História Elastic Heart - Capítulo 6


Escrita por: ~

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Categorias Devil May Cry
Personagens Dante, Lady, Nero, Personagens Originais, Trish, Vergil
Tags Amor, Batalha, Dante, Dmc, Kyrie, Lady, Luta, Nero, Obsessão, Romance, Sangue, Shoujo, Trish
Visualizações 58
Palavras 2.428
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Ecchi, Famí­lia, Fantasia, Festa, Ficção, Hentai, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Canibalismo, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


PERA PERA UNS AVISOS ANTES
(A idade da Anne foi alterada para 25 anos (quase 26!! Essa vai ser a única alteração da história, okay?)
Esse capítulo é um prólogo para o primeiro clímax da história (É UMA HISTÓRIA LONGA, VÃO ME ATURAR POR MUITO TEMPO 😂😂😂)
Sobre o relacionamento de Dante e Anne, as coisas vão se encaixar aos poucos no decorrer dos capítulos. Gosto de explicar cada mísero detalhe, não deixar nada escapar. Enfim, boa leitura!

Capítulo 6 - Trying to give in


A caçadora mantinha seus passos firmes, com Dante logo atrás a seguindo; terminando seu cigarro.

Vez ou outra Anastásia olhava de rabo de olho para o mestiço, ainda curiosa. Sua expressão de quietude e serenidade a chamavam a atenção. O mesmo mencionara a tal coelhinha, de maneira enigmática. Acreditava que possivelmente seria alguma garota que Dante tinha. Uma namorada, talvez.

Saíram dos arredores da cidade; passando para uma espécie de vilarejo. Porém, tratava-se de um vilarejo em ruínas provavelmente deixadas na época do ataque massivo. A poeira subia de acordo com a velocidade do vento noturno, fazendo o sobretudo vermelho de Dante ficar levemente sujo.

O perímetro estava destruído, e a única iluminação era de pouquíssimos postes, cujo lâmpadas piscavam e vez ou outra falhavam; para voltarem a funcionar segundos depois.

Dante livra-se da guimba do cigarro jogando no chão. Coloca suas mãos nos bolsos da calça, e suspira cansado. Os músculos estavam relaxados.

Com os olhos fechados, recorda-se do beijo. Anne não mudou, e na sua opinião, nunca mudará. Os cabelos bagunçados, jeito, cérebro super-avançado e a teimosia. Tudo estava no lugar.

O tempo passara lento e rastejante; arrancando um suspiro irritado do mestiço.

─ Se fôssemos dar a volta ao mundo, poderia ter avisado, estressadinha.  — Anastásia o olha.

─ Deixe de ser preguiçoso. E meu nome é Anastásia.   — responde. Revira os olhos e acelera os passos, deixando Dante um pouco mais atrás.

O mestiço suspira mais uma vez.

Ouviu o som de árvores ao vento. Centralizou o olhar e se viu seguindo Anastásia para uma floresta ligada às ruínas. Um milésimo de segundo de distração, e Dante começa suas dúvidas em respeito à mulher que está orientando o caminho.

─ Só pode ser brincadeira...

Sua mão direita moveu-se até Ebony, segurando-a. Mesmo ainda no início do caminho, faltando pouco para estar completamente dentro do arvoeiro, sentiu cheiro de sangue. Sua expressão se torna séria e alerta.

─ Nós saímos dos arredores, cortando caminho evitando as docas.  — explica Anastásia, cortando Dante de seu pré-adrenalina. O mesmo suspira e retira a mão da arma.

─ O que exatamente você achou?   — pergunta.

─ Eu estava cortando caminho por essa floresta quando esbarrei em um demônio que tinha saído de dentro de uma caverna.

─ E?

─ E na tal caverna tinha um círculo muito bem desenhado, com palavras escritas que podem ser para invocar demônios. Por coincidência já vi elas em uma missão. Acabei reconhecendo.

─ Como eu disse; adolescentes idiotas que não sabem com o que estão brincando.

─ Talvez sim, talvez não. Mas é melhor dar uma olhada.

