História Ele sempre soube. - Capítulo 13


Escrita por: ~

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Categorias Fairy Tail
Personagens Aquarius, Erza Scarlet, Gajeel Redfox, Gildartz, Gray Fullbuster, Juvia Lockser, Levy McGarden, Lucy Heartfilia, Makarov Dreyar, Natsu Dragneel
Tags Casamento, Fairytail, Hentai, Lucy, Natsu, Romance
Visualizações 94
Palavras 3.237
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Primeiramente quero desculpar a demora, foi difícil não fazer os dois se pegarem desde o inicio Kkkkk Mas juro que a demora vai valer a pena - a pena só não, a galinha toda logo <3

Obrigada pelos comentários e favoritos <3

Boa leitura e desculpem os erros, estou editando por aqui e é péssimo T^T

Capítulo 13 - Casa Nova


Fanfic / Fanfiction Ele sempre soube. - Capítulo 13 - Casa Nova

 

Capítulo XIII

 

Natsu pegou minha mala no carro de Levy e a guardou no porta-malas de seu SUV preto, enquanto permaneci ao lado de meus amigos. O pessoal do escritório deu no pé logo que o almoço no restaurante italiano terminou.

- Tão linda, menina Lucy. Igualzinha à sua mãe nessa idade – disse Virgo com lágrimas nos olhos. – Até o mesmo brilho no olhar.

- Verdade? – perguntei, um pouco emocionada.

Ela assentiu, sorrindo.

- Ninguém conseguia ficar triste quando a Laila estava por perto. Você herdou dela essa alegria, a cabeça oca e o coração puro. – Ela me abraçou apertado, então se voltou para Natsu, segurou o rosto dele entre as mãos e comprimiu suas bochechas. – Cuide dela e terá meu amor para sempre, rapaz. Se magoar essa menina... – seu aperto se tornou mais forte.

Ele a olhou espantado, o rosto prensado entre as mãos fortes de Virgo e assentiu rapidamente.

- Não vou magoar a Lucy – conseguiu resmungar.

- Que bom... que bom... – ela o soltou. – Agora preciso ir, porque aquela jabiraca já deve estar enfiada na minha cozinha, fazendo o quê, só Deus sabe.

Eu ri e a abracei. Quando Virgo se foi, Natsu disse, massageando a mandíbula:

- Ela tem uma mão e tanto .

Dei risada.

- Não foi uma ameaça de verdade.

- Não foi o que pareceu.

- Relaxa, Natsu. Ela gostou de você. É só não ficar por perto quando ela estiver usando o cutelo e você vai ficar bem.

Ele assentiu, assustado, e tornei a rir.

- Lucy, venha nos visitar sempre que quiser – Grandine disse ao me abraçar. – Por favor, não se esqueça de ser feliz, querida. A vida já te maltratou bastante.

- Obrigada, Grandine. Você também será bem-vinda quando quiser me visitar. – Ou eu achava que seria. Não havia falado sobre isso com Natsu. Não ainda.

Levy demorou mais para me soltar.

- Estou com medo, Levy – confessei, enterrando a cabeça em seu pescoço.

Mesmo não tendo comentado com ela os efeitos que Natsu causava em mim ultimamente, já que nem eu mesma entendia o que estava acontecendo comigo, ela sabia. Levy sempre sabia.

- Eu sei – ela sussurrou. – E que beijo foi aquele? Deus do céu! Você tem tanta sorte!

- Deixa de ser boba. Eu não quero ficar sozinha com ele – eu disse, amedrontada com o que aconteceria a partir dali.

- Eu sei, Lu – ela segurou meus ombros e sorriu. – Eu só estava tentando descontrair um pouco. Mas acho que não é uma boa ideia eu passar a noite na sua casa. Pra todos os efeitos, é a sua noite de núpcias. Poderia levantar suspeitas uma amiga passar a noite com vocês, ou no mínimo seríamos chamados de pervertidos – ela sorriu. – Você vai ter que ser corajosa. Eu te ligo mais tarde, tá?

- Tá.

Ela me deu um beijo estalado no rosto e fiquei observando-a entrar no carro. Quando ficamos sozinhos, virei-me para Natsu, que estava encostado no capô do carro, os braços cruzados sobre o peito, me observando - veja só! – com o rosto amigável.

