História Ela - Capítulo 3


Escrita por: ~

Postado
Categorias Once Upon a Time
Personagens Capitão Killian "Gancho" Jones, Cora (Mills), Daniel, David Nolan (Príncipe Encantado), Elsa, Emma Swan, Henry Mills, Lacey (Belle), Malévola, Mary Margaret Blanchard (Branca de Neve), Milah, Regina Mills (Rainha Malvada), Robin Hood, Ruby (Chapeuzinho Vermelho), Xerife Graham Humbert (Caçador), Zelena (Bruxa Má do Oeste)
Tags Swanqueen
Visualizações 253
Palavras 2.765
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá ! Desculpem a demora, trabalhar e estudar não é fácil!!!
O capítulo está MUITO romântico espero que gostem!
Gente muito obrigado pelos comentários e quem favoritou a fic, é muito gratificante saber q estou agradando.
❤💛

Capítulo 3 - Flores e Poesia


Fanfic / Fanfiction Ela - Capítulo 3 - Flores e Poesia

 A vida é uma luta insana, na qual os fortes sobrevivem e os fracos sucubem a sombra de sua própria incompetência.

Era o que Zelena achava, a ruiva queria impor suas vontades e caprichos. Seu modo de vida egoico e interesseiro é uma receita para o desastre numa escala que com certeza destruiria a si mesma, sem mencionar todas as outras pessoas ao seu redor. Porém havia uma pessoa à qual a ruiva não atingia. Belle. Essa que, diferente da amiga era totalmente desinibida. E timidez era algo escasso tem sua personalidade.

Perdida no meio dos livros a garota de cabelos castanhos avermelhados não perceberá a entrada de uma certa ruiva um tanto irritada.

- aqui está você - espalhafatosa Zelena quase gritou ao entrar na biblioteca - onde está Emma e sua amiga mestiça, viciada em livros? - revirando os olhos Belle encarou a colega de classe.

- se tinha a intenção de me ofender, sinto lhe informa, terá que tentar outro insulto.

- onde elas estão?

- está com medo Zelena? Medo de ser trocada? - Belle perguntou sarcástica - eu juro que não entendo esse namoro. Porque é nítido que Emma não te ama, e você sente uma versão distorcida fixação por aquela loira - levantou- se encuralando a ruiva, fazendo ficar entre ela e a mesa - o que é? Dinheiro. Você tem. Estatos? - colou seu corpo no de Zelena que ofegou com o contato, Belle queria brincar com Zelena ver quais os pontos fracos da ruiva - mas você já é a garota mais popular do Colégio. E o sexo? Emma faz gostoso?

Uma tensão sexual se instalou entre as duas, Belle sentiu o corpo de Zelena acender ao instalar suas mãos na cintura do corpo monumental da ruiva apertando. Zelena sentiu uma ânsia, depois desejo, estava surpreendida por seu corpo ter reagido ao pequeno estímulo iniciado pela colega.

- responde - Belle sussurou ao pé do ouvido de zelena fazendo todos os pelos de seu corpo arrepiarem - Emma sabe fazer gostoso? - chupou o lóbulo de sua orelha, imediatamente Zelena gemeu com o ato - eu acho que não! - sorriu vitoriosa. Maliciosa a menina desceu a mão até o meio das pernas da ruiva acariciando seu sexo, ainda que por cima do jeans. Zelena gemeu com o contato. De olhos fechados e boca entre-aberta a ruiva aproveitava as carícias da mais baixa.

Um método estóico de prover as nossas necessidades suprimindo os nossos desejos é como cortar os pés quando necessitamos de sapatos. Desfazendo o contato e com um sorriso vitorioso e safado, Belle encarou os olhos azuis de zelena que permanecia ofegando e totalmente desarmada.

- eu realmente não sei onde elas estão - sentou-se pegando um livro - agora se me der licença vou continuar minha leitura.

Com passos largos e totalmente excitada Zelena deixou a biblioteca. Atordoada saiu do prédio. Será que estava tão carente ao ponto de quase se entregar por uma carícia? Por uma linguagem inapropriada? Pensava. De certo a ousadia dos atos de Belle à surpreenderam, nunca ficou tão excitada, nem com Emma. Achava que iria incendiar a qualquer momento, precisava se aliviar. Com um simples toque Belle à desnudou-a. A chama ardente dos seus olhos lhe causaram um desejo enlouquecedor, uma chama que ainda queimava em seu corpo, a boca molhada que acariciaram sua orelha, suave e também quente e voraz. A mão abilidosa que deslizou sobre seu corpo buscando os segredos da sua intimidade mesmo que cobertos. Confusa deixou o prédio.

