História Ela é Perfeita - Capítulo 6


Escrita por: ~

Postado
Categorias Naruto
Tags Hentai, Itakonan, Naruhina, Nejiten, Sasusaku, Shikatema
Visualizações 187
Palavras 5.386
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Famí­lia, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Álcool, Drogas, Insinuação de sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 6 - Seis


Fanfic / Fanfiction Ela é Perfeita - Capítulo 6 - Seis

— Sakura – A rosada levantou a cabeça apenas para encarar os olhos fulminantes de Sasori, mostrou um sorriso convencido voltando para seus estudos na sala de aula. Ninguém além de Tenten se aproximou para sentar ao lado de Sakura, e não era por estarem com medo, e sim pelo sorriso diabólico que lhe enfeitava o rosto. — O que foi que você fez? – Perguntou o ruivo ao se inclinar na mesa, olhou de Tenten para Sakura, e está morena, apenas sorria.

— Eu disse que iria resolver meus problemas. – Respondeu calmamente, encarando o primo que estava se comportando como um pai, um pai que ela não queria no momento. — E você?

— Eu? Eu vim correndo para tentar te impedir de fazer uma besteira.

— Bom você chegou tarde demais – Tenten provocou, lhe entregando o celular para que o Haruno pudesse ver o vídeo que estava dando show na internet. — Todo mundo está confirmando presença para hoje à noite.

— Hoje á noite? – Sasori deixou o celular nas mãos na morena de novo e olhou para Sakura com um pouco mais de cuidado. Encheu o peito antes de pegar uma das carteiras e sentar de frente para a rosada que não conseguia tirar o sorriso do rosto alvo. — Sakura, correr dia de semana, é contra as regras dessa cidade.

— Eu não ligo.

— Mas você tem que ligar. Há muito tempo atrás, todos os dias tinham corridas ao longo da noite, o que não deixou ninguém em paz. Quando o prefeito deu a ordem para todos os jovens que gostavam de correr iniciar isso apenas nos finais de semana, a paz reinou. – Sakura suspirou — A gente não corre dia de semana porque é contra regras, tem muita gente menor de idade que corre naquelas ruas e ninguém está afim de passar dois, três finais de semana sem a nossa diversão porque você e o idiota do Sasuke criaram uma rivalidade desnecessária.

— Sinto muito. Sinto mesmo. Mas não vou mais cancelar. Sabe, seu amigo levantou uma calúnia contra minha pessoa, então ele vai ter que provar que isso é verdade, ou não. E não estou afim de esperar até o próximo fim de semana para provar a Sasuke Uchiha, que o mentiroso, é ele.

— Mas você quer provar a ele, ou a você? – Sakura levantou uma sobrancelha — Se alguém ficar encrencado com isso, vocês dois serão culpados.

— Quer saber – Sakura levantou, não queria mais ficar para ouvir sermões de Sasori Haruno — Você faz o que quiser, e eu cuido da minha vida. Não preciso dos seus conselhos.

— Sakura, você faz parte da minha equipe – tentou a impedir de sair quando a rosada fez menção — Eu não posso deixar que todo mundo leve a culpa porque você não sabe se segurar, ou esperar até o próximo final de semana.

— Me expulse então – Seu olhar era de venosa, e o sorriso ajudava. Passou pelo ruivo que colocou as mãos na cintura enquanto olhava para frente, não podia lidar com Sakura daquele jeito, sedenta por uma droga de corrida que todo mundo já sabia o resultado.

Ah, ele não podia pará-la, sabia que não poderia, e mesmo assim, tentou o fazer. Se nem Kizashi foi capaz de dar um basta em tudo aquilo, ele é quem não faria. Não havia mais nada que impedisse Sakura de fazer o que quisesse, quando quisesse, e isso, podia se tornar um problema mais tarde. Oh se podia.

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Depois que saiu da sala, Sakura andou por todos os colégios na esperança de esquecer as palavras de Sasori, e os olhares que sempre lhe eram direcionados por onde passava. Não importava por onde andava, sempre tinha um ou dois para lhe olhar com um perverso sorriso, ou correr com medo de alguma coisa. Ela não era tão durona assim, tinha até sentimentos, na maioria das vezes.