- Pronta para conhecer sua nova casa? – ele sorriu, um pouco nervoso.

- Não. Mas acho que não tem outro jeito.

Ele riu, abriu a porta do carro para que eu entrasse e permaneceu calado durante todo o trajeto até o prédio de classe média. Natsu foi gentil e se ofereceu para levar minha bagagem até o elevador. Assim que abriu a porta do apartamento, fez um gesto para que eu seguisse na frente.

- Bem-vinda ao seu novo lar – anunciou.

Entrei um pouco acanhada. O apartamento era pequeno, mas acolhedor e organizado. As paredes claras combinavam com os móveis de linhas retas e modernas. Uma pilha de CDs desalinhados contrastava com o restante da sala, meticulosamente arrumada.

- Bacana.

- Vou te mostrar o seu quarto – ele disse, se enfiando no curto corredor, então abriu a porta do cômodo minúsculo e praticamente vazio. – Eu não tive tempo de arrumar nada. Imaginei que você mesma ia querer fazer isso. Meus pais dormem aqui quando vêm me visitar por isso só tem a cama, a mesa de cabeceira e a cômoda. Mas pode usar o meu guarda-roupa para pendurar vestidos ou qualquer coisa que quiser.

- Obrigada – eu disse meio sem jeito.
Ele também parecia não saber o que fazer.

- Aqui em frente é o meu quarto, e o banheiro é ali – ele apontou para a porta no fim do corredor.

- Beleza.

Ele assentiu, deixando minha mala sobre a cama. Entrei no quarto, um pouco apreensiva. Era tudo muito simples e sem cor. Meio triste até. Natsu havia colocado um pequeno vaso de narcisos amarelos sobre a cômoda, na tentativa de trazer um toque de vida ao espaço, o que achei fofo. Sentei-me no colchão – mole demais – e avaliei os poucos metros mal decorados ao meu redor. Um contraste enorme com meu antigo quanto na mansão, cheia de espaço, enfeites e cortinas diáfanas. Eu teria que dar um jeito naquele lugar se quisesse me sentir em casa pelos próximos meses. Não era ruim, só não se parecia com um lar ainda.

- Vou... vou te deixar sozinha para se acomodar melhor – disse ele, encostado no batente, os braços cruzados sobre o peito. – Estou na sala se precisar de alguma coisa – e saiu, fechando a porta trás de si.

Com um suspiro, abri a mala e comecei a arrumar minhas coisas na pequena cômoda da melhor forma possível. Peguei o porta-retratos com a foto de minha família e o coloquei sobre o móvel, ao lado de meus produtos de higiene, mantendo os narcisos. Em seguida, me atrevi a ir conhecer o banheiro. Era pequeno, e tudo ali gritava testosterona, mas Natsu tivera a delicadeza de colocar um pequeno pote com sabonetes decorativos sobre a pia de mármore negro. Ele realmente estava se esforçando.
Lembrei da carta de meu avô, que Gildarts havia me dado, e corri para o quarto para abrir o envelope. Havia duas cartas ali dentro, uma destinada a mim, outra ao meu marido. Abri a primeira.
 

Minha neta querida,
Você nãos sabe quanto eu gostaria de estar presente neste dia tão especial. Imagino como você deve estar feliz agora que encontrou o amor. Eu daria tudo para partilhar de sua felicidade neste momento.

Engoli em seco.
 

Casamento é uma das etapas mais importantes da vida, a construção de uma nova família. Que Deus abençoe você e seu marido, e os filhos que terão. Espero que seu marido saiba que acaba de ganhar na loteria, já que ganhou seu coração. Sempre ouça o que ele tem a dizer, querida, respeite-o e exija o mesmo. Um casamento nada mais é que uma parceria, em que ambos decidem ser felizes, tendo um ao outro como instrumento. Por favor, não o trate com mentiras. E não tente força-lo a fazer todas as suas vontades, como você tende a exigir.

Eu não faço isso, não!
 

Você sabe que faz isso. Não discuta comigo. Ninguém conhece você melhor que eu.

Eu não podia argumentar contra isso.
 

Agora vá ficar com seu marido. Aproveite a lua de mel, mas não exagere na bebida.
Com amor, vovô.
P.S.: Tomei a liberdade de endereçar uma carta o seu marido. Entregue a ele, por favor. Não se preocupe, quero apenas lhe dar as boas-vindas à família.

