História Eight - Capítulo 2


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Austin Collins, Catherine Jones, Ethan Banks, Lilly Miller, Luke Elliot, Peter Evans, Rosie Meyer, Samantha Campbell
Exibições 2
Palavras 6.147
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Famí­lia, Festa, Ficção, Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 2 - Encontro (s)


Fanfic / Fanfiction Eight - Capítulo 2 - Encontro (s)

Cat

O final de semana foi bom - bom uma ova! E a dor de cabeça infernal do domingo? Meus pais brigando comigo porque eu não sou responsável por não ter avisado que dormiria na casa AO LADO e blá blá blá... -, mas a segunda sempre volta. Sim, eu queria que acabasse a escola pra vir pra faculdade, mas... Meu Deus, a escola era tão melhor!

Finalmente avistei a Lilly saindo de casa e trancando a porta da mesma. Eu sou boa pra dormir e por isso perdia a hora da escola, mas a Lilly... Vou te contar, viu?

- Merda, esqueci meu celular! - Falou quando entrou no carro e já ia abrir a porta pra sair, mas eu fui mais rápida e saí andando com o carro.

- Mas nem pensar que eu vou deixar você sair desse carro pela segunda vez!

Lilly revirou os olhos e suspirou:

- A culpa não é minha...

- A culpa nunca é sua, e é assim que sempre chegamos atrasadas e, acredite, você me entenderia se estudasse Direito. A professora Marcia... Menina, aquela com certeza não me suporta!

- Cat... Não é todo mundo que tem a minha paciência de te aguentar.

Agora eu tive que revirar os olhos, mas que vaca!

- Não é bem assim, querida! Eu, Catarine Hayer, sou uma pessoa adorável e amada por todos! Só que a maioria das pessoas ainda não percebeu isso. Mas quando perceberem, acredite, eu serei eleita a presidente do mundo.

- E eu sou a Sininho! - Falou, rindo. - Ok, vamos deixar de sonhar.

 

Luke

Andar é o melhor jeito de encontrar pessoas, pessoas bonitas. E é por isso que sempre ando quando chego à faculdade. Claro que preciso andar de qualquer jeito pra chegar ao meu prédio e então à minha sala, mas umas duas voltas no campus pode ser construtivo.

A Lisa está bonita hoje, ela é dois anos mais velha e está no penúltimo ano, mas isso não é problema. Eu já fiquei com a Becka, que é amiga da Lisa, que é amiga da Cléo, que, aliás, eu também já fiquei.

- Calma aí, Luke. A menos que tenha olhos nas costas, terá que andar pra frente - Rosie reclamou quando eu me bati nela.

Todos, menos a Cat e a Lilly, estavam no nosso lugar de sempre do campus. Como toda segunda, estavam quase dormindo um no ombro do outro. Menos a Sam, que estava ouvindo música com fones e teclando freneticamente enquanto sorria.

Ah, tirando também o Austin, que parece estar mais deprimido que o normal.

- Vocês perceberam que a Lisa está diferente hoje? - Perguntei.

- Hm... Não - Peter falou. - Você é o único que nota a escola toda na segunda-feira.

- Então eu sou o único hétero também? - Ri.

- Talvez... - Piscou pra mim.

Avistei a Cat e a Lilly vindo correndo em nossa direção. Ah, então isso é mais normal do que observar a Lisa? Sério, a Lilly nunca corre! E quando eu digo nunca, é nunca mesmo!

- Eu vi vocês se paquerando do outro lado do campus! - A mesma parou ao nosso lado, ofegante, assim como a Cat. - Temos algo pra contar.

- Algo que tire a Sam do celular? - Ethan perguntou. - Ou que tire o Austin da deprê, faça o Peter ser menos gay, acabe com o sono da Rosie e o interesse do Luke pela Lisa?

- Querido, é algo que acaba com a fome do mundo! - Cat garantiu. - Eu e a Lilly estávamos vindo pra escola e então a minha tia me ligou. Vocês não imaginam o que ela falou!

- Ela vai te dar setenta milhões de dólares em dinheiro para você dividir com seus adoráveis amigos? - Perguntei, com esperanças. Ué, vai que é isso mesmo!

Cat e Lilly reviraram os olhos, mas sem tirar o sorriso do rosto.

- Muito melhor que isso: ela quer alguém pra cuidar da sua casa de praia nesse fim de semana porque a mulher que cuida de lá não vai poder ir! - Cat revelou.

Eu, Ethan e Peter nos entreolhamos.

- Como isso pode ser melhor que setenta milhões de dólares? - Perguntei.

