História Eleanor - Capítulo 29


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Categorias Originais
Tags Eleanor, Época, Jane Austen, Romance
Exibições 24
Palavras 2.259
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Adultério, Álcool, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Olá, pessoas!

Capítulo mais demorado neh? Me desculpe, não andei tendo como entrar, mas agora está aqui.

Quero desde já agradecer a todo que acompanharam a estória até aqui. Agradeço imensamente casa comentário e favorito. Esse é o ultimo capítulo dessa fic, mas espero vê-los em outras... Obrigada!

Boa leitura!

Capítulo 29 - Conciliação e famílias


            Naquela tarde tínhamos voltado mais cedo, pois ameaçava chover, por aqui nunca era incomum chover. Nos preparamos para a noite e fomos para a sala do piano, onde Rosa foi tocar e eu ler, como sempre. Benjamin chegou logo depois e subiu para um banho. Não muito tempo depois ouvi baterem a porta. Logo imaginei ser Aryana ou até Dylan, pois não esperávamos ninguém. Então nem me levantei. Mas alguns segundos depois a governanta, que eu tinha contratado pouco depois de a Sra. Gray deixar a casa, entrou na sala. Era um mulher nova, de uns trinta anos com uma filha nova e uma marido trabalhador, era de origem bem humilde, mas muito bem educada e era muito bonita e simpática. Seu nome era Anne Davis.

- Sra. Gray, tem visitas. Estão aguardando na sala de visitas.

- Na sala? Quem são?

- Stephen Foster e família, senhora.

- Stephen...?

            Eu fiquei de pé e olhei a governanta de olhos arregalados. Era a família de Sophia. O que eles poderiam querer aqui depois de tantos anos. Será se a Sra. Sarah tinha contado a eles que fomos nós que a trouxemos de Londres ele veio tirara satisfações.

- Anne, vá lá em cima e avise o Sr. Gray.

- Sim, senhora.

            Anne saiu apressada.

            Eu não estava com roupas para receber ninguém, mas isso não importava, eles não tinham avisado que vinham, não podiam esperar grande recepção.

- Ellie, algum problema? – Rosaleen perguntou.

- A família de Sophia está aqui, Rosa. Vou lá recebe-los.

- Vou com você.

            Eu só assenti.

            Deixei o livro sobre o sofá que antes ocupava e segui para a sala de visitas. Da porta já vi quatro pessoas. Três mulheres sentada e um senhor de pé, que parecia extremamente nervosos e desconcertado.

- Boa noite. Me desculpe minhas maneiras e trajes, mas não esperava visitas hoje – falei.

            As três mulheres ficaram de pé e se viraram para mim, o homem parou de andar de um lado para o outro e me olhou. Das mulheres uma era Sarah, outra sua filha Melany, a outra senhora já mais velha devia ser a Sra. Foster, e o homem impaciente o Sr. Foster. Tanto o Sr. como a Sra. Foster já eram bem velhos, talvez mais velhos do que seria hoje o Sr. William Gray se fosse vivo.

- Tudo bem, nossa culpa não termos avisado. Mas acho que meu pai teria perdido a coragem se não viéssemos de repente – contou Sarah.

- Claro, mas são muito bem vindos. Fiquem a vontade. A que devo a honra de suas visitas?

            Rosaleen que estava ali, se limitou a cumprimenta-los com uma curta reverencia e não disse mais nada, eu não fazia ideia do quanto ela se lembrava dessas pessoas. Mas percebi ela bem interessada em Melany, era uma garota de sua idade.

- Eu gostaria de falar com Benjamin – Stephen Foster afirmou.

- Ele tinha acabado de entrar no banho, não acho que demore a aparecer.

- Vou aguarda-lo então.

            Olhei para Rosaleen.

- Rosaleen, porque não vai mostrar a casa à Melany

- Claro, se ela quiser.

            Melany sorriu e se levantou, se prontificando para ir. As duas saíram felizes, conversando pela casa. Eu segui até o sofá e me sentei com eles.

- Onde está a Sra. William Gray? – a Sra. Foster perguntou.

- Se mudou. Foi morar com Dylan, disse que o filho precisa de um pouco de juízo e que a nova filha é inexperiente e foi para lá.

- Mas deixou a menina? – se assustou ela.

- Rosaleen? Não quis ir...

- Não quis? Teve escolha?

- Claro. Ela prefere muito mais a companhia do Sr. Benjamin do que a do Sr. Dylan e a mãe nunca a obrigaria a deixar o Sr. Benjamin para ficar com o outro. Ela tem muito mais a aprender com o primeiro que com o segundo. O Sr. Benjamin não deixaria que nada de mal acontecer a Rosa, a ama como uma filha.

- E você?

- O que tem?

- O que a senhora acha de ter a menina aqui? Nem tem filhos ainda.

- Eu adoro Rosaleen. A incentivo a praticar seus dotes, que são muitos, todos os dias e a levo para dar voltas no parque, pois ambas gostamos. Somos irmãs e assim agimos.

- Entendo. Bem incomum isso.

- Não sei se é incomum, mas aqui funciona muito bem.

- Entendo...

- Mãe, pare de implicar com o modo de vida dos outros, você não tem nada com isso – Sra. Sarah a repreendeu.

- Ah! Me desculpe Sra. Gray – a Sra. Foster pediu.

- Tudo bem...

            Nesse instante eu vi o Sr. Foster que estava minha frente ficar pálido e percebi que Benjamin tinha entrado no cômodo.

- Me desculpe a demora, não esperava visita – Ben pediu.