Encontrei Natsu na sala, a TV ligada, mas tive a impressão de que ele não prestava atenção no jogo de basquete. Fiquei ali parada, completamente deslocada, sem saber o que fazer. Ele se virou para me observar e me estudou por um segundo antes de sorrir.

- Você está com cara de quem acaba de entrar na sala do diretor – disse de modo gentil.

- Pra ser sincera, é exatamente assim que eu me sinto.

- Esta é sua casa agora. Talvez leve alguns dias para você se sentir à vontade, mas prometo fazer o possível para te ajudar a se adaptar. – Fiquei surpresa com tanta hospitalidade. Mas, por outro lado, parecia ser exatamente o tipo de coisa que Natsu diria. Ele ainda era uma incógnita para mim. – Por que você não se senta pra gente conversar um pouco?

Pareceu uma boa ideia. Muito melhor que ficar parada no meio da sala sem saber onde colocar as mãos. Ele ainda vestia as roupas da cerimonia, porém sem o paletó. As mangas da camisa haviam sido dobradas até os cotovelos. Natsu ficava bem de terno, mas ainda melhor naquele estilo mais casual. Menos intimidador, mais... acessível. Era mais fácil falar com ele sem toda aquela armadura que ele costumava vestir.

- O vovô me deixou algumas cartas, Natsu – comecei, encarando o envelope nas minhas mãos. – Recebi uma na F&T, a respeito do meu emprego. A que Gildarts me entregou no cartório é sobre nós dois, você e eu, quero dizer. – Estiquei em direção a ele a carta endereçada a “Marido de Lucy”. – Uma era para mim, e essa é pra você.

Ele pegou o envelope e o analisou por um instante, depois o devolveu.

- Não é pra mim, Lucy. É para o seu marido de verdade. Guarde e um dia entregue ao homem que você realmente amar.

- Tudo bem. – Não pude negar que, naquele instante, Natsu me pareceu um homem ainda maior.

- Gostou do quarto? – ele quis saber.

- Gostei, é bem bacana. Posso mudar algumas coisas?

Ele riu.

- Vejo que gostou muito.

Eu corei.

- É que é meio sem cor. Parece triste e solitário – eu disse, encarando o tapete grosso e macio sob meus pés. Exatamente como eu me sinto.

– Talvez um pouco de cor deixe o ambiente mais alegre.

- O quarto é seu. Mude o que achar que deve para se sentir mais confortável. Se precisar da ajuda de um marido forte para mudar os moveis de lugar, posso procurar um na lista telefônica.

Eu ri, surpresa.

- Olha só! Você tem senso de humor! – apontei.

- Claro que tenho. Só é difícil usar quando você está por perto.

Eu estava prestes a perguntar o que ele quis dizer com aquilo quando sua expressão mudou, voltando à seriedade habitual.

- Como... – ele se sentou mais ereto, deixando as mãos unidas sobre os joelhos. – Eu fiquei pensando sobre o que aconteceu hoje e sobre o seu discurso depois que... hã... – ele se remexeu no sofá, procurando uma posição confortável. Ou talvez procurasse um assunto menos constrangedor. - Como exatamente vamos agir diante das pessoas?

- Não pensei nisso ainda. Mas gostaria que me avisasse da próxima vez que decidir me beijar.

- Eu não pretendo te beijar de novo – ele respondeu imediatamente.

- Ótimo! Assim cumprimos o acordo à risca.

- Sim, mas... fiquei pensando que não vamos parecer amantes – ele apontou. – As pessoas podem estranhar, já que acabamos de casar.

- Humm... Bom... Tem razão.

- Pensei que, se a gente se esforçar para manter a fachada, talvez as pessoas acreditem que o nosso casamento é real, que estamos mesmo apaixonados. O que você acha de vez ou outra almoçarmos juntos?

- Acho razoável. Talvez eu deva sorrir pra você de vez em quando – sugeri, como quem não quer nada. Seria bom se Natsu pensasse que eu estava desempenhando um papel, não sorrindo involuntariamente toda vez que olhava para ele. E por que isso estava acontecendo afinal?

Ele assentiu.

- Vou fazer o mesmo. E seria bom se nós dois não... hã...

- Se a gente não trocasse desaforos em público? – ajudei.

