História Ele, Ela, Eles - Capítulo 10


Escrita por: ~

Postado
Categorias Os Heróis do Olimpo, Percy Jackson & os Olimpianos
Personagens Annabeth Chase, Bianca di Angelo, Connor Stoll, Cronos, Eros (Cupid), Hades, Hazel Levesque, Jason Grace, Leo Valdez, Nico di Angelo, Percy Jackson, Piper McLean, Poseidon, Sally Jackson, Travis Stoll, Treinador Gleeson Hedge
Tags Ele Ela Eles
Visualizações 21
Palavras 1.824
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Ficção, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Violência
Avisos: Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


falta dois capitulos para essa fanfic acabar.
como posso dizer a situação de meu coração?
aviso rapido: nada de psicologia aqui é real. algumas coisas eu apenas peguei uma pequena base, mas o resto é purpurias imaginação.
aproveitem

Capítulo 10 - Capitulo IX


Capitulo 9

Ele

Seu queixo batia contra sua boca de tão frio que estava, mas não sentia nada. Não queria que fosse dessa maneira, queria poder aproveitar mais e mais os momentos com a loira. Mas no fundo Nico sabia que sua alegria duraria pouco.

Cambaleava pelas ruas sem rumo, por um momento se preocupou com Andrêa, mas sabia que seria fácil para ela ir para sua casa e se recuperar. Ele não seria falta em seu coração.

Virou a esquina sem muito animo, ele queria deitar-se naquele chão e morrer. Novamente ele perdeu uma mulher a qual amava, mas dessa vez fora sua culpa.

Seus olhos marejavam de lagrimas. Ele tentou reprimi-las, precisava ser forte, mas sabia que estava despencando em um abismo. Apoiou-se na parede pichada do local e sentou-se no chão. A chuva caia sobre seu rosto molhando-o mais (se é que isso era possível), as lagrimas se misturavam com as gotas. Sua vontade era voltar onde ela estava e abraça-la, mas não podia.

O frio possuía seu corpo, que Nico já não sentia mais, tremia por completo.

A visão começou a ficar embaçada e ele sorriu.

Chegara, finalmente, a sua vez de morrer.

[...]

Como a alegria dura pouco.

Acordou com uma luz forte brilhando em seu rosto, primeiro pensou que estaria no céu, ouvia até mesmo anjos cantando suavemente. A luz estava tão forte que foi difícil abrir os olhos, se não fosse grandes orbes azuis que o encarasse.

Seria um anjo?

Tinha cabelos loiros e ondulados, olhos azuis cristalinos, pele bronzeada com algumas sardas. Era um anjo muito bonito.

Com certeza é um anjo, Nico pensou, veste até roupas brancas e grandes, máscara e luvas... Droga!

Estava em um hospital.

Encarou o doutor à sua frente, se não fosse tão alto e musculoso poderia se confundir com Andrêa à qualquer momento.

Andrêa.

Seu coração despencou novamente no abismo. Segurou as lagrimas que ameaçavam cair, não se permitiria chorar, não mais.

- Posso saber o porquê que estava na chuva em um frio de dois graus negativos, senhor di Angelo? – A voz do homem era grave e abafada pela máscara. – Você quase morreu.

- O por que não é de sua conta. – Respondeu ríspido. – E seria preferível eu ter morrido.

- Por acaso fora tentativa de suicídio? – Perguntou anotando algo em seu tablet.

- As circunstancias estavam propicias. – Respondeu. – Seria melhor eu ter ficado lá.

O doutor suspirou e tirou a máscara do rosto. Parecia um Deus grego de tão belo.

- Percy Jackson vai entrar. Qualquer coisa me chame: Doutor Willian Solace. – Sorriu exibindo os dentes brancos e perfeitamente alinhados.

Com certeza é um anjo!

Ele assentiu e se ajeitou na maca, sabia que receberia uma bronca. Não demorou muito para que pudesse ser ouvido os passos fortes do surfista no corredor. Okay, isso está um pouco assustador.

A porta foi aberta com um tapa e a face de seu amigo o surpreendeu. Não estava nervoso, pelo contrário, os olhos estavam marejados, a face pálida e com olheira profundas.