Com um pouco do caminho percorrido, a face de ambos se torna alaranjada por conta de chamas que iluminavam o restante do caminho. O cheiro de carne queimada invadiam suas narinas. Anastásia usa as costas da mão esquerda para tentar amenizar o odor; enquanto sua direita pega sua pistola. Dante não se incomodava, mas sentia um forte pressentimento de que algo estava acontecendo. O colar que sua mãe lhe deu, escondido por cima das camadas de roupa, queimava pouco por sua pele. Indicando presença demoníaca.

Sacou Rebellion, sem se importar com o barulho que fizera.

Com o luar e a coloração do fogo iluminando o caminho, e fazendo o máximo de silêncio, o mestiço e a humana se locomovem, seguindo o cheiro que ficava forte a medida que se aproximavam.

Abaixaram-se próximo a arbustos e árvores mais baixas, observando.

Dois homens encapuzados; vestindo túnicas negras, estavam ajoelhados em frente à fogueira. Em volta, um círculo desenhado com uma coloração vermelha, que Dante identificou de imediato ser sangue. Provável ser de um animal morto. O cheiro vinha das chamas, que carbonizaram o motivo do tal.

─ Salvatore di tutti noi; dell'umanità. Accettate questo umile offerta in cambio del suo aiuto." — disseram em uníssono.

─ É um ritual?   - Pergunta Anastásia.

─ Aparentemente sim.

O círculo brilha fraco, e a medida que citam a frase, o mesmo ganha mais cor escarlate e brilho intenso.

O vento se torna forte e rápido, e uma fumaça surge de onde está os encapuzados. Os mesmos saem do círculos rapidamente, ficando ao canto observando. Sussurram entre si apreensivos.

Um silêncio paira no local. Apenas o som das folhas das árvores inundam os ouvidos.

─ Dante, eu jurava que era um grupo.

─ As vezes só um é suficiente pra fazer um estrago.

De repente, dentro do círculo se abre um portal negro, de onde demônios saem de forma descontrolada.

Dante parte para eles, cortando-os em velocidade. Anastásia fica à frente dos encapuzados, atirando com suas pistolas gêmeas.

A luta se inicia de forma insana. Sangue demoníaco jorra das criaturas que o caçador corta ao meio. O sujando e fazendo o mesmo sorrir.

─ Nunca mais te subestimo, Anastásia. Você sabe encontrar ótimas festas.   — Dante sorri ansioso e sedento. Matava os demônios com rapidez e violência. Rasgando-lhes ao meio ou ceifando suas cabeças.

─ Precisamos fechar o portal, Dante!   — exclama Anastásia.

O mestiço identifica o líder da horda. Um demônio um pouco maior que os outros; com garras afiadas vermelhas e longas, além de dentes pontiagudos. Não havia rosto. O mesmo flutuava e por cima de seu "corpo", possuía um manto negro. Dante, com um pulo, crava sua espada na criatura, a puxando para baixo junto de si. O solo afunda com o impacto. O mestiço finaliza, rasgando a criatura.

O líder não se desintegrou como os outros. Dante o joga dentro do portal, que se fecha instantaneamente.

Anastásia mesmo ofegante, vai até os encapuzados, que estavam encolhidos.

─ Falam minha língua?   — pergunta. Não obteve resposta. Saca suas pistolas e aponta para seus rostos.  ─ E agora?

─ S-sim!   — diz um deles.

─ Tirem o capuz.   — manda Dante. Os mesmos obedecem.

Trata-se de dois homens. Um ruivo e outro moreno. Ambos com expressão assustada.

─ Agora respondam cada pergunta, entenderam?  — diz a caçadora. Os dois homens concordam.

XX

A jovem de olhos verdes tinha a respiração calma e silenciosa. A boca entreaberta, e as bochechas levemente coradas indicavam um sono profundo e preciso, visto que a mesma necessitava descansar.

Uma respiração pesada e descompassada se mantinha ao seu lado. Esperando e apreciando.

Sid, o fraco demônio que seguia Dante sorrateiramente, encontra Anne. Aparência cansada, baixa estatura e sempre usando as mesmas roupas gastas, o demônio tinha fascínio por Dante e aos que estão ao seu redor. Sempre observando e vez ou outra, dizendo algo enigmático ou apenas para o prazer de irritar.

Riu ao visualizar a jovem deitada sozinha.

─ A sombra do filho de Sparda desprotegida?   — riu mais uma vez. Esticou a mão, pronto para tocar-lhe a face ruborizada.