Sentadas sobre a grama embaixo de uma árvore, Emma buscava as palavras certas para descrever o que Regina à fazia sentir. Está ao lado daquela que Emma julgou ser a garota mais linda que virá, lhe fazia um bem danado.

   O fato é que nesses dois dias que passou Emma se encantava cada vez mais por Regina. Não conseguia entender, se é o jeito como ela sorrir, o som da sua voz ou até mesmo o seu cheiro, achava que poderia dizer que seria o conjunto inteiro poder ouvir sua voz em quando admirava sua boca sentindo o seu cheiro. É. Com certeza que é isso. Se pegava por diversas vezes admirando a boca da moreninha. ah! Seus lábios eram como labirintos. Que atraíam os instintos mais sacanas de Emma. A cicatriz no lado superior direito lhe davam um ar de mistério, e tornava aqueles lábios carnudos e naturalmente avermelhados ainda mais desejáveis. Só Deus o quanto ela estava se segurando. Sua vontade era beijar Regina ali mesmo, lhe abraçar e não soltar nunca mais. Roubaria todos os beijos que Regina deve, por lhe matar de vontade. Toda vez que lhe olhava com sua sobrancelha erguida e com boca tão perto quando explicava sobre algo da matéria que Emma não sabia. Ah… ela não aguentava! Queria Regina e não era pouco. Ela tinha uma coisa… que lhe faz um bem, um bem que ninguém faz.

- como conseguiu? - Regina à olhou confusa - a cicatriz no lábio.

- nunca se meta numa briga entre cão e gato! - disse sem jeito.

- ela te deixa misteriosa - Regina encarou Emma do seu jeito tímido, e quando seus olhares se encontravam a morena desviava o olhar e ria - você é muito tímida?! - se aproximou da morena que sentiu seu estômago revirar, seu coração parecia querer saltar para fora do corpo. Com toda a delicadeza que possuía Emma acariciou as bochechas de Regina com o polegar desenhou o contorno dos lábios da morena que continuava paralisada - tão linda, esses seus traços latinos. Te fazem tão exótica.

- obrigada - foi o que conseguiu dizer.

Paradoxo: Regina queria muito não ser tão tímida e conseguir falar tudo o que estava sentindo naquele momento sem ficar se torturando com as neuras que sua mente criava "vou incomodar, ficar sem graça" "e sem me podar, sem gaguejar, sem hesitar muito e no final desistir". Mas era essa quem era. Tímida e boba, caso não o fosse essa não seria ela. Achava deverás desconfortável/perturbador não ser você mesmo. Não sabia como lidar consigo, imagina se fosse outra.

- obrigada por me ajudar com a matéria - voltou atenção para os cadernos. Unindo todas as forças que existiam em seu ser, Regina ousou perguntar.

- vo...você sabe o que vai fazer quando se formar?

- não, e nem quero me preocupar com isso.

- não há nada que goste?

- gosto de música - sorriu para Regina que corou.

- já é um começo.

- vai na festa do Robin? - perguntou Emma mudando de assunto.

- sim.

Um silêncio constrangedor se instalou entre as duas até a loirinha inquieta quebra-lo.

- ele parece ser um cara legal - afirmou fingindo ler algo no caderno - me disseram que ele gosta de você. Não que eu me importe ou que seja problema meu, a vida sua é você faz o que quiser - falava sem parar - se quiser beija-lo, e problema seu e... e eu não sou nada sua, não que eu queira ter algo com você. Entendi? - perguntou desconcertada - você é linda e... e a pessoa que namorasse com você seria um sortudo - Regina escutava as palavras de Emma visivelmente vermelha e nervosa, mal conseguia direcionar o olhar para a loira que continuava tagarelando - você está me entendendo? Não é Regina?

- sim Emma, eu entendo - disse recolhendo seu material escolar levando da grama.

- você já está indo?

- preciso passar na estufa, nos vemos amanhã ?

- sim - disse Emma desapontada - até amanhã então.

Ficaram se encarando por um tempo, até Regina tomar iniciativa e se afastar da loira. Um tanto frustada.