Sentou no jardim mais afastado daquela escola, e só saiu dali quando o sinal para o almoço bateu. Voltou para dentro ainda perdida em seus devaneios quando para o azar do seu destino, encontrou Sasuke no fim do corredor, mas este não lhe viu, estava mais preocupado em paquerar Ino a loira que aos olhos de Sakura, já pegou todo mundo. Este sorria para algo que era lhe dito no ouvido, e quando voltou para frente da loira, lhe deu um selinho e foi embora, deixando a garota com um sorriso de dar inveja, em outra pessoa, não em Sakura, claro.

Depois do almoço, avisou a diretora que não estava bem, e pediu para sair mais cedo. Da escola, foi para casa, tomou um banho e trocou de roupa para descer e ir para a loja. Deu sorte de Mei não está em casa, e nem fazia questão de saber por onde a senhorita andava.

Quando chegou a loja, Kisame era um dos únicos presentes, até se assustou quando a rosada chegou dentro de uma calça apertada, botas pretas, cabelo amarrado, uma maquiagem leve, bonita, perfeita para os lábios doces, e a língua venenosa. Parou em sua frente com um olhar determinado e ele não foi capaz de perguntar o motivo de ter chegado mais cedo do que deveria. Optou por deixá-la em paz, o que lhe foi muito recebido.

De cinco clientes que entrou na loja em menos de cinquenta minutos, quatro fizeram compras altas apenas por ser Sakura a atender e mostrar o que podia ser melhorado em seu carro, deixando eles felizes por ter um pequeno momento ao lado de uma mulher bonita, que saiba falar tudo sobre carros e ainda sorri empolgada.

E depois de suas vendas altas e bem feitas, se sentou para começar a ler as revistas daquela cidade. Konoha podia ter pequena, mas tinha um extremo controle de seus habitantes. Todo mundo se conhece em cidade pequena, e qualquer um tenta fazer algo para se destacar o que no caso, se for bom de certa forma, consegue uma pequena fama e cresce com ela, o que foi o caso de Julis, a autora da revista Holly, louca para colocar suas práticas de edição em jogo e ser reconhecida, e conquistou a todos.

Procurava sempre por notícias bombásticas, que pudessem parar o povo, deixava os assuntos mais importantes como polícias e acidentes para os jornais enquanto ficará encarregada de tornar várias pessoas em celebridades daquele lugar. E uma destas pessoas, era Sasuke Uchiha, o moreno sedutor que vencera mais de cem corridas consecutivas, o cara que não pegava qualquer uma, e os fins de seus relacionamentos sempre tinham haver com “não quero ficar com uma garota que me prenda dentro de casa”. Isso era notícia para todas as garotas, ainda mais, quando vinha uma linda foto nova do Uchiha delicia, apelido dado pela editora.

E dentre tantas revistas, rever o rosto de Sasuke em uma não era uma das coisas que poderia agradar a rosada, tanto que fechou com força jogando-a para um lado bem a tempo de ver Sasori adentrar a loja depois de estacionar seu carro. Sakura sorriu toda orgulhosa de si. Esperou o ruivo está perto do balcão para estender o sorriso e deixá-lo sem graça por alguns segundos.

— Qual o motivo do sorriso?

— Eu passei a manhã aqui, e não queria me gabar, mas eu fiz uma venda de mil reais – Sasori riu, já imaginando o porquê, devem ter se distraído maliciosamente quando olharam para o decote não muito grande na blusa da menina, e mesmo que se Sasori se controlasse, ele tinha ciúmes, ciúmes de algo que não era seu, mas a esperança é a última que morre.

— Imagino porque – Deu de ombros vendo-a pegar outra revista em cima do balcão. — Você pensou sobre Sasuke – A rosada bufou, revirando os olhos.

Olhou para Sasori desdém, estava começando a odiar esse nome intensamente. Para todo canto que se virara, Uchiha Sasuke estava em seu caminho, e ela estava louca para destruí-lo mais uma vez em público, mostrar do que a pirralha que "fugiu" dele era capaz. Ah, Sasuke lhe pagaria bem caro pela palhaçada que fizera com seu nome.

— E o quê que tem? – Sakura ficou séria, só o que lhe faltava era seu primo vir falar alguma coisa de novo, já não bastava a briga que tiveram na escola?

