História Ela é estranha - Capítulo 7


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Categorias Liam Hemsworth, Taylor Momsen
Personagens Liam Hemsworth, Taylor Momsen
Tags Drama, Estranha, Liam, Sequestro, Taylor
Exibições 33
Palavras 1.271
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 7 - Face to Face


Fanfic / Fanfiction Ela é estranha - Capítulo 7 - Face to Face

Uma vez fui ao mar com o meu pai e minha mãe, eu era muito novo mas me lembro bem de algumas cenas. Por exemplo, lembro do meu ter mais medo das ondas do que eu, lembro dele passando protetor solar em mim daquele jeito desajeitado dele e também de estar chorando, o motivo eu não sei bem, fome, calor, um sorvete derramado na areia? Não faço idéia. Só me lembro que meu pai me envolveu em sues braços e eu me senti em paz de novo.

Nunca entenderei porque e como pra minha mãe, foi possível se apaixonar e até se casar com um cara como ele. Eu mesmo nunca o entendi , e tentei muitas vezes, mas logo acabei desistindo.

Pai, mesmo não estando mais por perto, sinto que um oceano nos separa, nossas mensagens nunca se encontrarão, nosso mundo nunca será o mesmo. Estou só, dessa vez de verdade, num lugar onde tudo machuca.

Aos poucos a sensação de sonolência vai deixando meu corpo... abro os olhos e é como se tudo estivesse ainda embaçado. Onde estou, como cheguei aqui, o que estive fazendo e durante quanto tempo? As perguntas borbulham em minha mente, e aos poucos vou me lembrando das últimas coisas que me aconteceram. Sim, era pra eu estar em um avião agora, voando de volta pra Londres, reconstruindo minha vida de sucesso. Mas o que aconteceu no caminho?

Aparentemente fui seqüestrado pelo taxista que me levava até o aeroporto, e eu não percebi nada até ser tarde demais. Tentei fugir, cheguei perto de uma cabana à beira de algum lago, mas eles me alcançaram, fui golpeado, provavelmente na cabeça, e desmaiei. Com certeza são mais de um, porque fui pego em um tipo de emboscada.

Tento abrir meus olhos, é quando percebo que na verdade a visão não está embaçada, eu só simplesmente não consigo abri-los! Tento mexer minhas mãos e não posso! Noto que estou sentado, mas não consigo mover um milímetro pra me levantar. O que há de errado com as minhas pernas?

A conclusão chega avassaladora pra mim, estou fortemente amarrado, inegavelmente vendado e, pela minha tentativa falha de gritar por socorro, habilmente amordaçado.

Por que fariam isso? Essa gente com certeza é perigosa! Mas não tenho parentes próximos e nem sou rico, o que podem estar querendo comigo?

A resposta vem como um baque em meu coração. Eu vou morrer, bem aqui . Numa cidade pequena de interior, no lugar onde passei toda a minha infância. A ironia está em ter pensado que conhecia cada cantinho desse lugar como a palma da minha mão.

Ouço passos ao longe, apuro os meus ouvidos, talvez surja uma chance de escapar. Percebo que os passos são de botas, talvez de couro, pro causa do barulho das fivelas a tilintar. Que coisa estúpida é essa, que estou pensando? Eu não sou a porra de um cão farejador, ou um espião super treinado! Sou só eu, Liam, o otário que deu azar.

-Vou tirar a venda, não há mais sentido nisso.- a voz feminina diz muito perto de mim.

Eu conheço essa voz, eu sei que sim, mas nervoso como estou, não consigo reconhecer de quem seja.

Sinto que a pessoa se aproxima, toca em meus cabelos, na minha nuca. Sim, ela retirou a venda, como disse que faria. Mas de nada adianta, tudo está em um breu absoluto, não consigo enxergar nada. Até pisco várias vezes, mas nada parece adiantar.

-Se prepare, a luz é bem forte.- a mesma voz feminina de novo.

E ela estava certa, a luz atinge minhas retinas como um raio, a sensação de queimação nos olhos incomoda, mas aos poucos o clarão vai se desfazendo e vou vendo as coisas ao redor.