- Isso – ele sorriu. – A partir de hoje, e pelos próximos doze meses, você éminha mulher, e vou tentar te tratar como tal. Pelo menos quando tiver gente por perto – ele fez uma careta divertida.

Não me ofendi. Na verdade, fiquei satisfeita.

- Obrigada por fazer isso, Natsu. Vou fazer o possível para você não se sentir nauseado quando pensar em voltar pra casa.

- Pode ser que eu nem note você por aqui – ele deu de ombros, encostando-se no estofado. – Se eu conseguir minha promoção, vou ter tanto trabalho que provavelmente não vou ter tempo pra perceber muita coisa. Minhas chances de ser promovido são grandes.

- Que bom. Espero que você consiga o que quer – eu disse sinceramente.

Ele sorriu um pouco, depois voltou a ficar sério.

- Eu sei que você vendeu seu carro, e você já deixou bem claro o horror que sente pelo transporte público. – Ele se remexeu no sofá, como se o assento estivesse repleto de espinhos. Que estranho. – Também notei que você tem problema com horários. Honestamente, pra mim tanto faz, mas fiquei pensando que talvez as pessoas achem estranho se a gente não chegar juntos ao trabalho. Já que trabalhamos na mesma empresa e moramos no mesmo apartamento.

- Essa é sua forma de me oferecer carona, não é? – sorri.

- Se você estiver pronta na hora certa – ele esclareceu, sorrindo torto.

Senti meu estomago se revirar e contorcer, como se estivesse numa montanha russa.

- Essa foi a coisa mais incrível que você já me disse. Não vou me atrasar. Quer dizer, vou fazer o possível para acordar na hora certa. Deus sabe como os ônibus me assustam! Por incrível que pareça, você é menos assustador.

Ele riu.

- Isso foi um elogio?

- Não! – ri também.

A conversa enveredou para trivialidades. Natsu me mostrou onde ficavam alguns utensílios e me alertou para não deixar coisas jogadas pelo chão, pois a faxineira guardava tudo no lugar errado e levava semanas até que lembrasse onde colocara cada objeto. Aprendi um pouco sobre ele naquele conversa. Ele fora campeão estadual de nado de costas quando estava na faculdade – o que explicava muita coisa, principalmente aquelas costas largas e bem definidas -, mas decidira abandonar o esporte para ser estagiário na F&LT Ele ainda nadava sempre que podia. Natsu me contou sobre seus poucos amigos, seus pais, mas não tocou no assunto que, curiosamente, mais me intrigava – as mulheres de sua vida. Ele tinha alguém?

Ele falou, falou e falou, mais do que eu imaginei que fosse capaz, e por diversas vezes tive que me lembrar de parar de sorrir. Fiquei surpresa quando ele sugeriu pedir uma pizza para o jantar e constatei que já era noite, pois mal vira o dia passar. Ele até me deixou escolher o sabor, e descobri que ambos éramos fissurados por pizza de calabresa. Conversamos um pouco mais enquanto comíamos, ainda sobre trivialidades, ainda pisando em solo arenoso, testando, nos conhecendo.

- Eu lavo e você seca e guarda – ele disse, retirando os pratos da mesa e levando-os até a pia.

- Não tem lava-louças? – perguntei em pânico.

- Não.

- Por que não? – eu quis saber. – Todo mundo tem lava-louças! Até a mãe da Levy tem.

- Nunca precisei – ele deu de ombros. – Sempre morei sozinho. Não tem muita louça pra lavar.

- Mas... mas... eu não sei onde guardar! - apontei aflita.

- Por isso mesmo você vai secar e guardar – ele sorriu, divertido, com meu horror. – Vou te dizendo onde cada coisa fica, assim você aprende, para o caso de decidir cozinhar alguma coisa.

- Você realmente não me conhece. Obrigada pela preocupação, mas dificilmente isso vai acontecer. Não sei cozinhar. Não vou precisar de nada. Mas eu... eu te ajudo. Você foi legal comigo hoje.

- Eu sou legal! – ele sorriu. – Comprei algumas coisas para você. Nunca morei com uma garota antes então o Gray me deu uma ajudinha.

- Quem?

- O Gray, do Comex – ele disse, como se fizesse algum sentido. Percebendo que aquilo não significava nada para mim, prosseguiu: - Aquele cara que derrubou vinho na Virgo no nosso almoço de casamento.