Sakura nem sempre havia sido rebelde, marrenta, ou qualquer coisa que a intitula agora. Mas após a morte de sua mãe, tudo que ela queria era correr, não importa sua idade, ou se seu pai estaria brigando, uma vez que perderá sua mãe dentro de um carro, com ela fugindo para correr. Mebuki era agitada, ela sim era rebelde e lhe ensinou a não deixar que ninguém pisasse em seu calo e saísse por cima. Que não levantassem nada de ruim em cima de seu nome, ela fora ensinada a sempre sair por cima, e não seria agora que deixaria Sasuke Uchiha vir com toda sua mentira e sujar seu nome e sobrenome. Ia mesmo desafiar Sasuke quantas vezes fossem necessárias em sua vida.

— Não tente negar, estamos com um problema. A cidade toda já está falando da corrida de hoje, corrida esta, que não podia acontecer em plena segunda-feira, Sakura.

— Eu não ligo.

— Você devia ter me esperado.

— Sasori, eu não preciso que você resolva meus problemas. Eu disse para ficar fora, que eu não iria querer você envolvido em nada. – Voltou para sua revista — Essas coisas são minhas, ele não te colocou no bolo, preferiu caluniar apenas meu nome, então ele vai lidar apenas comigo.

— Você ainda é uma criança – Sakura suspirou.

— É. Pode ser. Mas eu não preciso de um babá me dizendo o que devo, e o que não devo fazer com meus problemas. Você não precisa tomar conta de mim dessa forma.

— Ah – o ruivo resmungou, cruzou os braços e fez bico.

— Sasori, a deixa. Todo mundo já está comentando, e temos um lado da Sakura, o lado do Sasuke. Nós vamos saber quem estava mentindo hoje à noite. — Sakura virou o rosto para Izumi que sorriu — Não que eu esteja torcendo pelo Sasuke.

— Ué, você está? – Sakura virou para ela completamente deixando a morena sorridente.

— Não eu gosto do Sasuke... Bom, eu gosto do irmão dele... Mas isso está fora de cogitação. E se quiser alguém que ame o Sasuke mais do que a própria vida, essa pessoa é Tayuya. – Apontou para a ruiva que conversava animadamente com Kisame e alguns outros na porta da frente da loja. — Ela sim não aguenta ouvir nem um “Sasuke é feio”. – Sakura rolou os olhos. Definitivamente, o nome de Sasuke já estava povoando sua cabeça de mais em menos tempo do que imaginou.

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—... E foi isso, que aconteceu, Itachi – Terminou o Uchiha, sentando no sofá com uma bolsa de gelo entre as pernas. — Quer mais algum detalhe?

— Não. Não quero não – Andou de um lado para o outro em frente ao irmão mais novo que apenas bufou de raiva, não estava nada confortável com aquela posição. — Vocês sabem que não podem quebrar as regras do prefeito, pode até suspender as corridas, por sua culpa.

— Não fui eu que dei à louca e foi para cima de outra pessoa desafiar ela a fazer uma coisa fora das regras.

— Mas foi você que mentiu. – Itachi voltou para a frente do irmão. — Foi você que mentiu dizendo que a Sakura tinha fugido de você com medo, e claro que quando ela voltaria, estaria com raiva sua. Ela fez isso, por uma consequência sua, e eu espero que o tio Madara não fique sabendo de nada, ou você já sabe, ele vem buscar você para morar com ele.

— Eu não vou morar com ele, não gosto daquela cidade, eu estou bem aqui, gosto daqui.

— Então faça por onde ficar aqui, Sasuke, pelo amor de Deus, vá nessa corrida, e faça com quem seja a última que disputará com Sakura.

— Vou me assegurar. Sakura vai perder, pode escrever o que eu estou dizendo – bufou mais zangado ainda, e a cada bufar de raiva, a dor aumentava entre as pernas. Sakura sabe mesmo como deixar um homem morrendo de dores nas partes baixas, seja por sua violência extrema, ou pela beleza que exalava por onde passava. — O que? – Sasuke balançou a cabeça, que pensamentos ele estava agregando na mente agora? — Saco!

