História Eighteen - Capítulo 56


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Tags Bts Bangtan Boys
Exibições 33
Palavras 2.530
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Romance e Novela, Suspense
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


obrigado por ler, me desculpem por qualquer erro e boa leitura! <3

Capítulo 56 - Hospital


[POV’S Jimin]

Eu estava na cozinha quando o escutei a porta da entrada ser aberta. Os outros dois estavam dormindo, e só eu estava acordado, então só podia ser a Mari.

- Mari-Mari – eu falo assim que a vejo.

- Jimin... – ela fala sem ânimo algum.

- Nossa, pensei que depois de passar uma noite com o Yoongi... – e eu até parei de falar depois que eu a vi chorando.

Não esperei muito tempo para ir abraça-la.

- O que foi? – falo preocupado.

- A gente acabou oficialmente – ela fala com a voz abafada por causa do abraço.

- Mas, vocês estavam bem ontem...

Ela para nosso abraço.

- Foi melhor assim – ela fala e seca as lágrimas com a manga da camiseta – eu vou subir e tomar um banho.

Assinto.

- Se precisa de algo... me avisa – falo e ela assente, logo subindo as escadas.

Não da nem um minuto que escuto a porta do quarto dela fechar, para ver o Kook sair igual um jato da casa e logo escuto o barulho da porta do carro sendo batida com força.

- O que foi isso, gente? – escuto o Lucas falar.

Olhei para ele, que estava descendo as escadas.

- Pelo jeito é por causa do Yoongi e da Mari – falo e vou pra cozinha de novo, onde pego uma frigideira.

- O que aconteceu com eles? Transaram muito e não aguentaram andar depois? – Lucas fala e vem pra cozinha também.

- Na verdade eles acabaram de novo – falo e pego os ingredientes para fazer panqueca.

- De novo?! – Lucas fala pasmo e cruza os braços – eles estavam tão bem.

- Não sei de nada – falo e coloco tudo no liquidificador, onde o mesmo começa a bater e misturar tudo.

- Você cozinha? – Lucas pergunta.

- Um pouco, mas só quando eu estou com fome, e não tem ninguém pra fazer comida pra mim...

- Você vai fazer pra mim também – Lucas fala e eu assinto.

...

Enquanto comíamos, conversávamos um pouco sobre qualquer coisa. Ter conversas assim com o Lucas era bem raro. Nós éramos de deixar as conversas de lado e ir logo para o “vamo vê” por assim dizer. Mas hoje foi diferente, hoje a gente simplesmente sentou e comeu panquecas com mel enquanto tínhamos uma conversa amigável e sem segundas intenções. Acho que lá no London Eye foi realmente nossa despedida. E olhando pelo lado bom nisso tudo, acho que ele finalmente parou de me chamar de inimigo e de me odiar.

- Eu vou levar alguma coisa pra Mari comer – falo e me levanto.

Vou até a cozinha e pego duas panquecas e coloco num prato. Pego o primeiro suco que vejo na geladeira e coloco tudo numa bandeja e subo até o quarto dela.

- Toc, toc – falo ao entrar no quarto – Mari-Mari, trouxe comida pra você.

Ela, que estava na cama, sentada e mexendo no celular, deu um sorriso mínimo.

- É, comida vai bem agora – ela fala e eu sento na cama, de frente para ela – são panquecas com mel... não sei se você gosta, mas é uma coisa rápida de fazer.

Ela assente.

- Eu gosto – ela fala e começa a comer.

- Então... o que aconteceu? – decido perguntar.

 

[POV’S JungKook]

Peguei o primeiro carro que vi no estacionamento da casa do Lucas e fui o mais rápido o possível para a casa do Yoongi quando recebi uma mensagem do mesmo falando que terminou com a Mari.

Yoongi já pegou muitas meninas, todas elas caiam aos seus pés de uma maneira até rude. Lembro-me de uma vez de estarmos andando na rua e duas meninas nos pararam para pegar o telefone dele, foi engraçado porque pra ele era normal, já para mim era surreal como ele atraia meninas.

Mas ai ele conheceu a Mari, e pronto, tudo mudou. Foi a primeira vez que eu vi o Yoongi gostar de verdade de alguém e é por isso gosto tanto dos dois juntos. E é por isso que eu estou passando em todos os faróis vermelhos de Londres para ir até o Yoongi.

Estaciono o carro na porta da casa do Yoongi e mal desligo o carro e já desço. Aperto a campainha, a espera de alguém abrir a porta pra mim.

- Ok, desculpa mãe e pai do Yoongi – eu falo e abro a porta, vendo um rastro de destruição por onde eu julguei que o Yoongi passou – Yoongi? – falo e ninguém me responde – O que você fez aqui?! – entro na casa e fecho a porta.

Olho em volta e tudo estava destruído. O sofá estava revirado, os quadros rasgados, e ando com cuidado, com medo de um caco de vidro dos inúmeros vasos de flores que ele quebrou entrasse no meu pé.

- YOONGI! – eu grito e minha voz ecoa pela casa toda.

