garota em sua frente, a luz refletindo no cabelo Black Power – Você está usando um laço laranja?

– Algum problema?

– Da última vez que você usou algo colorido, foi quando perdeu aquela aposta para o Louis. – Helene olhou para cima, o que Mia sabia que significava que ela não iria prosseguir com o assunto.

Helene sempre foi uma garota diferente. Desde pequena, nunca feminina o bastante ou delicada o bastante. Mas isso nunca foi um problema, na verdade. Dona de uma personalidade sempre disposta a arrumar uma boa briga. Uma língua afiada o bastante, que já deve ter rasgado alguns corações.

Quando pequena, começou a brincar de “ Coisas de garoto”. Ela sempre achou mais divertido. Seus pais colocaram-na com gosto no Jiu-jitsu, vendo o talento da filha para aquela tão famosa luta. Seus pais, apesar da aparência de “quadrados”, sempre apoiaram sua filha em tudo. Desde a primeira luta até o primeiro cabelo azul.

- Vamos encontrar o Jaesun?

- Tô' com dor de cabeça. – Deitou a cabeça na mesa extensa da biblioteca.

- Te pago um salgado.

Foram andando até o Central Park, aproveitando o vento com cheiro floral da primavera. O coturno vinho de Helene fazendo barulho ao tocar no chão e os cabelos desgrenhados de Mia voando, ficando cada vez mais assanhados.

As amigas tão diferentes se completando. as vitrines brilhavam ao encontrar a luz do sol e a cidade de NY parecia estranhamente Calma naquela tarde.

Até que Helene viu uma bicicleta encostada numa árvore, na Calçada. Ela correu e pegou-a, subindo em cima e já voando em direção ao Parque. Mia olhou- a Incrédula, ouvindo apenas um grito seu:

- Depois eu te devolvo cara! – Viu um jovem do mesmo estilo de Helene correndo atrás da bicicleta, mas logo parando ao reconhecer os Cabelos coloridos de Helene.

Este que foi em direção à Mia, que o fitou pálida. Sua Altura poderia ser comparada a dos prédios que os circundavam, os braços repletos de tatuagens dos mais variados estilos e formas. O olhar transpassava uma áurea forte, de uma intensidade misteriosa. As vestimentas esfarrapadas denunciando que era um skatista.

- Quando encontrar sua amiga, lembre-a de devolver a minha bicicleta e... – pegou um papel amassado de seu bolso, entregando-o nas mãos de Mia– diga para me ligar.

- Quem é você?

- Um amigo dela. – Mia tentou segura-lo por mais tempo, mas quando menos percebeu, ele já estava indo embora.

O Central Park já estava bem à sua frente. Começou a andar por toda aquela imensidão verde. O vento refrescante da primavera acariciava seu rosto.

Observava o quanto a paisagem daquele parque mudou. Nos tempos do inverno, o lago congelado e todas as árvores brancas. O chão afundando a cada passo.

Mas, agora, tudo parecia tão diferente. Desde as árvores ostentando cores diversas e o lago brilhando, até o cheiro de jasmim que se fundia ao vento.

Seguiu andando até a Boa bridge, que cruzava um dos lagos do parque, o The Lake. Ela sabia que Jaesun estaria ali, afinal, foi ali que marcaram para se encontrar.

Ele contemplava o lago, ouvindo o barulho da água e observando os casais nos barcos. Ela pensou se, talvez, ele pensasse nos dois ali.

- BUU!!

- Há! Peguei! - Agarrou-a pelos braços – Eu disse que você não iria me assustar dessa vez!

- Que chato você! – Ele riu de seu bico contrariado. – Por que está tão bem humorado?

- Não sei, na verdade. Talvez por que esse é um dos poucos dias em que Você aceita sair comigo sem ser para estudar.

- Quanto drama desnecessário. Eu sempre saio com você.

- Saudades época do Museu.

- Só faz um mês.

- Mas, ainda assim, saudades. Foi incrível correr por todo o museu com você do meu lado de vestido e salto. – Ele riu lembrando da cena.

- Culpe o Louis!!

- Faltando nele... – olhou por em volta de Mia – Cadê ele e a Helene? Ainda não conheci ela. Só de vista. Ela é como você?

- Como assim como eu? – Mia agora subia na borda da ponte, arriscando cair.

- Assim...meio que....muito... – Agarrou Mia antes que ela caísse – Animada demais.

- Bem, ela acabou de roubar uma bicicleta.

- Que agradável. – ironizou, segurando Mia melhor em seus braços. – Nossa, você é muito pesada.

