História El Duque De Alcázar - Capítulo 6


Escrita por: ~

Postado
Categorias Adriana Lima, Justin Bieber
Personagens Jeremy Bieber, Justin Bieber, Personagens Originais
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Palavras 2.925
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Ficção, Poesias, Romance e Novela, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Boa leitura!!!

Capítulo 6 - À confiança se perdeu


Fanfic / Fanfiction El Duque De Alcázar - Capítulo 6 - À confiança se perdeu

Eveline Carlisle 

Sentindo-me derrotada, olhei para o céu acinzentado de Londres, tentando imaginar como seria o clima na Espanha. Quente, ensolarado. Céus azuis com a chance de um espanhol sedutor exigir que eu compartilhe a sua cama.

Não! Não podia pensar assim. Compartilhar a guarda de Miguel já seria bem ruim. Mas eu jamais seria a amante de Justin! E certamente não seria sua esposa!

– Tome!

Justin me passou um copo de papelão branco, que me aqueceu as mãos. Tomei um gole do café que estava com um aroma divino, e suspirei apreciativamente ao sentir o calor se espalhar pelo meu corpo, derretendo-me por dentro. Estava doce e com creme.

– Você se lembrou de como eu gosto – falei, tomada de surpresa.

Após um gole do próprio café preto, ele sorriu maliciosamente.

– Todas as mulheres gostam assim.

– Não é verdade!

Ele deu de ombros.

– Geralmente é. Creme e açúcar acalmarão as mulheres todas as vezes.

Fitei-o furiosamente. 

– Você é tão...

– Insensível? – Hesitando, ele inclinou a cabeça. – Ainda acha que serei um desastre tão grande como pai?

Ele parecia até... magoado? Impossível. Um homem como Justin não possuía coração para ser ferido. Ainda assim, eu me senti culpada.

– Talvez não seja tão mal.

Ele inclinou a cabeça.

– Seus braços já devem estar ficando cansados, segurando Miguel esse tempo todo.

– Um pouco – admiti timidamente.– Ele está começando a ficar pesado para ser carregado deste jeito durante muito tempo.

Terminando o seu café, ele jogou o copo de papelão no lixo e estendeu as mãos.

– Passe-o para mim.

Hesitei, mas depois o entreguei. Observei ansiosamente, mas Justin foi cuidadoso, chegando a virar Miguel, para que ele pudesse ver o mundo ao seu redor.

– Como estou me saindo?

– Nada mal – tive de admitir.

– Quer dar uma volta? – Ele ergueu a sobrancelha escura. – Já que ele precisava tanto de uma caminhada que você teve que quase saltar de um carro em movimento. A não ser que tivesse algum outro motivo para vir ao parque que não quisesse me contar.

Olhei bruscamente para ele. Será que Justin sabia de alguma coisa? Ou estava apenas jogando verde para ver se colhia maduro?

Ele sorriu para mim. Dei de ombros.

– Foi como você disse. Puro pânico diante do pedido de casamento. -Tomei um gole do café. – Tipo como você reagiu ano passado, quando eu disse que o amava. Desaparecimento instantâneo. – Por um instante, ficamos fitando um ao outro. Depois, eu me virei. – É, vamos dar uma volta.

Embora o céu ainda estivesse cinzento, a chuva deu uma folga, e crianças de todas as idades estavam brincando pelo parque.

– E então, qual é a sua resposta? – perguntou ele, como quem não queria nada.

– Sobre o quê?

Ele olhou para mim.

– Ah. Isso.

– Isso.

– Fale sério.

– Estou tentando. Mas nunca pedi nenhuma mulher em casamento. Estou começando a achar que não estou fazendo direito. Preciso me ajoelhar?

– Não ouse.

– Então qual é o problema?

Tenho medo de que vá fazer eu me apaixonar novamente por você.

– Ora, vamos – murmurei, olhando para o chão. – Nós dois sabemos que não sou exatamente matéria-prima para duquesas.

– Está tentando ser gentil na sua rejeição? Há outra pessoa? Talvez a pessoa que a ajudou a fugir de Londres ano passado, e a viajar pelo mundo?