- Eu não entendo qual a parte legal de cuidar de uma casa - Peter pensou alto, eu e Ethan concordamos.

- Bem, é que a casa da tia da Cat é simplesmente enorme e linda e a cara da riqueza. Também tem o "pequeno" detalhe de que a casa é na praia, como eu já havia falado. A Cat teve a brilhante ideia de irmos passar o fim de semana lá, nós todos!

- Agora a coisa está melhorando... - Sorri. - Claro que gatinhas bronzeadas na praia são melhores que dez da Lisa.

Ethan riu:

- Cara, até a Rosie é melhor que a Lisa.

- Eu estou dormindo, mas estou ouvindo - Rosie disse. - E eu posso te bater.

Sam tirou seus fones e guardou o celular.

- Saibam que a Rosie tem um encontro marcado hoje à noite - sorriu.

- Tem? - Cat e Lilly perguntaram.

Rosie arregalou os olhos:

- Tenho?

- Bem, não tecnicamente, mas o Blake vai te ligar e te chamar pra sair e você vai dizer sim e iremos a um encontro duplo e...

- Espera, como assim "encontro duplo"? - Cat quis saber. - E eu? Mas tudo bem, não é? Gatinhos bronzeados na praia, como o Luke falou, devem ser melhor que esse tal "Blake".

- Eu não falei isso - disse. - Eu falei que gatinhas bron...

- Luke, eu estou tentando resolver uma injustiça aqui! - Cat me interrompeu. - E arranjar uma treta, mas não vem ao caso agora.

Revirei os olhos e acabei por perceber que voltar a olhar a Lisa era a minha melhor e única opção. Quer dizer, acho que isso não é mais uma opção quando se tem a Lilly e o Peter se pegando na minha frente.

- Ei, vão pra um quarto.

Lilly olhou pra mim:

- Acho que eu vi a Lisa piscando pra você.

- Mas é claro. Peter, acho que vou faltar esse primeiro horário, então vê se não dorme...

E fui em direção a Lisa. Gatinhas bronzeadas na praia são legais, mas por enquanto eu só tenho a Lisa e seu short jeans.

 

Peter

Suspirei novamente. É difícil ser um cara sozinho no mundo, que não faz nada a não ser ir pra faculdade, comer, dormir e encher a paciência dos pais. Sério, todo dia é a mesma rotina de não ter nada pra fazer. E todo dia é a mesma rotina de pegar a ponga dos outros pra poder ter algo pra fazer.

Avistei a Lilly andando lá na frente, quase saindo da faculdade, e corri pra alcançar ela.

- Resolveu virar o The Flash agora? - Perguntou.

- Tenho um bom currículo, mas não. O que você e as meninas pretendem fazer hoje? O Luke marcou um encontro pra ele e os outros, e eu não estou nem um pouco afim de ficar de vela.

Lilly riu.

- Ah, coitado... A Cat vai ajudar a Rosie e a Sam com o que vão vestir e essas coisas todas para o encontro delas. Eu só vou ficar em casa e talvez dormir e assistir TV.

- Ou eu podia ir pra sua casa e nós podíamos jogar vídeo game! - Passei meu braço pelos seus ombros.

- Só que eu tenho uma ideia ainda melhor: nós vamos pra sua casa onde tem comida de verdade feita pela sua mãe, e tem seus pais que são bem legais e a sua irmã que dá cada patada em você que eu me divirto muito!

Minha irmã está em uma fase meio "rockeira". Meus pais são evangélicos, mas eles nos deixam ser como queremos, só temos que ir pra igreja todo domingo e... Só de pensar...

- Você e minha irmã? Lilly, vocês estão em mundos completamente diferentes.

- Claro que não! Eu só sou quatro anos mais velha, e, além disso, eu posso ser rockeira!

- Não, você não pode - ri.

- Peter, todo mundo tem sua fase rockeira e eu era uma rockeira profissional.

- Se você diz...

 

Cat

Eu não faço a menor ideia do que vestir nessas duas e elas não cooperam! Uma desceu pra comer e conversar com a empregada e a outra está aqui, quase morta na cama.

- Meninas, esse bolo de chocolate está uma delícia! - Sam abriu a porta, resolvendo aparecer.

Revirei os olhos. Ela sentou na cadeira da mesa do computador e ligou o mesmo.

- Eu estou tão entediada! - Rosie levantou. - Por que não podemos escolher uma roupa nossa?

- Porque eu tenho as roupas perfeitas pros seus encontros. Mesmo que seja com nerds... Você sabe que os nerds se amarram no estilo da Catzinha aqui!

- Eles não são nerds... - Sam explicou. - Só são bons alunos que... Gente, sério, vocês deveriam experimentar esse bolo!