- Sabe o nome disso? - Agarrou-se mais a ele. – Pizza. – Ouviu ele rir tímido – Sabe, você já pode me soltar.

- Não. Eu não quero.

Eles então caminharam assim, agarrados um ao outro. As pessoas em volta deles começaram a os olhar estranho, como se fossem de outro planeta. Mas eles nunca se soltariam, se não fosse a bicicleta verde vindo na direção dos dois, tão veloz que seria capaz de competir com um carro de corrida.

- Você é louca? – Mia só fazia rir, caida no chão – Quem é você?

- Vejo que nós vamos nos dar muito bem. – Ironizou – Prazer, Helene.

Desde aquele dia em diante, Jaesun e Helene não se deram bem. Duas personalidades fortes, muito distintas entre si. Contudo, eles tinham uma coisa em comum, o carinho imenso por Mia.

--//--

Mas, naquele dia, com exatos dois meses que haviam se passado desde o dia do Museu; Jardim iria cumprir o seu “castigo” por ter perdido a aposta.

- Eu não sei esfregar.

- Todo mundo sabe esfregar.

- Eu não sou todo mundo.

- Levantaaaa!! – Pulou encima de Jaesun, que se encontrava jogado na cama de Mia – Preguiçoso! É só até às três Jae, vaaamoooos! - Puxou-o com força.

- Hoje é sábado Mia, dia de fazer nada.

- Qualquer dia pra você é dia de fazer nada Jaesun!

- Poderíamos ficar nós dois em casa...eu e você...vendo filme.... – Lançou um olhar suplicante para Mia – Por Favor?

- NÃO! Sabe a quanto tempo você perdeu a aposta do Museu? Dois MESES! Faz dois meses que eu você me enrola! – Chutou o maior da cama, este que Caiu no chão.

- Desde quando você é tão agressiva? – esfregou o nariz com força.

- Desde que você começou a me obrigar a ver luta livre! Vai se arrumar Kim Jaesun!

- Mas..

- Vá!

- E se...

- Rápido!

- Eu...

- Entre!

- Toma banho comigo, então. – Prensou ela contra a parede ao lado da porta, deixando seu rosto encostado ao seu, bem próximo.

- Claro que não! – Corou profundamente.

- Estou brincando! Pare de me bater! Socorro! – Fechou a porta em um estrondo, fugindo dos tapas de Mia.

- Pervertido!

- É culpa sua! – A voz abafada pela porta e pela água Forte caindo se sobressaiu.

Jaesun estava demorando no banho, Mia já estava pronta para ir. Ela começou a desconfiar de que ele estivesse fazendo alguma coisa no banho, pela demora.

- Jae? Jae! – Bate forte na porta, não obtendo resposta – Jae!!!! – Colocou o ouvido próximo da porta – Jaesun? – Entrou lentamente no banheiro, este que estava com as luzes completamente apagadas.

Rapidamente alguém trancou a porta e ligou a luz. Ela fechou os olhos por instinto e medo, mas quando abriu teve uma visão que fez ela perder o ar.

- Jae? – Ele estava prendendo os braços dela acima de sua cabeça, contra a parede. – O que está fazendo....?

Ele estava com o peitoral completamente desnudo, mostrando sua pele branca e um corpo meio definido. Ainda estava molhado, os cabelos pingavam desgrenhados e apenas uma simples toalha lhe cobria a parte debaixo de seu corpo. Os olhos brilhavam em uma intensidade diferente, ele mordia o lábio inferior.

- Você é má... – Baixou a cabeça, mas logo a levantou novamente, encostando mais o corpo contra si. – Muito má..

- Me diga, por que eu sou má, Jae? – Ele cheirou seu pescoço, ela estremeceu como em um dia gelado de inverno. Porém, fazia bastante calor ali.

- Eu passei o banho inteiro pensando em você, sabia? Quase me toquei... – Ela prendeu a respiração – Mas não fiz. Me sentiria culpado depois. Afinal, eu sou apenas um amigo.

- Eu... Você não...tipo....eu nunca... – Suas mãos tremiam e de sua testa caia uma única gota de suor, que não identificava de sentimento ela provinha.

- Você sabe do que eu estou falando, Mia. – Beijou castamente o pescoço dela – Eu quero te beijar.

- Mas eu já te beijo....

- Eu quero um beijo de verdade.– Olhou o universo dentro da íris de Mia – Mas não vou te forçar a nada. Você quer isso Mia?

- Eu?

- Você.

- O que está esperando? – Sorriu para ele, um sorriso carregado de segundas intenções.

