História Ele me mudou. - Pkalango. - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Alan Ferreira (EDGE), Felipe Z. "Felps", Matheus Neves "Pk Regular Game", Rafael "CellBit" Lange, Thiago Elias "Calango"
Personagens Alan Ferreira, Felps, Matheus Neves, Rafael "CellBit" Lange, Thiago Elias "Calango"
Tags Alan Ferreira, Alanzoka, Cellan, Cellbit, Cross-dresser, Cute, Edge, Febriel, Felps, Fuffly, Gabriel Franco, Guaxinim, Matheus Neves, Mitw, Pkalango, Rafael Lange, Universo Alternativo, Yaoi
Visualizações 338
Palavras 6.770
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Ficção, Fluffy, Lemon, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Slash, Universo Alternativo, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Cross-dresser, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Transsexualidade, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


OLHA O TAMANHO DESSA PORRA, MANO! ME AMEM SEUS GOSTOSOS!
Pkalango é meu amor e eu sempre, SEMPRE quis escrever sobre mas nunca achei o plot perfeito, ATÉ AGORA!
MAIS DE 6.000 PALAVRAS, SOU OU NÃO SOU FODA?! u-u
tem Cellan, Febriel, tem até Mitw, mesmo que pouco, mano, é a one-shot dos meus sonhos! Eu estou bastante orgulhoso dela porque mesmo que me deu trabalho saiu como eu queria, perfeitinha. Falando nisso, a @Banana-Love e @jinnieiscute me ajudaram com a sinopse e a história porque elas são lindas, divas e moram no meu heart <3
sério, eu to tão orgulhoso que to quase chorando, PQP!
Mas tá okay, vou parar de enrolar, vão ler!

Boa Leitura! <3

Capítulo 1 - Capítulo Único


Fanfic / Fanfiction Ele me mudou. - Pkalango. - Capítulo 1 - Capítulo Único

Ele me mudou

Capítulo Único:

Autor Pov's On

 

 Thiago soltou um suspiro enquanto observava seu guarda-roupa a procura de uma roupa agradável que lhe agradava. Colocou o dedo indicador sobre a boca, ficando em uma posição pensativa. O dia tinha começado estranho, hoje Thiago se encontrava bastante indeciso.

 

Thiago Elias ou Calango – para os mais próximos. –, é um garoto normal, bom, quase isso já que ele gosta de vestir roupas femininas, e não, não se considera trans porque ele gosta de ser um garoto, não mudando nada seu.

 

Por fim, vendo que já estava quase atrasado ao colégio decidiu optar por uma calça jeans colada e rasgada, um moletom azul-bebê, e all-star preto cano médio, seu cabelo estava com franja e pelo ombro, dando um leve aspecto feminino junto ao corpo que era bastante curvilíneo.

 

Pegou sua mala apressado e saiu de casa com certa pressa, sem se importar em tomar café. No colégio faria alguém lhe pagar algo.

 

Seus passos eram calmos, e o doce sorriso nos lábios finos e rosados o acompanhava. Chegou ao colégio e o adentrou, já sendo alvo de atenção da maioria. Mesmo com esse estilo diferente, Thiago era popular e respeitado, coisa que só facilitava sua vida.

 

Sorriu de modo doce a maioria e foi em direção a sua sala, quando chegou nela, estava quase vazia, só tinha um garoto lá. Ele estava concentrado desenhando algo. Seu jeito chamava a atenção de Thiago, ele tinha um ar depressivo, o olhar frio, garoto de poucas palavras, sendo elas quase sempre sarcásticas.

 

O loiro se aproximou do garoto de cabelos negros, repousou sua mochila na carteira ao lado da dele, e se aproximou, olhando com atenção o desenho.

 

– Perdeu alguma coisa aqui? – Ouviu o garoto questionar, com a voz levemente rouca.

 

Thiago sentiu o rosto esquentar levemente, mas mesmo assim sorriu.

 

– E-eu só queria saber seu nome...

 

– Pra quê? Não vai ser meu amigo. – O moreno largou o lápis e encarou o loiro. – Você tem essa horda de gente aos seus pés, o que quer comigo? Que sou taxado de esquisito? – Questionou com o tom raivoso.

 

– Wow, calma aí, mano. Só quero saber seu nome. – Thiago levantou as mãos na defensiva.

 

– Vai parar de me encher?

 

– Talvez...

 

– Matheus. Matheus Neves. – Assim que Matheus respondeu, Thiago sorriu largamente.

 

– Lindo nome! Eu sou o T––

 

– Thiago Elias, o garoto inocente e adorável que ama roupas femininas. Eu sei. – Respondeu com certo desgosto.

 

O loiro o encarou por alguns segundos, e se sentou na cadeira ao lado da dele. O observando. Matheus soltou um suspiro e voltou a desenhar, mesmo sentindo-se incomodado com o olhar curioso do menor sobre si.

 

÷

 

Thiago tinha passado as últimas aulas antes do intervalo pensativo, muito pensativo. Aquele garoto, Matheus, tinha mexido com ele, tinha o intrigado! Por que ele era assim? Por que tão isolado?

 

Quando o sinal bateu ele se levantou, arrumando seus materiais. Matheus tinha pegado um livro e os fones de ouvido, ele se dirigiu a saída da sala com o olhar atento de Calango sobre si. Este último que só pegou seu celular e saiu logo em seguida.

 

Foi em direção ao refeitório, avistando Matheus em uma mesa vazia, lendo um livro, com fones de ouvidos. Thiago rumou até a mesa onde seus amigos estavam, ainda sem tirar os olhos de Matheus.

 

Um moreno dos cabelos lisos encarou Thiago com o cenho franzido. Ele estava estranho.

 

– Hey, Calango, está tudo bem? – Questionou o moreno.

 

– Está sim, Alan. Só to pensativo. – Respondeu sentando-se ao lado de Alan.

 

– Pensativo, sei... – Um de cabelos encaracolados sorriu maliciosamente. – você é ta interessado no gótico ali. – Se referiu a Matheus, fazendo as bochechas de Thiago esquentarem.

