História Ela é proibida! - Capítulo 3


Escrita por: ~

Postado
Categorias Eliane Giardini
Exibições 77
Palavras 1.195
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Famí­lia, Ficção, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Deixem suas opiniões! Espero que estejam gostando ❤

Capítulo 3 - Terceiro


Fanfic / Fanfiction Ela é proibida! - Capítulo 3 - Terceiro

- Nívea, como eu estou? - Mexi no meu cabelo e tentei ver o batom pela tela do celular, sem disfarçar meu pequeno pânico em não estar apropriada para a situação. - Você está linda, calma - Nívea se divertia com meu desespero. Ao perceber que ele estava se aproximando, voltei para a posição normal, ficando de costas para a direção dele. Nívea sorria, acenando para ele nos avistar. Poucos segundos depois senti sua mão em meu ombro. Deu um leve aperto e eu sorri olhando para cima, para fita-lo. - Oi Eliane Giardini - Ele sorriu olhando para baixo e percebi seu olhar me analisando rapidamente - Oi Werner Schunemann - Levantei e o abracei cumprimentando - seus braços envolveram minha cintura, me apertando em um abraço rápido, porém intenso. Pude sentir seu perfume e fechei os olhos quando seus lábios macios tocaram minha bochecha. Sorri novamente e nos afastamos. - E eu não ganho um abraço? - Nivea também se levantou e ambos se abraçaram enquanto eu esperava já sentada em meu lugar - Hoje eu estou muito bem acompanhado, vocês estão lindas - Ele chegou nos contagiando com seu bom humor - Por que estão bebendo água e não um vinho? - Ele perguntou sério - Porque estamos no meio da tarde, Werner - Eu revirei os olhos - Mas essa ocasião merece um vinho, não concorda, Nívea? - Eu até concordaria, mas você demorou muito Werner, preciso voltar para os meus afazeres - Vai fazer essa desfeita comigo? - Ele dramatizou - Vamos fazer o seguinte, amanhã a noite nós tomamos um vinho na minha casa para eu me redimir, pode ser? Porque agora preciso encontrar a Silvia - Ela mostrou o celular se justificando - Por mim tudo bem - Ele disse e me olhou, esperando a minha resposta - Eu não garanto, mas vou tentar - Sorri - Então está combinado, vou esperar vocês - Nívea se despediu e foi embora, deixando eu e Werner a sós na mesa - Quanto tempo em, Eliane? - Ele segurou minha mão - Pois é, você não larga o Rio Grande - Apertei a sua - Mas agora virei carioca - Ele imitou o sotaque, me fazendo rir - É, você não me contou sobre isso - Soltei sua mão quando percebi que ele não parava de alisar a minha - Eu vou ficar morando por aqui, já comprei uma casa - Ele disse fazendo sinal para o garçom trazer um vinho - Com a Tânia? - Falei quase em um sussurro - Não, não estou mais com a Tânia - Senti meus olhos se arregalharem, então olhei para baixo, fingindo não ligar, tomei um grande gole de água, tentando disfarçar minha alegria sobre a notícia - Poxa, que triste - Exagerei na voz - Triste? Você nem gostava dela - Nós rimos - Não é pra tanto - Servi um pouco de vinho ignorando - Você sabe como foi tudo isso, não deveria nem ter chego até aqui - É...- Balancei a cabeça - Pela sua cara, você ainda continua com o Carlos né? - Ele falou descontente - Sim, mas não é exatamente um assunto que eu queira falar - Desviei o olhar - Você está sem aliança - Ele tocou minha mão outra vez - Por favor, não quero falar disso Werner - Falei um pouco manhosa e ele sorriu. - É, temos coisas mais interessantes para falar, vamos para minha casa mesmo? Se você não quiser, pode escolher outro lugar - Ele me olhou - Não, sem problemas - Tomei mais vinho - Conversamos muito e durante o almoço conseguimos colocar vários assuntos em dia, especialmente sobre trabalho.  Depois de tudo, Werner pagou a conta e seguimos para seu apartamento, ele foi na frente com seu carro, me mostrando o caminho, e eu o segui no meu.
Entrei em sua casa, era um apartamento duplex. Não era grande, mas muito acolhedor. Havia um tapete felpudo no meio da sala e um sofá confortável, ainda tinha algumas caixas espalhadas e alguns móveis fora do lugar e muitos livros em cada canto que eu olhava. - Você vai ter que entender que ainda estou mudando e lidar com a bagunça - Ele riu tirando alguns livros do sofá para que eu me sentasse - Não tem problema - Sorri satisfeita e realmente não me incomodei.
Werner arrastou uma das caixas para minha frente e se sentou nela. Separamos algumas cenas e começamos nosso ritual. É tão prazeroso ter alguém que acredita e gosta da mesma coisa que você. E foi assim que me senti durante a leitura. Werner acreditava no texto e no personagem com a mesma intensidade que eu. Entendia de arte e a enxergava com o brilho nos olhos que eu também tinha. Líamos como se deveras estivessemos vivendo aquilo. Talvez esse seja outro motivo para a tal química. Ficamos tão mergulhados nos textos que nem percebemos que já tinha anoitecido. Foi como nos velhos tempos.
 - Nossa, já são 20:00 - Eu disse olhando no celular - Nem vi passar - Ele se espreguiçou levantando da caixa - Preciso ir - Fiquei em pé - Espera - Ele parou em minha frente - O que foi? - Sorri nervosa - Foi muito bom passar esse tempo com você - Ele arrumou uma mecha do meu cabelo para trás - Eu também gostei - Passei a mão levemente em seu peitoral - Era nítido a tensão entre nós, nossos olhares, nossas respirações, é difícil dizer que essa conexão era apenas fraternal - Ele passou a mão pelo meu rosto, depois em meu pescoço e quando apertou meus ombros, estremeci - Você está tensa - Ele massageou meus ombros com um pouco mais de força - Werner... preciso ir - Abri os olhos e tentei me esquivar - Quero só te abraçar, posso? - Seus olhos azuis me encararam e eu instantaneamente abri os braços para ele - Pode - Falei baixo e suas mãos logo encontraram minha cintura e me envolveram em um abraço, ele inclinou seu corpo para mim, como se assim eu fosse alcançar sua altura e logo me apertou contra si. Esse abraço foi demorado (diferente do restaurante), sentia meu corpo apertado no dele, e encostei minha cabeça em seu ombro, ele deslizava uma dass mãos em minhas costas, e com a outra mexia em meu cabelo, demonstrando seu carinho. Eu precisava daquele abraço, meu dia estava péssimo e ali estava me sentindo protegida, por esses breves minutos, me senti longe de todos os problemas. Senti seu rosto se mover para perto do meu pescoço e percebi que ele me cheirava, apertei levemente seus braços, depois senti sua barba roçar em meu ombro, fazendo um arrepio percorrer todo meu corpo, essa sensação me fez sair do transe. - Eu tenho que ir mesmo, tá? - Falei afobada, olhando para ele - Tudo bem - Ele segurou meus braços, beijou minha testa depois se afastou. Logo peguei minhas coisas e ele me levou até a saída. Dirigi até em casa pensando no que havia acabado de acontecer e em como um simples abraço havia mexido comigo.
 



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...