Ele só encostou os lábios nos dela levemente, sem impor nada. Mas, quem aprofundou foi a própria Mia, vendo o receio do coreano. Quando as línguas se encostaram, sentiram uma carga elétrica passar pelos dois corpos. Era como quando se encostassem o dedo em um fio de alta tensão.

Começariam um beijo calmo. Romântico. Pode ser o mais clichê a se dizer nesse momento, mas as línguas dançavam em sincronia, travando uma batalha sem vencedores. Eles intercalavam entre simples selos à beijos ardentes, no meio de risos e mordidas. Pararam o ósculo gradativamente, indo de um beijo intenso a um selinho calmo. Encostaram as cabeças e ficaram assim por um tempo, aproveitando o clima que havia se instalado ali.

- Cara, você beija bem. – disse a voz ofegante. – Tipo, muito.

- Então você gostou?

- Lógico.

- E eu posso repetir?

- Lógico.

- Quando eu quiser.

- Lógi... Que não! Não quando quiser! – Ouviu ele bufar – Só quando nós dois quisermos.

- Então eu quero sempre fazer você querer. – Beijou a bochecha dela, em um afeto fofo.

- Jae?

- Sim?

- Vá vestir uma roupa. – Olhou para baixo, a toalha tinha caído e ele parecia meio animado. – Pelo amor de Deus. - Foi-se correndo a porta, gritando antes de fecha-la. – E resolva Isso.

****//****

Eles agora já estavam no restaurante da mãe de Mia. Ele não se localizava longe do apartamento de Mia, era no mesmo bairro, o West Village. Era grande, chique e muito aconchegante. Tinha um som ambiente, era em espanhol e Jaesun não entendia nada. Ao ponto que Mia cantava e balançava a cabeça no ritmo da música.

- .... La vida me empezó a cambiar, Na noche que te conocí. Tenía poco que perder y la cosa siguió así...

- Inglês chamando Mia! Oiiii!

- Sai, eu gosto dessa música! – E colocou-se a cantar em espanhol novamente.

Eles desviavam dos garçons que andavam por ali apressados. Estavam indo em direção à cozinha, onde trabalhariam até às três da tarde. Jaesun admirava Mia cantar. Ele pensava em como ela ficava linda, batucando cada mesa ao ritmo da música e jogando os cabelos de um lado para o outro. Quando parecia esquecer a letra e apenas assoviava. Os óculos que pendurava no decote da camisa ameaçando cair de tanto que ela pulava. E o mais importante, a voz dela era tão linda que agitaria o coração da mais fria pessoa.

- Jae? – Parou do nada, já perto da porta da cozinha – Eu tenho cara de espelho? Pare de me encarar.

- Eu acho que você está convivendo muito com Helene. E eu não tenho culpa se você é linda.

- Culpe meus pais. – Virou o rosto, abusada – É brincadeira. – Riu do bico que Jaesun fez – Obrigada... – Deu um selinho rápido nele e correu para a cozinha.

--//--

Ele se Surpreendeu quando Mia acabou suas tarefas incrivelmente rápido. Ela ajudava em tudo, desde limpar o chão até na comida mesmo. E essa mesma comida, que jaesun provou estar mesmo uma delicia.

- Jae! Não pode comer isso! É para os clientes!

- Mas eu tô' com fome. – Falou a boca abafada de alguns salgados que ele encontrou – E isso está muito bom!

- Vem me ajudar a lavar louça! Vem! - puxou-o pelos braços – Comilão!

- Insuportável.

- Ridículo.

- Chata.

- Imbecil.

- Careta.

- EPA! Eu não sou careta.

- Essa sua saia poderia ser da minha avó. – Mia jogou um pouco de farinha que achou na cabeça dele – E o suéter também.

- Isso é Vintage.

- E esse é o nome chique que se dá para os caretas se sentirem melhor. – Jogou ele para perto da pia – Misericórdia. Deus é mais.

Havia uma pilha de pratos na pia, uma montanha de porcelana suja. Só de olhar, Jaesun sentia suas mãos doerem.

- Você vai me ajudar, não vai?

- A careta aqui vai deixar o cara mais chique da cidade fazer o trabalho duro. – Emburrou a cara.

- Ahh. Vamos! Eu estava brincando! Você fica linda de vovó!

- Aproveite sua louça!

Saiu bufando da cozinha, deixando o maior olhando para aquela pilha enorme sem saber como prosseguir.

- Bem, o jeito é lavar.