 

Alan sorriu e colocou o cotovelo sobre a mesa, apoiando sua bochecha em seu punho. – Então está gostando do Pk, interessante.

 

– E-eu não estou gostando dele! – O loiro rebateu envergonhado. – E-eu só achei ele bonito e interessante... – Disse com o tom ameno.

 

Alan soltou uma baixa risada sendo acompanhado pelo moreno de cabelos encaracolados.

 

– Thiago e Matheus, juntos passeando, logo vão estar de beijando! – Ambos garotos cantaram em sincronia.

 

– Felps, Alan, parem! – Thiago pôs a mão sobre o rosto avermelhado.

 

E os dois morenos voltaram a gargalhar de Thiago que se encolhia de vergonha.

 

– Pelo menos eu não sou apaixonado por um fanboy de Star Wars metido a Panwdan! – Disse de forma afiada.

 

Felps parou no mesmo instante de rir e encarou Thiago de maneira séria.

 

– É, realmente uma pena porque eu digo aqui com sinceridade, ele é um puta de um gostoso! – O moreno sorriu malicioso. – Pensa em um cara gostoso!

 

Alan gargalhava de maneira alta, batendo contra a mesa enquanto seus olhos lacrimejavam. O garoto de cabelos negros parecia estar tendo um ataque por conta das risadas. Isso só piorou quando Alan avistou o garoto citado a pouco se aproximar.

 

– Sério, Calango! Mas o dia que ele me foder, quero que seja com força! – Felps falou, deixando Thiago mais corado.

 

Quando o garoto estava ao lado de Alan, ele franziu o cenho confuso com tudo aquilo.

 

Alan estava quase morrendo asfixiado...

 

– F-Felps para. – Thiago pediu, encarando o garoto chamado de pawnda.

 

– Você tem que perder a inocência, então deixa eu falar! Ele deve ter uma pegada realmente boa, uh? Carai, ele é enorme. – Felipe mordeu o lábio inferior. – Quero que ele me pegue com força, eu diria Ga... – Assim que se virou deu de cara com o garoto de que falava.

 

O rosto do encaracolado avermelhou de um jeito intenso e a voz sumiu. Ele deu alguns passos para trás e olhou Calango a procura de uma explicação.

– Eu falei pra parar, demônio! – Thiago resmungou.

 

Nesse momento Alan batia palmas enquanto ria como uma hiena.

 

– Ah, oi Felps, queria saber se você me empresta suas anotações. – O rapaz sorriu.

 

– C-c-claro Gabriel, v-vou lá buscar. – Felps abaixou o olhar e saiu andando rápido.

 

Alan voltou a gargalhar.

 

– Alan já deu,  você vai morrer assim! – Thiago bufou. – Gabriel vai lá com o Felps. – Gabriel sorriu em concordância e saiu do cômodo com passos calmos.

 

Alan, nesse meio tempo já tinha parado de rir e estava respirando afobadamente. Thiago tinha o rosto ainda corado. Ele aproximou-se de Alan e se sentou ao seu lado, o abraçando e deixando sua cabeça sobre o ombro dele. Alan envolveu Thiago em um abraço apertado. O loiro direcionou o olhar para Matheus que o encarava, quando os olhares se chocaram mais que depressa Matheus desviou.

 

– Acho que ele gosta de você, ou  no mínimo te acha atraente. – Alan disse, atraindo a atenção de Thiago.

 

– Dúvido...

 

O moreno deu de ombros e olhou em volta, vendo seu namorado se aproximar, e com isso abriu um largo sorriso.

 

– Eu acho que vou ficar de vela, então já vou indo. – Thiago selou a bochecha de Alan e se levantou, acenando ao namorado deste último citado.

 

O loiro saiu andando, observando os corredores com poucos alunos, alguns até se agarravam.

 

Thiago soltou um suspiro ao chegar  em uma parte sossegada do colégio, foi em direção a uma árvore e se sentou embaixo dela, encarando as coisas em volta.

 

– É um bom lugar para ler... –  Comentou consigo mesmo sentindo uma fraca e fresca brisa.

 

Matheus vinha caminhando com uma expressão raivosa, apertando um papel higiênico contra uma mancha em seu moletom negro, murmurando coisas desconexas. Thiago o olhou com atenção e curiosidade, se perguntando internamente o que tinha acontecido.

 

– Alunos de merda, deviam morrer. – Matheus resmungou. Ele levantou o olhar e encarou Thiago, parecendo desacreditado. – Até aqui você me persegue?!

 

– Não estou te perseguindo! – Thiago defendeu-se. – Eu nem sabia que você ficava aqui... – Murmurou.

 

– Clássico, ninguém se preocupa em notar minha existência. – Matheus disse em resposta, revirando os olhos.

 

– N-não é bem assim... e-eu to começando a me importar... – Thiago sussurrou a última frase, a qual passou despercebida por Matheus.

 

O moreno bufou e continuou a tentar tirar a mancha de seu moletom.

 

– O que te aconteceu? – O loiro questionou um pouco hesitante.

 

– O que me aconteceu?! Aqueles filhos da puta da outra sala vieram até mim e disseram: 'Sua roupa ta tão sem graça, vamos te ajudar, tá?!' E eles jogaram iogurte em mim. – Matheus explicou com raiva, esfregando com força o papel contra sua camisa.

 

Thiago abriu a boca em surpresa, quase não acreditando.

 

– Filhos da puta mesmo! Mas vem, eu sei tirar manchas. – O menor pegou na mão de Matheus e o puxou.

 

– Eu não preciso da sua ajuda! – Matheus relutou, puxando sua mão.

 

– Olha só, é o meu foda-se! – Thiago sorriu fazendo uma expressão retardada. – Eu não perguntei se precisava ou não, eu vou te ajudar porque eu quero! – O loiro disse começando a puxar o maior novamente.

 

Matheus sorriu mínimo encarando o menor. Ele era adorável com aquele jeitinho querendo ajudar todos. Mas logo o sorriso de Matheus sumiu, dando lugar a sua expressão fria.

