História Ela é meu conforto - Capítulo 1


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Categorias Miraculous: Tales of Ladybug & Cat Noir (Miraculous Ladybug)
Personagens Chloé Bourgeois, Marinette Dupain-Cheng (Ladybug)
Tags Chloe, Chloé X Marinette, Chlonette, Marinette
Visualizações 63
Palavras 1.507
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Colegial, FemmeSlash
Avisos: Linguagem Imprópria
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Oi para todos. :) Tudo bem? ^_^

Bem, essa é minha 1ª ONE-SHOT, e ela vem com um shipp que praticamente ninguém gosta, mais como sou aquele tipo de pessoa que apoia todas as possibilidades possíveis de shipps, venho trazer uma fic com o shipp Chlonette.

Olhem, não sei se ficou legal, porém espero que gostem.

Capítulo 1 - Capitulo único: Ela é meu conforto


Corri em direção ao primeiro lugar que pude encontrar para me esconder, naquele momento apenas queria morrer, queria poder voltar ao momento em que acordei, só para não levantar da minha cama, ou para convencer meu pai de que seria melhor ficar em casa hoje.

Meu mundo se desabou por completo com aquela notícia, com aquilo que foi dito na sala de aula. Existem momentos que gostaria de não ser igual a ela, de não ser tão nariz em pé, a ponto de não aceitar a proposta do diretor, quando ele a fez, dizendo que seria melhor que eu saísse de sala, para saber do que se tratava, porem como sempre, meu ego foi maior, não aceitei e ainda pedi que falasse ali mesmo, na frente de todos, pois como filha do prefeito não poderia esconder nada das pessoas que tanto me adoram.

Ainda não consigo acreditar que isso possa mesmo está acontecendo, ela não poderia estar morta, não minha mãe. Que mesmo tendo partido por vontade própria, me deixando para traz junto do meu pai, e dizendo que eu não passava de um estorvo e um atraso de vida para ela, não podia aceitar que tudo acabou, que ela se foi, agora para sempre. Minhas esperanças, mesmo que poucas ainda eram presentes em meu ser, esperanças de que um dia ela mudaria de ideia, de que ela voltaria para mim, de que ela voltaria e ao me encontrar falaria que foi um erro dizer tais coisas para uma criança de apenas cinco anos, que parti havia sido seu maior erro.

   - Chloé, você está ai? Responde. – Dizia uma voz feminina a qual não reconheci de primeiro momento.

Permaneci em silencio, não queria que ninguém me visse da forma como estava. Principalmente depois de tudo que falaram no momento em que o diretor disse que minha mãe havia morrido em um acidente de carro, por estar dirigindo em alta velocidade bêbada e drogada, além de ter matado mais um casal que estava no carro contra o qual ela batera de frente. Considerei q a pessoa iria embora se achasse que eu não estava ali.

   - Responde logo, pois eu sei que você está aqui. Eu a vi entrar no banheiro chorando. – Dizia a voz feminina, olhando em cada um dos boxes a minha procura.

Me encolhi ainda mais, escondendo meu rosto entre minhas pernas, as abraçando ainda mais, vendo que não haveria como fugir, pois mais cedo ou mais tarde ela me acharia ali. E não deu outro, alguns segundos depois, a porta do box, que eu estava foi aberta, e eu levantei meus olhos para a azulada de olhos safira que me encarava com um olhar diferente do normal. Me surpreendi com a atitude dela, pois ao me encontrar naquele estado, simplesmente me abraçou por alguns longos minutos, apesar de não me dar bem com Marinette, não recusei seu gesto, na verdade, por mais estranho que possa ser, apertei-a aproximando ainda mais ela de mim, me reconfortando em seu abraço calmo e aparentemente sincero.

Todas as pessoas da turma, ao escutarem as palavras do diretor, reagiram de alguma forma, mais nenhum deles reagiu do modo como imaginava, até Adrien e Sabrina reagiram de uma forma não aceitável. Muitos riram, outros berraram dizendo que a filha do prefeito era filha de uma alcoólatra drogada, cheguei a escutar alguns múrmuros de gente dizendo, que se bobeasse, esse era o motivo deu nunca falar sobre minha mãe, por ter vergonha dela ser bêbada e drogada. Mais não era isso, eu não sabia nada sobre a vida dela, desde que partira de Paris, deixando a todos que conhecia.

Do nada sinto uma mão quente passando em meu rosto, limpando as lagrimas que eu não havia notado que caiam de meus olhos. Naquele momento, senti algo incomum em meu coração, como se ele estivesse partido pelo ocorrido, mais ainda sim quisesse melhorar com os carinhos e leves afagos vindo da mestiça que aqui estava ao meu lado. Ainda com a voz tremula, tentei falar algo.

   - Marinette, porque veio aqui? – Foi a única frase que conseguir pronunciar diante da minha situação.