Subo as escadas apressado, seguindo um rastro de destruição que levava até uma porta, que estava entreaberta. Abro a porta e vejo tudo revirado, igual a sala.

- Puta merda Yoongi – eu falo assim que o vejo debruçado na varanda do quarto – o que você fez aqui?

Ele me ignora, e vejo uma garrafa de bebida em sua mão. Ele da um gole e depois joga a garrafa no chão com tudo.

- Porque JungKook? Por quê? – ele se vira pra mim.

Era mais do que evidente que ele já chorou um bocado.

- Não sei o que aconteceu, mas não vai se matar por causa disso – falo pensando na possibilidade dele pular da varanda, ou sei lá o que.

- Quero que o meu pai sofra, porque a gente terminou por causa dele! – ele fala e da um soco na porta de vidro da varanda, e logo a mão dele parecia uma mangueira jorrando sangue.

- Yoongi – eu falo e me aproximo dele, segurando em seus ombros – volta pra porra da realidade e me explica o que aconteceu!

Olho pra mão dele, que agora estava manchando todo o piso de madeira de sangue.

- Vamos dar um jeito nisso – pego ele pelo colarinho da blusa e o arrasto para o banheiro – senta ai – empurro ele pra uma poltrona (nunca vou entender essas pessoas que colocam estofados no banheiro) que tinha ali no banheiro e começo a fuçar nos armários. Acho um kit de primeiros socorros e pego umas gazes – seus pais vão te matar.

- Que seja – ele fala e seu rosto estava até sem expressão – não ligo, já perdi tudo mesmo.

- Você não perdeu nada, idiota – falo e enrolo a mão dele num toalha – vamos pro hospital, eu não sei cuidar disso.

...

Durante todo o caminho até o hospital, ele não falou nada, mas às vezes parecia estar impaciente.

Meu celular começou a tocar, e eu vi que era o Jimin.

 

[Ligação]

- Oi – eu falo sem paciência.

- JungKook – era a voz do Lucas – onde você foi com meu carro?

- Emergência de amigo – falo e coloco no viva voz, porque estou dirigindo.

- Emergência de amigo vai ter se você não me devolver essa porra agora – Lucas fala.

- Vai demorar um pouco, eu estou levando o idiota do Yoongi para o hospital agora.

- Hospital? – escuto a voz do Jimin de fundo.

- É, hospital. E se quiser ir lá pegar o carro é no St. Thomas – falo.

Desligo a chamada.

[Ligação]

 

...

Quando chegamos, por causa do plano de saúde do Yoongi, ele foi atendido imediatamente. Como ele estava meio bêbado, ou coisa parecida, eu tive que o acompanhar. E lá se foi a gente fazer raio X. Depois que o Yoongi foi para um quarto, a enfermeira o mandou ficar deitado na cama até ela voltar, onde ela iria tirar os cacos de vidro e também fazer os pontos, porque o Yoongi conseguiu rasgar a mão dele praticamente ao meio. A enfermeira saiu do quarto e deixou nós dois sozinhos.

- E ai, vai me explicar? – falo e sento num sofá que tinha ali.

- A gente acabou, eu já te falei isso – ele falou sem muita paciência e pegou o celular e ficou encarando ele por um tempo, sem fazer mais nada – ela que pediu.

- Ela pediu? – me fiz de desentendido, porque eu já tinha ideia do que tinha acontecido.

- Sim, e afinal ela tinha razão. Nós dois não fazemos ideia de quando vamos nos ver de novo, e até trocar simples mensagens. Então não foi só ela que quis, eu achei melhor também. Mesmo julgando que o melhor é a gente junto.

Assinto, concordando com o que ele disse.

- Mas eu ainda gosto muito dela, e pretendo encontra-la de novo – ele bloqueou o celular e deixou de lado na cama – e você, como está com a Ana?

- Falo com ela toda hora, e ela está preocupada com vocês dois.

- Ela já sabe?

- A Mari falou com ela... e...

Falo ou não falo?

- E...? – Yoongi fala e me encara, sério.

- A Mari meio que já tinha planejado acabar com você.

- Hum, tá, e dai? – ele fala sem interesse, como se já soubesse disso.

- E dai que eu achei que você ia ficar bravo.

- Eu não vou ficar bravo com uma coisa que ela tinha razão.

- Não acho que ela tenha razão – falo e ele me encara, franzindo o cenho.

- Não? Vou falar o que ela falou: com o semestre começando, se nem em período de provas, com a gente junto lá, conseguíamos conversar, imagina um em cada país.

- Faz sentido – concordo – mas não queria que vocês acabassem.

- E você acha que eu queria? – ele fala irônico e olha pela janela, que estava aberta – agora é seguir em frente, mesmo que isso me destrua por dentro.

- É a vida – falo e vejo a porta do quarto abrir.

- Filho? – a mãe do Yoongi entra no quarto, com uma preocupação estampada no rosto.

- Oi mãe – Yoongi responde, um pouco mais feliz.

- Porque o plano de saúde foi ativado? Está tudo bem? – ela vai até ele e o abraça.

