História Ela e o fantasma - Capítulo 1


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Categorias Originais
Tags Drama, Fantasia, Fantasma, Original, Suícidio
Exibições 12
Palavras 302
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção
Avisos: Álcool, Linguagem Imprópria, Mutilação, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 1 - Capítulo primeiro


O céu estava coberto de nuvens acinzentadas. Vez ou outra a luz de um relâmpago reluzia fraco através delas, acompanhado de um trovão estridente. Os pingos de chuva atingiam o chão com força, lavando o asfalto e se esvaindo pelos bueiros. Na calçada, uma árvore parecia alegre, com suas folhas verdes e vívidas dançava vagarosamente balançando seus galhos pesados no ritmo da ventania. A rua estava quase vazia. Alguns pedestres agasalhados passavam ali apressados, vestindo capas de chuva e carregando guarda chuvas coloridos. Sempre praguejavam pelos sapatos ensopados. Eu, por outro lado, praguejava por não me ensopar e não poder sentir no rosto o sopro fresco do vento, ou os pingos gelados de chuva. Eu praguejava por não poder sentir, não sentir nada, eu praguejava por já estar morto.

    Apesar de tudo, eu estava lidando bem com a situação. Eu não me lembrava de quem eu era, o que havia acontecido comigo ou porque eu estava preso naquele lugar. Eu sabia que estava morto, era o que o ceifeiro tinha me contado. A figura pálida vestida de preto, com  fundos olhos negros e misteriosos também disse que não poderia colher minha alma. Explicou que às vezes alguns de nós ficam presos nesse plano, por vários motivos, geralmente algum assunto inacabado ou algo do tipo. Ele parecia saber quem eu era, ou quem eu fui. Eu fiz mil perguntas como: o que aconteceu comigo,  se eu tinha uma família, porque eu fiquei preso ali, como morri, e o que deveria fazer. Tudo o que ele tinha me dito até agora era que eu estava morto. Então eu aceitei que ficaria ali, naquela calçada onde estava preso, perto da lixeira e do poste, observando as pessoas que não poderiam me ver e ouvindo o calmante chiado da chuva que não me atingiria nunca mais.



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