História Eins, zwei, DREI! - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Sehun
Tags Exo, Sebaek, Yaoi, Yuri On Ice!au
Exibições 225
Palavras 1.660
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Esporte, Fluffy, Lemon, Romance e Novela, Shonen-Ai, Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Olha só quem novamente não conseguiu se segurar e ficou toda eufórica e já veio jogar fanfic nova pra logo sumir, EU MESMA! Vocês vão acabar me odiando :c

Mas enfim, vim mesmo, vim com fanfic nova, vim com SeBaek nova, vim com tema de esporte de novo porque sou a louca viciada nos animu de esporte e A NOVA LOUCA COMPLETA E INCONTROLAVELMENTE APAIXONADO POR YURI ON ICE ❤

Pois é, essa SeBaek é todinha inspirada em Yuri on Ice e eu espero absurdamente que acabe sendo tão apaixonante quanto o anime! "Eins, zwei, DREI!", "um, dois, três!" em alemão, com ela vou tentar trazer um pouco da doce magia que é esse universo!

Sem mais enrolação, boa leitura e EINS, ZWEI, DREI!

Capítulo 1 - Prólogo


 

 

 

A luz forte focava apenas em si, o silêncio imperava em completo choque, apenas observando-o, todos se indagando. Sob si sentia a superfície gélida, as roupas finas não impediam que a friagem alcançasse seu corpo. Cerrava seus punhos contra o chão congelado, queria agarrar-se a algo, queria gritar, queria chorar, queria que tudo fosse mentira, queria terminar o que estava ali para fazer. Mas não podia.

Não podia. Não conseguia.

A dor que o dominava era imensa, mas ele não sabia ao certo de onde ela surgia. Ou na verdade sabia. Não era onde se esperava ser, era uma dor diferente da física que também estava a sentir. Era uma dor que causava tremores em todo seu corpo, que fazia sua garganta se fechar, que causava um forte aperto em seu peito. Era uma dor de quem estava vendo esforço, dedicação e sonhos se espatifarem bem diante de si.

Era como ver gelo se quebrando.

Pessoas correram para si, perguntavam se ele estava bem, perguntavam o que ele estava sentindo. Mas não podia responder, não conseguia. Seu mundo parecia ter sido mergulhado no mais completo escuro. Estava aprisionado em um lago congelado, afundando cada vez mais.

Então tudo ficou realmente escuro. Os holofotes sobre si sumiram, aos poucos burburinhos alcançaram seus ouvidos, a superfície gélida sob si já não estava mais presente. Sentia tudo se mover rapidamente, mesmo que de olhos fechados, alheio ao universo ao seu redor, podia sentir certa agitação.

O que estava acontecendo? Por que todos estavam tão histéricos?

Ah. Era por sua causa.

Tsc. Odiava ser o centro das atenções. Não... Não exatamente. Ele gostava de ter os olhos de todos sobre si em apenas uma ocasião. Apenas nesse momento ele sentia que era capaz de dominar e surpreender a todos. Ele realmente era bom nisso, ele era muito bom.

Ele era.

Sentiu algo gelado escorrer por sua bochecha. Era engraçado como podia ter a noção tão certa das coisas, mesmo desacordado, mesmo quando devia estar alheio a tudo. Mas o motivo era simples, ainda que não estivesse com consciência, toda a sua existência revelava às suas partes mais profundas o que acontecera.

Ele tinha um único motivo para existir, uma única paixão, uma única razão que o fazia acordar e sorrir todas as manhãs. Mas agora ele podia sentir em todas as suas células que tudo estava acabado.

E de repente tudo voltou a ter cor. Estava de olhos abertos, deitado em uma confortável cama, olhando para o teto. Ao seu redor o mundo cheirava diferente. Respirou fundo e o ar desagradavelmente estava mais quente do que o de costume, trazia consigo um forte cheiro de álcool e esterilizante. Um hospital?

Ah, é verdade. Aquilo tinha acontecido consigo.

Ainda sem se levantar, ouviu uma porta ser aberta. Não chegaram a entrar. Ouviu um choro baixo, uma voz de mulher. Só conhecia uma pessoa que chorava daquela maneira.

Mãe?

Um homem parecia consola-la. Por que está chorando, mãe? Eu estou bem, acabei de acordar.

 

“Eu sinto muito.”

