História Ela é proibida! - Capítulo 2


Escrita por: ~

Postado
Categorias Eliane Giardini
Exibições 80
Palavras 1.476
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Famí­lia, Ficção, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Gostaria de saber a opinião de vocês! Se tiverem ideias, me falem! Beijos.

Capítulo 2 - Segundo


Fanfic / Fanfiction Ela é proibida! - Capítulo 2 - Segundo

Acordei com a luz que invadia a janela do quarto e sua intensidade acabou me assustando, pois imaginei que estava tarde. Rapidamente olhei para o lado e notei que Carlos dormia, se ele ainda estava ali, então significa que era cedo. Peguei meu celular e marcava 06:20. Além do horário, notei algumas notificações de mensagem do Werner, reclamando por eu não ter respondido. Apenas mandei de volta "Desculpa, eu acabei pegando no sono". Em seguida, levantei e fui ao banheiro, tomei banho, escovei os dentes e sequei meu cabelo. Esse barulho fez com que Carlos despertasse. - Que horas são? - Ele perguntou quando voltei para o quarto. - Não sei - Respondi indiferente enquanto procurava uma roupa. - Por que está se arrumando tanto? - Carlos sentou na beira da cama e observava meus passos pelo quarto - Que? Eu não tô me arrumando tanto - Respondi irritada. - Por acaso vai encontrar alguém? - Ele foi irônico. - Eu não vou encontrar ninguém, só vou fazer a prova do meu figurino - Parei em sua frente enquanto fechava minha blusa. - Se você quer me dizer alguma coisa, diga com todas letras, eu estou cansada das suas ironias! - Eu sei que você vai se encontrar com o Werner! - Ele levantou bravo - O que? - Perguntei indignada ao me dar conta que ele havia mexido no meu celular. - Você não faz nem questão de esconder - Ele foi em direção ao banheiro e eu fui atrás - Eu não tenho nada para esconder - Gritei e ele virou para mim novamente - Estou cansada das suas desconfianças, dessas acusações - Respirei fundo e completei: - Estou cansada de você! - Ele me encarou e rebateu. - E você acha que eu não estou? Estou cansado da sua falta de tempo e de te ver vivendo a vida dos seus personagens e esquecendo da tua! Acho até que você esqueceu que tem marido - Ele se exaltou. - Talvez você tenha me feito esquecer, afinal meus personagens são mais felizes do que eu e não me cobre nada como marido, porque isso nem é mais um casamento - Insinuei sobre não nos tocarmos mais e consegui atingi-lo. - Não mesmo e há muito tempo! - Ele ironizou me fuzilando com o olhar - Olha Carlos, eu não sei se quero continuar com isso, não sei! - Gritei as últimas palavras e peguei minha bolsa, fui em direção a porta - Volta aqui agora, Eliane! O ignorei e quando bati a porta, pude escutar suas últimas palavras: - A escolha é sua! - Desci as escadas correndo, queria sair daquele lugar o mais rápido possível. Não tomei café da manhã, nem vi minhas filhas antes de sair, apenas me concentrei em fugir da minha própria casa.
Entrei no carro e dirigi por vários quarteirões, ainda era cedo demais para chegar no PROJAC. Quando recobrei a consciência, parei em um dos meus jardins preferidos da cidade. Desci do carro e fiquei sentada, admirava aquela vista, pensando nas atitudes que eu deveria tomar. Realmente não posso seguir com esse casamento, definitivamente eu precisava pensar em mim e em deixar de ser infeliz na vida pessoal. Foi inevitável sentir as lágrimas pelo meu rosto, mas as sequei rapidamente, após ouvir meu telefone tocar insistentemente. Era um número desconhecido - Alô? - Atendi curiosa - Finalmente - Sorri ao reconhecer aquela voz rouca e extremamente grave. - Você? - Percebi que ele deu uma leve risada - Que difícil encontrar você! - Ele me advertiu - Desculpa, eu realmente não tive como te responder antes. - Tudo bem, não quero tomar seu tempo, só preciso saber se vamos fazer a leitura juntos - A voz dele estava apreensiva. Demorei uns momentos para responder, sabia que não iria acontecer nada de errado, mas não queria agravar ainda mais meus problemas em casa. - Eliane? Tá aí? - Ele interrompeu meu raciocínio - Sim, desculpa. Podemos fazer a leitura, claro. - Falei por impulso - Pode ser na minha casa ou prefere outro lugar? Na sua talvez... - Na minha não dá, mas como assim sua casa, agora você está morando aqui? - Meu coração acelerou, achei que ele tinha vindo apenas para a temporada da novela - Sim, depois te explico. Nos encontramos mais tarde, certo? - Tudo bem - Respondi. - Depois te mando o endereço - Ok - Nos despedimos. Não vejo Werner há anos e essa é a terceira vez que iremos contracenar juntos. Até hoje não sabemos explicar a química entre os casais que já interpretamos, no fundo sabemos, mas é melhor que ninguém mais saiba. Já bastam as desconfianças.