--//--

Saíram da cozinha já eram quase quatro horas, o pique do horário de almoço já havia passado.

- Estou cheirando a sabão.

- E eu a espaguete com detergente. – Mia debochou, cheirando sua camisa.

- Que delicia! – Cheirou o pescoço dela – Aqui está cheirando a água sanitária. – Mentiu brincando, o cheiro que Exalava dali era jasmim.

- Eu limpei o banheiro. – Os dois Riram, enquanto Saiam pela porta de entrada. – Eu quero um banho!

Foram juntos para a casa de Mia, que não era muito longe dali. Subiram até o apartamento de Mia e quando entraram, Mia já foi agarrada pela cintura.

- Nunca mais me faça Lavar louça. – Estalou um beijo na bochecha dela – E me deixe comer da próxima!

- Nós tivemos que fazer outros bolinhos.

- Estavam ótimos! – Riram.

- Eu posso? – Deixou um beijo de esquimó no nariz de Mia.

- Uhun.

Beijou Mia da mesma maneira que mais cedo, misturando o carinho com a intensidade. Jardim abraçou Mia forte, enquanto ela puxava os seus cabelos da nuca. O cheiro leve de jasmim predominava pela casa. Era o mesmo cheiro de Mia. E isso Jaesun constatou por conta própria, depois de judiar De cada parte do pescoço dela.

Mia suspirava com cada beijo, sentia-se voando. Ele conseguia entrar em seu universo com tanta facilidade que poderia ser até mesmo assustador. Descobrir seus sentimentos e abrir o seu coração de uma forma calma e feroz, bagunçando seus sentidos.

- Vamos passear. – Disse ela, apartando o ósculo. – Em?

- Você não cansa nunca?

- Nunca, nunquinha.

- Nem um pouco?

- Nem um pouco.

Pensou um pouco, mas ao ver a expressão fofa de Mia, logo aceitou.

- Então vamos passear.

--//--

Eram umas cinco horas da tarde, eles não sabiam ao certo. Eles estavam no Central Park, mas em um lugar diferente. O lugar favorito de Mia no tão famoso parque.

- Você está brincando, não é? Como nunca veio aqui?!

- Eu não fico por essas partes, eu me perco..

- Ramble é o melhor lugar daqui. – ela rodou na trilha que estavam andando. – Aqui é incrível!

Ramble era uma série de trilhas embaraçadas que ficavam ao lado lago The lake. As trilhas eram rodeadas de árvores e lugares incrivelmente antigos e bonitos. Na primavera, as flores tomavam conta de todo o espaço. O chão de pedra da trilha se tornava Rosa, e em volta deles a mistura de cores e cheiros encantariam qualquer um.

- Você prefere o inverno ou a primavera? – Ele perguntou. – Ou melhor, qual estação você prefere?

- Bem, eu gosto do frio do inverno. Gosto de patinar no lago congelado, usar muitas roupas e andar afundando os pés. O vento frio no rosto.. E eu também gosto das flores da primavera. A leveza do clima agradável, as cores espalhadas por todo o lugar. O cheiro floral que o vento trás....Mas, o verão realmente me encanta. Ir para a praia, o sol ardente me obrigando a usar poucas roupas. A agitação... E o outono é incrível. A temperatura já começa a cair, as folhas também. Fazer aqueles montes de folhas sempre é divertido... – Riu – Eu não tenho.

- Eu gostaria que só tivéssemos a primavera, não curto inverno.

-Olha, se o inverno desaparecer, a primavera não vai ter graça. Se nós não soubermos apreciar a parte “ruim”, a boa perde a graça. Sem a adversidade, a prosperidade não seria tão bem vinda.

- Então, eu devo amar igualmente todas as estações?

- Não Exatamente.

- Então, como assim?

- Aproveite a alegria das flores enquanto elas ainda estão aqui. Colha e brinque feliz. – pegou uma flor do chão – Quando chegar o inverno, você não vai ter o perfume das flores, nem cor, nem sol. Mas terá a lembrança de uma primavera próspera, entendeu?

- É, eu acho que entendi sim.

Mia não havia notado ainda, mas não importa quantos invernos tenha ou quanto tempo eles durem, a verdadeira primavera de Jaesun era Mia. Ele tinha certeza, mesmo se o mundo entrasse um uma nova era glacial, Mia iria continuar cheirando a jasmim.


Notas Finais


Gostaram? Espero que sim <3
Esse começo foi uma mistura de poemas que encontrei com alguns textos meus, então não tem nem como eu mandar algum link.
Até o próximo capítulo •~•


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...