História Ele sempre pode ler ela. - Capítulo 3


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Categorias Harry Potter
Personagens Harry Potter, Hermione Granger, Luna Lovegood, Personagens Originais, Ronald Weasley
Tags Amizade, Amor, Beijo, Drama, Harmione, Harmony, Harry Potter, Hermione Granger, Mistério, Namorada, Revelaçoes, Romance, Segredo, Tempo
Exibições 121
Palavras 1.915
Terminada Sim
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Comédia, Famí­lia, Festa, Ficção, Magia, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Heterossexualidade
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 3 - Emília, será?


A terceira namorada de Harry, Emilia, foi a que apresentou o maior potencial, até mesmo aos olhos de Hermione.

Ela tinha um grande amor por música trouxa e vinha praticando desde nova para dominar o maior número de instrumentos trouxas que ela conseguisse, o que era bastante interessante, dado o fato de que ela foi criada totalmente no mundo bruxo. Ela era muito inteligente e tinha uma forte posição no Ministério da Magia. Ela era atraente, com cabelo preto e liso, olhos azul-celeste cintilantes. Ela tinha pernas longas, um corpo esguio e pele castanha cremosa. Sua voz ia mais para o tom rouco, sempre soando de forma sensual e forte. Ela não tinha muito interesse em moda ou em passar o dia fazendo compras, mas ela adorava ler e apenas relaxar com os amigos. Harry tinha certeza de que Hermione iria gostar dela. 
Na verdade, ele tinha quase certeza de que as duas se dariam bem e ele finalmente iria resolver seu problema com relacionamentos de longo prazo. 

Tudo tinha começado bem o suficiente. Harry convidou Hermione, Ron e Luna para jantar e conhecer Emilia; enquanto esperavam o resto de seus convidados chegar, ele e Hermione haviam arrumado tudo para o jantar e ela havia escolhido as peças de roupa que ele usaria. Um suéter verde - que era o favorito dele - e um par de calças preta, Hermione disse a ele para se apressar e ir se vestir, em seguida, correndo escada abaixo para verificar o jantar. Ela tinha feito uma sobremesa especialmente deliciosa também, e já que ela passava tanto tempo no apartamento dele quanto ele, ela estava completamente a vontade com tudo. Depois de um banho rápido, Harry vestiu-se e fez seu caminho para o andar debaixo, perguntando se o perfume estava muito forte. Hermione tinha comprado para ele e o dado no último natal, ele nunca sabia a forma certa de colocar sem exagerar. Depois de verificar o frango no forno, Hermione se levantou e andou para perto de Harry, aproximando o nariz de seu pescoço. "Está ótimo", ela disse antes que ele pudesse até mesmo pedir para que ela fizesse isso.

Ron e Luna, um casal improvável, mas bem equilibrado, chegou cedo, provavelmente por causa de Hermione ter-los dito que o jantar começava meia hora antes do horário marcado. Dessa forma, ao invés de estarem atrasados, eles chegariam na hora certa. Emília chegou um par de minutos depois, desculpando-se e dando a Harry um beijo rápido no canto da boca. O jantar em si foi um grande momento, Emília contou a todos eles uma história divertida envolvendo o irmão mais velho dela, fogos de artifício e um conjunto de porcelana chinesa favorito de sua mãe, enquanto Ron lançava olhares sugestivos a Luna e Harry olhava as reações de Hermione. Até agora, o nariz não tinha se arrebitado ou enrugado, sua boca estava normal e nada havia sido franzido. Ela ria da história, passando uma grande parte do tempo discutindo livros maravilhosos com Emília, e depois contando uma história própria envolvendo Harry e Rony, algo que ela nunca havia compartilhado com ninguém, além dos amigos mais próximos e nunca se quer com qualquer uma das ex namoradas de Harry ou Ron. Harry tomou isso como um bom sinal e foi relaxando em sua cadeira, enquanto Hermione servia sobremesa para cada um deles. Foi aí que tudo foi ladeira abaixo.