Andou em sua direção encarando os olhos negros de Nico.

- Percy...

- Cale a boca. – Ordenou. – Eu só vou perguntar uma vez: Você tentou suicídio?

- Não. – Respondeu rapidamente, vendo os músculos de Percy relaxarem em seguida. – Eu só... Não tinha animo para mais nada.

- Surto? – Sugeriu e Nico negou. – Eu tentei ligar para Andrêa, mas o celular dela está lá em casa.

Virou seu rosto para o lado e mordeu seus lábios.

- O que aconteceu? – Percy perguntou. Nico fechou os olhos balançando a cabeça. – Nico, o que aconteceu?

- Eu... – Começou a falar, a voz saindo com dificuldade. – Andrêa quase foi estuprada e foi minha culpa. Eu tive que dizer adeus para ela.

- O QUE? – Percy gritou. – Como assim “dizer adeus para ela”?

- Ela quase foi estuprada Percy! – A voz de Nico subiu duas oitavas. – Eu não posso perde-la, não dessa maneira.

- E então você resolveu se afastar.

- Só assim ela ficará segura. – Suspirou. – Eu posso morrer, não irá fazer falta...

Seu rosto nunca ardeu tanto por causa de um tapa. Os olhos de Percy deixava lagrimas jorrarem.

- Não irá fazer falta?! – começou a gritar. – Eu sei que para você sua vida não tem importância para ninguém, mas tem importância para mim, para minha mãe, para Jason e principalmente para Andrêa! Por sete anos que vivemos juntos você conseguiu mudar meu jeito de ver as coisas, me ajudou a conquistar Annabeth, ajudou minha mãe com seu livro, fez Jason e Piper reatarem!

Nico tentava não chorar, estava cansado disso. Já ficara muito tempo sem seu devido muro que em apenas cinco meses Andrêa derrubou.

- Você marcou nossas vidas de maneira profunda, di Angelo. – A voz de Percy saiu como em um sussurro. Nico mantinha a cabeça abaixada. – Por três dias você ficou aqui. Sabe o quanto me deixou preocupado? Sabe como eu chorei todas as noites com medo de perder você? O médico falava que você poderia ficar em coma!

O silencio reinou na sala, apenas o som do bip dos aparelhos podiam ser escutados. Ele não tinha reação. Percy encarava a parede branca.

- Você é meu irmão. Diferente de muitas pessoas, você tem importância para mim.

E saiu.

Não demorou para que tudo que estava em sua maca estivesse no chão, e o travesseiro resolvesse dar boas-vindas para o doutor que entrava no quarto.

- Uou! Não quebre tudo, por favor. – Exclamou assim que pisou na sala.

- Saia daqui. – Nico respondeu.

- Sinto muito, mas eu sou um doutor.

- Sinto muito, mas você sendo doutor ou não, não tem importância para mim.

- Engraçado, eu salvei sua vida e não tenho importância para você. Irei fingir que fiquei magoado.

- Você nunca poderia salvar minha vida, acredite.

- Mas eu tenho que cuidar da mina e, você querendo ou não, isso inclui cuidar de seu físico.

- E do que isso me interessa?

- Bom, em nada, mas se você me permite eu tenho meu salário para ganhar.

Até em conversar ele parecia com Andrêa, a maneira em como insistia com ironia era tão idêntico ao da loira que o fez bufar.

- Você terá alta amanhã. Durma um pouco até lá.

O doutor segurou seu braço e coletou um pouco de sangue saindo logo depois.

Nico gostou da ideia de dormir, quando percebeu já estava envolvido em um sono profundo.

Ela

Nunca odiou tanto as férias. Foram as piores duas semanas de sua vida. Não saia de seu quarto nem mesmo para comer. Estava magra e pálida, olheiras profundas e cabelos sem vida.

Sabia que tudo o que acontecera fora sua culpa, por isso que todos os dias chorava, como tinha sido idiota, agora ela perdera a única pessoa a qual tinha sua esperança.

Doía, doía muito. Seu coração parecia cacos de vidro quebrado. Chorava horrores noites e noites.

Até que a campainha tocou.

