História Elastic Heart. - Capítulo 26


Escrita por: ~

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Categorias One Direction
Tags One Direction
Exibições 107
Palavras 1.961
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Escolar, Mistério, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Olá, fofinhas!
Tudo bem? (espero que sim)

Confesso que talvez eu tenha chorado um pouco escrevendo este capítulo, agora vocês vão começar a entender a verdadeira história da Alexia e do Max. Embora a Amélia não tenha sido uma personagem na fic, ela sempre entrou como uma 'embraça' da Alex, na minha cabeça ela é a melhor pessoa do mundo e isso me deixa mal, porque ela não poderá fazer parte do novo mundinho da Alex. </3

PS: Vamos montar um grupo chamado: "Odiamos a Sky"?! Haha duvido que tenha algum ser neste mundo que goste dessa garota. Quinta tem a segunda parte, acalmem o coração e se mantenham firmes até lá. Beijokas :*

All love; I.

Capítulo 26 - I can't escape myself. part1


When my eyes open morning pulls me into the view, no I guess
I'm only acting in the way you do
Just being alone, no Only time tells me more than
I hope All that I know is I've been finding a fortnight alone and behold I knew
I shouldn't let you go

Hotel Ceiling – Rixton

 

Pov. Alexia

Sabe quando você acorda com um péssimo pressentimento? Foi exatamente assim que acordei, meu coração estava meio angustiado e algo me pedia para não sair de casa, até pensei em considerar a ideia de passar o dia inteiro trancada no quarto vendo Game Of Thrones, ou Supernatural.

Mas não tinha uma boa desculpa para ficar em casa, então o jeito seria encarar mais um dia de aula, desci as escadas encontrando Abbie ajudando os gêmeos a terminarem de se arrumar, fui até a gaveta e peguei meu remédio e segui para a mesa. Enquanto tomava o meu café da manhã pensava em uma maneira de voltar a falar com a Sam, tudo bem que ela falou muitas coisas erradas, mas talvez eu estivesse olhando tanto para os meus problemas, que esqueci que meus amigos também possuem os deles, tenho que admitir que fui um pouco egoísta.

-Abbie, já estou indo!  - fui até a cozinha, lhe dando um beijo na bochecha e segui para a garagem, estava decidida a ir falar com a Sam assim que chegasse na escola. As coisas agora pareciam estar caminhando para o lugar certo. Tirando Harry, que estava meio estranho ontem, mas estranho de um jeito bom.

Estava tão perdida em pensamentos, que mal vi que já tinha completado todo o percurso até a escola. Deixei o carro em uma vaga próxima ao portão, quando estava deixando o estacionamento, fui parada por Sky e Bethany.

-Oi, vadia! – Sky me encaro, rolei os olhos tentando não ficar estressada.

-O que você quer? – falei impaciente. – Não tenho tempo para você. – fiz menção de passar, mas ela colocou o braço na frente, impedindo minha passagem.

-Digamos que ontem eu vi você com algo que me pertence! – seus olhos cintilaram de raiva. – Estou aqui ainda pacificamente para te dar um recado, se você chegar perto do Harry de novo, eu vou acabar com você.

-Desculpe, suas ameaças não fazem efeitos em mim. – pisquei, sorrindo ironicamente.

-Mas aposto que esse segredinho você não vai querer que ninguém descubra – Bethany estava segurando uma folha dobrada em mãos. – Não vai queres que as pessoas saibam o que aconteceu de fato em Boston e o quanto você é toda problemática. Pense com carinho, querida. – me entregou a folha e as duas saíram, respirei fundo tentando me acalmar e entender o que de fato estava acontecendo ali.

Fiz o caminho contrário e me encostei no meu carro, seja o que for que tem nesse papel, tenho certeza que não vou gostar de abrir no meio das pessoas. Com um pouco de receio, puxei a extremidade da folha, até que ela abrisse por completo e ali, impresso naquela folha estava o meu pior pesadelo.

Adolescente e criança presenciam crime brutal dentro da própria casa.
Na noite desta terça-feira (14) durante a tempestade, a casa do Juiz Federal Adam Hill Evans, foi atacada por uma quadrilha ainda desconhecida pelo FBI. AEW (15) e MEW (4) que estavam na casa e presenciaram a morte da irmã mais velha. “

Fechei os olhos, relembrando de cada momento daquela noite horrível.