 

Quando chegaram ao banheiro, o loiro arrastou Matheus para perto dos espelhos e da pia.

 

– Preciso que tire o moletom.

 

– O quê? Não vou fazer isso. – Matheus corou levemente, desviando o olhar.

 

– Vai, por favor! – Thiago insistiu, fazendo expressão de cachorrinho abandonado.

 

Matheus resmungou e retirou o moletom, ficando um pouco mais corado. O loiro ao perceber que Matheus se encontrava sem nada por baixo do moletom corou violentamente. Abaixou o olhar e brincou com seus dedos nervosamente.

 

– Toma. – Estendeu o moletom para Thiago.

 

O loiro sorriu agradecido e pegou o moletom, começando um processo para tirar a mancha do moletom. Matheus o encarava com atenção, prestando atenção nos detalhes em seu rosto. Ele era tão adorável e pequeno, aquela roupa o deixava fofo, mordível eu até diria. Matheus tinha sérias vontades de o pegar no colo e morder suas bochechas,

 

– Pronto. – Thiago sorriu fofamente e se virou para Matheus, o tirando de seu transe repentino.

 

Matheus pegou o moletom e encarou onde estava a mancha, e ela tinha sumido, ficando apenas a parte molhada de água.

 

– Obrigado, pequeno. – O moreno agradeceu com um sorriso nos lábios. Levantou seu olhar, este que bateu com o do loiro.

 

Thiago sentiu as bochechas esquentarem ainda mais e sorriu tímido diante a Matheus.

 

Ele fica ainda mais bonito sorrindo.

 

– Ah, desculpa, saiu no automático. – Matheus disse colocando seu moletom, assim bagunçando todo seu cabelo.

 

Calango encarou o cabelo de Pk e soltou uma baixa risada ao ver o estado que estava.

 

– O que foi? – O moreno questionou confuso.

 

– Seu cabelo, ele ta todo bagunçado. – O loiro soltou uma risada.

 

Matheus fez careta e balançou a cabeça encarando Calango. Este que se aproximou mais do moreno e levou seus dedos finos cobertos pela manga do moletom até os fios negros de Matheus, alinhando-os, mas como a tarefa era complicada para um garoto baixinho, Thiago ficou na ponta dos pés, próximo ao rosto de Matheus que começava a ter a respiração desregulada. O menor desviou o olhar do cabelo de Matheus para a boca dele, focando nos lábios finos, e o moreno fez a mesma coisa, foram se aproximando vagarosamente até sentirem as respirações quentes contra seus rostos.

 

– Prontinho, estão arrumados. – O loiro murmurou sem desviar o foco dos lábios do outro.

 

– Mas seria melhor se você os baguncasse... – Matheus também murmurou em resposta, finalmente colando seus lábios nos de Thiago.

 

Ele segurou a cintura fina do loiro com certa força, e o empurrou contra a parede, colando seus corpos. Thiago rodeou o pescoço de Matheus, seus dedos foram de encontros com o cabelo dele, puxando levemente enquanto se preocupava em corresponder o beijo afoito.

 

O beijo era uma completa bagunça, o desejo ficava cada vez mais amostra enquanto o ambiente esquentava drasticamente para os dois. Matheus gostava de ser dominador, de ouvir os gemidinhos contidos entre o beijo que Thiago soltava, isso, de certa forma o excitava.

 

Infelizmente o sinal tocou, anunciando o fim do intervalo, trazendo ambos adolescentes de volta a realidade. Mas nem por isso se separaram, apenas quando o ar se fez necessário.

 

O loiro se encontrava com a boca levemente inchada e avermelhada, assim como as bochechas, nos lábios tinha um pequeno sorriso. Matheus estava no mesmo estado, só que o que atribuía era o cabelo bagunçado.

 

– Me desculpe por isso... – Pk pediu, retirando-se do cômodo com pressa.

 

Thiago o observou sair e não falou absolutamente nada. Alan estava certo no final das contas. Para falar a verdade, ele sempre estava certo...

 

÷

 

– E então vocês se beijaram? – Alan perguntou enquanto encarava Thiago que assentia.

 

Para explicar, Alan, o namorado dele e Thiago estavam na casa dele – Alan. –, Thiago queria conversa com os amigos a respeito do que tinha acontecido, aquele incidente estava o sufocando.

 

– Porra, isso é muito estranho, tipo pra caralho. – Rafael disse encarando Thiago que assentiu. – Ele no começo tinha dito que queria você longe, não é? Ai depois, vocês se beijam! Acho que isso que tá entre vocês é tensão sexual, isso sim.

 

– Mozão ta certo. – Alan concordou. – Olha, primeira vez que Rafael Lange está certo em algo! – O moreno disse, fazendo Lange lhe mostrar a língua.

 

– Eu estava certo quando disse que você gosta de mim. – O loiro mais velho virou o rosto e empinou o nariz.

 

Alan soltou uma risada e abraçou Rafael, e mordeu sua bochecha de leve, fazendo o loiro soltar um resmungo, o mesmo se virou e deixou um selinho casto nos lábios de Alan. Thiago sorriu bobo apreciando a relação dos dois. É tão fofa!

 

– Awn, kawaii! – Calango sorriu largamente. – Mas enfim, o que eu devo fazer?

 

– Insistir em amizade com ele, porque eu sei que gosta dele. – Alan respondeu com os olhos semicerrados. Quando Thiago ia contrariá-lo, ele levantou o dedo acusador em sua direção. – Você gosta sim, já notei a troca de olhares entre vocês em todos nossos intervalos e em sala ainda!

 

Thiago soltou alguns muxoxos não podendo falar nada. Rafael riu baixinho e deitou a cabeça no colo do namorado, este que lhe fez cafuné.

 

– Tudo bem, eu insisto. – O menor suspirou. – Mas e se ele me tratar mal todas as vezes?

 

– Eu bato nele. – Alan respondeu simplista.

 

Quando Thiago ia falar sobre, a porta da casa de seu amigo foi escancarada, com Felps passando por ela. Ele tinha uma expressão mais que contente.

