História Ele é o Quinto - Capítulo 18


Escrita por: ~

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Categorias Os Instrumentos Mortais
Personagens Alexander "Alec" Lightwood, Aline Penhallow, Clary Fairchild (Clary Fray), Hodge Starkweather, Isabelle Lightwood, Jonathan Christopher Morgenstern, Luke Graymark, Magnus Bane, Max Lightwood, Simon Lewis
Tags Ação, Alec Lightwood, Clary Fairchild, Fanfic, Isabelle Lightwood, Jace Wayland, Magnus Bane, Os Instrumentos Mortais, Policial, Simon Lewis, The Mortal Instruments
Exibições 47
Palavras 1.408
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Mistério, Policial, Romance e Novela, Slash
Avisos: Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Espero que gostem ♥ um pouquinho de Sizzy

Capítulo 18 - Foi Difícil


  

POV Jace

- Eu ainda não estou acreditando. – minha voz falhou um pouco e ainda estava mais rouca do que costumava ser. Eu estava jogado na cama de Clary, todos os meus músculos estavam doloridos e nenhum deles respondia como deveriam. De todas as mulheres que eu já tinha transado, e a lista não é pequena, eu nunca tinha ficado tão cansado, nunca tive um orgasmo tão intenso, nunca senti nada daquilo. Nunca.

- Nem eu. – ela sussurrou do meu lado. Os cabelos vermelhos estavam em cascata pelo travesseiro e ainda tinha um pouco de suor na testa.

Também não estava acostumado a fazer tudo tão devagar. Cada suspiro e gemido de Clary era uma vitória, me causava um prazer interminável, e o pior é que nem era físico; minha alma se sentia melhor só em saber que todas as sensações que inundavam o corpo da ruiva naquele momento eram causadas por mim. Eu queria que ela soubesse isso. Fechei os olhos e algumas cenas vieram novamente: os lábios vermelhos entreabertos, os olhos verdes que eu nunca tinha visto tão brilhantes,  o corpo pálido suado e cheio de pequenas marcas vermelhas que eu tinha acabado de fazer com a boca, o jeito que ela gemia toda vez que eu colocava mais fundo. Mesmo assim, nada se comparava à visão de Clary sobre mim, o jeito que ela jogava os cabelos e ditava todo o ritmo me deixou doido e, depois que os espasmos passaram, ela caiu sobre mim, exausta, eu sentia o coração dela acelerado e a respiração contra o meu peito.

Eu me levantei com um pouco de dificuldade e abri o guarda-roupa da ruiva, peguei um de seus edredons e estendi sobre a moça que me olhava com um misto de alegria e incredulidade.

- Dá pra parar de me olhar como se eu fosse incapaz de fazer uma gentileza?

- Eu vejo segundas intenções em tudo que você faz.

- Você é esperta. – eu sorri de lado e me coloquei entre a coberta com ela, a puxei para mim. Como eu havia imaginado, o seu corpo estava começando a esfriar.

- Eu posso confessar uma coisa?

- Foi a melhor transa da sua vida?

- Eu nunca me senti assim antes. – Eu encarei o teto. – E foi a melhor transa da minha vida.

Ouvi a risada baixa de Clary e senti ela se movimentar, pensei que fosse se levantar, mas ela se aninhou em meu ombro e me abraçou com carinho.

- Se sente bem?

- Como nunca senti.

- E vai me deixar dormir aqui?

- Estou te fazendo de travesseiro.  Travesseiros não falam, então continue só sendo gostoso.

Eu ri e beijei o topo da sua cabeça. Não foi a primeira vez que ela me chamou de gostoso naquela noite, só que as outras vezes eram sussurros no meu ouvido. Só notei que ela estava acariciando meu ombro quando senti uma ardência; ela pareceu notar alguma coisa, levantou metade do seu corpo e me encarou.

- Me mostra suas costas?

Eu me sentei na cama e fiquei de costas para ela. Ouvi ela sufocar um riso.

- O que foi?

- Nada. - ela respondeu rápido demais, olhou as unhas e escondeu as mãos debaixo do cobertor.

- Clarissa Fairchild. - minha voz saiu menos autoritária do que eu gostaria, mas serviu para ela abrir um sorriso.

- Eu arranhei as suas costas inteira.

- Eu senti.

- E sangrou.

- Hmm. - eu não contive meu sorriso de lado e ela percebeu. - Não olha no espelho e fica tudo certo.

Ela levantou uma sobrancelha para mim e se levantou sem vontade, caminhou até o grande espelho do banheiro e observou o pescoço que agora já tinha várias manchas roxas.

- A sua sorte, Jace Wayland, é que está frio e eu posso tampar isso.

