História Elastic Heart - Capítulo 4


Escrita por: ~

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Categorias Devil May Cry
Personagens Dante, Lady, Nero, Personagens Originais, Trish, Vergil
Tags Amor, Batalha, Dante, Dmc, Kyrie, Lady, Luta, Nero, Obsessão, Romance, Sangue, Shoujo, Trish
Visualizações 69
Palavras 2.511
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Ecchi, Famí­lia, Fantasia, Festa, Ficção, Hentai, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Canibalismo, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 4 - Warm body


As ruas estavam devastadas. Os demônios estavam se divertindo e se deliciando com o desespero humano.

O objetivo de Anne e Hélio era conseguir chegar até a Catedral, onde provavelmente Théo, um amigo de ambos e foi criado junto com Anne, os esperava. Mas para que conseguissem, tinham que passar pela rua principal após o comércio. Justamente onde os demônios estavam mais concentrados.

Observando atentamente, Anne ajudava o pai a caminhar. O sangramento do corte de Hélio parou devido aos cuidados que sua filha tomou. Assim que saíram da casa, pararam em um beco. Anne colocou o gel antibiótico, e trocou o curativo improvisado. O idoso estava falando pouco, com medo de desconcertrar Anne. A filha, trêmula e assustada, fazia o que podia para não chorar, ele sentia isso.

Cortaram o caminho entre os becos e fundos de estabelecimentos. Evitando ao máximo o contato com as criaturas.

Após algum tempo, avistaram a Catedral, juntamente com a Igreja. Os portões estavam abertos e algumas pessoas corriam para dentro, com o auxílio de soldados. Nero, o salvador de Fortuna e agora líder da Ordem, estava entre eles.

─ Nero!  — Anne o chama. O mesmo encontra seu olhar e corre até eles.

─ Vocês estão bem?!   — pergunta. Tirou Hélio do apoio de Anne e o segurou com o olhar preocupado.

─ Na medida do possível...  — respondeu a menor, ofegante e ainda trêmula. Nero a observou, aliviado por a amiga está bem e salva.

Nero e Anne fizeram uma amizade após o garoto derrotar Sanctus. Anne ajudou as crianças feridas junto com Kyrie, que já conhecia a um curto tempo. Com os mesmos gostos para música e filmes, além de empatia, nasceu uma grande amizade.

─ Vou levar vocês para dentro.

XX

Havia jovens, idosos, crianças e adultos no salão principal da Igreja; alguns enfermeiros estavam ajudando nos ferimentos.

Hélio sentou-se em um dos acentos e rapidamente Nero providenciou um enfermeiro e água. Enquanto estava sob cuidados, Anne se aproxima de Nero.

─ O que foi isso tudo?

─ Parece que uma horda estava pelos arredores das docas e resolveu nos visitar.   — respondeu com o humor ácido. Nero pôde nitidamente vislumbrar um novo ataque, parecido com o de Sanctus. Anne colocou a mão no ombro do amigo.

─ Não vai acontecer de novo.   — disse firme. Anne sabia o que perturbava Nero todos os dias. Um novo ataque como o de um ano atrás, seria muito pior. Fortuna estava erguida de novo, entretanto, faltava muitas coisas a serem feitas. Com um novo ataque, tudo ficaria pelos ares e mais vidas seriam sacrificadas.

─ Algumas pessoas morreram com o ataque de hoje. — uma sombra de mágoa se instalou sobre Nero. Ele se sentia culpado e incapaz de proteger as pessoas.

─ Nero, essas pessoas acreditam em você. Sabem que isso tudo é culpa de Sanctus. — aconselhou o amigo.

Hélio tossiu, chamando a atenção de Anne, que foi até seu pai.

─ O que houve? — pergunta para a jovem enfermeira.

─ O corte não está fundo, porém ele está cansado. Precisa de repouso absoluto. — disse a enfermeira.

─ Eu estou ótimo! — advertiu Hélio. Anne revirou os olhos.

─ Deixe de ser teimoso. Você não é mais um garotinho.  —  disse, fazendo Hélio fingir indignação.

─ Só uma soneca!   — Anne concorda meneando a cabeça e com os olhos fechados. O pai era uma criança no corpo de um idoso. As vezes se perguntava se ela era a adulta.