- Vocês sabem que eu não guardo muito rancor, mas vocês deveriam ser boas amigas e ter marcado um encontro pra mim. Mas não, aqui estou eu, arrumando o encontro de quem? De vocês!

- Você não disse que o Blake é feio? - Rosie perguntou.

Se eu não me engano, e eu nunca me engano - só às vezes -, a Rosie e o Blake já tem um futuro na certa!

- Foi coisa do momento, eu nem vi eles! AQUI! - Finalmente achei as roupas perfeitas. - Esses dois maravilhosos looks vão fazer vocês engravidarem desses dois garotos e terem metade de seus dinheiros, podem apostar!

- Nem morta que eu vou usar isso! - Sam levantou da cadeira e pegou o vestido vermelho da minha mão. Observou-o e até fez aquela cara de "Ah, a Cat tem muito bom gosto!", mas seu olhar pra mim foi de desaprovação. - Eu poderia até usar, se fôssemos para um restaurante chique com os seus pais, mas estamos indo a um encontro normal, o máximo que vamos fazer é comer pizza.

Tomei o vestido da mão dela. Se ela acha que é assim, está muito enganada. Eu conheço o tipo do Blake e do Luan, mesmo nunca tendo os visto: garotos inteligentes e bonitos, garotos ricos que se passam por simples, mas que, na verdade, se banham com Champanhe na banheira do seu apartamento luxuoso.

Sorri para as meninas:

- Garotas, confiem em mim. Se tem algo que eu conheço nesse mundo, são os garotos. No primeiro encontro eles tentam dar o melhor de si, vocês sabem: "a primeira impressão é a que prevalece".

- Certo, eu confio em você, mas digamos que esteja errada e eu apareça em um barzinho de esquina com esse cropped top e essa mini saia. O que vão pensar de mim? Prostituta, na certa! - Rosie comentou.

- Mas pense pelo lado bom: você pode lucrar com isso! - Brinquei, mas fui a única a rir. - Garotas, vocês têm que mostrar que são finas! Não podem ceder pra qualquer um, não é simplesmente chegar lá e abrir as pernas!

- Você deveria seguir seus conselhos.

Revirei os olhos:

- Certo Rosie, eu recebi a indireta, mas essa não é a questão.

Ela e Sam se entreolharam, depois viraram para as roupas na minha mão, pra minha cara de cachorro pidão e novamente olharam uma pra outra:

- Ok - Sam falou. - Mas porque eu realmente gostei do vestido.

Sorri. Daqui a algumas horas essas garotas serão quase modelos!

 

Lilly

Passamos na minha casa pra que eu pudesse me trocar e pegar o meu celular que a Cat não me deixou pegar pela manhã. Depois fomos para a casa do Peter.

Já entrei me sentindo em casa, e logo senti o cheiro da maravilhosa comida da mãe do Peter. É tipo algo que eu raramente tenho em casa, já que depois que eu completei 16 anos, meus pais se acharam no direito de viajar direto e me deixar sozinha em casa. E, claro, eu sou um incrível desastre na cozinha!

- O que a traz aqui hoje, Lilly? - O pai do Peter me perguntou quando já estávamos na mesa almoçando.

Eu iria responder a verdade: "não tenho comida em casa e nada pra fazer, além do mais, gosto de ver o Peter sendo esculachado". Mas a Vee, irmã do Peter, foi mais rápida:

- Você não soube, pai? A Lilly e o Peter estão namorando - ela sorriu pra mim.

Sorri pra ela também, isso não vai me derrotar! Ser rockeira profissional está sendo difícil agora que já se faz tanto tempo, mas eu consigo!

- É verdade? - Os olhos da mãe do Peter brilharam.

- Bem, não exatamente - Peter respondeu.

- Como assim... "exatamente"? - E a cobra ataca novamente!

- Mãe...

- Espera, Peter, eu quero ter o prazer de contar pros seus pais que, claramente, nós somos somente bons amigos! - Interrompi o Peter.

- Essa amizade parece ter alcançado um nível diferente... - Vee fingiu pensar. - Não sei, mais como um... Relacionamento, só que, digamos que às escondidas.

- Não temos nada pra esconder! - Soltei. - Tentamos namorar uma vez e não deu certo, porque faríamos algo como isso novamente?

- Sei lá, por que você mesma não responde a sua pergunta?

Desisto. Meu Deus, como meus pais me aguentaram nessa fase? Se fosse minha filha eu já teria chutado de casa... Caralho!

Como pode ser percebido, o resto do almoço foi todo assim, então a Vee resolveu sair com os amigos e eu dei graças a Deus. Os pais do Peter também saíram pra fazer algo que realmente não me importa.