Tinha vontade de perguntar baixinho: você não gosta nem um pouquinho de mim? Nem sequer um tiquinho? Olha só: eu tenho os dedinhos do pé bem estranhos. Eles não são absurdamente merecedores de amor? Regina queria poder conseguir ao menos estabelecer um diálogo com a loira porém sua timidez e seu medo de socializar lhe impediam.

×××

Regina sempre se sentiu diferente dos outros. Não a mais bonita, não a mais inteligente, não a mais especial, não a mais esperta, não a mais maluca, não a mais legal, apenas diferente. Se achava diferente na forma de sentir, tudo que lhe toca, lhe toca fundo. Tudo que lhe alegra, lhe alegra muito. Tudo que lhe dói, dói forte, corta. Regina tinha o costume de admirar o céu e conversar com as estrelas na esperança de um dia alcança-las. Sempre vivia no mundo da lua, tinha amigos imaginários, borboletas no estômago e flores na alma, também gostava de tomar banho de chuva nas tardes de inverno, a moça sonhava com um mundo em que as pessoas vivessem todos os versos que estavam escritos em seu caderno de poesia.

Ainda tinha as flores. Como Regina amava. Achava as flores algo incrível de infinita beleza, de aroma suave e eterna firmeza. Flor rosa, flor vermelha, flor branca, flor de todos os tipos. Seu aroma, suas pétalas, para a morena elas eram a beleza do mundo. Todas as espécies, cores, tamanhos e significados. Regina era apaixonada por elas, e por amor à elas resolverá estudar botânica. Na estufa a menina separava as mais belas, retirava seus espinhos, limpava e depois envolvia cada uma num embrulho enfeitado para mais tarde vende-las.

Contudo nenhuma flor era mais encantadora que a moreninha. Regina era linda, como uma rosa, delicada por natureza, gentil como a vida pede para ser. As vezes zangada e valente. Ah! Ela tinha espinhos, era mandona, desobediente, e ciumenta. Era simples rosa, no meio de muitas orquídeas, mais rosa de muito valor, era linda. Também era margarida vermelha, girassol, era flor de lis que encanta os céus e olhos que lhe vê. Era gentil, charmosa, de um perfume inconfundível e único, que saia de suas pétalas. Tinha um sorriso lindo, que o sol invejava, tinha luz própria, mais não era vaga-lume, nem mesmo a lua és tão bela quanto a ela. As estrelas brilham para ela durante a noite, enquanto ela, brilhava para as estrelas durante o dia.

O timbre da sua voz é canção a bons ouvidos, sua pele, eram como pétalas macias. Para quem um dia lhe tocar, vai sentir seu coração tremer, a voz ficar trêmula, a respiração ficar profunda. Para quem sentir seu perfume, viajará à via – láctea e ir a Veneza e voltar em segundos. Era natural, não era artificial, meiga como toda flor da natureza, se bem observada. Era mais que uma flor, mais que uma linda rosa, era mulher.

Do seu modo de viver normal, encantava, sem enfeite e muitos arranjos, era flor, e só os bons jardineiros reconhecem, e quando a reconhecerem verão que é única, especial.

- Regina! - chamou o Sr. French - Regina - chamou denovo, despertando a garota.

- pois não, Sr. French - levantou o olhar encarando o homem mais velho.

- em que mundo estava minha jovem? - perguntou brincalhão.

- à culpa é das flores, elas me deixam assim, enfeitiçada.

- quisera eu que Belle tivesse a mesma paixão pelas flores, como você tem - soou melancólico.

- à paixão de Belle são os livros o que é louvável e admirável.

- há um rapaz lá fora - Regina franziu o cenho - ele disse que é seu colega de classe, Robin é o nome dele.

- muito obrigada, eu já terminei aqui - disse limpando o vestido amarelo com as mãos - daqui a pouco volto para pegar as flores - se retirou matutando o que Robin estaria fazendo ali, e o que queria com ela.

Em frente a floricultura o garoto de dezesseis anos andava de um lado para o outro nervoso e suando frio. Corpo atlético, cabelo bem penteado para trás, tênis Adidas, calça jeans preta e blusa jeans azul. Regina observou o garoto de longe tinha que admitir, ele era muito bonito.

- Robin! - chamou.

Robin mapeou a menina dos pés a cabeça. Seus olhos brilharam assim que encontraram os da garota. Aos seus olhos a morena era linda, sempre fora, desde de sempre notará Regina. Porém assim como a garota, sofria de um mal. A timidez. Não em níveis extremos como os de Regina. Observou sua simplicidade, cabelo na altura dos ombros levemente encaracolados, vestido amarelo de mangas curtas que ia até o meio de suas canelas e sapatilhas floral. Ela era perfeita.