─ Coloque-o em um dos quartos. — ordenou Nero. A enfermeira assentiu e com a ajuda de um guarda, levou Hélio para uma enfermaria que havia sido construída junto à igreja.

Anne olhou e suspirou. O pai estava bem, isso a aliviada de todas as formas possíveis. Pela primeira vez no dia relaxou os músculos.

─ Você também precisa descansar. Está ferida. — disse Nero, tocando cuidadosamente o ferimento.

─ Não foi nada, estou bem.  — tranquilizou.

─ Sobre o que você disse, tem razão. Preciso começar a agir como um líder... — abaixou a cabeça, pouco envergonhado. Anne sorriu de canto.

Nero era um garoto forte, teimoso e amoroso. Dúvidas apareciam constantemente; e como sua amiga, Anne precisava puxa-lo de volta à realidade.

─ Eu posso te ajudar nisso. Começando por agora.  — puxou a arma do cós de sua saia.

Nero prendeu o riso.

─ Você? Segurando uma arma?

Anne semicerrou os olhos e Nero gargalhou.

─ Eu sou um gênio, querido. Você precisa de mim. — disse convencida e saiu andando até a porta principal.

Nero a seguiu vencido.

XX

O céu adquire tons alaranjados, quase escuros. Indicando que a noite se aproxima aos poucos.

Anne e Nero andavam por todo o perímetro, em busca de algo suspeito ou fora do normal. Nenhum demônio foi avistado. Ficaram neste ritmo durante duas horas.

─ O que você acha?   — pergunta Nero.

─ Acho que acab...

─ Achei vocês!   — exclamou um garoto loiro, correndo em direção de ambos; interrompendo Anne.

Chegou ofegante. Com a armadura pouco danificada, os cabelos loiros bagunçados e aparência cansada. Sua espada presa nas costas, com alguns arranhados e sujeira.

─ Cacete, onde vocês estavam?!   — sentou no chão ainda ofegante.

─ Théo, correu o caminho inteiro? —  pergunta Anne, surpresa.

─ Mas é claro! Me disseram que vocês foram procurar pistas.   — disse, recuperando o fôlego.

─ E estávamos. Precisávamos ter certeza de que foi um ataque comum, e não ordenado.   — explica Nero.

─ Perda de tempo. Eles foram embora, parecia toque de retirada, todos se foram. Levei o restante de feridos para a Igreja, e corri feito cavalo atrás de vocês.   — a fala precisa e rápida explicou o que se passou nas últimas duas horas.

Nero suspirou e relaxou os músculos.

Anne observou ao redor. Os três estavam em uma passarela, que se localizava na floresta de Fortuna. Era um pouco alta, e no fim, estava um pequeno rio com algumas plantações e arbustos.

─ Dante está pelas redondezas. Falou com ele?   — pergunta Théo.

Por um mísero momento, Anne suspira quando o nome do mestiço é mencionado. Chamando a atenção de Nero, que estranhou o comportamento.

─ Ainda não. Ele não apareceu de novo.   — respondeu.

A água do rio mexeu-se de maneira estranha, arrancando a atenção de Anne. Com os olhos atentos, observou o fluxo. Théo e Nero conversavam sobre o ocorrido, e estavam distraídos.

Moveu-se em direção oposta, se afastando dos amigos. Perto do início da ponte, estava o começo do barranco. Com calma e cuidado andou olhando ainda para o fluxo da água. Mais uma vez, moveu-se de forma estranha. Como se tivesse uma criatura ali, a espreita. A água não era funda, assim como o barranco não era alto. Parecia ser algum demônio aquático camuflado.

Perto de onde estava, sentiu um aroma de cigarro. Piscou algumas vezes, estranhando.

─ Hey, Anne! Tá tudo bem?   — pergunta Nero, que ainda estava na ponte.

─ Eu acho que sim!   — respondeu. Talvez fosse coisa de sua cabeça. Tanto a movimentação da água, quanto o cigarro.