- Sorte mesmo, Clarissa? - eu sorri enquanto ela voltava preguiçosamente para o meu lado.

A ruiva bufou e se enfiou debaixo das cobertas, de costas para mim. Eu estralei a língua e a abracei, puxando-a com facilidade pela cintura; tirei seu cabelos do pescoço com cuidado e vi os finos pelos loiros avermelhados arrepiarem. Quando meu corpo se encaixou com o dela mais uma cena desta noite me veio à mente: a ruiva de costas para mim, apoiada nos joelhos e nas mãos, seus cabelos presos pela minha mão esquerda que os puxava com suavidade, a mão direita apoiada em sua cintura, o ritmo marcado pelos gemidos dela.

Um suspiro baixo escapou dos meus lábios e eu ouvi a ruiva rir baixo.

- Acho que lembramos da mesma coisa.

- Boa noite, Fairchild.

Eu não podia deixar ela me provocar, nenhum dos dois tinha condições físicas para isso e, exatamente agora, tudo que eu queria era ficar ali com ela, naquele momento de paz.

 

POV Simon

- Tô falando, foi muito melhor a série do que o filme. -  eu mordi meu X-Bacon enquanto Izzy bebia um pouco do seu suco de morango.

- Eu gostei do filme... podia ser mais, mas eu gostei. Por enquanto eu estou feliz com os lançamentos da Marvel.

- É, estão de parabéns mesmo... mas, a minha espera do ano é, de longe, Esquadrão Suicida.

- Tá brincando? Eu tô contando os dias.

- A gente podia ver juntos... se você quisesse...

- O que? Você tinha intenção de ver sem mim, Simon Lewis?

- Ah, sabe como é...

- Imperdoável... - ela fez aquela careta de raiva que eu achava fofa.

- É claro que eu vou ver com você. - eu sorri para ela.

- Eu compro a pipoca e você os doces.

- Fechado. - eu mordi novamente meu lanche enquanto Izzy comia o seu qualquer coisa que só tinha salada e um bife de frango grelhado que ela jurava que era gostoso.

Eu podia passar o resto da vida conversando com aquela mulher, nunca tinha me sentido tão à vontade com alguém antes. Talvez por isso mesmo eu tenha ficado com medo. Eu tinha medo daquilo não dar certo e eu ser só um amigo que tem os mesmos gostos que ela. Com certeza Izzy era muito para mim.

Depois de comer e andar um pouco pela cidade, eu estacionei na frente do apartamento que às vezes eu dividia com Jace. Passava da uma da manhã e eu não tinha recebido notícias dele, então supus que ele ainda estivesse com Clary.

- Izzy... - eu tinha que perguntar, eu precisava. - Não me leve a mal mas... - eu vi ela levantar as sobrancelhas para mim e me olhar curiosa. - Você quer subir mesmo?

- Algum problema, Simon?

- Nenhum é que... eu...

- O que tiver que dizer, pode dizer, querido, eu não vou ficar chateada, certo?

Eu respirei fundo. Era agora.

- Você é linda, Izzy, perfeita em tudo e eu... bom, eu sou o Simon, certo? Eu sou só um detetive a mais no mundo, um nerd viciado em HQs. Você pode ter o homem que quiser, Isabelle.

- Quer saber porque você?

- É. - eu soltei o ar de uma vez. - Me desculpa, é que...

- Você não sabe a pessoa maravilhosa que é. - ela sorriu para mim. - Como você disse, Simon, eu sou bonita, eu posso ter qualquer homem que eu quiser. E eu quero um que me valorize pela mulher que eu sou e não só pelo meu corpo. Eu e Clary... nos conhecemos desde crianças; quando nós resolvemos ser detetives, sabíamos que não ia ser fácil. Clary parece uma bonequinha de porcelana e quando sorri encanta todo mundo... imagina como foi difícil ela provar que podia aguentar a pressãode um interrogatório e ainda ser boa nisso. E eu... imagina como foi difícil pras pessoas acreditarem que eu cheguei até onde cheguei sem dormir com meus chefes. Era tão difícil em LA que quando recebemos uma promoção não pensamos duas vezs antes de escolher o lugar mais longe possível de lá.

- Eu não tinha pensado assim...

- É uma das coisas que te fazem tão especial, Simon. Você acha tão absurdo que que não pensou nessa possibilidade.

- Porque é absurda.

- Mas agora.... se você ainda quiser tirar a dúvida se você é só um amiguinho colorido ou... - ela passou a mão perigosamente pela minha coxa. - alguma coisa a mais, a gente pode entrar e, quem sabe...

- Você manda, senhorita.


Notas Finais




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