Só restou eu e o Peter, assistindo a um grande nada na TV.

- Lilly? - Peter me puxou mais pra perto dele no sofá.

- Hm? - Murmurei. Sabe quando você está quase cochilando e alguém te acorda?

- Você está acordada?

- Não, é que eu falo dormindo - revirei os olhos. - O que você quer?

- Bem... Estamos em uma casa vazia, completamente sozinhos e não estamos fazendo nada de divertido.

É, ele tem razão. Mas no meu caso, eu estaria assistindo alguma série, só que o Peter não quis assistir série porque ele gosta mais de filmes e eu não suporto filmes.

- É, você tem razão - pensei.

- Você não acha que poderíamos... Você sabe, a casa está vazia.

- Ah, mas será que você só pensa nisso? - Levantei-me do seu ombro. - Por que não para um minuto pra pensar que todos os nossos amigos estarão em um encontro em algumas horas e nós estaremos assistindo a clipes na televisão?

- Eu pensei nisso, mas não parecia certo ir pra um encontro agora que estamos, você sabe, ficando.

Revirei os olhos, de novo.

- Peter, o que nós combinamos? É claro que podemos sair com outras pessoas! E o melhor é que eu sei com quem.

- Sabe? - Franziu as sobrancelhas.

Lembrei-me de sábado, depois que eu e o Peter descemos, na festa, eu encontrei a Alice e o Adam, que são irmãos gêmeos e que eu pedi os números simplesmente por serem gêmeos.

 

Peter

Continuei encarando a TV enquanto a Lilly havia ido telefonar pra alguém. A vida parece tão chata... E eu vou parar de falar da vida desse jeito, mais parece que eu sou um daqueles emos góticos rockeiros das trevas que só vivem depressivos.

Talvez o que a Vee tenha é doença e eu estou me contaminando.

Que merda, Peter! Você só pensa merda, é por isso que ainda não arranjou uma namorada!

De repente, um ser humano vem correndo e gritando e se joga em cima de mim no sofá:

- Advinha! - Sorriu. - Acabei de marcar um encontro pra nós dois!

- O que?

- Eu te falei que tinha contatos, mas você simplesmente ignorou.

- Um encontro pra nós dois? Com a gente e mais duas pessoas? - Perguntei.

- Normalmente é isso que os outros chamam de encontro duplo.

- Tipo aqueles de filmes em que dois garotos e duas garotas vão pra um restaurante juntos?

- É, mais ou menos isso.

- Ah, caralho... Lilly, isso não vai dar certo.

- Ué, por que não? É um jeito de conseguirmos um relacionamento e eu poder esfregar isso na cara da sua irmã! Vai, por favor! Eu juro que a Alice é uma gracinha, você vai amar ela!

Isso não me cheira muito bem, mas se a Alice for uma gracinha do tipo muito gostosa e a garota dos sonhos de qualquer cara... Aí eu posso até pensar no assunto. Como é sempre dita aquela famosa frase: eu sou homem.

- Ok, vamos lá! - Concordei.

 

Sam

- Vocês estão tão lindas, mas tão lindas! Ao mesmo tempo em que eu estou orgulhosa pela minha maravilhosa produção, fico com inveja das minhas roupas ficarem melhor em vocês do que em mim - Cat falou.

Sinceramente, me olhando no espelho agora, eu estou uma gata! E a Rosie está como eu nunca vi antes! Bem, acho que nunca vi mesmo esse nosso lado mais "selvagem" de ser, ou de se vestir.

- Sam, os garotos amam vermelho, e esse vestido caiu tão bem na sua cinturinha... E Rosie, com essas suas pernas a mostra nessa saia colada você vai parar o tempo quando passar!

- Não sei não... - Rosie se olhou um pouco insegura. - Não devíamos usar algo que nos deixasse confortáveis? Essa saia me aperta de um jeito que você não consegue imaginar.

- Ué, ninguém mandou ter pernas grossas e bonitas... - Cat suspirou. - Preciso delas pra mim, mas, enfim, vamos descer? Ou eu vou começar a chorar aqui e não vai dar muito certo...

E foi o que fizemos. A não ser por Claire, a empregada dos Hayer, a casa estava vazia. Os pais da Cat trabalham o dia todo, saem de casa às oito da manhã e chegam nove da noite, às vezes nem encontram a Cat acordada. Sei disso porque costumo dormir aqui às vezes quando tenho que chegar na faculdade cedo pra fazer algumas pesquisas, já que a minha casa é um pouco longe e a da Cat e da Lilly são perto da faculdade.