─ Dante fumava...  — pensou. Balançou a cabeça tentando se livrar desses pensamentos e lembranças. Por alguma razão, a volta do caçador causou um burbulho se sensações. Tais sensações que sentiu, assim que o viu pela primeira vez naquele bar, e quando retornou para ajudar Nero contra o ataque, um ano atrás.

Precisava alinhar seus sentimentos, antes que seja tarde. O medo de voltar a sentir algo por ele, todo aquele amor, a consumia de todas as formas. O medo de ser deixada e magoada estava presente sempre que se pegava pensando no caçador.

─ Tenho que admitir que ele está muito bem...

Massageou um pouco a temporã direita. Uma dor de cabeça pela madrugada era inevitável. Começou a caminhar de volta para a ponte, não estava tão longe.

A água movimenta-se de novo. Dessa fez, mais forte.

Théo percebe e fica alarmado.

─ Anne, cuidado!

As garras do demônio puxam o tornozelo de Anne, que rola pelo barranco.

A jovem cai na água, com joelhos e braços levemente arranhados e o supercílio cortado. Geme de dor devido ao ferimento maior, seu braço. A queda a fez cair em cima do mesmo, causando uma forte dor e ardência devido ao contato com a água e falta de curativo.

De sua cintura para cima, estava na água. Com a queda, Théo grita seu nome, porém a mesma não consegue responder.

Ouviu sons de tiro em sincronia. E criaturas se contorcendo de dor.

O cheiro de cigarro e pólvora invadiram suas narinas.

─ Como pôde começar a festa sem mim, coelhinha?   — o tom sarcástico e sorriso de canto. Com os olhos azuis brilhando em ansiedade  para começar a estripar os demônios. Dante fica em frente a Anne, mirando os demônios com suas pistolas, Ebony e Ivory.

Com um pouco de dificuldade, consegue de por de joelhos, com as mãos apoiadas no solo da água. O sangue escorre do ferimento de seu braço, fazendo as escórias ficarem sedentas.

Théo crava sua espada no demônio aquático; que revelou sua forma segundos antes. Nero surge e fica ao lado de Dante.

─ Você está bem, Anne?   — pergunta Théo.

A dor era dilacerante. Condenou a si mesma por não ter tido cuidado com o ferimento.

Com a raiva emanando de seu corpo e consumindo sua consciência, mesmo não sabendo qual foi, mirou em um demônio e atirou; matando de imediato.

Um assobio chamou sua atenção.

─ Uau, coelhinha. Não sabia que tinha se tornado tão selvagem.   — Dante provocou.

─ Cale a boca, imbecil. E eu não pedi para me salvar, antes que diga.   — disse irritada.

─ Um coelho não tem garras, sabia?   — provocou, se deliciando com as reações da mais nova. E também com a visão que tinha.

A blusa de Anne molhada mostrava seu sutiã nitidamente. Além da saia um pouco rasgada, que já revelava suas pernas.

─ Vocês se conhecem? — pergunta Nero, confuso.

Anne atira em outro demônio que por pouco, quase acerta Théo.

─ Longa história.  — responde Anne.

─ Acho melhor nos concentrarmos nos demônios, sim? — diz Théo, percebendo a tensão. Fazendo todos concordadem.

Dante e Anne se encaravam duramente. Arrancando mais curiosidade da parte de Nero.

Théo avança primeiro contra as criaturas, enquanto Anne se concentra em atirar de curta distância. Dante saca Rebellion e investe contra os demônios, os cortando ao meio, ou decepando-os sem dó ou piadas.

Nero pega sua pistola e atira junto com Anne. A luta dura pouco. Logo, todos foram eliminados.

─ Eu vou até a cidade verificar se tem algo.   — diz Théo apressado.

─ Eu vou com você. Anne, você pode ir avisar a Kyrie?   — pergunta Nero.

─ Sim, veja meu pai por mim. Diga-o que não demoro.   — responde e Nero concorda, já se apressando e correndo junto com Théo.

─ Ah, ela está no orfanato!

Ambos somem em meio a escuridão da floresta. A ponte iluminada ajudava um pouco na visão.

─ Acho que é só nós dois agora.   — ouve Dante dizer, guardando sua espada nas costas.

─ Fique. Longe. De. Mim.