Sentiu uma mão pesada agarrar seu pulso e apertar. Causando uma dor agonizante.

─ Não se atreva.   — avisa Dante. O semblante sério e intimidador fez Sid recuar apressado. Dante estava pronto para qualquer resistência que fosse, como um alfa protetendo seu ômega.

─ Ai ai, Dante. Eu não ia fazer nada.

Anne abre os olhos, sentido a vista pesada e ainda cansada. A primeira coisa que suas orbes viram, foi o rosto de Sid. Em puro extinto, a garota grita em susto. E se levanta, ficando de joelhos nos bancos. Por rápido vislumbre, agarra o casaco de Dante. O mestiço segura o sorriso teimoso que insistia sair.

─ Acabou de fazer. Assustou a menina com seu rosto lindo.   — disse sarcástico. Sid avançou um passo, e Dante saca Ivory.

─ Oh, prazer em conhecê-la, senhorita.   — Sid se curva.

─ Chega.  — Dante atira, e a bala passa a milímetros de distância do rosto do demônio. Sid ri, e com um pulo alto, vai até uma das janelas que estavam abertas e sai.

─ Quem é ele?   — Anne pergunta.

─ Um demônio qualquer. E você, dormindo aqui?

─ Meu pai está na enfermaria, acabei pegando no sono.

Um silêncio consome o grande salão principal da Igreja.

Anne ajeita-se e se senta.

Dante se livra de seu casaco, sujo de sangue de demônio da luta que teve. O joga no banco ao lado. Apoia sua espada junto e se senta ao lado de Anne.

Tira do bolso do casaco seu maço de cigarros junto com o isqueiro. Pega uma unidade e acende. Guarda o isqueiro junto com o maço no mesmo bolso. Tragava devagar, sentindo a fumaça sair de seu corpo em quantidade reduzida.

─ Devo perguntar o motivo de sua demora ou continuar como uma estátua?!   — Pensou Anne. Enquanto discutia consigo mesma, Dante segura o queixo da mesma e vira sua cabeça.

─ Você babou.   — disse, enquanto passava o polegar pelo canto do lábio inferior de Anne.

─ E você tá fedendo a demônio.   — Dante ri com o comentário.

─ Tive imprevistos. Mas consegui com sucesso trazer dois suspeitos do ataque.

Anne pisca surpresa.

─ Me deu explicações sem pedir?  

─ Sim e não. Você ainda não sabe quem são ou onde encontrei.

Anne suspira emburrada. Detestava os jogos que o mestiço fazia.

─ E já que estou com cheiro de demônio, você podia me dar um banho.   — o caçador sorri de canto.

Anne avermelha.

─ Mas é claro que não!

Antes que pudesse ousar levantar, Dante a puxa para seu colo. O rosto da mesma esquenta ainda mais, - se isso for possível-.

─ Eu estou cansado e quero que você fique aqui. Tudo bem? 

Hesitou em responder por alguns segundos. O mestiço tinha o semblante calmo. Ainda fumava no mesmo ritmo devagar, libertando a fumaça longe da jovem.

─ Dante, nós precisa...

─ Shh, eu sei.   — A puxou para deitar em seu peito.

Com uma mão acariciando o pescoço do mestiço, e a outra segurando uma das fivelas em sua blusa, Anne sentiu a sonolência invadindo aos poucos seu consciente. Os olhos pesaram um pouco mais, a fazendo fechá-los.

Dante observou os primeiros raios de sol chegando pouco a pouco no ambiente. A noite fora longa, e provavelmente, o dia seria bem mais.

Porém, nada mais importava naquele momento. Nem demônios, lutas ou preocupações.

O objetivo do mestiço era apenas concluir a missão que lhe foi dada. Nada mais que isso. Entretanto, quando encontrou-se com Anne, algo dentro de si mudou. Uma determinação que adormecia dentro de seu peito acordou, o fazendo rever todos os conceitos. Anne estava aqui. Talvez com as mesmas dúvidas que o mesmo. Mas Dante viu a oportunidade perfeita para tentar reparar todos os erros.

Dante e Anne eram dois imãs. Não importava o que fizeram antes, bastava estarem juntos no mesmo ambiente, com uma curta distância, que toda a paixão e desejo escondido se libertava. Se conectavam. Esquecendo toda a mágoa e arrependimento.