- Ah, o Gray. –Moreno e alto, trabalhava no mesmo setor que Natsu e nunca falara comigo até aquela manha, e mesmo assim seu “Parabéns, tomara que dure” não fora bem uma conversa.

- Somos amigos há muito tempo, desde a época da faculdade. Ele disse que as mulheres gostam de certas coisas. Estão no armário e na geladeira. Se eu comprei errado, me avise.

- Hã... obrigada, Natsu – respondi, espantada com sua delicadeza. E me dei conta de que em aspecto algum ele era o ogro que eu havia imaginado. Era educado, gentil e atencioso. Não entendi o por quê, mas essa constatação me deixou com mais medo dele.

- Por falar nisso, agradeço se você não mexer nos meus hidrotônicos. Costumo levar uma garrafa de manha quando vou malhar. Se quiser posso comprar alguns pra você, só me diz que sabor prefere. Ah, então aquela montanha de músculos era cultivada com algum esforço.

- Não gosto de hidrotônicos, obrigada.

Terminamos com a louça rapidamente. Natsu voltou para a TV e aproveitei para tomar um banho. Vesti o pijama – calça azul com nuvenzinhas brancas, regata branca lisa, pantufas de patinhas de dinossauro – e fui direto para aquela cama mole demais para o meu gosto.

Levy ligou assim que me deitei.

- E aí? Estou interrompendo alguma coisa? – perguntou sugestivamente.

- Deixa de ser boba.

- Uma garota pode sonhar – ela suspirou. – Como foi?

- Foi... surpreendentemente bom – admiti, encarando o teto branco.

- Bom? Quer dizer, bom mesmo?

- Por incrível que pareça, o Natsu é bem bacana quando quer. – Ele era mesmo bacana! Como eu não tinha percebido isso antes? – Ele me ofereceu carona para ir para o trabalho.

- Não acredito! O que você disse?

- Agradeci e aceitei, claro. – Embora devesse ter recusado. Natsu e eu ficaríamos muito tempo juntos. E isso parecia ruim de alguma forma.

- Ah... Sinto cheiro de coisa boa vindo por aí. Mas você não parece muito animada com tudo isso.

- É que... eu não sei, Levy. Parece que tem algo errado. Não sei dizer o que é.

- Humm... Talvez você esteja se sentindo culpada por enganar seu avô.

- Talvez. – Mas, sendo sincera, não era esse o problema, era?

- Amanhã eu passo aí pra conhecer sua nova casa. Boa noite, Lu.

- Até amanhã, Levy.

Demorei um pouco para pegar no sono. O colchão mole afundava e minhas costas doíam. Depois de me remexer por mais de uma hora, finalmente adormeci, mas preferia ter me mantido acordada a noite toda. Vovô voltou a assombrar meus sonhos. Estávamos no cartório, Natsu conversava animadamente com Levy, e vovô, no fundo da sala, me observava. Caminhei lentamente até ele. Ele não sorria, seu rosto marcado pelo tempo estava triste. Uma tristeza profunda, que fez meu coração doer.

- Que foi? O que está errado?

Ele olhou para Natsu por um longo tempo, depois voltou os olhos azuis para os meus.

- Você não gosta dele? – perguntei insegura. Ele não respondeu. - Olha, vovô, eu não queria fazer isso, tá legal? Mas o Gildarts disse que eu ia para a cadeia se não pagasse os meus cartões, e tive até que vender o meu cupê, e você mais do que ninguém sabe como eu amo aquele carro... e... e as coisas estão meio fora do meu controle e você morreu. Então não tem o direito de me julgar.

Ele suspirou.

- Vai partir seu coração – disse, com um pesar que me causou calafrios.

- O Natsu? Não. Eu juro que não. Ele é um cara bacana, mas eu nem gosto dele. E ele não gosta de mim desse jeito. Ele meio que me tolera e é só até tudo se resolver – expliquei apressada.

Ele me mostrou um sorriso triste.

- Vai doer além do que você pode suportar.
 


Notas Finais


E aí, Nat tá todo esquisitinho, e esse final... Será que o velhote tem razão? E AGORA?

Obrigada por ter lido, se gostou pelamor comenta e favorita, isso super me poe pra cima <3 Obrigada demais <3

Até o próximo <3


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