Mal ficou sozinho para pensar no que faria, e a campainha fora tocada. Revirou os olhos não querendo levantar de onde estava, muito bem acomodado naquele sofá com as bolas congeladas. Olhou ao redor procurando por Itachi enquanto a campainha voltou a tocar. Ele não iria levantar, não ia mesmo. Seus testículos estavam doloridos, tudo que podia fazer era se arrastar com ajuda de alguém, e nesse momento, nem Itachi estava por perto.

— Ah! Está merda tá aberta – gritou algo e em bom som. A porta foi aberta dando passagem para Neji que encarou o Uchiha e sorriu de canto, ninguém ficaria sã com aquele homem jogado no sofá e uma linda bolsa de gelo em cima do seu pênis. — Se vai ri, é melhor sair da minha frente.

— Porque? Você sai se arrastar até aqui? – Sasuke virou o rosto, e Neji jogou sua mochila no chão enquanto se preparava para contar a novidade. — Eu finalmente consegui a informação que queria, e como você, e todo mundo já havia dito, Sakura não fugiu de você.

— O que aconteceu então?

— Sakura foi embora naquela hora porque o pai dela que sofre de alguma doença que Deidara não ficou sabendo, passou mal e estava no hospital. Ele contou para Tenten hoje pela manhã e ela me disse depois que você foi atingido. – Sasuke o encarou sem ação, não imaginava que o problema fosse mais... Intenso.

— Pelo menos ela ainda tem um pai – murmurou olhando para baixo.

— Não por muito tempo. Sasori disse que ele não está lá bem de saúde, e Sakura veio para Konoha porque precisava dar paz ao pai.

— É ela veio me encher o saco. – Neji bufou. Abaixou-se para pegar a bolsa e abriu a porta. — O que foi agora?

— Será que dá para você pensar menos em você, e pensar na merda que você fez com a Sakura? Sei lá, ela foi ver um familiar, não correu de você por medo. – Declarou o moreno dando um sorriso de canto. — Te vejo hoje à noite.

— Ah! Droga!

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Os olhos estavam bem marcados pela maquiagem escura, quem seria ela se não marcasse seus lindos olhos verdes destacando o máximo que pudesse? Sempre gostou de se maquiar e se sentir bonita, poderosa, mais que desfilar com um carro bonito passando por cima de muitas pessoas, não literalmente. Claro!

Virou para procurar uma bota de cano curto dentro das várias caixas pelo quarto, ainda não estava com intenção de arrumar aquilo naquele quarto, uma vez que já sabia que Deidara achará um canto para si, adoraria morar sozinha e ter suas próprias coisas. Estudaria, trabalharia correria na maior parte do tempo, e estaria sempre sorrindo, sendo independente e cuidando de si própria.

— Sakura você já está pronta? – Sasori parou no meio do quarto quando olhou para a rosada de costas. Ela estava abaixada enquanto calçava suas botas. Trajava um vestido branco curto, sem decotes, mas ainda era curto e apertado, marcando as poucas curvas da Haruno que o fez vibrar.

— Que foi? – Ele levantou os olhos. Fitou os verdes de Sakura. O cabelo estava solto envolto de seu rosto, deixando-a ainda mais bonita, tão gata. Suspirou, desviando o olhar fazendo uma careta. — Não está bom?

— Você é sempre tão... – Rolou os olhos — Vamos embora, está todo mundo esperando na frente da loja. E já estou avisando; se ouvir sirenes, por favor, corra, volte para casa.

— Ah, fazer algo proibido é comigo mesmo – Passou por ele jogando seu charme, e fez Sasori morder os lábios. Oh sim, ele estava apaixonado, sempre esteve apaixonado por Sakura e agora, mais do que nunca.

Saiu do quarto fechando a porta e desceu as escadas a tempo de ver Sakura passar por sua mãe sem responder nada. Ela nunca mudaria mesmo. Quando chegou á loja onde seus amigos o esperavam, Sakura já estava mais do que enturmada com a galera, conversando animadamente com Tenten e Kakuzu, um dos poucos que tinha uma mania de ficar com o dinheiro e saber quanto cada aposta valeria a pena.

