História Ela - Capítulo 3


Escrita por: ~

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Categorias Once Upon a Time
Personagens Capitão Killian "Gancho" Jones, Cora (Mills), Daniel, David Nolan (Príncipe Encantado), Elsa, Emma Swan, Henry Mills, Lacey (Belle), Malévola, Mary Margaret Blanchard (Branca de Neve), Milah, Regina Mills (Rainha Malvada), Robin Hood, Ruby (Chapeuzinho Vermelho), Xerife Graham Humbert (Caçador), Zelena (Bruxa Má do Oeste)
Tags Swanqueen
Visualizações 124
Palavras 2.506
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá! Demorei mas voltei.
Obs: como vcs sabem eu inseri nessa história a intersexualidade( no Brasil até uns anos atrás chamada de hermafrodita,do nome do deus grego Hermafrodito, filho de Hermes e de Afrodite – respectivamente representantes dos gêneros masculino e feminino) um ser ou animal que possui órgãos sexuais dos dois sexos, numa espécie dióica) eu ja expliquei o q é no primeiro capítulo. Então terão cenas de sexo, então se vcs não gostarem não leiam.
Boa leitura
💛❤

Capítulo 3 - Sufocada


Fanfic / Fanfiction Ela - Capítulo 3 - Sufocada

       - eu já vou indo - Regina disse ainda sem olhar nos olhos da loira.

- eu posso ficar com isso - apontou para o livro nas mãos da morena.

- ele está destruído mesmo - entregou o exemplar - até amanhã.

- eu posso te levar para casa?

- não há necessidade, além do mais, não irei para casa. Preciso ir na estufa separar as flores para vende-las a noite.

- tem certeza?! - insistiu.

- olha Emma, para tá legal - se afastou da loira - não precisa fingir que está preocupada comigo, devido o que Zelena fez. Até porque essa não foi a primeira vez e eu tenho certeza que não será a última.

Emma viu a menina montar em sua bicicleta e sumir por entre as ruas da pacata cidade.

Em todos esses anos a loira nunca havia reparado em sua colega de classe. Nunca havia reparado seu jeito tímido de ser, no seu cabelo, no castanho dos seus olhos que mudavam de tom de acordo com claridade. Na voz rouca e até na forma de andar, e nos seus vestidos. Emma sentiu a necessidade de desvendar o mistério que era Regina Mills.

×××

Emma estacionou seu fusca amarelo na garagem da mansão e logo entrou.

- Emma Evangeline Swan - gritou Mary assim que a garota entrou na sala de estar.

- olá mamãe, vou cedo de viajem. Onde está o papai?

- seu pai está ótimo, agora eu tive uma pequena surpresa quando cheguei - disse se aproximando da filha - que você tem na cabeça Emma.

- não sei do que está falando - disse confusa.

- posso saber porque terminou com Zelena?

- não quero falar sobre isso - atravessou a sala - da minha vida cuido eu.

- eu não mandei sair da sala - Emma respirou fundo e encarou a mãe - Zelena está lhe esperando no seu quarto.

- ela o que? - se irritou com a informação.

- suba e peça desculpas à ela, diga que seu arrependeu.

- eu não vou fazer isso - cruzou os braços e bateu o pé.

- Emma tente entender que Zelena te ama, e além do mais eu e seu pai estamos tentando uma parceria com o pai dela. Isso seria péssimo para os negócios - acarriciou o rosto da filha - isso não é um pedido, é uma ordem.

A loirinha subiu as escadas sentindo seu sangue ferver. Ao chegar em seu quarto viu Zelena deitada em sua cama. Da porta Emma a observou, nunca amou e nem amará a ruiva, porém tinha que admitir, Zelena era uma mulher bonita de verdade, tinha charme, tinha sensualidade, carisma. Ela seduzia e nem por isso era vulgar. Ela fascinava, sem precisar apelar. E conquistava apenas pela simpatia. Sabia usar e explorar sua feminilidade, e abusar de seus dotes esculturais. Emma se perguntava. Aonde mais será possível encontrar numa só criatura tamanha sensualidade? Aonde existirão olhos tão azuis e um mistério tão profundo senão no pêlo quente e macio de um gato preto? Ela lhe olha, assim, tão de repente. Suas orelhas balançando ao menor sinal de ruído. Emma estava entregue.

