História El Mejor Amigo de Mi Novio - Lutteo - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias Sou Luna
Personagens Ámbar Benson, Gaston, Luna Valente, Matteo, Miguel, Monica, Nina, Pedro, Rey, Simón
Tags Gastina, Lumón, Luna, Lutteo, Matteo, Romance, Sexo, Simbar, Simon, Sou Luna, Soy Luna, Traição
Exibições 225
Palavras 2.026
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Hentai, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Aqui temos o primeiro capitulo. Lembrando que o Matteo aparece apenas no segundo. Boa leitura.

Capítulo 2 - Clima de Romance


O despertador tocou anunciando as primeiras notícias do dia, Luna se mexeu preguiçosamente na cama e um forte braço enlaçou sua cintura fazendo-a dar um pequeno sorriso.

─Bom dia meu amor. ─ A voz de Simón já era sensual, mas pela manha beirava os limites da luxuria.

─Hum... Bom dia amor. ─ Ela abriu os olhos e viu um par de esmeraldas que lhe fitavam. Os lábios se encontraram, as caricias se tornaram intensas e logo se viam entregando-se mais uma vez ao amor.

─Ah, não acredito! Está chovendo. ─ Luna disse desanimada quando abriu as cortinas. Por morarem em um apartamento na Quinta Avenida tinham uma visão privilegiada da cidade de pedra chamada Buenos Aires.

─Estranho, a meteorologia não havia previsto essa mudança de tempo repentina. ─ Simón havia acabado de sair do banho e estava procurando uma roupa no pequeno closet. Luna ligou a maquina de café para ir preparando enquanto ia para o banho. Mesmo que não quisessem, a própria vida deixou a relação rotineira, sempre praticavam esse ritual pela manha: Acordavam, faziam amor, se arrumavam, tomavam café e sempre conversavam assuntos superficiais como o clima e os processos que estavam enfrentando.

─Está linda. ─ Ele a elogiou dando-lhe um abraço por trás enquanto ela colocava os brincos.

─Obrigada meu amor, você também está maravilhoso. ─ Ela se virou dando um beijo nele e em seguida se afastou bruscamente. ─Ai o café! ─ E saiu correndo em direção à cozinha.

Tomaram café conversando sobre diversos assuntos, como sempre, e depois saíram para mais um dia de trabalho. Ambos eram advogados, talvez esse fosse o motivo de se combinarem tão bem. Na época do namoro alternavam entre os programas de casal e os estudos para o vestibular, no noivado as poucas horas que ficavam juntos era resultado das horas tomadas pelo estágio e a faculdade, e agora no ‘’casamento’’ se enfrentavam nos tribunais. Por diversas vezes lutaram contra o outro em processos, mas quando essa disputa infiltrou no relacionamento, pediram para o conselho que autorizassem a troca de advogados para evitar essas coincidências.

O trânsito em BA já era turbulento e com a chuva piorara, o carro estava praticamente parado e Luna aproveitava para reaver processos e audiências do dia em seu notebook, enquanto Simón tamborilava os dedos no volante conforme a musica que tocava no rádio. De repente outra musica surgiu no ambiente, era o celular dele, e como o carro estava travado no transito, decidiu atender. Luna permanecia na internet e viu que uma amiga havia lhe mandado um e-mail. Digitou a mensagem de resposta enquanto Simón permanecia falando ao telefone, o telefonema pareceu lhe alegrar mais. Fechou o notebook e recostou sua cabeça no banco do carro observando as gotas da chuva escorrer pelo vidro. A mensagem que havia recebido era de Nina Simonetti uma antiga amiga que morava em Madrid, sua cidade natal, e isso a fez refletir sobre sua vida passada.

Luna Valente nascera e crescera na famosa e movimentada  Madrid, a capital da Espanha.Seus pais, Miguel  e Monica, eram seu exemplo a seguir. Casados a mais de 20 anos, entre desentendimento e reconciliações, nunca deixavam de se amar. Luna ansiava ter a mesma sorte e após anos de espera conseguiu. Aos 16 anos encontrou Simón, ele havia acabado de chegar à cidade com sua família e após alguns meses estudando juntos, se tornaram amigos e logo veio o pedido de namoro. O que é quase impossível para muitos, para eles aconteceram: O amor à primeira vista. É claro que em sete anos de relacionamento aconteceram desentendimentos, mas ambos eram sábios para resolver sempre deixando o orgulho de lado. Ela tinha 20 e Ele 22 quando resolveram morar juntos, estavam no fim da faculdade de advocacia e queriam exercer a função em BA então decidiram alugar um apartamento e começar com a vida de casado, que para ela estava sendo a melhor coisa do mundo.