O caçador sabia que não iria ser fácil. E sabia mais ainda que qualquer imprevisto poderia acontecer.

Fechou os olhos, abraçando o corpo da garota ao seu.

XX

Acordou deitada ao lado de seu pai, que estava bebendo uma caneca de café. Sorriu quando sentiu a mesma despertar. Levantou-se e de pé, tenta ajeitar seu vestido amassado. Percebeu que o mesmo cheirava a cigarro, graças a Dante.

─ Aquele idiota deve ter fumado o maço inteiro...   — pensou alto, chamando a atenção de Hélio.

 Esse idiota é quem estou pensando?   —Perguntou, com olhos fechados apreciando seu café amargo.

Anne para suas tentativas de tirar o amassado da roupa. Suspirou e olhou Hélio.

─ Não me pergunte como, mas...

─ Eu estava acordado quando ele te trouxe. Eu gosto do Dante, ele ri das minhas piadas.

─ E ele rir das suas piadas é motivo para gostar?

─ Óbvio, você não ri. Por isso não gosto de você.   — diz sério. Anne revira os olhos.

─ Pai, estou falando sério.

─ Eu também.   — olha para Anne ainda sério. Porém, não segura o riso. Gargalha da expressão de espanto da filha.

─ Muito engraçado, sabia?!

─ Okay, ele é um bom rapaz.

─ Está falando sério?

─ Sim. Apesar de tudo o que aconteceu, eu acredito que você o perdoou...

Sua insegurança era forte e tentava abater sua vontade de voltar a acreditar em Dante. Anne queria que tudo o que havia acontecido sumisse; e desse lugar ao agora. Se Dante aproveitou uma -talvez-, única oportunidade para reatar e esquecer o passado, não via motivos para não fazer como tal.

A lembrança da primeira vez que o viu, à quatro anos atrás, estava fresca em sua memória. Como se tudo acabasse de acontecer.

Trabalhava em uma lanchonete, fazia um expediente no dia vinte e cinco de Dezembro, seu pai precisava de um remédio um pouco acima do que sobrava de seu salário após pagar as despesas. O uniforme vermelho que consistia em um vestido justo de mangas e gola, com o avental branco, incomodava um pouco por conta dos olhares que recebia. Tais olhares que se transformaram em cantadas. E acabaram passando dos limites. Um rapaz levemente bêbado, tentou agarrá-la após o fora que a mesma lhe deu. Um homem de cabelos pratas e olhos tão azuis quanto o céu, se levantou, abandonando sua pizza. Com um soco certeiro, jogou o bêbado para fora do estabelecimento.

Desde este dia, Anne passou a servir o homem. Sempre que ele atravessava a rua, ela já deixava sua pizza quentinha na mesa à espera. O achava um pouco estranho, por sempre carregar uma capa grande de violão nas costas. A barba por fazer, e o sobretudo longo e vermelho o deixavam ainda mais estranho.

Após um mês do ocorrido, saiu tarde do expediente por conta das horas extras. Por azar, acabou esbarrando em um demônio. Anne ainda não tinha conhecimento sobre tal, e não sabia como se defender. O demônio, antes que pudesse chegar próximo a ela, foi morto por tiros em sincronia. O homem de sobretudo estava à esgueira, se revelando após matar a criatura. Reclamou do quanto foi difícil achar o demônio.

A jovem riu internamente, lembrando-se de que desmaiou logo em seguida. Era fraca para muitas emoções.

Um pigarreio a tirou das lembranças.

─ Você estava pensando nele, sim?  

Anne foi até Hélio e pegou sua mão.

─ O que eu faço, pai?   — perguntou apreensiva. O idoso olhou para a jovem, com expressão serena. Apertou a mão dela na sua.

─ Deixe as coisas acontecerem. Assim, você saberá o que fazer.

XX

(...)

─ Digam o que sabem.   — pergunta Nero.

─ N-nós não sabemos! Não era para ter acontecido aquilo! 

Dante abre a porta da sala de interrogatório irritado.

─ Chega de jogos ou qualquer merda que vocês estão fazendo. Digam o que sabem.

(...)


Notas Finais


As prévias ao fim dos capítulos podem aparecer em qualquer momento na história. No máximo 2 ou 3 capítulos dps. Até a próxima! ♡


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