Meu palpite estava certo, estou amarrado, no que parece ser uma cadeira. Fora isso, o que mais há? Hm... entulho, caixas e caixas... uma escada de madeira que leva pra cima. Estou em um porão. E a voz, de quem será?

Mexo meu pescoço nervosamente em todas as direções possíveis, tentando encontrar alguém mais aqui. Sinto dores assim, em minha cabeça e pescoço. Mas isso não importa agora, a achei! No canto da parede, atrás da escada. Ela está toda de preto, as botas estão lá, e são de couro, como deduzi, uma jaqueta grossa sobre o corpo e talvez uma touca preta na cabeça, pois não vejo seus cabelos. Ela está de costas pra mim.

-Eu cuidei do ferimento em sua testa enquanto esteve desacordado. Não pareceu ser profundo, então não se preocupe.

Definitivamente eu conheço essa voz, mesmo meio abafada como está agora. Se ela chegasse um pouco mas perto sei que saberia seu nome.

-Me desculpe por estar aqui agora. Sei que tudo isso aqui deve estar sendo um transtorno, mas acredite, foi realmente necessário.

Ela continua a falar, sempre de costas pra mim. Essa seria uma oportunidade perfeita para escapar, mas não consigo soltar minhas mãos, por mais que tente. Estou amarrado com tiras firmes de couro e fivelas por todo corpo, nas mãos deve ter algo parecido com isso, não consigo vê-las, estão presas atrás das minhas costas. Isso aqui é um pesadelo do sadomasoquismo!

-Não está em meus planos te machucar seriamente, ou fazer danos irreversíveis em seu corpo. Isto inclui, tatuagens, piercings, mutilação e é claro, morte.

A pessoa fala calmamente, enquanto caminha até mim, escondendo as mãos atrás do próprio corpo. Não pude deixar de notar a máscara de touca preta que cobre todo o rosto, menos os olhos. Parece coisa dos filmes, e dos piores!

-Gostaria muito que ficássemos em um relacionamento tranqüilo e agradável enquanto estiver aqui. Não pretendo te manter aqui mais tempo que o necessário, e ao final, quero que possamos nos despedir cordialmente.

Ela só pode ser louca... que sorte a minha, uma louca psicopata me seqüestrou!

Ela pára ao meu lado e mostra o que esconde atrás do corpo. Uma tesoura enorme, daquelas de jardinagem. A maluca vai me matar agora!

-HM! HMMM!!!- grito a pleno pulmões, mesmo amordaçado, com alguma porra na boca, grito em pânico.

-Calma, Liam.- ela diz calmamente.

Como ela sabe o meu nome? Quem é essa louca?

-Que bom que se acalmou. Eu te disse, não está em meus planos te machucar desnecessariamente. - ela explica se aproximando ainda mais, com a tesoura, quase sinto sua lâmina fria sobre minha pele.

-Acredite, um dia até daremos risadas lembrando deste momento.- ela diz despreocupadamente, tomando a manga de minha blusa.

-HMM!!!! – grito apavorado.

-Ah, tudo bem. Acho que não tem jeito mesmo.- ela coloca a tesoura em meu colo, sacana, se minhas mãos estivessem livres agora...

A pessoa tira a máscara em um rápido movimento, um comprido e desarrumado cabelo cai em uma cascata loura. Ei... conheço esse  cabelo... A pessoa abaixa e levanta rapidamente, ajeitando o cabelo e me encara.

-Olá, Liam.

-Bayror??!!!!

Por que não a reconheci antes? A voz, os olhos... tudo estava tão à mostra. Agora me sinto um babaca por não ter percebido antes.

-Agora que sabe que sou eu, vai ficar mais calmo, não? Sabe que eu nunca te machucaria.- ela sorri inocentemente, isso só torna tudo ainda mais sinistro quando se tem uma tesoura na mão.

-HMMM!!!!!

-Calma... não se mexa ou eu posso errar o corte e acabar te machucando, e não queremos isso.- ela diz cortando minha blusa decididamente.

Assisto impotente os pedaços de pano caírem ao chão, um a um se desprendem do meu corpo.

-Ok, agora a parte de baixo.- ela anuncia olhando minha calça.

Minha mente está confusa, isso está realmente acontecendo comigo? Essa é mesmo a...

 Taylor?



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