─Mas cara, é pra você vir aqui mesmo! Não vai ficar de mentiras, você sempre disse que ia vir me visitar e olha só, já faz dez anos que não nos vemos. ─ Simón ainda falava ao telefone, trazendo Luna de volta ao mundo real. ─Amanhã eu vou trabalhar mais cedo, daí eu passo no aeroporto pra te buscar, mas em todo caso anota meu endereço. ─ Ele deu o endereço. ─Então te vejo amanha as dez. Um abraço cara! ─ Desligou o telefone bem a tempo, já que o transito voltara a fluir.

─Algum de seus amigos vem para ca? ─ Ela perguntou curiosa.

─Sim, é um amigo que desde que me mudei de Barcelona  que não o vejo. Ele volta do Japão amanhã. ─ Simón manobrou o carro entrando no estacionamento.

─Então faz muito tempo que vocês não se veem. ─ Luna começou a arrumar suas coisas para descer do carro.

─Dez anos, mas é porque ele é meio virado, louco. É um desses mochileiros sem destino. ─ Ele desligou o carro e olhou para a noiva com temor. ─Eu o convidei para ficar lá em casa por uns dias. ─ Ela o olhou emburrada.

─Ah, você está de brincadeira? Sabe que o nosso apartamento é pequeno e além do mais nem pediu a minha opinião. ─ Ela saiu irritada do carro e entrou no prédio.  Simón correu atrás dela tentando argumentar, sabia que havia errado em não pedir a opinião dela.

─Amor? Me desculpe, eu sei que deveria te consultar antes, mas é que eu fiquei tão ansioso pela vinda dele e faz tanto tempo que não o vejo... ─ Simón falou tão carinhosamente que foi impossível dela negar.

─Está bem Simón, ele pode ficar lá em casa, mas da próxima vez pelo menos me avise antes. ─ Ela deu um selinho nele e em seguida se despediram para começar seus afazeres.

No fim do expediente, Ele decidiu fazer uma surpresa para Luna  a fim de se redimir do seu erro de mais cedo. Comprou um buquê de rosas brancas, as preferidas dela, chocolates e reservou uma mesa em um restaurante romântico. Sem deixar transparecer, saiu de sua sala e foi até a dela encontrando-a guardando algumas pastas de processos.

─Já terminou por hoje? ─ Ela perguntou quando o viu entrar.

─Sim, hoje o dia foi leve, sem muitas audiências. ─ Ele deu um discreto sorriso torto e cavalheiro como sempre pegou a bolsa dela, já que ela levaria alguns processos para estudar em casa.

─Seu amigo irá chegar a que horas amanhã? Acho que vou ter que ir ao supermercado comprar algumas coisinhas. ─ Ela comentou enquanto andavam para o estacionamento e ele fez uma careta. Realmente precisariam, mas isso estragaria a sua surpresa.

─O que você acha de comprar amanha? Ele só irá chegar às dez horas e eu irei buscá-lo no aeroporto. ─ Luna o olhou desconfiada quando o viu dar um sorriso charmoso.

─Está querendo algo essa noite Simón? ─ Ele abriu a porta do carro para ela.

─Sim. ─ Quando ambos estavam no carro, ela percebeu o presente e sorriu surpresa.

- Amor, são lindas! ─ Ela cheirou as rosas e seu sorriso abriu-se mais ainda quando viu a caixa vermelha, eram seus chocolates preferidos. Ele se aproximou e a beijou com ternura.

─Me desculpe mais uma vez. ─ A noite já havia caído e a luz fraca do carro deixavam as pupilas bastante dilatadas, contrastando com o lindo tom de castanho nos olhos de seu "marido".

─É claro que está desculpado meu amor, eu entendo que você não via esse amigo há muitos anos.

─Está bem, mas isso não é tudo. ─ Ele disse misterioso e acelerou o carro em direção ao restaurante italiano.