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Naquela noite as pessoas estavam aglomeradas naquelas ruas apenas para assistirem a grande corrida entre Sasuke e Sakura, uma revanche pequena, mas que todo mundo estava ansioso, e não era para menos. O vídeo de mais cedo rodou em todo celular, e todos daquela cidade estavam sabendo, e quem adorava corrida, não demorou muito para quebrar as regras e aparecer naquela rua.

— O que foi? – Itachi perguntou para o irmão. Claro que não ficaria de fora daquela noite. Estava com o irmão apenas para conhecer Sakura, ou segurar o irmão caso perdesse, ou ganhasse, já não estava mais ligando para o fato.

— Não é nada.

— É só ficar tranquilo – Naruto suspirou passando a mão pelo cabelo coçou as mãos.

— Eu estou tranquilo – Sasuke fitou o loiro que suspirou, com as mãos no coração.

— Ah, então eu vou ficar nervoso por você – ele se colocou entre os irmãos Uchiha, que sorriram — Eu não ia comentar, mas eu fiquei com um tesão enorme por aquela rosada... Olha só... – Encarou Sasuke que o encarava incrédulo. — Mas... Ao mesmo tempo tenho medo, você viu o que ela fez com o Sasu?

— Chegaram! – Os dois olharam para o canto da pista, lá estava Sasori e sua grande equipe chegando. Sasuke procurou o carro da rosada e riu ao perceber que ele não estava entre a equipe.

— Acho que ela desistiu – Naruto disse.

— Não fale esse tipo de coisa – Itachi sussurrou para o loiro que riu malicioso — Você sabe bem o que acontece. – Os dois gargalharam deixando Sasuke ainda mais puto.

— Ah, lá está ela – Sakura saiu do carro já chamando atenção pelo vestido curto, mas bonito o suficiente para sustentar olhares de todos os homens, principalmente os de Sasuke que não desviou por um momento enquanto ela era rodeada de garotos e sorrisos de Sasori, que parecia não ter fim. Abaixou a cabeça quando ouviu os gritos mais altos. Ela era bonita, e ele não fazia questão de negar.

Quando seus olhos se encontraram, ele sentiu um estremecer no corpo completamente, Sakura apesar de ser mais nova, era bonita, sedutora e quando estava na corrida, se arrumava como uma mulher fatal, dilacerando seu ego, uma vez que a rosada era a única mulher que ele não podia se aproximar, e era justamente a mais bonita. As equipes ficaram de frente e Sakura continuava com aquele sorriso debochado, igual os dos lábios de Sasuke.

— Oi – Se manifestou à rosada, jogando o cabelo para trás e revelando o ombro nu. Sasuke se ajeitou sob as pernas ao lado de Naruto e Itachi. O Uchiha mais velho olhava para Sakura com um sorriso cético, ainda não dava para acreditar que a garota que Sasuke tanto falava mal era uma garota bonita demais para ter mesmo uma boca suja e ser mal humorada, ninguém acreditaria que aquela podia ser agressiva, violenta. — Veio com seu papai? – Indagou, olhando de Sasuke para Itachi.

Itachi parou o sorriso e Naruto engoliu a seco.

— Não. Não sou eu que preciso de babá – Despejou o Uchiha andando até parar em frente à rosada.

Os sorrisos falsos foram lançados.

— Estou louca para correr com você.

— E eu mais ainda — Declarou o Uchiha.

— Espero que não esteja tão machucado.

— E eu espero de coração que você consiga alcançar os freios do seu carro.

— Não, o acelerador fica mais perto de mim. E claro, espero de coração também, que você não chore depois que perder.

— E você que não fuja, pequena pirralha importada.

— Não se preocupe, eu não vou fugir, até porque eu deixei meu celular em casa. – Ficou de lado, dando um sorriso sedutor, Sasuke estufou o peito, odiava ser... Sensível a olhares poderosos.

— Isso não significa nada – Riu com seus amigos, menos Itachi, ele via aquilo como uma grande briga.

— Sou uma pessoa importante, e quando precisam de mim, me ligam. Desculpa se ninguém precisa de você.

Sasuke parou o riso e ela deu as costas voltando para seu carro. Naruto gargalhava ao seu lado e Itachi não estava diferente. Queriam ao menos poder ficar ao lado de Sasuke, mas a pirralha sempre tinha o que dizer na hora certa, acabando com a felicidade do homem.