Envolvente, a garota de cabelo acobreado saiu da cama, plena caminhou até Emma. Zelena sabia dominar, ditava as regras, as coisas sempre são do seu jeito! Puxou a loira para dentro do quarto e trancou a porta. Pronto! Emma já estava entregue à Zelena. Dominadora envolveu Emma num abraço erótico, suas mãos acariciavam os músculos da loira e as unhas deixavam rastros vermelhos. Emma sentiu seu músculo pulsar já endurecido de excitação, desesperada e totalmente enfeitiçada pela bruxa ruiva, tomou seus lábios para si com toda intensidade do seu ser.

       Com robustez jogou Zelena na cama. Sua boca maliciosa desceu para pescoço da ruiva deixando um chupao. Sem rodeios arrancou as roupas do corpo da ruiva para logo depois tirar a sua, para em seguida abocanhar os seios fartos da namorada. Emma foi arrebatada por um ardor avido, sôfrego, apressada em desejos de bocas, mãos, lábios, corpos e sensações. Células vivas, vibrantes ...A vítima...A algoz...era dor, era tesão, mas não era amor. Zelena era uma fêmea faminta, felina , feroz, voraz. Sem aviso algum foi invadida. Sussurros que os lábios de Zelena deixavam escapar em seu ouvido, deixavam a loira mais excitada, e serviam como incentivo para ir mais fundo e forte dentro de Zelena. Enquanto as garras em seu corpo se afiavam. Arranhavam. Embriagada, com as pernas enrroscadas no tronco de Emma, a ruiva mal conseguia respirar tamanho desejo. Como uma leoa, Emma praticamente rungiu ao explodir dentro de Zelena, que por sua vez cravou as unhas em Emma arrancando-lhe sangue ao chegar no ápice assim como a loira.

- estamos bem? - perguntou a ruiva se aconchegando nos braços de Emma que logo se livrou do contato sentando na cama.

- eu juro que não entendo esse seu ciumento descabido.

- eu só queria mostrar quem é sua dona - ingatinhou sobre a cama.

- eu não pertenço à você.

- eu te amo Emma - acarriciou a face da loira - eu só queria que fosse recíproco.

- nunca lhe prometi nada Zelena.

- Emma filha - gritou Mary batendo na porta - o jantar está servido, e Zelena fique conosco para o jantar.

Sem pressa as garotas vestiram-se e desceram para a sala de jantar, onde a refeição ja estava servida e Mary, David e Neal ja estavam a espera. O jantar seguia silencioso até Mary quebra-lo.

- então Zelena, ja sabe o que pretende cursar depois que concluir o Colégio?

- ainda não sei, mas existem grandes chances de ser administração - sorriu para a sogra - mas também tem direito.

- São profissões louváveis - retribuiu o sorriso - não vejo a hora de ver Emma formada administrando as empresas junto à Elsa.

- não sei se é isso que eu quero.

- já está decidido - David disse parando de comer sua refeição - quando terminar o colegial irá para Londres estudar e junto com Elsa administrar os negócios.

- me desculpe papai mas quem vai decidir isso serei eu.

- por favor Emma não discuta.

- e a minha vida papai, você não tem direito de planejar todo o meu futuro - retrucou levantando da mesa - eu perdi a fome.

- sente-se à mesa - ordenou o homem já sem paciência - SENTA - gritou com a garota que assustada obdeceu - primeiro: eu sou seu pai, eu digo o que você deve ou não fazer. Segundo: ou você aceita isso, ou vai direto para um reformatório. Terceiro: esse assunto está encerrado.

- seu pai quer o seu bem, Emma - disse Mary.

- papai acabei, posso jogar vídeo game? - o garotinho neal perguntou.

- claro meu amor - sorriu fraterno e acarriciou os cabelos loiros do menor - daqui a pouco papai vai brincar com você - sapeca o garoto saiu da sala.