 

– O CARALHO, AQUI NÃO É A CASA DA MÃE JOANA PRA VOCÊ ENTRAR ASSIM. – O moreno berrou enfurecido.

 

– Eu sei, mas é minha segunda casa. – Felipe disse, fechando a porta e em seguida correndo até o sofá e se jogando nele. – Olá, CellBicha, Calango. – Cumprimentou.

 

Alan revirou os olhos, Rafael fez um sinal com a mão e Calango sorriu.

 

– Velho, vocês não sabem o que aconteceu hoje! – Felps disse se ajeitando no sofá.

 

– Claro, você não contou. – resmungou o loiro mais novo.

 

Felipe riu e passou os dedos entre os fios encaracolados.

 

– Conta logo! – Alan pediu já ficando impaciente.

 

– Eu e Gabriel ficamos! – Anunciou com um sorriso bobo.

 

Alan, Rafael e Thiago deram gritinhos animados e bateram palmas todos animados.

 

– Hoje é o dia, uh?! – Rafael comentou sorrindo.

 

– Por quê? – Felps questionou confuso.

 

– Thiago e Pk ficaram no banheiro. – Alan contou e Felps abriu a boca em surpresa.

 

– Hmm, teve algo amais? – O moreno encaracolado perguntou sugestivo encarando Thiago.

 

O loiro menor corou e negou mais que depressa, ficando todo envergonhado.

 

– N-não teve porque ele saiu correndo. - Thiago murmurou.

 

Felps desanimou, ficando com uma expressão entediada.

 

– Que cuzão... Mas o que você vai fazer? – Questionou encarando o loiro mais novo.

 

– Sei lá, nós três estávamos decidindo isso agora. – Explicou fazendo Felipe fazer uma expressão incrédula.

 

– E não me chamaram! Eu sabia que vocês não me amavam mais! – Dramatizou colocando a mão sobre o peito.

 

– Procuramos você por todo o colégio e não achamos. – Rafael falou. – E continuamos a procurar até que o Alan ficou puto e taco o foda-se.

 

Felipe encarou Alan de forma séria, este que só deu de ombros. Thiago levantou-se e foi na direção de Felps e o abraçou apertado, brincando com os cachinhos negros.

 

– A gente te ama, para de drama. – Calango resmungou.

 

Felipe sorriu satisfeito e retribuiu o abraço. – Ainda bem que sabem que vocês não vivem sem mim. – disse arrancando risadas de todos.

 

E ele não poderia estar mais certo, Felipe era a alegria do grupo, todo energético, Alan era sério e responsável, Thiago o mais novo e inocente, Rafael o retardado irresponsável. Eles eram o grupo perfeito já que a amizade prevalecia cada vez mais.

 

÷

 

As semanas foram passando lentamente para a infelicidade de Calango. Ele se sentia de certa forma cansado, todos os dias das seis semanas que passaram ele vem tentando conversar e criar um vínculo com Matheus, mas ele não parece querer porque o destrata ou responde curto e grosso, quando não simplesmente o ignora.

 

Nesse meio tempo Alan já estava cansando de ver o amigo assim, qual é, estava mais que óbvio que ambos se gostavam – mesmo que Matheus negasse até a morte. –, o moreno sempre via os olhares de Neves para com Thiago com quando este se encontrava distraído. Ou os sorrisos bobos que ele dava ao ouvir as gargalhadas do garoto.

 

Ou Matheus mentia para si mesmo ou ele era lerdo por demais.

 

Alan colocou as mãos no bolso e saiu caminhando com o olhar mirado não chão. Ele estava bastante pensativo, tinha que ajudar aqueles dois idiotas antes que alguma coisa realmente ruim acontecesse.

 

Por estar preso em pensamentos não notou que alguém vinha em sua direção também distraído. Quando percebeu já era tarde demais, ambos já tinham se chocado.

 

– Wow, olha por onde anda. – O garoto reclamou irritado.

 

Alan levantou o olhar e encarou aquele que ele chamava de ‘gótico esquisito.’

 

– Isso foi até bom. – Alan respondeu recebendo um olhar confuso. – Matheus eu preciso conversar com você.

 

– Olha, eu não quero ser amigo seu e nem daqueles lá, me deixe em paz. – Pediu começando a andar, mas foi impedido por Alan que segurou seu braço.

 

– Primeiro: você não sabe nem do que eu quero falar. Segundo: Cala a boca e me escuta. – Mandou ficando com a expressão séria. – Mas o que eu estou fazendo não é por mim, e sim por Calango.

 

Matheus puxou o braço com brutalidade e encarou Alan, bufando de raiva.

 

– Tá, fala logo.

 

– ótimo. – Alan sorriu mínimo. – Será que da pra você parar com esse seu cu doce e tratar o Thiago bem? Da pra ver de longe que vocês se gostam, e sim, tem um tensão sexual horrenda! – Ele disse fazendo Matheus o encarar incrédulo. – Não tente negar, eu já vi os olhares que você lança a ele, já vi os sorrisos! E sei que ele sente o mesmo porque é um babaca apaixonado correndo atrás de você mesmo sendo tratado mal igual a um cavalo! – Despejou encima do garoto que preferiu ficar em silêncio. – Eu acho melhor você tomar uma decisão logo e se decidir porque uma hora ele vai cansar e vai arrumar outro, talvez até melhor que você! Então, admita logo pra ele que você gosta dele! Tic e tac meu amigo!

 

Matheus ficou alguns minutos em silêncio encarando Alan e logo após encarou o chão.

 

– Alan... Não é que eu não consiga admitir isso, é que... – Matheus mordeu o lábio ficando apreensivo.

 

– Então o que é? – Alan questionou já começando a se preocupar.

 

– Eu não quero o machucar e muito menos me machucar. – Falou com os olhos marejados, finalmente encarando o menor. – Todo maldito relacionando que eu tenho sempre acaba em acidente, eu não consigo nunca ser bom o suficiente, senão sou eu, é meu parceiro. Todos já me deixaram, minha família, amigos, todos. – Contou já deixando as lágrimas escorrem de forma apressada, uma a uma.