Peguei mais um pedaço de bolo com a Claire, amo conversar com ela.

- Hm, alguém vai sair hoje... - a mesma parou de enxugar os pratos e me olhou de cima a baixo. - Quem é o sortudo?

- Digamos que eu é que sou a sortuda nessa história.

Claire riu e voltou a fazer a sua tarefa:

- Só tome cuidado para não se enganar. Quando somos jovens costumamos pensar que a vida é um conto de fadas, então quando acontece algo ruim... Aí já mudamos a opinião e pensamos que a vida é um inferno. Mal sabemos que o inferno ainda vai começar.

- Credo, Claire! - Cat chegou à cozinha, pegou um pedaço de bolo e se sentou. - Nossa, isso está mesmo muito bom!

Assenti.

- Nunca te falei nada, Cat, porque convivo com você desde pequena e sei que é uma garota forte e confiante. Ao contrário de suas amigas, elas são bem mais sensíveis que você.

- É verdade. Mas não fica dizendo essas coisas pra Sam e pra Rosie. Como você disse, eu nunca vi garotas mais sentimentais!

- A conversa está boa, mas ainda estamos aqui! - Rosie acenou.

- Na verdade, eu concordo com a Claire. O inferno ainda está pra começar, mas por hoje eu espero me divertir muito com o Logan - sorri.

Nós nos conhecemos em uma feira de música, estávamos tão distraídos que, sem querer, esbarramos um no outro, típica ceninha clichê. Mas foi um clichê legal! Depois disso conversamos e ele viu que eu usava uma blusa dos Neon Trees, aí me convidou pra tomar um café e descobrimos mais gostos semelhantes, como Lykke Li, Gotye e Halsey. Pegamos o número um do outro e eu aproveitei a festa da Lilly pra ligar pra ele.

Ouvimos uma buzina de carro. Devem ser eles. Levantamo-nos da cadeira e fomos todas - inclusive a Claire - para a a sala. Cat abriu a porta, afinal a casa é dela, falando nisso foi ela quem pediu pra gente mandar eles nos pegarem aqui. Ela queria ver os nossos, como disse ela, "futuros noivos".

- Ei! - Cumprimentei.

Os dois estavam super simples. Logan estava com uma camisa de manga pequena branca, uma calça jeans escura, touca cinza, um sapato marrom e seu típico colar que ele nunca tira. Já Blake vestia uma camisa cinza com um blazer preto por cima, calça preta, sapato da mesma cor e seus óculos de grau, além do cabelo bagunçado de uma forma que só os garotos conseguem fazer para ficarem bonitos.

Notei que o Blake congelou os olhos na Rosie, enquanto sorria abertamente com as mãos no bolso, e a mesma sorria timidamente pra ele. Logan me olhava com aquele olhar que a Cat me disse que teria, e eu retribuía o mesmo com muito prazer.

- Vocês estão lindas - Logan disse.

- Há! Eu disse! Meu look de primeiro encontro nunca falha - Cat sorriu. - Olá, eu sou a Cat. Normalmente eu diria a vocês para trazê-las até às 23:00h, mas dessa vez eu vou deixar passar.

Nós fomos pro carro. Blake preferiu ir no banco de trás com a Rosie e como eu não ia ficar de vela, tratei de sentar-me no carona, junto ao Logan, que dirigia.

- Desculpa se estamos muito arrumadas. A Cat nos obrigou, disse que sabia de tudo sobre garotos e era para confiarmos nela. Então... - Rosie disse.

- Que isso, vocês estão ótimas pro que preparamos - Blake sorriu, mas falou mais pra Rosie do que pra todos do carro.

Ri:

- Eles vão acabar juntos, você vai ver - falei pro Logan.

- Espero que seja o mesmo com a gente.

Tive vontade de beijá-lo agora mesmo, mas ele está dirigindo e eu não quero correr risco algum.

 

Ethan

Luke inventou de marcar um encontro triplo pra gente. O cara não é muito de encontros, mas ele está mesmo obcecado pela Lisa e ela disse que não poderia sair porque estava com duas primas em casa, e aqui estamos nós.

Confesso que não é algo ruim. Eu precisava sair um pouco com alguma garota que não fossem a Cat, a Sam, a Rosie ou a Lilly.

As garotas foram ao banheiro, estamos em uma pizzaria, a nossa preferida, pizza é o que o Luke chama de primeiro encontro perfeito

- Garotos, continuem assim. A Lisa está, finalmente, caindo na minha - Luke falou. - Aí vem elas.