Hermione sentou em frente à Emília, sua perna cruzada sobre a outra, enquanto falavam sobre família, amigos e objetivos de carreira. Harry quase podia ver uma amizade se formando entre as duas e tentou imaginar a si mesmo e Emília como um casal de idosos, com Hermione confraternizando com os dois. A imagem no entanto era estranha e difícil de se evocar, já que ele via Hermione ao seu lado, fazendo parecer que Emília era quem vinha para perto deles, não o contrário. Ele se obrigou a voltar a focar na conversa e ouviu Hermione falar sobre seu primo Tommy, ao qual Harry conheceu e teve que admitir ser bastante enérgico.

"Harry tinha acidentalmente dado a Tommy alguns doces, sem saber que meu primo reage ao mais ínfimo grau de açúcar, como se tivessem dado a ele uma injeção de adrenalina", Hermione lhe disse, revirando os olhos para cima e sorrindo. "Então você pode imaginar que foi uma tarefa bem difícil de se lidar. Ele praticamente estava saltando pelas paredes, gritando ao invés de falar, e absolutamente obcecado com a tentativa de trançar o meu cabelo", Hermione disse a ela, rindo.

Harry se lembrava daquele dia. Tinha sido um sábado e a alargada família de Hermione estava na cidade para um casamento entre um dos primos mais velhos de Hermione. Harry tinha ido junto como seu apoio e acompanhante, tendo uma relação íntima com a família Granger de todo jeito. Ele nem sequer se preocupava em corrigir as várias tias e tios de Hermione quando se referiam a ele como "o amor juvenil dela desde sempre." Era uma causa perdida e ele realmente não via nenhuma mal em deixá-los pensar o que quisessem. O divertido primo Terry, que sabia da história toda, também nunca se preocupava em corrigi-los, mas sempre piscava para Harry quando alguém dizia algo. Jacob tentou explicar a natureza da relação de Hermione e Harry as primeiras vezes que começaram a dizer tais coisas, mas acabou por desistir e dizer; "Sim, esse é o Harry."

"Oh, crianças", disse Emília, franzindo o nariz em desagrado. "Eu não posso suporta-los. Eles são tão confusos e barulhentos e ... ugh", ela disse, acenando com a mão e levantando as sobrancelhas. "Não, eu já fico feliz com um livro e uma garrafa de cerveja amanteigada, obrigada."

O sorriso de Hermione vacilou ligeiramente. "Eles podem ser um incômodo, mas eu amo crianças", disse ela, balançando a cabeça. "Eu espero ter minha própria família um dia. Não tão grande quanto os Weasleys", ela disse, sorrindo para Rony; "Molly é um milagre, se você me perguntar. Mas, eu acho que iria gostar de ter algumas crianças. Dois meninos e uma menina, pelo menos", ela disse, soando um pouco melancólica.

Harry acenou com a cabeça concordando, sorrindo para si mesmo. Ele queria uma família, uma grande de preferência, mas ele ficaria contente se tivesse apenas um no final das contas. Menino ou menina, não importava. Apenas uma criança sua, alguém para amar incondicionalmente, para dar o que ele nunca teve enquanto crescia. Ele podia ver a si mesmo como um pai, ele esperava que fosse bom nisso. Ele poderia ensiná-los a voar, a convencer Hermione a lhes dar o último biscoito, a esgueirar-se em torno do castelo de Hogwarts e não serem pegos, a jogar vários tipos de jogos divertidos. Ele iria castiga-los quando fizessem algo errado, mas nunca iria deixá-los acreditarem que ele não os amava. Ele iria abraçá-los, beijar suas cabecinhas, aliviar suas dores e afastar seus medos. Ele iria lhes dar quartos grandes que fossem projetados para o seu conforto, ao invés de camas frágeis e quartos pequenos e sufocantes, ou armários desconfortáveis com colchões finos.

"Oh, eu não", disse Emília, chamando a atenção de Harry de volta a conversa. "Eu nunca quis ter filhos, eles não são algo que simplesmente me interessa. Eu acho que algumas mulheres são feitas para a maternidade e outras simplesmente não foram talhadas para tal. Eu realmente nunca vi esse gene em particular em mim, eu prefiro uma noite com meus livros ou meu trabalho do que colocar uma criança para dormi e depois ter que arrumar a bagunça feita, limpar fraldas fedidas ou ouvir choro de criança não são coisas que me interessem", disse ela, encolhendo os ombros enquanto bebia uma taça de vinho e comia outro pedaço de sobremesa.