   - Eu não sei bem ao certo. – Dizia a azulada, com um leve rubor nas bochechas. Continuando. – Sei lá. No momento em que o diretor falou aquilo pra você, meu coração se apertou, e quando vi todos reagirem daquela forma, senti que ia precisar de alguém. Então pensei em falar contigo, mais ai você saiu correndo e chorando pra cá. Então eu vim aqui. Sei muito bem que não somos melhores amigas nem nada, mais estou do seu lado Chloé, estou aqui para você.

Ao dizer a última frase, olhou para mim e deu um de seus leves sorrisos, me fazendo ruborizar, e fazendo meu coração agir de forma ainda mais estranha. Abaixei minha cabeça para não encara-la, e respirando fundo pensei o se deveria ou não, responder alguma coisa. Porém não foi preciso, pois no segundo seguinte já sentia novamente o abraço carinhoso e verdadeiro dela.

Não sei o porquê, ou o motivo disso, mais sei que ela me reconfortava, que o coração dela com certeza não era igual o meu, se estivéssemos em situação contraria, tenho certeza de que não faria isso por ela, eu não iria atrás dela ou a abraçaria como ela estava a fazer comigo.

O embalo dos braços de Marinette estavam me confortando como nunca ninguém o fez. Naquele momento queria poder permanecer ali para sempre, aconchegada nos braços da mestiça de olhos safira, com meu rosto encostado no peito dela, ouvindo cada batida do seu coração, e respirando o cheiro adocicado que ela carrega. Mais sabia que não poderíamos ficar para sempre lá, sabíamos que uma hora tudo aquilo acabaria.

Então sou tirada de meus devaneios com o movimento dela. A olho para entender o que ouve, e olhando em seus olhos, recebo mais um leve sorriso, e entendendo o porquê daquilo, acabou o tempo, é hora de voltarmos a realidade. Sorrio levemente e junto a ela, me levanto e quase chegando na porta do banheiro, me viro para a azulada dando-lhe um abraço forte.

   - Obrigada Marinette. – Foi apenas o que consegui falar para ela, mesmo sentindo em meu peito que deveria dizer bem mais que isso.

   - Sempre pode contar comigo. Mesmo que tenhamos nossas diferenças, eu sempre vou estar aqui. – Ela me disse, apertando um pouco mais o abraço.

Nos separamos, e ambas demos um leve sorriso, meio ruborizadas. Saímos do banheiro, e voltamos para a sala de aula. A essa altura o diretor já havia contido a turma, e os acalmado, de forma que não implicariam mais comigo sobre isso. O dia passou, e mesmo com muita dor em meu peito, e com muitas lágrimas em meu coração, sentia que aquele episódio entre eu e Marinette, estaria sempre guardado em meu coração, assim como imaginava, e esperava, que estaria no dela também.

Ao chegar em casa, não vi meu pai, apenas o escutei em seu quarto chorando como uma criança, chorando assim como quando ela se foi. Meu coração doeu, e eu novamente perdi meu chão, e chorei ainda mais com tudo. Eu já sabia que seria difícil, mais queria que não fosse tão ruim. Tentei dormi, mais não deu em nada, tentei pensar em algo que não fosse o ocorrido, mais não adiantou. Então como uma última tentativa, respirei fundo, simplesmente meu chão se foi, meu mundo desabou, e só me sobrou ela. Com isso peguei meu celular e liguei para a mestiça, na esperança de ser atendida, o que por sorte aconteceu.

Por mais estranho que pareça, ela agora era o conforto que eu necessitava, e acho que ela também sabia disso, tanto que aceitou meu convite para vir me ver. Alguns minutos depois, a jovem azulada, já se encontrava a meu lado, afagando meus longos cabelos loiros, e escutando meu choro leve. Isso se repetiu por alguns dias, eu precisando de conforto e consolo pela morte de minha mãe, e Marinette mostrando-se uma pessoa de bom coração. Ela fazia com que eu sentisse meu coração bate novamente, aquecido por seu carinho. E isso me fazia bem.

No final das contas, acho que minha mãe tinha certeza. Ela dizia que as piores feridas sempre vem junto de seus curativos, só é preciso estar aberto a vê-los. E foi isso que aconteceu, a morte dela foi uma ferida profunda, mais também veio com seu curativo, que era a presença de Marinette. E agora que a ferida já estava quase curada, eu não gostaria de perder minha cura.

Simplesmente, não gostaria de perde-la, pois agora que estou ao lado dela, me sinto ainda mais necessitada de sentir seu conforto, de estar aqui com ela. Mais o porquê disso? Seria esse sentimento quente em meu peito o que acho que é? Sempre amei o Adrien, mais o que estou sentindo pela mestiça é diferente, é quente, é calmo, é incomum, é especial. Não sei ao certo o que é, mais tenho certeza de que não quero perder isso por nada.


Notas Finais


Espero que tenham gostado. ^_^


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