- eu trouxe isso para você - lhe entregou o embrulho nervoso - Belle me disse que estaria aqui. Então vim lhe chamar para tomar um sorvete comigo.

- eu não sei, ainda tenho muito que fazer -hesitou.

 - à sorveteria é logo ali - o garoto estava hiper ventilando.

- tudo bem - sorriu para o garoto.

- depois podemos ir na pracinha?!

- penso isso no caminho - se admirou quando Robin lhe ofereceu o braço que prontamente aceitou.

O curto caminho foi feito em silêncio. Compraram seus sorvetes, Regina escolherá pistache e Robin chocolate, e se dirigiram para a pracinha da pequena cidade. Lado a lado sentados no banco da praça ainda se mantinham em silêncio. Robin vez em quanto encarava Regina de um jeito tímido, e quando seus olhares se encontravam, desviavam o olhar e riam. Apenas riam.

- você não abriu seu presente - disse Robin já mais relaxado.

- me desculpa - pegou o embrulho o rasgando, sorriu ao ver que se tratava de um livro - Alberto Caeiro - sorriu com todos os dentes - como sabia que eu gostava de Fernando Pessoa, ele é dos meus heterônimos favoritos. O Guardador de Rebanhos, e um dos mais emblemáticos livros de sua obra.

- e só uma cópia.

- eu simplismente amei.

- eu ousei marcar aqui - se aproximou de Regina - nessa página - com toda a delicadeza pegou o livro das mãos da garota e procurou a página - eu ousei marcar o meu poema favorito. Posso ler para você?

- sim - respondeu encantada.

- meu olhar é nítido como um girassol. Tenho o costume de andar pelas estradas. Olhando para a direita e para a esquerda, E de vez em quando olhando para trás... E o que vejo a cada momento. É aquilo que nunca antes eu tinha visto, E eu sei dar por isso muito bem... Sei ter o pasmo comigo . Que tem uma criança se, ao nascer, Reparasse que nascera deveras... Sinto-me nascido a cada momento. Para a eterna novidade do mundo... Creio no mundo como num malmequer, Porque o vejo. Mas não penso nele. Porque pensar é não compreender...O mundo não se fez para pensarmos nele (Pensar é estar doente dos olhos) Mas para olharmos para ele e estarmos de acordo. Eu não tenho filosofia: tenho sentidos... Se falo na Natureza não é porque saiba o que ela é, Mas porque a amo, e amo-a por isso, Porque quem ama nunca sabe o que ama. Nem sabe porque ama, nem o que é amar... Amar é a eterna inocência, E a única inocência é não pensar...

- perfeito.

- não mais que você - colocou uma mecha de cabelo atrás da orelha da morena.

- ele consegue ser tão objetivo e simples ao mesmo tempo. Numa linguagem simples e direta - Regina não conseguia parar de olhar para o rapaz ao seu lado - negando questões metafísicas, a subjetividade e a introspecção, elementos tão comuns para tantos poetas.

- mas não para ele - acarriciou a face de Regina - para Caeiro, só é possível viver sem dor e sentir sem pensar, resistindo ao pensamento filosófico que afasta o homem de sua essência.

- o que quer dizer com isso?

- que somos pessoas de dentro pra fora. Nossa beleza está na nossa essência e no nosso caráter. Temos que acreditar em sonhos, não em utopia. E quando sonhamos, temos que sonhar alto.

- você realmente tem dezesseis? - disse fazendo Robin dar uma risada.

- sim.

- pois não parece.

- irá sábado para minha festa? - segurou as mãos de Regina - todo o segundo ano estará lá, e algumas pessoas do terceiro.

- sim, eu irei.

- me acharia atrevido se eu lhe pedisse um beijo? - perguntou fazendo Regina corar de vergonha e encarar o chão.

   - na festa, você terá minha resposta - estava nervosa ninguém nunca pedirá um beijo seu. Esse seria seu primeiro. Ela queria mas não com Robin, sonhava que uma certa loirinha um dia seria sua primeira porém sabia que esse era um sonho impossível.


Notas Finais


A opinião de vocês é muito importante pra mim. Espero q vcs tenham gostado desse capítulo doce!


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...