História Ela é proibida! - Capítulo 6


Escrita por: ~

Postado
Categorias Eliane Giardini
Exibições 62
Palavras 1.277
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Famí­lia, Ficção, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


"When I'm away
I will remember how you kissed me"

Pessoas que gostam de fic: Não deixem de dar opinião! Obrigadinha!

Capítulo 6 - Sexto


Fanfic / Fanfiction Ela é proibida! - Capítulo 6 - Sexto

- Desculpa, aconteceu esse problema com a gasolina, nós fomos atrás de um posto e o celular acabou ficando no carro - Werner se explicava - E eu deixei meu celular aqui, não deu pra avisar - Eu completei - A situação estava um pouco constragedora, eles poderiam não saber o que nós fizemos, mas que não era problema de gasolina, isso eles tinham certeza - Vocês não precisam ficar explicando, estou com fome, não atrasem mais nosso jantar - César descontraiu e Nívea concordou - Vou pegar os pratos - Ela disse levando a pizza para a mesa, eu a segui e peguei os talheres - Ficamos a sós na cozinha - Tá tudo bem, Eliane? - Ela me encarou maliciosa - Está... cadê as taças? - Disfarcei mexendo nos armários  e ela riu - Estão ali - As peguei e seguimos para a sala de jantar, comemos a pizza e decidi ir embora, mesmo com César e Nívea insistindo para ficar - Já está tarde, tenho que ir mesmo, na próxima marcamos na minha casa - Falei enquanto me despedia de todos - Eu também vou embora - Werner disse depois de me abraçar - Já tá tarde e amanhã acordo cedo, ele olhou no relógio - Nos vemos em breve - Nívea nos levou até a porta - Werner e eu seguimos em silêncio no elevador, eu não queria encara-lo, fingia mexer no celular mas ele percebeu e assim que descemos, me puxou para um canto no hall do prédio. - Por que você ficou assim? - Ele me olhou - Porque não deveriamos ter feito aquilo, foi um erro. - Nós dois queriamos, não foi um erro - Eu fiquei quieta e ele perguntou - Então você se arrependeu? - Ele levantou a sobrancelha esperando - Não é arrependimento, mas Werner, eu ainda estou casada -  Parece que você não gostou - Eu balancei a cabeça - É claro que gostei, eu adorei... mas isso não pode acontecer de novo. Eu trai! - Falei séria - A Nívea me contou tudo, você e ele nem estão bem - Minha expressão denunciou minha irritação por Nívea ter contado - Independente disso eu ainda sou casada, e depois de hoje, ele vai ter razão de tudo sobre tudo que sempre desconfiou - Falei com a voz embargada - Esquece o Carlos, todos nós sabemos o babaca que ele é. Já passou da hora de se separar dele - Werner falou indignado - Não é tão fácil -
- É mais fácil do que ficar desse jeito, eu me separei da Tânia mesmo depois de anos - Ele rebateu - Werner, nós não temos que discutir isso, só não vamos repetir o que fizemos hoje - Continuei séria - É, eu acho você tem razão, que foi um erro mesmo! - Ele falou ríspido - Desculpa - Pedi quando percebi que ele estava chateado - Não tem por que pedir desculpa - Ele disfarçou - Por essa situação - Não tem situação, tudo volta a ser como uma hora atrás. Agora preciso ir - Eu o abracei forte antes de dar "tchau" mas ele não retribuiu como das outras vezes e aos poucos se afastou - A gente se vê - Ele sorriu sem mostrar os dentes e eu assenti concordando.
Nos separamos e cada um seguiu em seu carro. 
Fui para casa e um turbilhão de sentimentos passavam por mim, me sentia realizada, sorria lembrando das mãos de Werner em meu corpo e de como nosso encaixe era perfeito. Mas ao mesmo tempo meu sorriso era apagado pela culpa de ter gostado de trair e por secretamente querer mais. 