— É irmãozinho, boa sorte – murmurou Itachi, que sem querer, ainda encarou Sasori com um tom de desprezo, tal como o ruivo. Ambos ainda se odiavam e não podiam mesmo ficar no mesmo lugar. — Essa garota não é pra qualquer um.

— Sasuke, você não ganha uma – Comentou Naruto, ainda gargalhando, e levou um soco no braço.

— Pirralha abusada.

— Vai Sasuke... E não perca – Pediu Hinata parando em frente ao moreno.

— Não vou perder, se é que vocês acreditam em mim, parecem está todos do lado dela. Vocês são meus amigos. – Reclamou o homem, ainda puto da vida, entrou no carro e não deu mais bola para todo o resto.

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— Sakura, se comporte – Exigiu o Haruno que parou ao lado da prima que o fitou.

— O que eu menos quero agora, é ouvir sua voz mandando em mim. – Abriu a porta do carro.

— Não estou pedindo uma coisa muito grande, Sakura – Ele parou-a antes de entrar. — Só segure a língua, você é muito impulsiva, e isso pode prejudicar você.

— É mesmo? Não me importo. – Sakura riu maliciosa e entrou no carro de vez. Aquele riso malicioso significava apenas uma coisa: ela não pararia por nada.

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Os carros foram posicionados um ao lado do outro, os gritos eram ouvidos atrás dos carros. O sorriso no rosto revelava a vontade de vencer um do outro, e não podiam negar aquela ultra-atração seguidas primeiramente pelos carros iguais. Sakura podia ser dura e bem violenta quando queria, mas sabia muito bem apreciar uma peça linda, uma cor bonita e uma pintura a mão muito bem feita de um carro qualquer, o que não era o caso de Sasuke, já que o moreno dirigia um, igual ao seu.

Além do carro bonito e bem estiloso, Sasuke era bonito de uma maneira unilateral, charmoso e ao mesmo tempo rabugento. O odiava na mesma proporção que achava bonita, mas essa declaração jamais sairia de sua boca, da sua mente.

— A cada dia que passa, percebo que você não tem mesmo limite – Papeou o moreno, esperando a hora exata para sair em disparada antes da rosada quando a blusa de Ino chegasse ao chão.

— Não tenho mesmo, mas gosto de viver assim. Costumo dizer que quem limites, não merecem viver. – Sasuke sorriu, abaixando a cabeça enquanto escondia a droga do sorriso, aquela boca era atrevida ainda pintada de rosa. — O que foi?

— Às vezes penso que falo com meu irmão, não com a pirralha importada de Sunna para me deixar desconcentrado.

Sakura olhou para o lado.

— Eu desconcentro você? – Sasuke olhou para ela, fitando-a seriamente, respirou fundo e abaixou o vidro do capacete e levantou a janela. Sakura sorriu sem entender nada e olhou para frente.

Rapidamente um pensamento de seu pai passou em sua mente, Não sabia como ele estava no momento e fechou os olhos para se concentrar enquanto ouvia o ronco do motor, sorriu ao pensar em sua mãe que morrera também, tinha saudade dos momentos, cada gargalhada em prol de sua felicidade, deixava a rosada emocionada. E o que lhe tirou desses devaneios foi o único e alto grito de Sasori avisando que a corrida tinha começado. A rosada acelerou ao lado de Sasuke que apenas riu, e dois segundos depois parou quando ela o ultrapassa. Ele ligou seu 'brinquedo', não perderia para ela novamente. Aí já seria muita humilhação. Além de Sakura está dirigindo muito bem, tinha uma ferrari igual a sua, só que as cores eram diferentes e os motoris também, isso lhe deixava incerto, e um pouco encabulado. Eram duas pessoas com pensamentos diferente, mas com o mesmo desejo.

A curva já estava próxima, e ele pensou em fazer o mesmo que ela, ao invés de frear, Sasuke também acelerou, fazendo ambos os carros darem a volta no mesmo momento. Sakura olhou para o lado vendo o sorriso nos lábios daquele ser humano. Ela acelerou mais passando dele. Não perderia uma corrida, ela jamais teria essa humilhação. Porém, quanto mais avançava, mais Sasuke seguia ao seu lado, e isso a irritava. Sakura acelerou mais no final, a linha já estava próxima, queria chegar em primeiro, como sempre foi, mas Sasuke continuava colado. E ela gritou de frustração ao ultrapassar a linha junto a ele.