– Não é nada disso.

– Quando um homem protege uma mulher, é exatamente isso.

– Como sabe que é um homem?

– Basta olhar para o seu rosto.

Desviei o olhar. Minha garganta doía, quando tomei outro gole do café. Olhei para as outras famílias
no parque ao redor. Quem olhasse para nós, provavelmente também pensaria que éramos uma família.

Mas não éramos.

Eu teria dado tudo para que Justin fosse um homem em quem eu pudesse confiar com todo o meu coração. Um sujeito normal, trabalhador, carinhoso, capaz de ser o meu verdadeiro parceiro. Em vez de um playboy egoísta que não sabia o significado do amor. E, quando o amor não existia, eu só podia imaginar o que ele pensava de fidelidade.

– Por que me seduziu, Justin? – disparei à queima-roupa.

– O quê?

Minha voz tremia quando olhei para ele.

– Se não estava tentando me engravidar para providenciar um herdeiro para você e Joanne, por que me seduziu? Por que sequer me notou?

– Não entendo.

– Sinceramente, vai me forçar a dizer com todas as letras? Tudo bem. Você é... você... – agitei a mão segurando o café na direção dele –, e eu sou... – indiquei o vestido branco que estava usando há 36 horas, amarrotado e provavelmente sujo de baba de bebê. – Acreditei na história de Joanne no ano passado porque, pela primeira vez, tudo fazia sentido. Não havia outro motivo para você... Quero dizer, por qual outro motivo um homem como você, capaz de ter qualquer mulher no mundo, haveria de escolher uma mulher como...

Ele levou a mão à minha face.

– Por que eu queria você, Eveline. Pura e simples, eu queria você. – Olhando para mim, o seu tom de voz ficou mais baixo. – Jamais deixei de querer você.

Meus lábios se entreabriram. Estremeci, lutando com o desejo de me entregar ao seu toque. O copo de papelão caiu de minha mão, esparramando café sobre a grama. Porém, eu mal notei. Jogando a cabeça para trás, cerrei os olhos para conter as lágrimas e sussurrei:

– Se é assim, por que terminou comigo daquela maneira, com tanta frieza? Apenas por lhe dizer que o amava?

Justin olhou para mim, e, depois, abaixou a mão.

– Porque eu não quis alimentar as ilusões. Eu prometi para mim mesmo que jamais teria esposa ou filhos...

– Mas, por quê? É o último da sua linhagem, não é? Se tivesse morrido sem um herdeiro... teria sido o último duque de Alcázar.

– Era a minha intenção.

– Mas, por quê?

– Não importa mais. – Ele olhou para Miguel nos seus braços. – O destino escolheu o contrário. Tenho um filho. – Seus olhos escuros me fitaram com ardor e fúria e algo mais. Algo que não consegui entender. – E protegerei o futuro dele. Certo ou errado.

– Você insiste em dizer certo ou errado. O que pode haver de errado? – Estreitei os olhos. – Se está tentando sugerir que ele não seja bom o bastante...

– Claro que não.

– Então, sou eu...

Ele sacudiu impacientemente a cabeça.

– Estou falando de mim.

O grande duque de Alcázar admitindo algum defeito?

– Não entendo...

– O que há para entender?  retrucou ele, evasivamente. – Agora que sou pai, minhas prioridades mudaram. Não aconteceu o mesmo com você quando Miguel nasceu?

Hesitei. 

O que ele disse era verdade, mas eu ainda pressentia que estava escondendo alguma coisa de mim.

– S-sim...

– Temos um filho. Assim faremos o que for melhor para ele. Vamos nos casar.

– Não queria se casar comigo no México.

– Foi quando pensei que fosse uma mentirosa, uma ladra, e, provavelmente, uma interesseira. Minha opinião sobre você melhorou.

– Obrigada – respondi com ironia.

– Por que está tão determinada a me contrariar? A não ser que... – Ele me lançou um olhar desconfiado. – Está apaixonada por outra pessoa?