Flashback um ano e meio antes.

- Amélia, vamos levar a Alysson para o hospital, fique de olho nos seus irmãos. – mamãe avisou, Amélia é dois anos mais velha que eu e minha melhor amiga.

-Tudo bem, mãe! – respondeu sorridente – Me ligue avisando assim que saírem de lá e descobrirem o que a Aly tem.

Meu pais saíram, Alysson estava com febre desde da noite passada, já estava escuro e uma tempestade ameaçava a cair qualquer momento. Abbie estava de férias e devia estar em alguma parte de Londres, visitando seu único filho.  Max estava entretido jogando um joguinho de eliminar peças em meu celular.

- Me conte... – Amy me encarou com um sorrisinho malicioso. – Como você está com o Steve?

- O que? – ri, joguei minhas pernas em seu colo. – Estou na friendzone, mana. – lamentei.

-Impossível! – fez careta – Você é tão linda, o Steve é um burro. – revirou os olhos.

- Ele prefere a Jessy!

- Mas a Jessy não é você! – Amélia se levantou, parando na minha frente. – Preciso apresentar uns amigos meus para você, tenho certeza que vai amar o Bryan. – sorrio sapeca.

- O loiro do futebol americano? – juntei as sobrancelhas, Amy já estava no último ano colegial e conhecia praticamente a escola inteira, é o tipo de garota que consegue fazer amizades com qualquer um.

- Esse mesmo, aquele dia que o pai esqueceu de buscar a gente e ele nos deu carona, minha irmã, ele não desgrudou os olhinhos de você.

-Ta bom! – ri sarcástica, ainda estava no segundo ano, mas conhecia boa parte dos meninos do terceiro graças a Amy.

Levei uma almofadada nas costas, Amélia simplesmente odiava que as pessoas não se sentissem boas o suficiente, segundo ela todos eram perfeitos de maneira exclusiva e devíamos nos amar como somos. Ela quem promovia uma campanha anti-bulling na escola. Ela costuma dizer que esse é o seu legado no mundo.

O tempo começou a virar para temporal, a chuva que caia estava extremamente forte e os relâmpagos cortavam o céu.

-Max, vamos subir! – meu irmãozinho deixou o celular em cima da mesa de centro e segurou minha mão, comecei a subir os degraus mais parei assim que não ouvi os passos de Amélia atrás de nós. – Amy, você não vem?

-Daqui a pouco, vou fazer um chá para nós. – sorrio lindamente, concordei e comecei a subir novamente, depois de cair um raio a casa estava completamente escura, a energia tinha acabado. Em seguida escutei barulho de algo sendo quebrado e um grito de Amélia.

-Alex e Max se escondam agora! – peguei Max no colo e corremos para o meu closet, o tranquei pelo lado de dentro e nos escondemos no meio das roupas. Não sabia se Amélia estava segura, mas não poderia sair daqui e deixar Max sozinho, ele ficaria apavorado. Escutei barulhos de passos pelo assoalho  meu quarto, tampei a boca de Max para que ele não fizesse barulho.

- Cadê os pirralhos? – uma voz masculina perguntou, nunca tinha ouvido aquela voz na minha vida.

-Aquela garota estupida os avisou para se esconderem! – dessa vez a voz era feminina, fechei os olhos.

-Vamos procurá-la. – os passos foram ficando cada vez mais distantes, senti uma lágrima escorrer.

-Vai ficar tudo bem, eu te protejo! – dei um beijinho no rosto de Max.

Depois de algum tempo escutamos alguns gritos e alguns disparos, os segundos se passaram e eu não consegui ouvir mais nada. O vento e a chuva aumentaram conseguia escutar as janelas do meu quarto baterem e fazendo um barulho terrível, continuamos em silêncio decidi que onde estávamos escondidos era muito perigoso, no meu closet tinha um compartimento para bolsas que era quase do tamanhão de um armário caberia Max e eu tranquilamente ali dentro. Entrei primeiro me sentando e sentei Max em meu colo, fechamos a porta estava torando para que nada tivesse acontecido com Amélia e para que nada acontecesse conosco.

Os passos novamente fora ficando próximo, ouvi a maçaneta da porta se mexer, e fechei os olhos esperando pelo pior.

-Está trancada!  - a voz feminina disse, um tiro foi disparado contra a fechadura, comecei a ouvir o barulho das minhas roupas serem reviradas.