Sasori riu de canto. Torcia por sua prima, claro, mas tinha total consciência de que Sasuke era um bom piloto, e com ódio naquelas rodas ele ficava ainda melhor. Porém, não sabia o que sairia daquele carro, Sakura estaria no momento com tanta raiva daquele homem, que era perigoso até ela ficar perto de carros com gasolina. Sasuke saiu do carro com um sorriso nos lábios, olhou para o de Sakura e só depois ela abriu a porta. Ela também saiu sorrindo, porém mais fraco.

Quando voltaram a ficar frente a frente, ele debochou:

— Chegamos juntos. Você não é a melhor. – Ajeitou a jaqueta com um sorriso quase de vitória.

Sakura encarou o moreno que sorria na frente de sua equipe, seu sorriso era bonito, ele todo era bonito. A camisa arrumada embaixo da jaqueta preta, ele ficava sexy, o que deixou a rosada meio incerta, confusa, e mesmo assim, engoliu aquele mal estar, deixou de lado a tremedeira nas pernas e qualquer outra coisa que pudesse acontecer de diferente em seu corpo. E com toda essa demora em responder de forma afiada, Sasori retornou o olhar para a prima, notando o olhar confuso de Sakura para o moreno em sua frente.

O olhar dele também mudará para com ela, e tudo isso o deixou nervoso, ele não queria Sasuke e Sakura no mesmo espaço, todas as garotas que um dia foi apaixonado, perderá para Sasuke, ou Itachi ao longo da sua vida e não estava a fim de deixar Sakura cair nas garras do seu rival, e perder outra mulher. Bufou de raiva.

— Pelo menos você aprendeu alguma coisa, depois da última corrida – o corte foi grande o bastante para ele ser vaiado outra vez. Sakura riu, talvez verdadeiramente pela primeira vez naquela noite. — Parabéns.

— Definitivamente, você não ganha uma – Brincou Naruto sorrindo, e foi acompanhando por Itachi, Sai e todos os outros que estavam presentes.

Ele riu de canto quando a viu entrar em seu carro com uma cara não muito boa. Além de arrogante e abusada, ela era uma criança, com um hobby diferente, e merecia respeito, mais respeito ainda por empatar com Sasuke Uchiha, mesmo que já tenha ganhado uma vez.

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Sakura olhou mais uma vez para a lua, seu coração estava dolorido, sim. O homem a qual ela mais amava estava doente, não sabia se já tinha voltado para cara ou continuava no hospital, e agora, teria que se contentar com um empate em sua lista de corridas. Só podia ser um grande engano. Ela fitou o céu novamente, tão azul, cheio de estrelas, riu para uma, sabia que aquela brilhava para si. Olhou de volta para seu quarto na casa de Sasori, não aguentaria mais ficar ali. Tinha que se mudar logo e cuidar de deixar as caixas de lado.

Ela olhou para o teto, possivelmente seu rosto estava negro pela maquiagem, e com certeza seus cabelos estavam desarrumados, mas ela não se importaria com sua beleza agora. Infelizmente, a porta do seu quarto foi aberta bem devagar, ela soluçou enxugando as lágrimas. Olhou para a mesma e viu Sasori parado, ainda se decidindo se entrava ou saia. Entrou assim que notou a bagunça a mais no quarto dela, fechou a porta e sentou ao lado de Sakura que riu terminando de limpar o rosto.

— O que foi agora, Sakura? – Sakura abriu a boca sorridente, e olhou para ela, mais alegre.

— Estou bem. – Murmurou desanimada.

— Não esperava perder para Sasuke, não é mesmo? – Sakura assentiu, olhando para o ruivo. — Mesmo não querendo admitir, Sasuke é um bom piloto, Sakura, eu já esperava um empate, ou... Você ganhar.

— Eu queria deixar aquele homem comendo poeira, mas na verdade, eu não sei mesmo como aconteceu – Declarou desanimada. Estufou o peito e olhou mais seriamente para o primo. — Passei a odiar esse nome também.