Ela não iria atender, sua mãe estava em casa, mas quando a porta se abriu ouviu uma voz conhecida.

- Percy?! – A mulher saudou – Como você está querido?

- Estou ótimo, graças à Deus. Andrêa está?

- Sim, pode subir.

Não se preocupou em arrumar o quarto ou os cabelos. Ele bateu na porta e a loira permitiu a entrada.

Vestia uma blusa azul, calça preta e coturno também preto. Seus cabelos pretos estavam molhados e os olhos verdes brilhavam. Em suas mãos tinha o celular da loira.

- Deixe na escrivaninha. – Falou baixo e Percy obedeceu. – Você não veio somente para isso, não é?

- Não. – Respondeu. – Nico me contou o que aconteceu.

Os olhos da mulher voltaram a marejar. Demorou uns minutos para que ela falasse algo: - Foi culpa minha. – Começou com a voz embargada. – Eu achei que seria bom não contar, pensei que estaria o protegendo.

- Nico não precisa ser protegido.

- É. Pena que eu descobri isso tarde demais.

- Todos nós descobrimos algo tarde demais. – O olhar dele ficou perdido. – Nico, por exemplo, descobriu tarde demais que te ama.

Andrêa suspirou confortando-se na cama. As mãos pequenas passeavam pelo cobertor.

- Ele era um gangster. – Começou. – Também descobri isso tarde demais.

- Ele não é mais. – Percy defendeu.

- Também usei isso para tentar convence-lo à não me abandonar.  – Ela riu triste. – Não adiantou.

- Você sabe como ele é. Para ele sua vida não tem importância para ninguém. – Sentou-se na cama. – Ele teve medo de te perder.

- Se afastando? Essa foi a única solução?

- Nico perdeu a mãe e a irmã. – Explicou e Andrêa se surpreendeu. Achava que ele verdadeiramente fosse filho de Sally. – Com doze anos já sofria depressão profunda. Seu pai nem mesmo se importou.

- Eu não...

- Pois é. Ele prefere saber que você está segura, mas longe dele, do que você ficar próxima e morrer. – Sua face ficou dura. – Andrêa, você não tem noção do quanto ele te ama. Você o mostrou outro lado da vida.

- Ele me mostrou mais...

- De qualquer maneira, quando tudo se resolver, vou convence-lo a vir acertar as coisas com você...

- Não.

- O que...?

- Não. – Ela encarou os olhos verdes de Percy. – Você disse que ele me ama. Se isso é verdade, ele virá até à mim.

Ele

A manhã estava clara. O sol brilhava no céu. Estava densamente calor. O que obrigava Nico vestir uma regata preta e uma calça com um tênis da Nike. Seus cabelos estavam amarrados em um rabo baixo e a pele estava sem pelo. Tinha feito a barba recentemente.

Definitivamente essa não era a melhor maneira de se achar melhor, com certeza não era, mas foi o único jeito de se parecer apresentável para a faculdade. Se continuasse da maneira em que estava as pessoas iriam o confundir com um mendigo.

Andava na rua lentamente, sabia que poderia morrer a qualquer hora, mas se a loira e o resto de sua família estivesse bem, não precisaria se preocupar.

A calçada estava um pouco molhada da chuva dos dias anteriores, principalmente daquele dia.

Ótimo, pensou, agora é só mais um trauma para minha lista.

Seus passos ficava cada vez mais lentos, não tinha coragem de encontrar a loira na escola. Queria poder mudar de setor novamente. Aqueles olhos azuis estavam sendo cada vez mais difíceis de se encararem.

Seu celular vibrou, era uma mensagem. Não tinha paciência no momento, apenas desligou o celular e continuou andando.

[...]

Era uma foto.

A pior foto que ele já tinha visto na vida. Andrêa tinha a boca enfaixada e os olhos vendados, as mãos para cima e usava apenas lingerie.

O coração de Nico pulou de raiva, sentia vontade de usar o celular para matar todos.

Abaixo tinha uma mensagem de texto: Ela está conosco, se quiser ela de volta... Venha buscar. OCTn.  

Agora era a vez de Octavian pagar o preço de seus atos, e ele iria pagar. Custe o que custar. 



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...