As garotas sentaram-se nas cadeiras nas nossas frentes. Meu "par" é a Annie e o Austin ficou com a Liz. Annie é uma garota legal e engraçada, digo isso por causa do tanto de confusão que ela pode causar mesmo tendo pouco tamanho.

- Estou morrendo de fome! - Liz falou. - Austin, você voltou a ficar quieto e deprimido. Tem certeza que está bem?

- Hm... - Austin murmurou.

- Ele está bem, só um pouco cansado. Não é, Austin? - Perguntei. O Luke não é o único tentando se dar bem com alguém por aqui.

- Certeza? Ele parece um pouco... Para baixo - Lisa observou.

- O Austin acabou um namoro recentemente, foi isso. Mas ele já superou - Luke explicou.

- Superou? Não me parece... - Liz disse. - Você superou, Austin?

Austin respirou fundo e levantou a cabeça da mesa.

- É... - murmurou novamente. - Não tanto quanto queria ter superado. Eu gosto tanto dela...

Neste momento estou me lamentando pelo Luke. Não que ele não esteja se lamentando, pois tenho certeza que está. Ele deveria ter convidado o Peter ao invés do Austin, mas ficou com receio dele recusar por causa da Lilly e deixou pra lá.

- Owwnt! Que fofo! - Annie disse. - Então foi ela quem deixou você?

- Ela me deu um pé na bunda, literalmente.

- E você ainda não a esqueceu? Meu Deus, coitado!

E, de repente, o jogo virou. O Austin não estava somente com a Liz, tinha conquistado as três com seu lamento de "ela me deixou e agora eu estou sofrendo por amor". As garotas podem ser bem estranhas.

- Não acredito que ele me traiu dessa forma! - Luke protestou.

Não entendo como "receber um pé na bunda" pode ser fofo.

 

Lilly

Depois do Peter me levar em casa pra eu me arrumar e ele falar que eu estava simples demais pra um encontro e eu xingar ele, nós fomos nos encontrar com a Alice e o Adam na pizzaria. Na real, o Peter não sabia que iríamos pra pizzaria, por isso falou da minha roupa. Mas eu tinha pesquisado os melhores locais para primeiros encontros e o resultado foi um lugar que todos se sintam à vontade. Quem não se sente à vontade em uma pizzaria?

- Eu e o Adam somos bastante amigos, mas imaginávamos que é porque somos irmãos. Ainda mais gêmeos. Então encontramos vocês e parecem ter uma amizade além do normal - Alice explicou.

- Sim, você são tão conectados! - Adam completou a fala da irmã.

Ah, ele é tão lindo! Sabe aquele cara dos meus sonhos? Não é ele, mas bem que poderia ser!

- Vocês são bem legais. Nunca conheci alguém que aceitasse sair com duas pessoas que estivessem ficando - Peter falou.

Pois é, tinha esse detalhe: eles não sabiam.

- Pera, vocês estão ficando? - Adam nos perguntou.

- Sim, mas é algo aberto. Podemos ficar ou até namorar outras pessoas. Estamos dispostos a terminar nosso "ficamento" por qualquer outro relacionamento - tentei nos safar.

Alice riu:

- Foi mal, gente, você são demais, mas não podemos aceitar isso. É muito estranho, na real!

Os dois se levantaram.

- Afinal, foi bom conhecer vocês. Nos vemos por aí, talvez na faculdade...

- Não, espera! - Tentei, mas foi tarde demais.

Peter e sua boca grande! Fuzilei-o, era a minha chance de, finalmente, conseguir um namorado.

- O que? Agora a culpa é minha? Foi mal, mas quem teve essa ideia maluca foi você!

- Não acredito que conseguiu espantar eles em menos de uma hora! - Revirei os olhos. Tudo que nos resta agora é comer pizza.

Pelo menos a noite não vai ser um total desperdício.

 

Rosie

Depois de mais ou menos trinta minutos, chegamos a uma casa grande e linda. Parece ser a casa deles, ou talvez não seja. A não ser que os dois planejaram um encontro em casa, o que é bem, BEM, bizarro.

Mas quando entramos foi comprovado que aquela era a casa deles, não uma simples casa. Juro que nem a da Cat é desse tamanho! Quer dizer, nem chega aos pés da casa da Cat!

- Chegamos! - Blake sorriu pra mim. Percebi que ele segurou a minha mão desde que descemos do carro até agora, e por mais que eu esteja me perguntando se ele não vai soltar eu não quero que ele solte.

- Sei que é meio simples, mas pensamos que quisessem um encontro perfeito, e o que seria mais perfeito do que ficar sozinho um com o outro curtindo? - Logan explicou.

- Ownt, como você é fofo! - Sam disse, dando-lhe um selinho logo depois.