- eu vou indo - disse Zelena sem jeito e olhou a namorada que se mantinha imóvel - você pode me deixar?

- nosso motorista fará isso - David respondeu - Emma irá estudar cedo amanhã e você também.

- tudo bem, Boa noite - disse saindo da sala quase correndo.

A sala ficou em silêncio por um momento que para Emma durou sua vida toda. A garota sentia-se comandada, pelo corpo e pela mente, David queria direcionar a filha por um caminho oposto ao que a ela desejava. David entrou na sua vida de forma providencial e moldou uma história à seu gosto.

- eu não sou Elsa papai - disse brincando com a comida no prato - não quero me tornar uma administradora, esse é o sonho dela e do senhor, não meu.

- entenda que assim como eu e sua mãe, queremos vê-la bem sucedida.

- sucesso papai significa realizar seus próprios sonhos, cantar sua própria canção, dançar sua própria dança - olhava suplicante para o pai - criar do seu coração e apreciar a jornada, confiando que não importa o que aconteceça, tudo ficará bem. Criar sua própria aventura. E o senhor me impedindo de viver tudo isso.

- isso é besteira - murmurou indiferente - essa fase vai passar e irá me agradecer no futuro.

- mas papai... - disse chorosa.

- vá para seu quarto Emma essa conversar está encerrada.

Emma estava cansada de sempre tomarem decisões de sua vida por ela, e de conseguir dizer ou fazer nada. Precisava organizar seus pensamento que viviam em meio à uma bagunça completa, precisava organizar os seus sentimento pelos os quais ela já não sei descrever o que são, precisava organizar a sua vida, mesmo sem saber o que queria do futuro ou do presente, precisava de pessoas que não lhe cobrem coisas e sim que só vivam ao seu lado e respeitem suas atitudes, os seus erros e poucos acertos, não era perfeito e nem queria ser, queria viver, amar , curtir , viajar, namorar , cuidar…sem compromisso só fazer aquilo que for para ser feito, sem planejamento sem pressão. Pra ela a vida tem que ser simples e vivida da forma que cada um quiser, acredito que assim cada um conquiste a felicidade que se deve ter.

Estava se sentindo sozinha, se sentindo triste, deslocada, sufocada […] mas ninguém parecia se importar.

×××

Sabe aquele frio na barriga quando você chega perto da pessoa que ama, aquela ansiedade, aquele medo de fazer algo errado e aquela vontade de abraçar e nunca mais soltar, passar minutos interminaveis abraçado sentindo seu cheiro, seu calor e seu coraçao batendo aqui pertinho do meu como se fossemos um? É assim que Regina se sentia quando estava perto de Emma. Sentada ao lado de Emma numa pequena mesinha na biblioteca. Tinha uma vontade de chegar perto, olhar sem dizer nada, talvez recitar livros, quem sabe só olhar estrelas, porém tinha medo que a loirinha lhe achasse uma maluca apaixonada e melosa. Também tinha a maldita timidez. Ou é vergonha. Regina não sabia. Era somente um tipo de barreira ou proteção que a sua mente criou para impedir que à mesma prove aos outros o quão genial ela era.

Ao lado Emma tentava inutilmente resolver os exercícios que Regina havia preparado para ela, visto que não parava de pensar na moreninha ao seu lado. De como ela era quieta, tímida, sem muito papo. Mas seu instinto lhe dizia, que aquela timidez sumiria, logo no primeiro tato. Nas poucas vezes que conseguiu olhar nos olhos castanhos leu algo como: "Não me descubra por favor" "Me deixe aqui aonde estou" "Olhando assim, vou me expor, e ficarei a seu dispor" ...e era tudo que ela queria, quebrar aquela barreira fria, e se queimar em nesse vulcão.

- assim está certo? - perguntou atraindo a atenção de Regina - o exercício está correto.

A morena pegou o caderno e analisou as respostas.

- sim - respondeu devolvendo o caderno enfiando novamente o rosto dentro dos livros.

