História Ela! - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jimin, Suga
Tags Angst, Liasucks, Yoonmin!femme
Visualizações 49
Palavras 658
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), FemmeSlash
Avisos: Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Não sei se alguém tem algo contra versão feminina de algum personagem, mas eu acho interessante, ainda mais quando se trata de Yoongi e Jimin. Espero que gostem!

Essa one esteve guardada no drive por meses, e só faltava o final, mas tive bloqueio e só consegui finalizar hoje. Mas estou feliz com o resultado! E teve como inspiração a música "Sweat Weather" do The Neighbourhood cujo link deixarei nas notas finais.

Boa leitura.

Capítulo 1 - Antes que ela se afunde em seu próprio oceano de amargura


Eu sempre a vejo caminhar pela orla da praia ou com os pés desnudos em contato direto com a areia fina. A brisa marítima brincando com os seus longos cabelos rosados, deixando para trás a fragrância do xampu de baunilha que mesmo de longe acaricia minhas narinas. Ela sempre exala o frescor de um banho recém tomado, o que de certa forma me acalma e também é um dos motivos para me fazer acordar cedo e estar sempre no mesmo horário, no mesmo lugar onde eu a espero ansiosamente, agachada desajeitadamente atrás de um arbusto para que ela não me veja.

Odeio a praia, mas vê-la sempre tão linda e leve me dá força o suficiente para enfrentar o sol escaldante e lidar com o suor grudando em minha pele me fazendo ficar ainda mais irritada, só que no momento em que a figura pequena desponta ao longe eu sinto todo o ódio se esvair para dar lugar a emoção de poder contemplá-la mais um vez e ter um vislumbre de suas fartas coxas bronzeadas sempre à mostra pelos seus shorts de cintura alta. Ela é a minha musa, a minha inspiração para tirar as teias de aranhas de minhas telas em branco que eu mantenho guardadas em meu antigo ateliê.

Ela, que ainda não sei o nome, é o que me mantém em pé, amparada pela esperança de um dia poder andar de mãos dadas por aí e espantar de vez os caras imbecis que insistem em vê-la apenas como um mero objeto que serve apenas para satisfazê-los sexualmente, mas a timidez que sempre me acompanhou me impede de aproximar dela, então fico apenas observando-a de longe e tendo-a em meus braços nos sonhos em que ela se tornou a protagonista desde o primeiro momento em que a vi.

Embalada pelo som de alguma canção que só ela é capaz de ouvir, seus quadris se requebram junto às ondas, agraciando os poucos espectadores daquela manhã na praia com o espetáculo de mais uma dança improvisada que ela parece amar com tanto ardor, enchendo meus olhos de admiração e fazendo meu coração quase saltar do peito pela intensa emoção. Ela é a tempestade e a calmaria que me leva para o céu e me chuta direto para o inferno sem pretensão alguma.

Ela tem a força de uma amazona mesmo estando envolta de uma aura serena.

Teve uma época em que eu ambicionava ter o mundo em minhas mãos apenas para me sentir melhor comigo mesma, hoje tudo o que eu quero é ver o sorriso cristalino dela direcionado à mim, porque ela que é a força que me impede de chutar a cadeira e findar com toda a amargura que, infelizmente, não é apenas do álcool que eu ingiro todas as madrugadas em que me sinto vazia em meu apartamento. Contudo, eu sou condicionada a viver escondida atrás da cortina, admirando cada gesto dela e cada sorriso dirigido aos seres asquerosos que a levam para longe de mim em seus carros luxuosos, mas fétidos pela nojeira das quais adquiriram.

O mundo é um lugar cruel para os poucos afortunados, e para ela, uma singela garota que teve o azar como sina, parece ser pior. As vezes aparece no quiosque carregando uma grossa camada de corretivo e pó de arroz para esconder hematomas deixados por algum verme, e com o sorriso amargurado, enquanto pende um cigarro entre os lábios carnudos, diz roboticamente:

“Ossos do ofício”.

E meu coração dói. Dói muito porque eu queria ter o suficiente para trazê-la para perto de mim e afastá-la de toda a maldade. No entanto, sou apenas uma loba solitária que se esgueira pelas paredes apenas para vê-la se afastando cada vez mais de mim, indo em direção ao oceano. E meu coração grita para que ela volte e me deixe cuidá-la antes que as ondas quebrem violentamente e a levem para o fundo do mar, sem dar-lhe a chance de retornar. 


 


Notas Finais


Link: https://www.youtube.com/watch?v=GCdwKhTtNNw

ficou confuso? Espero que não. Se tiver erros, me avisem.
Até uma próxima!


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