 

Alan ficou em silêncio não sabendo o que faze.

 

– Sempre que eu tento ter um bom relacionamento da ruim, sabe? Eu já cansei de ser traído, maltratado, trocado. Isso machuca muito... – Passou a costa das mãos sobre as bochechas encharcadas. – Não quero que o Thiago se magoe comigo ou se machuque porque eu não consiga ser bom...

 

O menor se aproximou de Matheus e o envolveu em um abraço apertado.

 

– Você não vai magoa-lo e muito menos machuca-lo, eu sei disso, e eu também sei que ele não vai te machucar e magoar. Você vai ver como o Thiago vai te mudar... ele pode colorir esse seu mundo preto e branco, ele vai transformar sua insegurança em esperança. É só confiar... – O menor falou calmamente enquanto abraçava Matheus de modo apertado.

 

Neves soluçou baixinho enquanto retribuía o abraço de Alan, encharcando a camiseta dele com suas lágrimas. Quando se afastaram, Matheus sorriu mais calmo, limpando as lágrimas.

 

– Olha... mesmo a gente não sendo amigos, você pode desabafar comigo, okay? – Alan sorriu também. – Vou te aconselhar e ajudar.

 

– Okay. – Concordou. – Só que eu ainda vou levar um tempinho pra falar com o Thiago... – Disse respirando fundo.

 

Alan deu de ombros, não se importando mais.

 

– Olha contanto que você fale, eu não me importo. Só to cansando de ver toda essa tensão sexual de vocês... – Falou colocando as mãos na cintura fazendo uma careta.

 

Matheus acabou por soltar um baixo riso e negar com a cabeça.

 

– Relaxa, isso vai acabar logo. – Matheus sorriu fraco.

 

÷

Era sexta-feira, o sinal para ir embora tinha acabado de tocar, e como de costume, todos estavam saindo apressados. Porém, um garoto de cabelos negros rebeldes não, ele tinha subido encima do muro do colégio, atraindo atenção da maioria.

 

– FESTA NA MINHA CASA, NOVE HORAS! – O garoto gritou ouvindo mais gritos dos alunos.

 

Assim que terminou o anunciou, desceu apressado do muro já que atraíra atenção dos inspetores.

 

Thiago que estava junto de seus amigos, sorriu animado, batendo palminhas enquanto se virava para encarar os amigos.

 

– Essa festa vai ser ótima! – O loiro menor disse todo animado. – Será que o Matheus vai? – Questionou-se, ouvindo a risada dos amigos.

 

– Eu não me importo com isso, me importo com a bebida e diversão. – Gabriel disse, fazendo Felps resmungar alguma coisa.

 

– Aí do senhor se ir se assanhar com alguma vagabunda. – Felps fez uma expressão séria.

 

Gabriel soltou uma risada e abraçou Felps, selando sua bochecha.

 

– Relaxa, só tenho olhos pra você.

 

Rafael que observava a cena revirou os olhos, e interlaçou sua mão na de Alan, começando a balançar. Thiago ficou com um bico e inflou as bochechas.

 

Ele era o único que ficava de vela entre eles, e isso era tediante.

 

– Por que você não convida o Matheus? Talvez ele aceite... – Alan deu a ideia como quem não queria nada.

 

Thiago pareceu pensativo e deu de ombros.

 

– Tudo bem, vou falar com ele. – Redspondeu saindo dali.

 

O loiro sorria bobo enquanto caminhava com passos calmos. Ele foi até a árvore onde sempre ia para falar com Matheus, e quando chegou lá encontrou ele guardando seu livro em sua mochila. Quando ia se aproximar foi abordado por um garoto de cabelos tingidos na cor azul.

 

– Olá, Calango. – O garoto sorriu amigável. – Eu queria te perguntar uma coisa.

 

– Ahn, não pode ser outra hora? É que eu preciso falar com uma pessoa... – Thiago disse observando Matheus se afastar do local.

 

– É rapidinho! – insistiu o azulado.

 

O loiro soltou um suspiro e assentiu, vendo que Matheus estava longe o suficiente para que conseguisse alcança-lo.

 

– Tudo bem...

 

– Ótimo! Você topa ir na festa do Pac comigo? – Questionou sorrindo esperançoso.

 

Calango o encarou sem saber o que responder, levou sua mão até sua nuca e a coçou fazendo uma expressão confusa.

 

– Tá bom, pode ser... – Respondeu e viu o garoto comemorar todo animado.

 

Thiago sorriu forçadamente e acenou ao garoto, ficando desanimado. No fim, o que tinha planejado falhou miseravelmente...

 

÷

 

Matheus se jogou em sua cama, e suspirou cansando, encarando o teto. Seu celular ao lado de si vibrou, fazendo-o pegar, e ver que era uma mensagem de Alan. –

 

Alanzoka ❥❁:  : Hey, você sabe que tem a festa do Pac hoje né...

Eu: Claro que sei, e sei também que não me importo.

Alanzoka ❥❁: : Nosfa...

Mas foda-se, você vai comigo, e vai falar com o Calango u-u

Eu: E o meu foda-se como fica?

Alanzoka ❥  ❁  : Fodido :v

Eu: ‘-.-

Alanzoka ❥❁: : Passo aí as nove, gótico ❤

Eu: Okay ;-; ❤

 

Matheus jogou o celular para longe de si, decidindo não contestar Alan. Ele bravo não é algo bom de se apreciar, e Matheus descobriu isso só com alguns dias de “amizade”.

 

÷

 

Thiago remexia seu guarda-roupa a procura de alguma coisa que fosse de seu gosto. Ele queria estar bonito, queria se divertir ao menos essa noite e esquecer dos problemas, e també, segundo Alan, Matheus estaria na festa de Pac, ou seja, ainda mais chances dele finalmente conseguir falar com ele.

 

Suspirou e tirou algumas peças de seu guarda-roupa e jogou na cama, encarando-as.