A imagem de Edward apareceu diante dos meus olhos. Tive dúvidas se Justin ainda teria a sua opinião melhorada de mim se soubesse que eu estive morando na casa de outro homem. Pareceria sórdido, mesmo tendo sido tão inocente. Bem, pelo menos, tão inocente de minha parte. 

Engolindo em seco, desviei o olhar. 

– Não estou apaixonada por ninguém.

Os ombros dele relaxaram imperceptivelmente.

– Então, por que não se casa comigo? Deveria considerar só pelas joias... – falou em tom de brincadeira.

Eu ri tristemente antes de olhar para ele.

– Jamais me encaixarei no seu mundo, Justin. Se eu me tornar a sua esposa, ambos seremos infelizes.

– Eu não serei.

Sacudi a cabeça.

– Suas expectativas do casamento são mais baixas que as minhas. Jamais daria certo. -Enrubescendo, abaixei o olhar. – Quero ser... amada. Quero o que os meus pais tiveram.

Justin parou de caminhar.

– Mas, e quanto ao nosso filho? Será que ele também não tem os seus direitos? Não merece um lar estável.

– Está falando de um castelo frio e repleto de correntes de ar.

– Não é frio, nem repleto de correntes de ar. Quero que o meu filho, o meu herdeiro, viva na Espanha. Que conheça o seu povo. A sua família.

Franzi a testa ao olhar para ele.

– Pensei que não tivesse mais família.

– Minha avó, que me criou. Todas as pessoas da minha propriedade. São como família para mim. Não acha que ele merece conhecê-los, e que eles deveriam conhecê-lo? Será que ele não deveria conhecer o seu país? Para onde mais o levaria...? De volta para o México?

– Eu adorava lá – retruquei, ofendida.

– Podemos comprar uma casa de veraneio lá – foi a sua resposta impaciente. – Mas o lar dele é com a sua terra. Com o seu povo. A sua família. Mais que ninguém, você sabe o que é ter uma infância feliz e estável, cercada de amor.

Inspirei fundo, e senti-me hesitar. Claro que queria aquelas coisas para o meu filho.

– Será a duquesa, honrada, rica além de tudo que possa imaginar.

– Eu seria uma pobre esposa idiota, sentada em um  castelo – sussurrei, mal ousando fitá-lo nos olhos. – Enquanto você estará por aí, se divertindo com outras mulheres mais glamourosas...

Ele estreitou os olhos.

– Tenho muitos defeitos, mas deslealdade não é um deles. Ainda assim, posso entender porque pensaria imediatamente em traição. Diga-me... – Ele se aproximou, fitando-me dos pés à cabeça com uma expressão sardônica. – Por acaso gostou de usar a casa de Edward St. Cyr? O seu jatinho?

Arregalei os olhos, e minha boca ficou seca.

– Como descobriu? – falei, debilmente.

– Antes de deixarmos o México, pedi para investigarem a fundo a empresa de fachada que era proprietária da casa em San Miguel. Se não foi Joanne quem a ajudou, eu queria saber quem foi. 

Isso explicava o porquê dele  ter parado de perguntar.

– Por que fingiu o dia inteiro que não sabia?

Seu rosto bonito parecia esculpido em mármore sob o céu acinzentado.

– Quis lhe dar a chance de me contar.

– Um teste? – sussurrei.

– Se quiser encarar assim. Mulheres sempre acham o perigo atraente. Até descobrirem o que o perigo realmente significa. Diga-me, gostou de usufruir do dinheiro de St. Cyr, do seu jatinho? E quanto à sua cama? Gostou de ir pra cama com ele?

– Jamais fui pra cama com ele! – Esforcei-me para esquecer da voz rouca de Edward. Está na hora de me pertencer. Ou do modo como ele riu com incredulidade ante a minha reação. Você verá, sussurrou  antes de virar as costas e ir embora. – Jamais sequer nos beijamos!

– Entendo. – Erguendo uma das sobrancelhas, Justin zombeteiramente disse: – Ele a ajudou por causa de sua bondade inata. 

Mordi o lábio inferior.

– Hã... é?