Anne girou os calcanhares e olhou ao redor, procurando um jeito de subir aquele barranco.

─ Quer ajuda, princesa?   — pergunta Dante, ainda com sarcasmo. O mesmo já tinha saído do rio e estava em cima do barranco, estendendo a mão.

─ Não!   — responde emburrada.

─ Vamos, coelhinha. Eu não mordo.

Antes que pudesse xingá-lo ou negar a ajuda, Dante a segura pelo braço não machucado e a puxa em um rápido movimento. Quando a coloca no chão, ganha um empurrão.

─ Eu disse para ficar longe de mim!

─ Deixe de ser mimada, você precisava de ajuda.   — diz Dante.

─ Não dá sua. Eu já disse milhões de vezes que não quero ver você ou ter qualquer tipo de contato.

─ Não lembrou disso quando foi correndo me ver.

As bochechas de Anne ficam vermelhas e quentes. A raiva era tanta que se segurou para não jogá-lo do barranco, mesmo que isso não desse certo. Visto que em questão de peso e tamanho, Dante vencia.

─ Eu não corri para te ver, pare de falar besteira!

─ Eu preciso mencionar um ano atrás nesta conversa?

A única reação que a mais nova teve foi dar um tapa certeiro da bochecha esquerda de Dante. O mesmo coçou a barba por fazer, com uma expressão intrigada.

─ Sua selvageria é louvável, tenho que admitir.   — disse em tom surpreso -com uma pitada de sarcasmo-.

─ Idiota!

─ Mas com quem você está andando pra ter se tornado tão agressiva?

Anne avança contra Dante, o dando um empurrão. Perdeu o último fio de paciência.

─ Será possível que depois de tudo, você ainda consegue agir como se nada tivesse acontecido?! Você não tem compaixão?!   — uma gota da mágoa que sentia, se libertou. Com a respiração acelerada, Anne prendia o choro que insistia em sair. O peito doía como se agulhas estivessem sendo enfiadas.

Dante a encara com o olhar centralizado nas feições da mesma. O nariz e bochechas vermelhas, com os olhos brilhando. Estava sem os típicos óculos; assim, deixando o verde vívido tomar conta do seu rosto e revelar sua beleza. 

Tudo o que passaram foi uma verdadeira batalha. Tal batalha que Dante não deixou que Anne sentisse ou visse. O peso de ter feito aquela escolha estava em suas costas, e pesava. Pesava todos os dias de sua vida.

Inerte nas lembranças, junto com a visão que tinha no momento, foi despertado com o fungo.

Para Anne, chorar seria uma derrota. Se era burrice ou castigo, nunca descobriria. A única coisa que tinha certeza, mesmo negando e evitando durante os tempos, era que o amor que sentia por Dante estava guardado no fundo de seu peito. Intocável e protegido.

Naquele momento soube. Sentia-se fraca e incapaz. Uma burra.

─ Anne, olhe para mim.   — sentiu os dedos do mestiço tocar-lhe a face. Seu corpo se arrepia com o simples toque.

Novamente, o azul se encontra com o verde. 

─ Eu te ode..

─ Shh... Quieta.   — a interrompe. 

A puxa para mais perto, com uma mão em sua nuca e a outra no quadril. Os lábios de ambos se fundem para um beijo que tanto esperavam e desejavam. Anne na ponta dos pés, com o coração descompassado, deixa uma lágrima escorrer em seu rosto.

Mesmo que por poucos minutos, o coelho se entrega ao lobo.

XX

(...)

A casa ficou apenas com vidros quebrados e a porta principal arrombada.

Anne decide arrumar tudo antes da volta de seu pai. Não queria que o idoso saísse pegando as ferramentas como doido, estava ferido ainda.

─ É sua casa?   — pergunta uma voz atrás de si.

Novamente, não pôde evitar ficar vermelha.

─ A-aparentemente sim.    gagueja contra a vontade. Odiava quando isso acontecia.

─ Posso oferecer minha mão de obra, mas cobro caro.  — disse Dante, com a mão no queixo, sorrindo sarcástico. Anne sentiu o duplo sentido na oferta.

(...)


Notas Finais


confesso que não resisti em por um beijo e.e Até a próxima!


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