Nos conhecemos em ACDSM, e nos encantamos pelo outro desde a primeira leitura de texto. Werner é extremamente inteligente, além de muito bem humorado. Basicamente as melhores qualidades que um homem precisa ter para me impressionar e para completar é lindo e exala sensualidade com seu jeito de falar e de olhar. Foi nessa época, para passar mais tempo juntos que adquirimos o hábito de fazer a leitura dos textos previamente, mesmo sabendo que ainda haveria o ensaio. Com isso nossa intimidade foi crescendo e acabou sendo impossível resistir os sentimentos que surgiram. Werner me convencia que beijos reais saiam mais bonitos no video que os técnicos e assim nasceu nosso sucesso, nosso introsamento e também uma relação. Ficamos um bom tempo juntos, eu estava separada de Carlos e Werner, como eu, sempre zelou por privacidade, por isso, nunca assumimos nosso namoro publicamente. Mas as coisas se complicaram quando Werner precisou voltar de vez para Porto Alegre. Passavamos muito tempo separados e foi difícil manter duas vidas tão diferentes e tão distantes. Nossa paixão não acabou, mas o nosso relacionamento sim.
Com o tempo, acabei voltando com Carlos (o que foi um erro), e Werner conheceu Tânia, com quem se casou (o que me faz sentir um pouco de raiva até hoje).
Depois disso, trabalhamos juntos em "Eterna Magia", apesar de continuar com os beijos e carinhos reais durante os personagens, não levamos isso para os bastidores, já que ainda estávamos casados.
Não era segredo para ninguém que nos davamos muito bem e confesso que saber que ele estava perto de novo, me deixava muito feliz, pois ele sabia me acalmar. Lembrava de suas histórias e das coisas que me dizia antigamente e sentia um frio na barriga, apontando a ansiedade que eu tinha para vê-lo outra vez. Resolvi me controlar. Liguei para minhas filhas e me certifiquei que estavam bem, depois, segui para o PROJAC.
Chegando lá, fiz a última prova de figurino, confesso que cuidei o celular o tempo todo, a espera do endereço. Mas Werner não mandou e acabei indo almoçar com a minha amiga, Nívea Maria, que também estava provando suas roupas e me convidou para conhecer o restaurante de seu genro.
Escolhemos o prato e ficamos conversando sobre várias coisas.
- Já se acertou com Carlos? - Ela sabia muito bem da minha situação. - Não Nívea, está cada dia pior, não aguento mais - Suspirei fundo - Eliane, você vai viver de aparencias até quando? Vocês estão prolongando esse sofrimento - Assenti concordando - Eu sei, disse isso a ele hoje, não vou continuar... - Fui interrompida pelo meu celular - Um minuto - Fiz sinal, mostrando que iria atender - Eliane? - Oi? - Disse olhando para Nívea - Desculpa, não consegui falar com você antes, estava em uma reunião com o diretor, você já almoçou? - Ele perguntou afobado - Estou no restaurante com a Nívea nesse momento - Ele pensou um pouco - No restaurante do genro dela? - Isso, como você sabe? - Estranhei ele acertar - A Nívea indica para todos os amigos - Ele riu e eu também - Vou passar aí ok? Pede para a Nívea ir pedindo o mesmo de sempre - Tudo bem - Respondi com uma pontinha de ciúme por não saber qual era o bendito prato. - Até daqui a pouco! - Desligamos e Nívea prontamente me perguntou: - Era o Carlos? - Não, o Werner - Falei tentando parecer natural. - Vocês voltaram a se falar? - Ela gargalhou maliciosa - Pelo visto não foi só eu, ele até disse pra você pedir o prato preferido dele - A encarei - Ah, Eliane. - Ela riu e continuou - Ele estava procurando casa aqui no RJ e sempre jantava ou almoçava por aqui, é por isso. - Ele comentou mesmo que está morando aqui, achei estranho - Falei pensativa e tomei minha água - Ele falou tanto de você - O que ele falou? - Não disfarcei meu interesse no assunto - Acho que ele vai poder te dizer melhor - Nívea olhou em direção a porta e Werner estava entrando. Ao vê-lo meu coração disparou. 



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