 

Pelo que esse homem sentia muito? Por que não vinham falar consigo? Não gostava de ser ignorado. Ele estava bem, não havia porque dizer aquelas palavras.

Mas ele sabia que sim. Aquela outra dor voltou a fazer com que seu peito doesse e sua garganta se fechasse, e, novamente aquelas coisas geladas escorrerem por seu rosto.

 

“Ele não pode mais patinar.”

 

 

 

 

 

Abriu os olhos rapidamente e sua respiração estava irregular. Mais uma vez aquele sonho. Pesadelo. O pior de todos já que era real. Levantou-se e secou o suor em sua testa. Botou os pés para fora da cama e ficou alguns longos minutos naquela posição, olhava para suas pernas. Para seu pé. Como sempre estava latejando. Quantos anos já haviam se passado?

Quatro anos?

Pareciam dez. E a dor nem um dia sequer cessara. Parecia estar ali apenas para lembra-lo constantemente de que não havia mais graça em continuar a seguir em frente. Ele não vivia mais, apenas seguia existindo, dia após dia, somente sendo uma existência sem propósito.

Levantou-se e não se deu ao trabalho de vestir uma camisa ou tirar a calça de moletom. Seguiu para o banheiro e preguiçosamente lavou seu rosto e escovou os dentes. Ao voltar para o quarto olhou o relógio. Ainda era cedo. Respirou fundo, estava acostumado a acordar daquela maneira desde aquele dia. Fazia quanto tempo que não dormia de forma relaxada? Mesmo que agora levasse uma vida medíocre, seu corpo constantemente estava exausto.

Saiu do quarto e dirigiu-se até a sala. Havia esquecido a tevê ligada? Tinha certeza de tê-la desligado. Ah! Só podia ser ele de novo.

Bingo!

Lá estava ele esparramado no sofá. Aquilo passava na tela. Quantas vezes pedira a ele que não assistisse em sua casa. Com as mãos no bolso do calção, se aproximou calmamente e pegou o controle sobre a mesinha de centro, apontou-o para a tevê e desligou.

– Eu estava vendo. – Foi a resposta irritadiça.

– Aqui não. Eu já te pedi isso. – Respondeu tão irritado quanto.

– Até quando vai viver assim? É ridículo sabia?

– Já conversamos sobre isso, Jongin. – Suspirou cansado. Quantas vezes já tiveram aquela discussão nos últimos quatro anos?

– E eu insisto na esperança de você voltar a ser como era antes.

– Sabe que é impossível! – Respondeu em um timbre bem mais elevado.

– Merda, Sehun, você simplesmente desistiu! – Jongin retrucou em um tom igualmente elevado.

– De novo não, Jongin, por favor. Estou cansado. – Sehun disse massageando as têmporas.

– Cansado de fazer merda nenhuma nesses últimos anos? É, eu imagino mesmo–

E uma almofada atingiu-o bruscamente no rosto.

– SEU OXIGENADO DE BOSTA! – E o moreno jogou a arma contra o mais velho.

Os dois iniciaram uma batalha infantil que se estendeu por alguns longos minutos até que ambos se jogaram no sofá, arfantes e com os rostos vermelhos tamanha a quantidade de almofadadas.

– Como foram? – Sehun perguntou por fim, já sabendo a cara de vitorioso do amigo.

– Os programas estavam realmente bons, o nível subiu bastante nos últimos anos, mas...

Jongin olhou de relance para o amigo, observando o perfil absurdamente perfeito dele. Podia entender porque na época conquistava a todos, ficava se perguntando se hoje em dia, agora mais velho, seu impacto seria tão intenso.

– O que? – Sehun perguntou, ainda sem olhar para o amigo.

– Não surgiu ninguém como você. – Respondeu por fim, notando por míseros segundos um sorriso no rosto do amigo.

Ficou ainda por algum momento observando a Sehun, até que por fim resolveu dizer.

– Ainda.

Bingo!

Sehun virou-se lentamente para si, curiosidade brilhando naqueles olhos escuros.

– Você fez de tudo pra fugir disso, mas acabou vindo para Garmisch, na Alemanha, que, pelo visto você não devia saber muito de geografia, fica na Europa, o continente que mais fabrica grandes patinadores. Você realmente queria fugir? – Jongin comentou rindo. – Eu como um bom amigo vim atrás de você e agora sou professor de ballet e estou ensinando no rinque da cidade...