O rosto de Hermione se transformou totalmente de uma vez. Harry observou seu nariz enrugado, sua testa franzida, sua boca em uma linha tão fina que Harry nunca havia visto tal expressão tão fortemente presente. Foi extremamente fácil ler a expressão de Hermione. Emília não ficaria. Hermione não fez nenhum outro comentário sobre crianças novamente, na verdade, optou por não falar muito depois disso. Ron entrou na conversa e mudou o rumo, transformando o assunto em Quadribol ou algo do gênero, Harry não estava mais ouvindo. Ele estava observando Hermione, como os ombros dela caíram levemente e como ela passou a comer sua sobremesa com uma certa devoção, ao invés de apenas distrair-se dela. Seus olhos pousaram em Emília e sua boca se apertou novamente antes de seu olhar cair sobre Harry. Então, seu rosto relaxou, e ela colocou uma expressão de força em seu lugar. Ela sorriu para ele, um sorriso quente e genuíno de consolo para Harry. Mesmo que Hermione não tenha aprovado Emilia, ele sabia que as coisas não teriam funcionado. Eles tinham objetivos diferentes e esperanças para o futuro opostas. Harry não consiga ver um futuro sem uma família e Emília não estava interessada em crianças, era um fim ao relacionamento, com toda certeza.

Hermione apertou o braço dele antes de ir embora, como se soubesse o que ia acontecer. Ela beijou sua bochecha e o abraçou com força, sussurrando contra seu rosto; "Uma menina, cabelo bagunçado e seus olhos verdes. Eu posso ver isso."

Ele a segurou um pouco mais apertado, grato que ela pudesse tranquiliza-lo tão facilmente. Se ela podia ver uma filha no futuro dele, então ele teria uma filha. Era tão simples. Era com essa mesma facilidade em que ele acreditava nela, que ele se lembrou de que ele e Emília não haviam sido feitos para ser. Um dia, porém, ele tinha certeza, de que iria encontrar alguém que iria satisfazer a ambos os objetivos, os seus e os de Hermione. Depois que Hermione, Luna e Ron foram embora, Harry explicou a Emília que isso não estava dando certo. Ela aceitou tudo bem, até melhor do que ele esperava.

"Crianças, certo?" Ela disse, acenando com a cabeça lentamente. "Sim, eu poderia dizer que isso foi um ponto fraco logo após o meu posicionamento. A expressão no rosto de Hermione disse tudo." Harry olhou para ela por um momento, surpreso. Ela riu, dando de ombros. "Ela é uma pessoa adorável, Harry. Inteligente, bonita e agradável. Você tem muito bom gosto."

"Eu e Hermione?" Ele perguntou, confuso.

Ela suspirou, sorrindo com certa tristeza. "Você vai descobrir isso um dia", disse ela, balançando a cabeça. Antes que ele pudesse pergunta o que ela queria dizer, ela continuou; "Mesmo que seja o fim, eu tive um tempo maravilhoso com você."

"Concordo", Harry respondeu, apertando as mãos dela entre as suas. Ela estava sentada ao lado dele, virada para ele. Seus olhos estavam brilhantes e sua boca tremia um pouco, mas por outro lado ela estava se recompondo e sendo compreensiva. 

"Se cuide, Harry", ela disse a ele em voz baixa.

"Você também", ele respondeu.

Ela se levantou do sofá, se inclinou e deu um pequeno beijo no canto da boca dele, dando um adeus e, em seguida, usando a rede floo para voltar para casa. Harry a via de vez em quando, e sabia que Hermione e Emília tinham feito uma amizade forte, muitas vezes se esbarrando em reuniões ou almoçando juntas no ministério. A amizade entre ele e Emília parecia um tanto tensa no começo, então ambos concordaram em não forçar nada. Eles se tornaram conhecidos confortáveis e ele não ficou surpreso quando ela se casou com um cara legal que tinha uma boa profissão e não estava interessado em crianças. 



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