História Ela é proibida! - Capítulo 4


Escrita por: ~

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Categorias Eliane Giardini
Exibições 67
Palavras 1.738
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Famí­lia, Ficção, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Muito obrigada pelos comentários, estou adorando escrever para vocês! Não deixem de dar opiniões! Beijos.

Capítulo 4 - Quarto


Fanfic / Fanfiction Ela é proibida! - Capítulo 4 - Quarto

Cheguei em casa e Carlos não estava, eu não havia comido nada desde o almoço e quando encontrei as meninas na sala, as convidei para jantar fora, subitamente meu humor havia melhorado, elas perceberam isso e aproveitaram para me convencer de ir ao shopping, onde compramos algumas coisas.

Quando chegamos já passava de meia noite. Segui para meu quarto, precisava guardar minhas sacolas e ao abrir a porta dei de cara com Carlos sentado na beira da cama. - Por que você tá chegando agora?  - Sua voz mole denunciava sua embriaguez - Eu sai com as meninas, Carlos, não começa! - Deixei as sacolas no closet e fui direto tomar banho, ignorando as palavras que ele balbuciava como protesto.
Tomei um banho demorado e mesmo com o meu problema a poucos metros de distância, só conseguia lembrar da minha tarde, estava curiosa para saber se Werner havia sentido o mesmo que eu. Sai do banho na esperança de Carlos ter dormido, mas foi ao contrário, ele estava me esperando. Fechei meu roupão e passei indiferente por ele - Volta aqui! - Ele segurou meu braço. - O que é? - Falei séria e ele me agarrou mais - Me solta, Carlos - Empurrei sua mão - Você tá bêbado! - Não é um marido que você quer? - Ele continuou falando e me segurou pela cintura - Para! Me larga - Dei alguns tapas em seu ombro mas ele me jogou na cama e puxou o laço que prendia o roupão - Eu mandei parar! Carlos você tá bêbado! - Virei o rosto quando ele tentou me beijar. A falta de respeito, dessa vez, passou de todos os limites. Quando ele olhou para mim, deferi imediatamente um tapa em seu rosto, ele colocou a mão sobre o local e lhe acertei outro tapa do lado esquerdo também - Sai daqui! Sai agora! - Eu gritei e o empurrei para fora da cama - Você não tem o direito de me bater - Ele falava exalando cheiro de álcool e me segurou quando parei em sua frente - Carlos, me solta. Você quer acordar as meninas? Quer mesmo que elas te vejam assim? Eu não mereço isso! - Eu comecei a falar alto e logo senti meu rosto molhar, acabei chorando, mas foi de raiva, e não sei de onde tirei forças mas o empurrei de vez para fora do quarto - Eliane, a gente tem que conversar, eu quero conversar - Ele falava coisas sem sentido - Não vou falar com você nesse estado - Gritei - Amanhã, quando você estiver sóbrio nós vamos resolver isso! - O deixei trancado para fora do quarto. Ele estava tão bêbado que nem hesitou, deve der dormido em qualquer canto da casa.
Depois de muito tempo consegui cair no sono e quando acordei já era tarde. Peguei meu celular e havia uma mensagem de Werner, acabei sorrindo sem nem ter lido do que se tratava ainda, mas logo descobri o que era: "Te espero na casa da Nívea, ok?" Eu até tinha me esquecido da reuniãozinha que ela propôs. Eu estava topando tudo para ficar longe de casa e logo respondi "Ok, estarei lá" Em seguida meu celular apitou "Precisa que eu te busque?" - Carlos nos mataria, pensei - Mas apenas mandei: "Nao se preocupe, vou com meu carro, nos vemos lá".
O dia passou devagar, fui ao mercado com Marta e fiz algumas coisas no banco, precisava aproveitar os últimos dias livres para resolver os problemas, já que com o início das gravações, vou ficar sem tempo para nada.