 

Mas no fim optou por: uma meia sete oitavos preta, um shorts curto jeans preto, uma camiseta branca, um moletom também preto escrito ‘daddy’ na cor branca.

 

Não era a roupa que ele estava mais habituado, mas gostava desse estilo, acha interessante assim como aquelas roupinhas delicadas de babygirl.

 

E para completar seu look ele pegou uma bota timberland preta cano alto, e uma gargantilha também preta delicadinha com um pingente de sino de gato.

 

Depois de ter se arrumado passou perfume, ajeitou seu cabelo bagunçando-o, pegou seu celular e foi para sala esperar aquele garoto. Não sabia quase nada sobre ele, só sabia que o nome era Rafael e que tinha ele no facebook. – coisa que Calango notou só depois de receber mensagem dele pedindo seu endereço.

 

O loiro mexia em seu celular distraidamente esperando dar o horário combinado. Quando deu nove e dez, a companhia tocou fazendo assim Calango se levantar, dando de cara com Rafael.

 

– Oi... você tá lindo. – O azulado disse olhando o corpo todo do loiro.

 

– Obrigado, você também. – Sorriu de forma amigável.

 

Ambos saíram em silêncio até o caro de Rafael. Thiago não tinha a mínima vontade de conversar, ele estava um pouco desanimado, admitia que não queria estar ali com Rafael, ele nem o conhecia direito...

 

Alguns quarteirões antes da casa de Pac, já podia se ouvir a música eletrônica alta, quando se aproximaram mais, viram a enorme casa tomada por adolescentes, e algumas luzes coloridas piscando sem parar.

 

Aquela era a festa.

 

Thiago que até então se encontrava desanimado, se animou, começando a sorrir, sentia que aquela noite prometia e muito!

 

Assim que o azulado estacionou o caro, Calango saiu apressado, logo sendo seguido por Rafael. Os garotos entraram na festa. Na porta de casa – mansão. –, Pac estava ali com um grande sorriso acompanhado por um garoto um pouco mais alto de cabelos castanhos, com algumas partes de cima tingidas em cinza.

 

– BEM-VINDOS, DIVIRTAM-SE! – Gritou Pac para ser ouvido.

 

Dava para se notar que ele estava um pouco bêbado... e a festa estava no início, uh?

 

Calango sorriu largamente para ele e o cumprimentou com um toque.

 

Entraram na casa, e observaram que tudo estava completamente cheio, tinha inúmeros adolescentes bêbados se agarrando, outros dançando, mas sempre com copos de bebida na mao.

 

O azulado aproximou-se dele, e falou em seu ouvido:

 

– Vou buscar bebida.

 

– Okay, vai lá, eu vou estar com o Alan e os outros. – Respondeu acenando aos amigos.

 

O azulado apenas concordou enquanto Thiago saia em direção a Alan, que estava com Matheus ao seu lado.

 

– Quem era aquele com você? – Alan questionou sério.

 

– Vish, é o namoradinho novo dele.... – Felps debochou com a voz um pouco tremida, ele estava meio bêbado.

 

Matheus fechou a cara, e desviou o olhar para o lado irritado.

 

– Cala a boca, desgraça. Ele é um amigo, me convidou para vir com ele e eu aceitei. – O loiro explicou cruzando os braços, ficando um pouco emburrado.

 

Rafael que estava abraçado ao namorado acabou por rir do jeitinho de Calango. O loiro mais velho desviou o olhar para o lado e viu Matheus encostado na parede com uma expressão raivosa, o mais velho abriu um sorriso por ver que seu novo amigo estava com ciúmes de Thiago...

 

O azulado voltou e cumprimentou os amigos de Thiago e entregou a bebida para ele, que agradeceu com um sorriso. Matheus encarou aquele garoto com um olhar mortal, vendo ele rir para si. Só que isso não durou muito já que ele desviou o olhar para Thiago, reparando na roupa que este usava. Mas o foco maior nisso tudo foi a palavra ‘daddy’ no moletom, aquilo de certa forma deixou Matheus curioso. Ele sabia muito sobre o estilo daddykink, só não sabia que Thiago gostava... e aqui entre nós, ele adorou saber que sim.

 

– Hey, topa dançar? – O de cabelos azuis perguntou, recebendo um aceno positivo do loiro.

 

Matheus os encarou incrédulo, porém não falou nada. Faltava pouco para ele voar na garganta daquele garoto!

 

Rafael e Thiago foram a pista de dança, e logo começaram a dançar ao som de um ritmo animado e descontraído. O azulado tinha o corpo do loiro contra o seu, dançando de uma maneira quase que excitante ao olhar de muitos, ele apertava de leve a cintura do loiro e o puxava para mais perto de si. Thiago como não era bobo fazia movimentos de certa forma provocantes, recebendo olhares nada castos de Rafael.

 

Matheus bufou com ódio e cruzou os braços ao ter que observar aquela cena de camarote.

 

– Eu te avisei, amigo. Você devia ter agido enquanto era tempo... – Alan disse recente ao ouvido de Matheus que não moveu um músculo.

 

– Mas eu vou agir agora e foda-se as consequências! – O moreno maior disse e foi em direção ao “casalzinho” que dançava agarrado.

 

Alan soltou uma risada ao saber o que ia acontecer, mas tinha coisas mais importantes para fazer, então puxou Rafael para um canto afastado e agarrou-o.

 

Neves quando se aproximou de Thiago, puxou seu braço com força e saiu o arrastando para longe de Rafael, que ficou sem entender nada.

 

Quando estavam do lado de fora da casa, na parte de trás, Matheus jogou o garoto contra a parede e prensou seu corpo no dele, o olhando no fundo dos olhos.

 

– Eu não gostei nada daquela porra. –  Falou em tom raivoso, recebendo o olhar confuso de Thiago. – Eu não gosto de dividir o que é meu com ninguém!

 

O loiro corou levemente mas franziu o cenho enraivecido.

 

– E eu sou seu desde quando?! Que eu saiba que eu não tenho dono! – Tentou empurrar Matheus mas foi sem sucesso.