– Foi uma afirmativa, ou uma pergunta?

– Ele é meu amigo – sussurrei. – Apenas meu amigo.

Justin fitou-me intensamente.

– Mas ele quer ser mais, não quer? – Ele abaixou os olhos para Miguel, que mesmo após todo esse tempo, ele ainda carregava sem qualquer esforço. Baixinho, disse: – Não permitirei que meu filho ande em tais companhias. Pois eu, pelo menos, sei muito bem o que significa o perigo.

– E, enfim entendo por que quer se casar comigo – sussurrei.

Ele estreitou os olhos ao voltá-los para mim.

– Eveline...

– Diz que ele é perigoso? Talvez seja mesmo. Mas, se não fosse por Edward St. Cyr, duvido que eu tivesse sobrevivido à escuridão e ao medo do último ano. Ele esteve ao meu lado quando você me abandonou. Quando me deixou grávida, sozinha e com medo.

Ele empalideceu, antes de enrubescer.

– Se tivesse me dado a chance de... 

– Eu lhe dei a chance. Você jamais retornou o meu telefonema. -Inspirei fundo. – Sei agora que não
é o monstro que pensei que fosse. Mas, jamais serei capaz de voltar a confiar em você como já confiei. A confiança se perdeu. E pelo caminho, levou junto o amor que eu sentia por você.

O silêncio era rompido apenas pelos gritos e risos de crianças brincando ao longe.

Quando Justin falou, seu tom de voz era baixo, quase severo.

– Quer me ame ou não, quer confie em mim ou não, vai se casar comigo. Miguel terá uma família estável. Um lar de verdade.

Sacudi a cabeça; ele se adiantou.

– Prometeu que iria para a Espanha, Eveline. Deu a sua palavra.

– Isso foi quando...

– Ah, tencionava quebrar a sua palavra, não é? Talvez com a ajuda de St. Cyr?

Meu silêncio disse tudo. A expressão do olhar dele endureceu.

– Me deu a sua palavra que, se eu a trouxesse até Londres, você iria comigo para a Espanha.

Ele tinha razão. Dei mesmo. Justin estava começando a me dobrar a vontade, lembrando-me de uma promessa que jamais quis cumprir.

– Levará apenas à infelicidade – sussurrei.

– Aonde quer que leve, independentemente do que antigamente  planejamos para as nossas vidas... agora você faz parte da minha família.

– Sua família. Fala da sua avó? – Estremeci, imaginando uma senhora fria e imperiosa usando colar de pérolas e roupas caras. Na verdade, como a minha própria avó. – Ela me odiará. Jamais me achará boa o bastante.

Ele riu baixinho.

– Acha que sabe o que esperar?Uma idosa fria e orgulhosa em um castelo frio e impessoal?

– Estou enganada?

– Minha avó nasceu nos Estados Unidos. Em Idaho. Filha de criadores de ovelhas bascos.

– Idaho? – Fiquei de queixo caído.– Como foi que ela...?

– Como acabou casada com o meu avô? É uma história interessante, Talvez queira perguntar para ela quando a conhecer. – Seus lábios se retorceram severamente. – A não ser que pretenda quebrar a sua palavra, e se recusar mesmo a ir para a Espanha.

Engoli em seco, com medo do que significaria ir até o castelo dele. Cercada pela família e os amigos de Justin. Cercada pelo seu poder. Nessa situação, durante quanto tempo eu poderia continuar resistindo à sua exigência de se casar?

– Basta. Você sempre passa tempo demais na sua cabeça, analisando sem parar decisões que já foram tomadas. Agora, chega. – Enfiando a mão no bolso, Justin sacou um celular e discou um número, depois o depositou na minha mão. – Está chamando.

– O quê? – gaguejei, olhando para o telefone. – Para quem você ligou. 

– Minha avó. Se vai quebrar a sua promessa, se não vai levar Miguel para ela conhecer, pode lhe dizer isso agora.

– Eu? Não posso falar com a sua avó!

– Não. Eu não posso – falou ele, friamente. – Por que a amo. Você não tem qualquer sentimento por ela, assim  não terá problemas em ser cruel.