Luna sorria quando entrava no restaurante, realmente tivera uma sorte grande em encontrar Simón. Ele era uma prova de que príncipes encantados existiam, raramente, mas existiam. O modo como ele a tratava e respeitava faziam com que o amor que ela sentia aumentasse em níveis astronômicos. Mesmo que fosse uma grande besteira, o desejo de entrar numa igreja com um vestido branco estava aumentando a cada dia dentro do coração dela, era ele o homem que ela desejava viver até o ultimo dia de sua vida.

─Gostou da surpresa? ─ Ele perguntou enquanto o garçom trazia os menus.

─Adorei, estou até pensando em criar mais desentendimentos para ter reconciliações como essa, afinal acho que a nossa noite não vai terminar nem tão cedo, ou estou enganada? ─ Ela sorriu maliciosamente para ele que retribuiu.

─É claro que não, só espero que te traga problemas amanha por ter uma noite mal dormida.

─Será por um ótimo motivo meu atraso. ─ Ela sorriu e deram uma pausa na conversa para fazer o pedido e quando o garçom se afastou ela decidiu saber mais sobre o novo visitante da casa. ─E esse seu amigo, você nunca me falou dele. Como se chama?

─Matteo, mas me lembro de já ter falado dele com você. Praticamente crescemos juntos em Barcelona, mas depois da separação dos pais ele se mudou para o Canadá com o pai e dai perdemos contato por alguns anos. ─ Ele explicava enquanto Ela tentava se lembrar se ele já havia falado desse tal de Matteo, mas não conseguiu. ─Ele era um ótimo amigo, dava excelentes conselhos realistas, talvez seja por influencia do pai, que era arqueólogo. Matteo era libertino, sonhador, mas não tinha sorte com as meninas porque era alto e magro, parecia um bambu. ─Simón deu uma risada enquanto Luna o ouvia atentamente.

─Depois que ele se mudou de Barcelona logo me mudei também e só aos vinte anos tive noticias dele por e-mail me contara que estava na Índia, e agora está no Japão e vem para cá a fim de se integrar um pouco mais a ‘’sociedade de roupas engomadas’’ como ele mesmo diz.

─Ele é hippie? ─ Essa era o conceito dela sobre o amigo dele.

─Sei lá, ele é a mistura de tudo. Usa umas camisetas folgadas com uns cordões estranhos de sementes. Da ultima vez que o vi usava um rabo de cavalo e sonhava em ter o consentimento do pai para fazer uma tatuagem nas costas. ─ Simón estava entusiasmado ao falar sobre seu amigo de infância e Luna gostava de vê-lo assim.

─Mas espero que ele não seja vegetariano porque não vou ficar fazendo bifes de tofu para ele. ─ Ela revirou os olhos lembrando-se da primeira e ultima vez que provara tofu e quase vomitara toda a comida da semana.

─Não muito, ele gosta de comidas saudáveis, mas gosta de carnes, principalmente peixe. ─ Ela sorriu, pelo menos uma coisa em comum eles tinham. Ela também adorava peixes.

─Ah, pelo menos uma coisa em comum. ─ O garçom interrompeu a conversa trazendo os pratos. Continuaram conversando sobre outras superficialidades e após tomar algumas taças de vinho, Simón começou ficar um pouco alto. Esse era o único defeito dele, fraqueza com as bebidas.

─Amor, me dê às chaves porque desse jeito que está o único lugar que irá nos levar é para o cemitério. ─ Luna pediu a ele enquanto o garçom trazia a conta. Ela deu o dinheiro e o ajudou a se levantar, infelizmente a noite estava terminada.

Já em seu apartamento, Luna esperava o noivo Simón terminar de tomar banho, mesmo que tivesse caído lá dentro não suportaria ter que dormir com alguém fedendo a álcool, e fora que o banho poderia tirar o torpor e quem sabe poder esticar a noite pelo menos por meia hora. Ele abriu a porta meio tonto, mas estava sóbrio.

─Da próxima vez eu peço refrigerante. ─ Ele caminhou para o quarto. Usava apenas uma calça de moletom cinza e Luna ficou admirando-o por trás. Tinha costas largas, músculos na medida certa, um traseiro bom de apertar e coxas torneadas. Mordeu os lábios e o seguiu, mesmo estando um pouco cansado, Luna conseguiu fechar sua noite com chave de ouro. Simón era um ótimo amante, mesmo quando iam rápidos demais e ele ficava com medo de lhe machucar, bobinho ele, não sabia que rápido era mais prazeroso, e após o momento de amor, ela se aninhou em seu peito logo se desligando do mundo real.



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