- Foi só um acidente – Yoongi fala e ela assente, afagando seus cabelos.

Ela se vira para mim e eu me levanto, a fim de cumprimenta-la.

- Oi tia – eu falo enquanto ela me abraça.

- Oi querido – ela fala – como você está?

- Bem – respondo e ela assente, sorrindo.

A porta do quarto abre de novo, e dessa vez quem entrou foi a Mari.

- Lucy! – escutei o Yoongi falar assim que ela entrou.

Ela deu um sorrisinho e olhou para a mãe do Yoongi.

- Mari? – a mãe dele falou – o que você está fazendo aqui?

- Eu a trouxe para cá – eu resolvo falar e pegar a culpa um pouco.

Acho que esse foi o momento mais tenso que eu já passei, a mãe dele olhou para mim e negou com a cabeça, mas logo abriu um sorriso e deu um abraço na Mari.

- Como é bom te ver – ela falou e a Mari arregalou os olhos, assustada.

- Espera, você não vai brigar comigo por ter visto seu filho? – Mari fala.

- Eu sou contra o que o pai dele fez – a mãe do Yoongi explica – nunca concordei e fico feliz de ver vocês dois juntos novamente.

- É... – a Mari fala e sua expressão muda para tristeza – a gente não está mais junto.

Olho pro Yoongi e ele estava do mesmo jeito que a Mari.

- Desculpe – a mãe dele pede – não sabia que...

- Não, tudo bem mãe – Yoongi fala e senta na cama – ainda somos amigos – ele olha pra Mari e ela assente.

Um celular começa a tocar e ao ver a mãe do Yoongi vendo o dela, julguei ser o dela.

- Eu vou ali fora rapidinho, já volto – ela fala e sai do quarto.

- Yoongi! – Mari fala assim que a mãe dele sair do quarto – que porra é essa na sua mão? – ela vai até o Yoongi e analisa a mão dele – Como isso aconteceu?! – ela o reprova com o olhar e cruza os braços.

- Desculpa é que eu... não quero ficar sem você – ele fala.

- Se machucar desse jeito não é justificativa – ela fala e eu me aproximo deles.

- Como eu sei que você só obedece a Mari, eu vou falar o que eu vi na sua casa – eu falo e o Yoongi arregala os olhos e pede pra eu não falar – ele – aponto para ele e olho pra Mari – destruiu a casa dele inteira e ainda estava bebendo.

- Novidade – Mari fala irônica e senta no sofá que eu estava sentado antes – não vou nem falar nada.

- Eu só dei uns três goles na garrafa, e você viu o que eu fiz depois – Yoongi se defendeu.

A porta abriu de novo e nós três olhamos para ela.

- Licença – a enfermeira pediu assim que entrou – vim fazer a limpeza e a sutura.

Yoongi assentiu, e eu fui ficar com a Mari no sofá.

- E cadê o Lucas e o Jimin? Achei que eles que iriam vir – falo para ela.

- É que chegou o Hoshi na casa do Lucas e... e... – ela pareceu pensar em algo para dizer – e eu vim sozinha mesmo.

- Não vamos para casa tão cedo? – falo.

- Melhor não, a menos que – ela faz uma cara safada para mim – Koooookie – ela imita a voz da Ana.

- Ah, credo! – eu falo e balanço a cabeça e ela solta uma gargalhada, e eu rio junto com ela.

Olha, não sei se realmente doeu ou era só pra chamar a nossa atenção, mas o Yoongi soltou um gemido de dor, que eu e a Mari paramos de rir na hora.

- Está doendo? – a enfermeira falou e o Yoongi assentiu.

- Você é um homem ou uma batata? – Mari fala pro Yoongi.

- Uma batata – falo e nós dois rimos.

 - Eles são sempre assim com você? – a enfermeira falou pro Yoongi e ele assentiu, dando um sorrisinho leve – nossa, que cruéis. Eu cuidaria melhor de você.

Até parei de rir depois dessa. Era claro o que estava acontecendo ali, ela estava se jogando para cima dele. Olho para a Mari e ela continuava a tentar parar de rir, então acho que ela não ouviu isso.

- Eles são legais – Yoongi fala.

- Ah, sim – a enfermeira fala e o Yoongi geme de dor de novo.

- Ei batata – Mari fala e se levanta, indo até ele, aproveitei e fui junto – seja um homem!

- Eu sou um homem – Yoongi fala e faz uma cara de dor – mas é que ta doendo!

- Desculpa – a enfermeira fala – mas eu não posso anestesiar ainda. Quer um beijinho para se acalmar?

Tá, a Mari deve ter ouvido isso, né?

- Aproveita Yoongi – ela fala e da dois tapinhas no braço dele e da risada – sem ressentimentos.

Eu e o Yoongi ficamos com a mesma expressão de: O QUE VOCÊ FALOU?!

A porta do quarto abriu, e ai a mãe do Yoongi entrou, nós nem ligamos quando a vimos, só que ai...

- Min Yoongi – escuto a voz do pai dele atrás de mim.

 

 

...


Notas Finais


vish...


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