– Aonde quer chegar Jongin? Odeio quando enrola para dizer algo. – Sehun disse revirando os olhos.

– O que quero dizer é que uma vez, Sehun, uma vez venha comigo até o rinque. – Jongin pediu juntando as mãos como se implorasse algo em uma reza. – Quero que veja, que volte a sentir.

– Não.

– Por favor, uma única vez e te deixo em paz com isso!

A proposta foi demasiada tentadora já que Sehun ficou encarando-o por longos minutos até sorrir maleficamente.

– Só dessa vez.

– Não vai se arrepender! – Jongin comemorou pulando no sofá e tomando alguns tapas do amigo. – Certo, vá se arrumar, vamos já para lá.

Sehun suspirou e por fim cedeu aos pedidos do amigo, levantando-se e indo vestir algo decente para sair de casa.

O moreno ficou na sala, apoiado no encosto do sofá e observando o lugar que o amigo havia desaparecido. 

– Volte a deslizar pelo gelo, Sehun, volte a surpreender todos. – Jongin sussurrou para si mesmo.

Naquelas palavras a mais pura nostalgia e orgulho patinavam. Olhando aquele corredor era como um túnel a um passado nem tão distante. Um passado há quatro anos quando seu amigo brilhava mais do que qualquer um. Podia ver Sehun deslizando sobre o gelo com uma leveza e ao mesmo tempo intensidade. Ele tinha o talento de misturar o que parecia imiscível. Tinha uma teatralidade insuperável, um poder de conquistar inigualável. Ele estava trilhando o caminho para ser o melhor do mundo, o único a quebrar tantos recordes.

Até o dia de sua queda. Em um salto quadruplo, ao aterrissar o cadarço de um dos patins se arrebentou, desequilibrando-o e fazendo-o torcer o pé. Uma torção que ocasionou um rompimento no tendão. Depois do acidente, Sehun sumiu no mundo da patinação, nunca mais noticias sobre si saíram, levando-o ao esquecimento rapidamente, esquecimento este auxiliado pela ascensão de outros prodígios.

Estava afogado no mais absoluto anonimato em Garmisch, queria ser esquecido e queria esquecer quem fora até então. O que era uma ironia já que a cidade era uma famosa formadora de grandes patinadores, a cidade onde crescera e onde aprendera a patinar. Mas de algum modo, pelo que ele uma vez havia dito a Jongin, ele sentia que ali estaria bem, que sentia ter uma razão para voltar.

– Eins, zwei, drei! – Um estalar de dedos diante de seu rosto fez Jongin despertar das suas divagações.

Sehun estava parado diante de si com sua costumeira cara de tédio. Estava devidamente vestido para suportar a neve que já começava a cair.

– Você sempre foi de sonhar acordado. – O loiro comentou deixando um pequeno sorriso despontar em seus lábios rosados.

– E você sempre usou seu feitiço para me trazer de volta ao mundo real. – Jongin respondeu sorrindo. – Vamos!

Levantou-se e pegou seu casaco, aproximando-se de Sehun e puxando-o fortemente pelo braço, como se assim pudesse prendê-lo a si pelo resto do dia e impedi-lo de fugir. Ele precisava acompanha-lo.

Sehun precisava ver algo que eins, zwei, DREI!

O feitiço que iria trazê-lo de volta ao mundo que pertencia. Ao seu universo de gelo. 

 

 


Notas Finais


Foi só o prólogo pra deixar um gostinho de quero mais hohoho. Deixei implícito o que passava na tevê, acredito que ficou confuso, mas Jongin estava vendo a uma competição de patinação no gelo.

Eu estou MUITO apaixonada por esse plot e eu espero muito que possamos compartilhar esse amor. Mais uma vez venho com uma SeBaek, dessa vez, ainda que eu tenha permanecido no mundo dos esportes, eles serão completamente diferentes. Espero que vocês possam aproveitar, mais uma vez, tanto quanto eu ♥

Quando eu vou voltar com mais capítulo fica no ar, o famigerado ENEM logo passa e finalmente fico livre pra voltar a atualizar tudinho, por isso peço que tenham paciência.

Enfim, eu espero imensamente que tenham gostado e que continuem a acompanhar a trajetória desse novo Sehun!

Até a próxima ♥


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