— Incrível como você é uma das poucas garotas que eu conheço que não era para Sasuke como se ele fosse um príncipe encantado – Sakura abaixou a cabeça, rolou os olhos notando o ciúme em cada sílaba do primo. — Todas parecem ter um ímã em direção a aquele traste, e ele mal fica com uma garota. As pessoas diziam antes que o Uchiha era Gay... Mas depois ele se aproveitou para mostrar que era mentira, e só em uma festa, ele pegou umas cinco meninas. – Sakura se sentiu enjoada.

— A gente pode falar de outra coisa, Sasuke está tirando meu sono. – Sasori a olhou, estudando o rosto da menina que parecia enojada.

— Você quem sabe, só queria deixar claro que ele não é uma boa pessoa.

— Porque está me dizendo isso? – Sasori fitou a rosada que o encarou confusa, e esperava com certeza uma resposta.

— Não é nada – Ele levantou. Saiu do quarto da rosada fechando os olhos quando a porta foi fechada atrás de si. Respirou fundo, não sabia como lidar com Sakura daquela forma, tão cheia de si e tendo seus amigos e inimigos de olho no que futuramente seria seu. Isso o deixava frustrado, irado, na verdade.

Sakura ficou olhando para a porta sem entender, mas acabou desistindo de conversar com qualquer outra pessoa, ignorou todas as mensagens de texto no celular, as ligações de Tenten e até mesmo de Hinata, notificações no facebook. Tomou um banho quente para deixar seu corpo relaxado e deitou para dormir.

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A terça-feira chegou com um pouco de chuva, as ruas estavam molhadas e a umidade se fazia presente quando a rosada abriu os olhos, além odiar a escola, tinha preguiça de acordar cedo, e com chuva as coisas ficaram piores. Ela sentou na cama, por mais indisposta que estivesse para ir à escola, queria entrar ali de cabeça erguida, e mostrar a verdadeira Sakura Haruno. Mostrar-se forte diante de todos e claro, mostrar que de criança, ela tinha apenas a idade, talvez.

Ir para a escola era uma coisa fora do seu mundo. Agradecia mesmo a Deus por seu pai a ensinar em casa, mais uma coisa o agradeceria para sempre. Desceu as escadas da casa de sua tia e avistou Sasori na cozinha, ele comia alguma coisa enquanto resmungava com alguém no celular. Ela adentrou o cômodo sorrindo e Sasori desligou o celular e a fitou. Sempre bem arrumada, hoje o cabelo estava feio duas tranças para cada lado do pescoço, jogados por cima do ombro.

— Bom dia... Esperava que fosse acordar mais disposta, mais sorridente. – Sakura o olhou, dando um sorriso macabro, e abaixou a cabeça para passar geleia em uma das torradas.

— Eu estou animada. Mas a preguiça não deixa eu me animar o bastante para o dia frio, que combina com meu mal humor. Preferia ficar em casa e dormir. – Pensou um pouco, e desistiu. Já tinha vestido a farda, se aprontado, se jogar na cama agora não era uma opção. — Preciso falar com Deidara a respeito do apartamento que ele encontrou.

— Ainda está com isso na cabeça? – Sakura suspirou, mas não levantou a cabeça para encarar o ruivo. — Sabe que pode ficar aqui em casa, a minha mãe não é tão ruim.

— Prefiro ficar em um lugar que me sinto bem. – Sasori revirou os olhos.

— Não quero que fique com raiva de mim, eu só não me sinto bem aqui, então, me deixe fazer o que quiser. Você não é meu pai. – outra vez, se mostrava fria e determinada a querer uma vida independente, e ninguém podia tirar essa vontade de dentro do seu peito.

— Você quem sabe, Sakura, eu não posso mais fazer nada. Fazer-te mudar de ideia não vai adiantar, então... Deixe-me ao menos te ajudar. – ela assentiu.

— Obrigada. – Agradeceu mostrando um sorriso lindo, que fez o coração do ruivo derreter.

É, ela era doce quando queria.


Notas Finais


Deem uma olhada na nossa fanfic em conjunto, Liars, a Rede de Mrntiras https://spiritfanfics.com/historia/liars-9841477


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