 

– Você é meu desde o dia que eu bati os olhos em você, me fazendo te desejar cada vez mais. Caralho, você devia saber mais que ninguém que eu te amo, Thiago! – Disse selando seus lábios nos do loiro, iniciando um beijo afoito.

 

Thiago se assustou-se, mas não relutou, pois sem demroe começou a retribuir o beijo com vontade.

 

Matheus levou uma de suas mãos a cintura de Thiago e a apertou, e a outra ele levou a coxa do garoto, distribuindo leves apertões. Thiago levou suas mãos até os cabelos negros de Matheus e os puxos. O beijo era afoito, desejo e principalmente tomado por luxúria.

 

As línguas de ambos brigavam por espaço em um ritmo gostoso, os toques ousados também eram bem aprovados. Matheus levou suas mãos até a bunda de Thiago e as apertou com força, e colocou mais seu corpo contra o do garoto, sentindo as semi-ereções se chocarem.

 

Alan tinha razão novamente.

 

– Thiago. – Matheus sussurrou ofegante após ambos se separarem por conta da falta de ar.

 

– Hm? – O loiro resmungou, sorrindo bobamente.

 

– Te amo.

 

– Também te amo, Pk. – Levou suas mãos até o rosto de Matheus e acariciou. – Muito, seu idiota. – Ele acabou por soltar um riso e Matheus o acompanhou.

 

– Eu não quero ficar com esse problema esse problema, e acho que você também não... – O maior disse baixinho, sorrindo malicioso.

 

E Thiago retribuiu o sorriso.

 

– Você está certo... eu só não quero continuar nesse lugar. Seria estranho ter a primeira vez numa festa. – O loiro reclamou, ouvindo uma risada de Matheus.

 

O moreno apenas concordou antes de pegar na mão de Thiago e o puxar em direção a casa cheia novamente. Foi de encontro a Alan e Rafael que se agarravam descaradamente no sofá. Rafael estava sentado no sofá e Alan estava em seu colo, ambos em uma pegação fogosa.

 

– Não queria interromper, mas já interrompendo, pode me dar a chave do seu carro? – Matheus pediu ouvindo um muxoxo vindo da parte de Alan antes dele jogar a chave do carro em si.

 

Neves nem contestou nada, apenas saiu apressado em direção ao carro de Alan.

 

÷

 

Quando chegaram na casa de Matheus, eles saíram apressados do carro. Quando o moreno destrancou a porta, ele pegou o menor no colo e sorriu largamente. Thiago selou os lábios de Matheus com certa necessidade e urgência, passando a arranhar a nuca deste com suas unhas finas.

 

O moreno soltou um baixo gemido ao sentir um arrepio percorrer seu corpo ao ter as unhas de Thiago em um de seus pontos fracos.

 

Quando enfim chegaram no quarto, Matheus depositou o loiro na cama com todo o cuidado possível, sorrindo bobo, logo ficando por cima. Thiago sorriu feliz ao ver toda delicadeza que Pk tinha consigo.

 

O moreno retirou sua camiseta e a jogou em um canto qualquer, fazendo o mesmo com o moletom e a camiseta de Thiago, em seguida se abaixando e começando a distribuir selares pelo tórax do garoto, que deixava suspiros altos saírem de seus lábios rosados. Matheus levou suas mãos até o shorts jeans de Calango e o desabotoou, e foi puxando para baixo com delicadeza, não querendo assustá-lo.

 

– Posso? – Indagou, encarando a face corada do menor que apenas assentiu.

 

Matheus sorriu e terminou de tirar a peça, logo tirando a íntima, passando a distribuir selares molhados pelas coxas fartas do menor.

 

– Quero que confie em mim, não vou machucá-lo... – O moreno sussurrou em um tom calmo, ouvindo apenas alguns murmúrios de Thiago.

 

– E-eu sei disso...

 

Matheus sorriu ao garoto e aproximou seu rosto do dele e o selou, em um beijo um tanto necessitado, e levou sua mão até o membro desperto do garoto, começando a massageá-lo, ouvindo os baixos gemidos saírem abafados por conta do beijo.

 

O maior se separou do loiro, mas não sem antes lhe deixar um selinho nos lábios. Ele passou a acelerar os movimentos, dando leves apertões no membro duro e pulsante de Thiago, enquanto observava sua expressão envergonhada e adoravelmente fodível...

 

Porra, como um garoto poderia ser ainda mais adorável em um momento como esse?

 

As bochechas rubras, os lábios avermelhados por ele tanto os morder, a fina camada de suor em seu rosto que fazia os cabelos lhe grudarem na testa. Isso acabava com o psicológico de Pk, e seu estado sã também.

 

A calça de Matheus começava a ficar cada vez mais apertada ao ouvir os gemidos manhosos de seu parceiro, que aumentavam a medida de seus movimentos rápidos.

 

– M-M-Matheus... – Gemeu alta e manhosamente, apertando os lençóis com força ao se desfazer nas mãos do moreno.

 

Este que sem vergonha alguma, levou seus dedos sujos de sêmen até a boca, e os lambeu e chupou, tudo aos olhos atento de Thiago, que corou ainda mais. – Se possível, já que ele estava muito corado.

 

Matheus sorriu malicioso ao menor, que desviou o olhar completamente envergonhado. O maior retirou o restante de suas peças, podendo enfim respirar aliviado ao não se sentir mais preso por pedaços de panos inúteis.

 

– Eu vou pegar o lubrificante... – Matheus avisou, se sentindo envergonhado pela primeira vez naquela noite.

 

– O-okay.... – Thiago respondeu quase em um sussurro, querendo esconder seu rosto.

 

Matheus achou adorável o jeitinho que Thiago tinha, mas não poderia ficar admirando-o para sempre, – se bem que ele queria. –. Ele se levantou e foi até a cômoda e abriu a primeira gaveta, pegando o tubinho de lubrificante. Passou uma quantidade generosa de lubrificante em seu membro, e deixou o tubinho sobre a cômoda.