- sei que ainda é cedo, mas o que vai fazer depois da formatura?

- botânica, esse é meu sonho - respondeu baixinho - um sonho que vou realizar.

- eu não acredito nessa bobagem de “sonhos realizados" - Regina pela primeira vez encarou Emma incrédula nas palavras que a colega havia dito.

- eu acredito.

- você já realizou algum?

- sim.

- sim?! E qual foi? - questionou a loira.

- estar perto de você.

Emma nunca havia visto isso. Existia uma timidez e um medo, era algo quase infantil. A timidez é uma bomba discreta que escolhe a dedo um coração, pra fazer seu barulho. A timidez, repara cuidadosamente atenta, a detalhes sem se fazer perceber assim é que ela desenvolve a mente de quem quietinho, a faz por merecer.

Perplexa com suas próprias palavras, Regina sentia seu rosto esquentar. Sem dar chances de Emma retrucar a garota rapidamente recolheu suas coisas e correu em disparada para fora da biblioteca. Já fora do prédio, se perguntará de onde havia vindo tanta coragem. Nem sequer conseguia olhar nos olhos de Emma e a poucos minutos atrás quase se declarou para a garota. Mandou uma mensagem para Belle pedindo que a encontrasse no Granny's.

Assim que entrou avistou a melhor amiga, a menina estava no fundo do estabelecimento bebendo uma caneca de chocolate enquanto lia um livro, assim como Regina, Belle também era uma viciada em literatura.

- isso não vai dar certo - afirmou sentado em frente a amiga.

- o que não dará certo? - olhou para a amiga que estava nervosa e ofegante.                       

 - eu quase me declaro para Emma - Belle quase engasgou ao ouvir - isso não vai dar certo, eu não consigo nem respirar quando tô perto dela. Não sei o que fazer.

- você faz o que?! - killan praticamente gritou assustando Regina. O garoto de dezessete anos cursava o último ano do colegial e era um dos poucos amigos que Regina tinha.

- exatamente o que você escutou - tentava se recuperar do susto.

- e você estava contando pra essa aí - apontou para Belle que revirou os olhos - e não contaria para mim - as mãos no peito fingindo está magoado - achei que fôssemos amigas Rê.

- sem drama Killian.

- o que ia dizer até sermos escandalosamente interrompidas - killian fez biquinho ignorando o comentário da amiga - você precisa sair dessa Regina, e eu já sei como.

- se for para Regina desencalhar eu to dentro - afirmou killian mais animado que o normal.

- vocês são dois loucos - disse enquanto masseava as têmporas.

- Gina você tem dezeseis anos e ainda é BV e virgem - Belle encarou Regina que estava vermelha como pimentão - e de acordo com as minhas fontes...

- fontes?! - Regina interrompeu - você trabalha pro FBI para ter "fontes"?

- então de acordo com as minhas 'fontes' - seu ênfase a palavra - sábado vai rolar uma festa na casa do Robin, e não é segredo para ninguém que ele está afim de você.

- eu sei como vocês serão convidadas - killian falou convencido - para a sorte de vocês eu tenho um namorado lindo, que por coincidência é amigo de Robin.

- não quero envolver Daniel nisso - Regina intervém sem paciência.

- está feito, killian você fala com Daniel e Regina nada de declarações de amor para aquela loira.

- falando no diado - killian apontou para a porta.

Ao olhar para entrada do estabelecimento Regina se decepcionou. Viu a loira dona dos seus pensamentos entrar acompanhada de Zelena. Sentiu raiva de se mesma por ter acreditado que Emma realmente se importava com ela. Por ter acreditado que a loira poderia realmente nutri algum tipo de sentimento.                              Sentiu uma vontade de chorar, de sair correndo sem nenhuma direção e só voltar quando a situação melhorasse. Tinha que colocar um fim no começo que não tiveram, e pelo que percebeu, se dependesse de Emma elas nunca teriam.


Notas Finais


Espero que tenham gostado!!!
A opinião de vocês é muito importante pra mim. Quero críticas ou sugestões, tudo pra melhorar a fic.
❤💛


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