Estava escurecendo quando cheguei em casa - Filha, quer ir jantar na Nívea comigo? - Chamei Juliana que estava deitada no sofá - Não dá mãe, vou sair daqui a pouco - E cadê a Mariana? Perguntei olhando em volta - Ela já saiu - Revirei os olhos - Ok, juízo em! - Fui até o quarto, coloquei uma calça preta, justa ao corpo e uma blusa branca, um pouco caída no ombro direito, deixando a alça do meu sutiã também preto à mostra. Deixei meus cabelo natural, os cachos estavam soltos e passei apenas um lápis escuro nos olhos, queria realçar a cor verde deles, coloquei uma sapatilha, peguei minha bolsa e fui para a casa da minha amiga.
Toquei a campainha algumas vezes e logo abriram a porta e para minha surpresa foi o Werner.
- Já está se sentindo o dono da casa? - Falei com as mãos na cintura - Eu corro na frente de todos para te atender e é assim que agradece? Você já foi mais educada - Ele falou fingindo que ia fechar a porta novamente - Não - eu ri - Espera - Empurrei a porta - Obrigada - Sorri e ele tentou beijar minha bochecha, mas seu gesto rápido em minha direção me assustou, eu me movi virando o rosto, fazendo nossos lábios se tocarem muito rapidamente e acabamos trocando um selinho sem querer - Ops, desculpa - Eu disse me afastando - Eu sei que essa camisa me deixa irresistível - Ele riu - Ah claro, quis te agarrar de certo - Dei um leve tapa em seu braço e ele fez sinal para eu entrar logo.
Fomos para a sala de jantar e quando aparecemos, César logo falou:
- Estávamos falando de vocês - Apontou para nós - Ah é? Falando bem ou mal? - Eu perguntei enquanto sentava - Na verdade, queríamos saber uma coisa de você. - Que coisa César? - Fiquei curiosa - É o Werner que está espalhando, Eliane - Nívea falou rindo - O que você está espalhando? - Olhei séria para Werner - Não faz essa cara - Werner riu - Ele disse que vocês não dão beijo técnico - Ao ouvir César terminar de falar, eu senti meu rosto ficar vermelho, escondi com as duas mãos e comecei a rir - Eu já sabia - Nívea falou convicta - Isso é mentira, vocês sabem como o Werner aumenta as coisas, foi uma vez só e foi ele quem colocou a língua, eu não sabia - Continuei rindo da situação - Mas que bela atriz em, Eliane? Não mente, foi você quem veio com essa história de beijo real, eu nem tinha tanta experiência na TV - Werner foi cínico - Ah, eu Werner? - Falei indignada e os dois riram de nós. Eles eram nossos amigos há anos e não tinha constrangimento na frente deles. - Eu não quero você fazendo par romântico com ele, tá ouvindo Maria? César fingia falar sério - Não deixa mesmo César, porque ele não vale nada - Falei rindo - A Eliane faz calúnias sobre mim porque eu não aceitei que ela me beijasse fora da técnica -  Werner provocava na brincadeira - Ah claro, galã - Revirei os olhos para ele.

Ficamos todos conversando, bebendo e jogando baralho.  Eu sempre fui boa com cartas e geralmente tinha ótima sorte no jogo, mas naquela noite apenas ele ganhava e além de irritada comecei a achar estranho - Werner, levanta. Você tá roubando - Afirmei depois de dar falta de algumas cartas - Eliane, para - Ele falou sério - Levanta Werner - Fui até sua cadeira e o puxei. Nossos amigos também o pressionariam. E no fim descobrimos que ele tinha roubado o tempo todo.Nós ficamos bravos e paramos o jogo, como castigo, nós pedimos comida que seria toda bancada por Werner.
Ficamos conversando e um longo tempo esperando mas nos ligaram da pizzaria explicando um problema na entrega. - Eu vou buscar então - César se propôs mas logo Werner o interrompeu - Não, eu vou, não vou te incomodar com isso, fica tranquilo - Ele tirou a chave do carro do bolso. - Não Werner, pode deixar, eu vou com o César, vocês podem esperar aqui - Nívea tentou impedir - Imagina, vou lá e logo volto com as nossas pizzas. Quer vir também Eliane? - Olhei para Nívea e ela falou sem me dar escolha - Vai Eliane, faz companhia pra ele - Nívea insistiu e eu aceitei. Seguimos em silêncio até o elevador e assim que a porta se fechou, Werner falou: - Você ainda tá brava pelo jogo? - Não, claro que não, nem fiquei brava de verdade - Fiz uma careta - Então o que está acontecendo com você? - Ele se colocou de frente para mim - Por que? - Segurei sua mão que estava estendida - Você tá estranha, tá tentando ficar normal mas eu sei que você tá diferente, o que foi? - Ele me encarou e por um segundo pensei que pudesse ver minha alma - Nada, deixa pra lá... - Resmunguei e desviei meu olhar - Olha pra mim, vamos conversar, eu quero te ajudar - Ele segurou meu rosto e me lembrei da noite passada, dos problemas em casa, não queria preocupa-lo com isso, mas ele insistiu - Me fala, eu sei que você não está bem, tem a ver com isso? - Ele apontou pro meu dedo ainda sem aliança - Eu o encarei novamente e senti minha garganta queimar, se eu falasse alguma coisa iria chorar, então simplesmente o abracei. Nem a distância fez com que nós perdêssemos essa sintonia. Werner definitivamente me conhecia muito bem e eu fiquei feliz em saber disso. O abracei com toda força e ele retribuiu, me segurou contra seu corpo e me protegeu como havia feito no dia anterior. Ele passava a mão na minha nuca e beijava meu cabelo - Não quero te ver assim - Ele sussurrou. Eu engoli a vontade de chorar e acabei sorrindo com suas palavras.
Tentei dizer algo como resposta mas logo o elevador se abriu e fomos para o carro.
Ele ligou o motor e percebi que seguimos para a  direção da sua casa ao invés de irmos para a pizzaria. - Werner, aonde você está me levando? - Perguntei agoniada - Depois vou avisar a Nívea por mensagem, que não vamos voltar pra lá, vamos pra minha casa. - Ele disse olhando para o trânsito - Não, eu preciso ir embora, vai ficar muito tarde, meu carro tá lá - Eu estava me desesperando, não posso ficar sozinha com ele, não quero confundir as coisas - Werner? - Ele não se importou - Depois a gente resolve isso, agora vamos pra minha casa! - Ele falou sério.


Notas Finais


Me digam se o capítulo está ficando muito cansativo, pois me empolgo rsrsrs.


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