História Ela é proibida! - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Eliane Giardini
Exibições 241
Palavras 1.145
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Famí­lia, Ficção, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Espero contar com a opinião de vocês!

Capítulo 1 - Primeiro


À medida que minha vida profissional deslancha, a pessoal desmorona. É difícil se sentir totalmente realizada de um lado e fadada ao fracasso de outro. E é assim que venho me sentindo nesses últimos tempos. Tenho dedicado boa parte do meu dia ao trabalho e o que me sobra, uso para tentar salvar meu casamento. Estou com Carlos há anos e confesso que já fui muito feliz, mas atualmente a única coisa que sinto olhando para ele é desgosto, por outro lado tenho pena de jogar tanto tempo juntos no lixo e por gostar dessa ilusão de família feliz, ainda sigo tentando. Atualmente venho me preparando para meu novo trabalho na televisão. Viverei uma dançarina e mais uma vez estarei ao lado de Werner Schunemann.
- Eliane - duas batidas fortes na porta fizeram eu despertar dos devaneios - Eliane, já serviram o jantar! - Era Carlos, me chamava impaciente, e pelo tom de voz, seu humor não era dos melhores. - Estou indo - Coloquei o texto em cima da escrivaninha junto com meu óculos e em seguida sai da biblioteca, indo em direção a sala de jantar.
Apenas Carlos estava na mesa, ainda estava se servindo quando me sentei na cadeira que estava em sua frente.
- As meninas ainda não chegaram?- Perguntei sobre nossas duas filhas. - Não, ligaram avisando que não vão jantar conosco - Ele disse seco. Não era de hoje que Carlos estava indiferente e eu sequer sabia o motivo. - Tudo bem - Respirei fundo e me servi com um pouco de salada. O clima estava tenso e por vários minutos era audível somente os ruídos dos talheres batendos nos pratos. - Eu quero saber uma coisa - Carlos finalmente quebrou o silêncio. - O que? - O encarei enquanto a empregada retirava as louças da mesa para trazer a sobremesa. - Quando você vai começar a gravar? - Ah! Então era isso o motivo do estresse. Ciúmes. A cada novo trabalho era uma batalha em casa, Carlos achava que eu não precisava trabalhar, que não tinha necessidade de me expor e além do mais, detestava o fato de me ver fazendo cenas com outros homens, não entendia que era o meu trabalho. - É por isso que você está assim? - Perguntei irônica. - Não me responda com outra pergunta, diga apenas o que eu quero saber. - Nós dois sabemos aonde sua pergunta quer chegar! - Carlos retrucou impaciente: - É com ele, Eliane? - Fechei os olhos, respirei fundo e voltei a fitá-lo. - Começo semana que vem e você sabe disso! - Então a partir de semana que vem não existe mais Eliane nessa casa? - Ele falou irritado. - É o meu trabalho, você já deveria ter se acostumado com isso, é o que eu gosto de fazer! - A indiferença de Carlos com a minha profissão me irrita profundamente. - O seu trabalho é com o seu ex, se beijando por aí, chegando tarde em casa e saindo em revista agarrada com outros, esse seu trabalho é muito conveniente, não acha? - Você é louco! Um louco! - Levantei irritada sem sequer ter tocado na sobremesa. Mas em seguida ele veio atrás de mim e senti sua mão me puxando de volta enquanto eu passava pela sala. - Volta aqui que nós não terminamos essa conversa, Eliane - Sua ira era tanta que não se dava conta de como apertava meu braço. - Me solta, Carlos! Você está me machucando. - O empurrei com força. - Escuta o que  vou te falar...- Eu o interrompi e continuei: -Não quero saber, você não me respeita, você não respeita o meu próprio trabalho, viu o que me disse? - Sentia meu rosto quente. - Você vai trabalhar outra vez com o Werner e quer que eu ache bonito? Ele é teu ex! - Meu ex? - Ri nervosa - Da onde você tirou isso? - Eu não sou idiota, Eliane - Ele apontou o dedo. - Mas está agindo como um idiota - Empurrei seu dedo que quase tocava meu rosto. - Você vai ter que escolher - Ele continuava nervoso. - Escolher o que? - Perguntei confusa. - Entre mim e essa novela, chega! Não vou mais aceitar ou você dá um tempo nessa carreira ou nós damos um tempo! - Eu estava chocada, não podia acreditar que ele realmente havia dito isso e sem pestanejar respondi: - Não me peça para escolher, porque eu não escolherei você! - Dessa vez foi eu quem apontou o dedo. - A decisão é sua! -Carlos pegou a chave do carro que estava na mesa de centro e seguiu em direção a garagem, eu sentei no sofá, e fiquei pensando em tudo o que estava acontecendo e sinceramente, já não sei se ainda quero tentar fazer isso dar certo. Não demorou muito e minhas filhas chegaram. - Está tudo bem mãe? - Juliana sentou ao meu lado junto com a irmã. - Estou bem, só um pouco cansada.-  Sorri tentando ser real. - O pai passou pela gente e mal falou nada, vocês brigaram de novo né? Mariana revirou os olhos. - Para variar! Mas esqueçam isso e vão jantar, a Marta guardou para vocês. Vou dormir. - Ok, se cuida - As duas responderam e eu segui para meus aposentos. Antes passei pela biblioteca e levei comigo meu texto e meu óculos, estava sem sono e pretendia ler por mais um tempo.
Já havia se passado uma hora e Carlos não tinha voltado mas isso já nem me incomodava mais, estava tão mergulhada na história que não me importava com mais nada. Grifava algumas falas quando ouvi meu celular vibrar no criado mudo. Olhei rapidamente e assustei ao ver na notificação "Werner", por instinto rapidamente peguei o celular e abri a mensagem.
"Eliane... está aí?"
Não imaginava que ele ainda tinha meu número e acabei sorrindo quando recebi em seguida mais alguns pontos de interrogação "????" Pelo visto ele estava impaciente.
"Oi Werner, aconteceu alguma coisa?"
Não sei o por quê, mas fiquei ansiosa pela sua resposta, que felizmente não demorou.
"Não... estava estudando nossas cenas e resolvi dar um oi, desculpa se incomodei"
"Eu também estou lendo nosso texto, não foi incômodo"
"Queria te chamar para um almoço ou um jantar, as gravações começam semana que vem e queria ler com você antes"
Meu coração acelerou quando li, tanto tempo sem ver e falar com Werner, mas imagino sua claramente sua expressão ao fazer me esse convite e balancei a cabeça. Eu queria muito aceitar, mas seria outro problema com Carlos, que jamais entenderia. Pensei por uns instantes e fui interrompida pelos barulhos vindo do corredor, provavelmente meu marido tinha chegado e para evitar mais brigas, resolvi fingir que dormia e apenas bloqueei a tela do celular, sem ter tempo de responder ao Werner.



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