– Acha que estou sendo cruel?

Ele me fitou nos olhos.

– Diga-lhe que ela tem um bisneto. Apresente-se. Diga que eu a pedi em casamento. Vá em frente. 

Fitei entorpecidamente o celular chamando, e, depois, uma voz trêmula atendeu do outro lado da linha.

– ¿Hola? Justin?

Era uma voz gentil, calorosa e doce, o tipo de voz que as avós têm nos filmes, a avó que faz biscoitos, é gordinha e grisalha e lhe diz para comer mais torta. Era o tipo de voz amorosa que não escuto desde a morte dos meus pais.

– Justin? – A mulher parecia preocupada. – Você está aí?

– Não é Justin – respondi. – Mas ele me pediu para ligar. Sou... uma amiga. 

– Uma amiga? Ele está doente? Sofreu um acidente?

– Não, ele está bem...

– Se estivesse bem, estaria me ligando, como sempre faz. – A voz ficou chorosa. – Está tentando ser gentil ao me dar uma notícia ruim. Mas não pode. Primeiro perdi meus filhos, depois meu... Justin é tudo que me resta. Sempre soube que um dia eu também o perderia. – Ela soluçou. – Que mais cedo ou mais tarde, o destino acertaria as contas comigo e...

– Ah, pelo amor de Deus! – gritei, irritada. – Justin está bem. Está bem aqui ao meu lado! 

Ela inspirou fundo. Seu tom de voz mudou, tornando-se de curiosidade.

– Nesse caso, por que está me ligando do aparelho dele?

– Ele... queria que eu lhe contasse uma novidade. – Olhando furiosamente para Justin, procurei manter o tom gentil ao dizer: – A senhora tem um bisneto.

– Um... – A voz dela falhou. – Justin tem um filho?

– Temos um menino de 5 meses. Sou a mãe do bebê.

– Você é americana? Canadense?

– Nascida no Brooklin.

– Por que ele não me contou antes? Qual é o seu nome? Já nos conhecemos? – Ela não parecia ser a duquesa esnobe que eu imaginava. – Por acaso se casaram às escondidas? Ah, jamais perdoarei Justin por se casar sem eu...

– Ele não contou porque... Bem, ele não tinha certeza a respeito. Quanto à sua outra pergunta, não somos casados. – Cerrei os dentes. – E não temos planos de nos casar.

– Você não... – Ela se interrompeu, inspirando fundo. Depois, mudou de assunto com alegria forçada. – E, então, quando posso conhecer o meu bisneto? Mal posso esperar para contar para os meus amigos que vocês vêm morar aqui no castelo.

– Eu sinto muito. Não vamos morar na Espanha.

– Ah. – Sua decepção era palpável. – Isto é... – Ela inspirou fundo. – Então, quando virão visitar para que eu possa conhecê-lo?

Mordi o lábio inferior.

– Não sei se poderemos...

– Entendo. – Ela fungou. – Tudo bem. Apenas me mande um cartão de Natal com a foto do bebê, e... Está tudo bem. Eu tive uma vida boa. Não preciso conhecer o meu único bisneto...

– Tudo bem. – Com um suspiro, aceitei o inevitável. – Estaremos na Espanha em um ou dois dias. Mas é apenas uma visita!

Apesar do aviso, os gritos de alegria dela ecoaram.

– Vou deixar que fale com Justin  – falei, e, cobrindo o bocal do aparelho com a mão, passei-lhe o celular e resmunguei: – Odeio você.

– Não, não odeia. – Pegando o aparelho de minha mão, ele me fitou com seriedade. – Conquistarei a sua confiança, Eveline. E então...

– E então?

Ele exibiu um sorriso sensual.

Será minha esposa em menos de uma semana.


Notas Finais


Muitíssimo obrigada pelos favoritos, já somos quase 400 nem dá pra acreditar, e muito obrigada pelos comentários, amo lê e relê cada um deles, adoro saber a opinião de vocês.
#ACasaCaiuEveline

XOXO


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