-Nosso tempo está acabando, Seraphim! – uma terceira voz, que não consegui identificar comentou. – Vamos embora, já concluímos uma parte da nossa vingança.

Fechei os olhos esperando que eles nos encontrassem, mas nada aconteceu. Fiquei ali por alguns bons minutos e o silêncio pairava sobre minha casa, deixei Max escondido ainda e decidi dar uma olhada, sai do closet e olhei o corredor do meu quarto, estava completamente vazio. Suspirei.

Olhei para trás e Max estava segurando a barra do meu short, precisávamos achar Amélia, o peguei no colo e fomos para as escadas, e eu vi a pior cena de toda a minha vida, Amy estava caída no pé da escada e tinha sangue por toda a parte, tentei tampar os olhos de Max, mas já era tarde demais, ele parecia estar apavorado.

-Fecha os olhos, Max! – pedi – E fica de costas! – o coloquei no chão de costas, para que ele não continuasse olhando aquela cena, precisava saber se minha irmã estava bem, poderia ter sido apenas um tiro de raspão.

Desci até onde ela estava, seus olhos ainda estavam abertos, com algumas lágrimas no canto. Ela me encarou e deu o sorriso mais lindo que já vi no mundo, estava deitada de barriga para cima e não conseguia distinguir onde ela tinha sido atingida tinha muito sangue, ela levou uma de suas mãos que estavam na altura do busto e segurou a corrente que usávamos, era igual um pequeno pingente em forma de coração.

-Sempre estaremos juntas! – falou em um fio de voz, as lágrimas desciam por meu rosto feito pequenas cachoeiras.

-Não, não! – encostei minha testa na dela. – Fica comigo, vou pedir ajuda, vai ficar tudo bem! – corri até a mesa de centro, mas meu celular não estava mais ali, peguei o telefone sem fio, mas estava sem sinal. Levei Max para o primeiro andar novamente e o deixei de baixo da cama de seu quarto, desci as escadas pedindo para que Amélia aguentasse firme, sai correndo pela chuva e fui até a casa dos Davis, nossos vizinhos fiquei batendo na porta, igual uma louca até que a senhora Taylor me atendeu, expliquei rapidamente tudo o que tinha acontecido e ela imediatamente ligou para o hospital, corri para casa novamente.

Amélia ainda estava comigo e ficou até que os paramédicos chegaram. Max e eu a acompanhamos até o hospital e encontramos nossos pais por lá. Amélia foi para o hospital com vida, mas nunca voltou para casa.

Fim do Flashback.

Pov. Harry

Cheguei mais cedo do que o normal no colégio, assim que deixei meu carro na vaga de costume, vi uma cena muito estranha. Alexia estava encostada em seu carro completamente pálida, ela não parecia nada bem e quando eu digo nada bem, não algo como se ela fosse vomitar e sim como se ela fosse desmaiar a qualquer segundo.

Caminhei apressadamente em sua direção.

-Hey, Alex tá tudo bem? -  ela amassou um papel que estava em suas mãos e guardou no bolso, parecia que ela estava prestes a ter um ataque de pânico, ou sei lá.

-Eu...eu...- só voz estava superbaixa, suas mãos estavam trêmulas, estava literalmente preocupado.

-Espera, vem aqui!- segurei cuidadosamente suas mãos e a ajudei a entrar dentro do carro no lado do passageiro. Entrei do lado do motorista, Alexia não falava nada, mas aos pouco a cor sua cor começou a voltar e ela parecia estar se acalmando.

-Preciso ir para casa, antes que o pior aconteça! – sua voz saiu mais baixa que o normal.

-Tudo bem, eu te levo! – suspirei. – Você está legal?

-Vou ficar! – passou a mão pelos cabelos e os prendeu, as chaves do carro estavam no bolso da sua mochila ela me entregou, como eu já sabia aonde ela morava dirigi até sem problemas, fomos o percurso inteiro calados.

Abbie se assustou um pouco com o estado da Alex e pediu que eu esperasse no sofá, isso tudo estava muito estranho. Me sentei um pouco inquieto e depois de uns dez minutos Alex meio até a sala, aparentava estar melhor.

-Vem comigo até o meu quarto, eu preciso te contar e mostrar uma coisa. – disse simples, sem questionar a segui pelas escadas.

Continua...


Notas Finais


Espero que gostem! <3


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