Minha consciência tentava bloquear os pensamentos bons mas eu acabava voltando neles - Eu preciso resistir - Falei alto enquanto estacionava na garagem. E agora quando eu visse Werner todos os dias? E quando nos beijassemos na novela? Tudo voltaria. Eu tenho que aprender a lidar com isso. Balancei a cabeça como se fosse me livrar dos pensamentos e notei que Mariana estava me esperando na sala. - Mãe? - Ela levantou do sofá quando me viu - Precisamos conversar - Eu fiquei preocupada - Conversar sobre o que? O que aconteceu - Deixei minha bolsa em qualquer lugar - Calma, não é nada grave, é sobre meu pai - Respirei mais aliviada - O que foi? - Ele contou da briga de vocês, disse o que fez e ele está muito arrependido - Ah não, eu não acredito que ele te envolveu nessa história - Reclamei - Mãe, ele te ama, ele disse que quer voltar a ser como antes - Mariana insistiu - Não tem como voltar a ser igual Mari - Relutei - Mas pensa nisso, mãe. Por favor. - Ela segurou minha mão - Tá bom minha filha - Beijei seu rosto e fui para o meu quarto.

Chegando lá, havia um buquê de flores sobre a cama, nem me lembro a última vez que recebi flores de Carlos. Fui até elas e peguei o cartão que dizia "Chega de mágoas, que agora nosso caminho traga flores".  Ao ler isso, engoli seco. Me senti a pior pessoa. Carlos não me tratava bem e nosso casamento ia de mal a pior, mas eu não deveria ter transado com outro, mesmo sendo Werner. Guardei as flores e andei pelo quarto aflita. Precisava relaxar, fui até o banheiro e coloquei a banheira para encher. Tirei minha roupa e me olhei no espelho, era notável as marcas em meus seios e algumas próximas ao meu pescoço. Minha pele clara fica facilmente marcada, com certeza ficaria um roxo naqueles lugares que por enquanto estavam vermelhos. Balancei a cabeça, querendo repreender a mim mesma, mas no fundo eu lembrava de cada momento que passei há horas atrás quando essas marcas foram confeccionadas. Entrei na banheira e comecei meu banho, notei que minha coxa também estava vermelha. Meu deus o que nós fizemos? Ri por dentro. Terminei uns minutos depois, passei hidratante pelo meu corpo e me preocupei em colocar um roupão grande, precisava esconder meu corpo. Quando sai do banheiro, Carlos entrou no quarto - Oi - Ele disse em um tom amigável - Oi - Respondi mexendo nas minhas coisas -  Você recebeu as flores? - Recebi, obrigada - Fui em direção a cama - Você ainda está chateada? - Ele me olhou - Estou Carlos, não dá pra consertar tudo com flores - Ele foi até a cama e sentou do meu lado - E como eu faço para consertar ? - Ele passou a mão no meu rosto - Algumas coisas quando quebram, não têm mais conserto - Tirei sua mão de mim, ele ficou em silêncio e se afastou. Desliguei o abajour e deitei para dormir.
Passaram dias desde meu último encontro com Werner, Carlos e eu não fizemos as pazes mas também não brigamos tão seriamente, tão pouco nos tocamos. Senti falta do Werner, esperava alguma mensagem, porque acima de tudo somos amigos, mas não recebi nada, sequer uma ligação. Acordei cedo para meu primeiro dia de gravação, não passei maquiagem e coloquei uma roupa simples, já que daqui uns minutos as equipes de make e moda da globo iriam me arrumar para as cenas. Na primeira semana gravando não encontrei Werner, nossas partes foram adiadas e gravei apenas com outros atores.

Resolvi mergulhar no trabalho e tentar esquecer aquela noite, mas era em vão, quando me via sozinha em casa, a primeira coisa que lembrava era das sensações que senti com Werner em cima do meu corpo. Agora as marcas já não apareciam mais e só a minha memória testemunhava contra mim. 



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...