Senti meu rosto esquentar. Do nosso grupinho eu sou a mais tímida, isso pode ser um problema sempre. O Blake tentou me beijar na festa da Lilly, mas quando percebi o que estava por vir acabei deixando o copo cair "sem querer" e acabar de vez com o clima. Não que fosse isso que eu quisesse, mas eu fiquei nervosa.

Enquanto o Logan e a Sam faziam o tipo de casal que cozinha e faz a nossa janta e aquele todo clichê, o Blake subiu as escadas comigo, disse que iria me mostrar algo legal.

- Aqui - ele disse - é onde eu gosto de passar o meu tempo.

Larguei a sua mão pra poder olhar a linda vista de Palo Alto que continha naquela pequena, mas aconchegante, cobertura. Não era somente "Meu Deus, Palo Alto!", mas "Caralho, Palo Alto!".

- Como vocês conseguiram esse privilégio? É tão lindo aqui de cima.

Blake veio de encontro a mim e observou também. O vento estava frio, mas valia a pena.

- Me sinto em Cidades de Papel - ri.

- Nunca tinha escutado o som da sua risada - senti ele me fitando. - É linda.

Suspirei:

- Isso não é típico?

- O que? - Perguntou.

- Você. Com toda essa coisa de me paquerar. Já estamos aqui, não é? Não precisa mais disso - fitei ele também. Então o mesmo riu.

- Eu só falei a verdade, não é como se eu estivesse te paquerando. Bem, é, mas... Você sabe, ainda nem demos o primeiro passo.

- E qual é?

Como eu estou conseguindo me atrever dessa maneira?

- Você sabe, estamos um pouco atrasados. E eu estou louco pra te beijar.

- E por que não o faz?

Blake sorriu, se aproximando.

- Agora que eu já tenho a sua permissão, claro que vou fazer.

E foi o que aconteceu. Senti suas mãos na minha cintura, me puxando pra mais e mais perto dele, enquanto olhávamos olho no olho. Seu rosto se aproximou do meu e o Blake tirou uma mecha teimosa do meu rosto, então me beijou. Fechei os olhos, minhas mãos foram pros seus ombros, enquanto toda aquela química acontecia, dentro e fora de mim.

- Você está com frio - falou ao perceber os pelos dos meus braços arrepiados. Ele tirou seu blazer e o colocou sobre meus ombros. - Dessa vez eu me lembrei de trazer.

Sorri, então ouvimos a voz do Logan nos chamando.

Retiro o que disse antes, um encontro em casa não é nada bizarro!

 

Sam

Existe algo mais perfeito do que cozinhar ouvindo música alta? Pela minha opinião e a do Logan, não. Ele é simplesmente perfeito. Gosta de música boa, gosta de cozinhar e beija bem. O que mais eu esperaria de um homem?

Nós terminamos de preparar o nosso macarrão. Enquanto eu colocava a comida no lugar certo e pegava os pratos e talheres, o Logan trouxe o refrigerante da geladeira e os copos. Depois chamamos os dois pombinhos.

- Hm... Será que foi mesmo o meu irmão que fez? - Blake zoou Logan ao sentir o cheiro da comida. O mesmo deu-lhe um tapa na cabeça de brincadeira e sentamo-nos todos à mesa.

Encarei a Rosie, que tirava o blazer do Blake e colocava na cadeira ao lado. Ao me ver, sorri com a melhor cara de "rolou?" e ela deu um sorriso de volta, então rolou.

- O que vocês estão fazendo? - Logan perguntou.

- Conversando - Rosie respondeu, colocando um pouco de macarrão na boca. - Vocês não andam muito com garotas, não é?

Os dois se entreolharam certamente entendendo a pergunta dela de uma forma errada. Ri.

- Não entendam errado, é que nossos amigos sempre sabem quando conversamos, como dizem eles, "telepaticamente" - expliquei.

Eles assentiram, entendendo.

- Não temos muita amizade com garotas. Normalmente, só damos um "oi" e "xau" - Blake falou.

Bom saber.

- Confesso estarmos um pouco curiosos pra saber com funciona, vocês sabem, o grupinho de vocês. Não é sempre que amizades assim continuam depois da escola.

- Hm... - Rosie pensou. - Bem, começou comigo, a Sam e a Lilly, na quinta série. Na sexta série a Cat se mudou pra casa ao lado da Lilly e foi estudar na nossa escola, até aí éramos só um grupinho de garotas. Na sétima série, o Peter, o Luke e o Austin vieram pra nossa escola e o grupo foi se expandindo, aí chegou o Ethan no ano passado.