 

Ele se posicionou na entrada de Thiago e sorriu de maneira doce a ele, e segurou a mão deste último citado, entrelaçando seus dedos, sentindo um leve apertão vindo da parte do loiro.

 

– Eu vou ir, se doer me avise. – Pediu ganhando um aceno positivo.

 

Matheus foi adentrando Thiago devagar, não querendo de maneira nenhuma machucar o menor. Mas mesmo com todo cuidado, ainda seria doloroso para Thiago. O menor soltava alguns gemidos doloridos, enquanto fechava os olhos com força e apertava a mão de Matheus também com força. Quando o moreno estava finalmente dentro, ele parou para Thiago se acostumar.

 

Após alguns minutos, o loiro sorriu ao maior, apertando de leve sua mão. – P-pode se mexer...

 

O maior sorriu a ele e começou a se movimentar com calma, arrancando baixos gemidos de ambos. Matheus ainda sentia leve apertões em sua mão.

 

A medida que o tempo ia passando, as estocadas iam aumentando, ficando rápidas e fortes, o que arrancava gemidos altos de ambos.

 

Thiago gemia de maneira alta, enquanto fechava os olhos sentindo seu interior contrair. Leves espasmos percorriam seu corpo o fazendo tremer levemente. A dor tinha sumido completamente, e apenas o prazer predominava por completo. Ele se sentia bem como nunca antes, a sensação de ser preenchido completamente era ótima.

 

– M-matheus, m-mais forte. – O loiro pediu seguido de um gemido alto e manhoso ao ser acertado em seu ponto mágico.

 

O moreno sorriu malicioso, começando a investir com mais força e focando naquele ponto que deixava Thiago louco. Espasmos percorria com força o corpo de Matheus, anunciando que logo ele chegaria ao seu limite, assim como Thiago.

 

O quarto era uma bagunça de gemidos intensa e louca.

 

Mas era uma bagunça na qual agradava a Thiago e Matheus...

 

Quando Matheus investiu novamente contra Thiago, deixou um gemido rouco e alto sair de sua garganta, automaticamente seu corpo ficou mole, o que indicava que ele tinha chegado ao clímax. O loiro veio logo em seguida, gemendo o nome de Matheus, e logo sorrindo satisfeito.

 

Os dois se encararam e sorriram bobos antes de selar os lábios em um beijo calmo e doce, sem afobação ou qualquer coisa do tipo. Quando terminaram, terminaram com inúmeros selinhos.

 

– Te amo... – Matheus disse antes de selar a testa do menor, que sorriu largamente.

 

Ele saiu do garoto e deitou ao lado dele, o abraçando apertado.

 

– Eu também te amo, muito. – O loiro se aconchegou em Matheus, fechando os olhos, ainda sorrindo todo bobo.

 

÷

 

No dia seguinte, Thiago acordou graças a alguns feixes de luz do sol que adentravam o quarto por conta da janela sem as cortinas. Se sentou na cama, coçando os olhos e bocejando preguiçosa, olhou para seu lado da cama e esse estava vazio, o que lhe fez franzir o cenho totalmente confuso. Quando iria chamar por Matheus, o viu entrando com uma bandeja em mãos.

 

– Bom dia. – O moreno sorriu doce, aproximando do loiro e se sentando ao lado dele, colocando a bandeja na cama.

 

– Bom dia... – Thiago sorriu bobo. – Sabia que não tinha sido um sonho! – Comemorou alegre encarando o moreno que soltou um baixo riso.

 

–  Claro que não... mas enfim, eu não sei cozinhar muito bem, mas eu tentei. – Pk coçou a nuca envergonhado.

 

O loiro deu de ombros e se aproximou do maior e lhe deu um rápido selinho.

 

– Queria te pedir uma coisa... – Matheus voltou a falar, observando o loiro pegar uma torrada com geleia e morde-la.

 

– Hm? – Questionou com a boca meio cheia, o que causou outro riso no garoto.

 

Matheus sorriu e pegou uma rosa branca de plástico, toda delicadinha, e nela tinha dois anéis, mais especificamente alianças.

 

– V-você aceita namorar comigo? – Questionou completamente envergonhado, estendendo a rosa a Thiago.

 

O garoto ficou sem reação por alguns minutos, totalmente choque. Ele retirou a bandeja de sua frente, e segurou a rosa, deixando sua mão por cima da de Matheus.

 

– Que pergunta besta, é claro que sim! – Ele respondeu animadamente, levantando o rosto do maior e selando os lábios deste.

 

Matheus sorriu entre o beijo e o retribuiu com gosto, apertando o menor contra si.  

 

Quando terminaram de se beijar, Matheus pegou uma das alianças e colocou no dedo Thiago, que fez o mesmo com ele, e ambos sorriram bobos. Ficaram nessa troca de olhares até Matheus quebrar o silêncio:

 

– Mas só quero saber uma coisa.

 

– O quê?

 

– Por quê ela é de plástico?

 

– Porque ela é como o meu amor: quando ela morrer, será quando meu amor por você acabará. – O moreno disse calmamente, enquanto acariciava os cabelos de Thiago.

 

Os olhos do garoto marejaram, e ele sorriu todo bobo. Abraçou Matheus com força, escondendo seu rosto no peito dele.

 

– Fofinho, te amo. – Matheus selou a testa de Calango e sorriu largamente.

 

– Também te amo, mozão...

 

Fim.


Notas Finais


O LEMON MAIS FOFO E O FINAL MAIS FOFO QUE VOCÊ RESPEITA E QUE VAI VER ATÉ O FIM DA SUA VIDA! u-u
eu caprichei, passei mais de uma semana XD
então, comenta, favorita e compartilha se tiver gostado! Vai me fazer super feliz!
Agradecendo novamente as minhas lindas amiguinhas @jinnieiscute e @Banana-Love! AMO VOCÊS HAHA! <33333
Obrigado a quem leu, favoritou, comentou e compartilhou! Mora no eu heart também <3
Enfim, até minha próxima fic! #FLW <3


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