- Somos todos muito amigos, sabe? Sem aquela frescura toda de "melhores amigos para sempre", porque nunca sabemos até onde o sempre vai. Concordamos em somente deixar a vida acontecer e deu nisso.

- Nossa - Logan disse. - O que sinto agora é inveja dos seus amigos, por não ter tido a honra de te conhecer na mesma época.

Sorri pra ele e lhe dei um selinho. Por que tão fofo?

 

Peter

- Quer saber? O que ainda estamos fazendo aqui? – Perguntei à senhorita Você Estragou o Meu Encontro assim que ela voltou do banheiro.

- Cara, você estragou o meu encontro!

Revirei os olhos.

- Eu te falei que não ia dar certo. É melhor você aceitar logo que nós fomos feitos exatamente um pro outro e ninguém se machuca!

- Olha só, Peter, eu entendo perfeitamente que você ainda não superou o abismo que tinha por mim, mas não vai rolar, ok? Você estragou o meu encontro!

- O nosso encontro! – Corrigi-a.

- Ah, agora é nosso encontro?

E, novamente, revirei os olhos.

- Por que só não damos o fora daqui e voltamos a nos lamentar pela merda de vida que temos?

- Não, a Cat está vindo pra cá. Eu chamei ela porque, coitada, foi a única que ficou em casa essa noite. Apesar de que nós também deveríamos estar, eu já devia prever que você ia estragar o meu encontro!

Quer saber? Eu não vou continuar discutindo com ela! Parece que aquele negócio de “nunca contrarie uma mulher” é verdade mesmo! E agora a Lilly vai contar tudo pra Cat e aí vão ser duas contra um e blá blá blá... Mas, caralho, como eu ia saber que ela não havia contado?

E a Alice e o Adam nem são os últimos seres humanos, além de nós, no planeta Terra!

- Por que estamos brigando mesmo? – Perguntei.

Lilly respirou fundo e se virou pra mim com os braços cruzados.

- Porque você estragou o meu... – ela parou e pensou. – Ok, eu já sei o que você está tentando fazer!

- O que EU estou tentando fazer?

- Sim... Ah, como eu pude ser tão estúpida? O Adam nem é essa coisa toda! E eu estou brigando com o meu amigo por causa dele? – Revirou os olhos. – Ok, me desculpa, eu passei dos limites.

Bem, eu não estava tentando fazer nada de verdade, só queria saber qual era o real motivo da briga. Mas já que isso deu certo, não vou voltar a tocar no assunto.

- Ah, vem aqui! – Puxei-a e lhe dei um abraço e um selinho. – Não é como se estivéssemos tendo a briga do século!

Lilly riu e me deu um soco de leve no ombro. De leve o caramba! Ela ainda deve estar com raiva de mim, bem lá no fundo, mas está.

A visão da Cat vindo na nossa direção com o Luke e o Ethan do lado me tirou dos meus devaneios. Mas eles não estavam em um encontro? Os três sentaram na cadeira na nossa frente.

- Então quer dizer que o encontro de vocês também foi um fracasso? – Ethan perguntou.

- Nada comparado ao seu, imagino. Vocês estão com a maior cara de velório. O Austin morreu? – Perguntei.

Luke assentiu:

- Sim, e agora está no céu com três anjos perfeitos... Vou te falar uma coisa: nunca deixe seu amigo dizer à garotas que ele está sofrendo por amor.

Cat deu um tapa na cabeça do Luke e do Ethan e sorriu:

- Vamos nos animar, garotos! A esta hora no fim de semana estaremos pegando quantos nós quisermos! E aí vem mais uma: amanhã tem aula!

- Você tem certeza de que não está tentando deixar eles mais pra baixo? – Lilly perguntou. – Aliás, por que você está tão felizinha assim?

- Bem, enquanto vocês eram pisoteados e deixados pra baixo nos seus encontros de merda, eu estava pensando lá em casa e acho que vou largar a faculdade de direito e fazer moda.

- O que? – Perguntei. – Por quê? E quando eu me divorciar, quem vai ser minha advogada?

- Você não seria maluco de contratar a Cat – Luke lembrou.

Bem, é verdade.

- Enfim – Cat continuou -, a partir de amanhã eu não vou mais pra faculdade. O ano já está acabando e eu vou recomeçar no ano que vem!

- Isso é tão... Péssimo! Deixa essa coisa toda de “moda é o meu sonho” pra lá! O que importa aqui é a minha carona pra faculdade e não o seu futuro profissional! – Lilly revirou os olhos.

Ri e abracei-a. Acho que ela está na TPM, não vamos abusar mais a coitada. Apesar de que eu também ficaria irritado se perdesse a minha carona.



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