            Ele se encaminhou até onde estávamos e se sentou ao meu lado. Cumprimentou a todos como se nunca tivesse ouvido as palavras que tinha ouvido do Sr. Foster e se virou para mim. Talvez com o gesto seguinte ele estivesse disposto a mostrar a eles que estava feliz como estava, que tinha seguido em frente e não ia ouvir bobagens agora.

- Olá, minha senhora – ele disse a mim.

- Olá. Como foi seu dia?

- Mas estressante que o normal.

- Uma pena.

- Não há problemas, todo estresse se vai assim que ponho os olhos em você. Onde está Rosaleen?

- Por aí com Melany.

            Ele assentiu com um sorriso então se virou as pessoas sua frente. Os três nos olhava com meio boquiabertos, mas se trataram de se recompor assim que colocamos os olhos neles.

- A que devo tão inesperada visita?

- Bom, Benjamin, faz bastante tempo que venho ensaiando essa visita. É que eu te devo desculpas... Por coisas que eu te disse anos atrás...

- O senhor não me deve nada. Eu entendo o que estava passado pela sua cabeça naquela época...

- Mesmo isso, não me dava o direito de te acusar nem jogar em você uma culpa que não era sua... Mesmo que graças a sua boa mente você não a tenha pego e conseguiu seguir bem com sua vida. Até se casou de novo. E como é bela e educada sua nova esposa, meus parabéns, Benjamin.

- Obrigado, senhor. A Sra. Eleanor é mesmo uma joia que eu tive o prazer de poder ter. Mas mesmo que eu sentisse falta de poder conviver com sua família, eu entendi a dor do senhor e se sua esposa, não podia impô-la ao senhores, então não me importei.

- Eu estou aqui para lhe dizer que quero essa convivência de volta, Benjamin. Sarah me contou o que estava havendo com ela em Londres, e que foi você e sua preciosa esposa que a convenceu a voltar.

            Bom, na verdade eu nada tive a ver com aquilo.

- Eu só fiz o que achava certo. A Sra. Sarah me encontrou em Londres e me falou de seus desesperos, eu só me disponibilizei a traze-la de volta. Sempre conheci Sarah como uma mulher muito forte e espirituosa, e quando a vi naquele estado fiquei assustado. Ainda mais que ela me lembra muito minha Eleanor. Não podia simplesmente dar as costas a isso.

- Eu sei, você tem um ótimo coração, Benjamin. Ao que agradecemos muito. Graças a você que temos Sarah e Melany aqui conosco. E fico muito feliz por sua esposa não ter se oposto a nada disso – a Sra. Foster falou.

- Eu posso ter um ótimo coração, quando inclinado a isso. E Eleanor é uma pessoa incapaz de negar ajudar a quem quer que for.

            Eu nada disse a tudo que Benjamin estava dizendo. Só fiquei observando a reação daquelas pessoas. Sarah parecia incapaz de para de me olhar. A Sra. Foster olhava Benjamin em um misto de contentamento e choque e o Sr. Foster pareceu confuso e constrangido o tempo todo.

- Resumindo tudo que tenho tentado falar desde que chegou nesta sala, Benjamin. Quero que me perdoe, por tudo que eu disse a você. Não tem culpa de nada, fez nossa filha mais feliz do que imaginávamos que ela um dia poderia ser e nem isso conseguimos reconhecer. Então estamos aqui, depois de tempo demais, reconhecemos isso, para lhe pedir que perdoe nossa falta de gratidão e de decoro para com você. E pedir com muita sinceridade para que possamos voltar a ser amigos – o Sr. Foster falou.

            Aquilo que ele disse, lhe custou tanto orgulho que ele estava vermelho. Tinha posto tudo de lado para estar ali. Benjamin o encarou por alguns minutos.

- Da minha parte nada nunca mudou, Sr. Foster. Eu poderia ter conversado com o senhor na rua qualquer dia, se não me evitasse sempre que me via. Sophia foi um presente de Deus na minha vida e nunca vou esquece-la, quero que saiba disso. Mas a morte dela não me impede de viver. Por isso eu tentei continuar, mesmo que precariamente. Até Eleanor aparecer e me devolver a razão da vida. E voltei a ter a vida de um homem de verdade outra vez. Stephen, eu rezo todos os dias agradecendo por ela e pedindo para que não a tirem de mim, pois se eu a perder me perco sem volta desta vez.

- Não vai perde-la. Não merece tamanho castigo, seu coração é bom demais para isso, meu querido. Há de viver vários anos muito feliz ainda – afirmou a Sra. Foster.

- Bom, não vamos mais tomar sua tarde. Fizemos o tínhamos para fazer e sairemos daqui muito felizes – comentou o Sr. Foster.

- Sim, e ficaríamos muito felizes em receber vocês em nossa casa um dia desses – completou a Sra. Foster.

            Agradecemos o convite e pedimos que uma empregada fosse chamar Rosa e Melany que logo estavam ali. Os Foster foram embora bem mais aliviados e feliz do que entraram. Benjamin assim que fechou a porta de entrada se virou para mim.

- Por essa eu não esperava.

- Eu muito menos. Imagina o susto que levei quando Anne me disse que os Foster estavam aqui, e eu assim, com roupas tão simples.

- Você fica bem em qualquer coisa.

- Já estamos casados a quase um ano e você continua a me fazer elogios como esses.

- Eu vou lhe fazer elogios como esse o resto de minha vida.

            Eu sorri para ele.

- Se está dizendo. Vai tocar para mim hoje?

- O que a senhora mandar...

- Como se eu mandasse em alguma coisa!

- Você manda em tudo! E sabe muito bem disso...

            Ele passou um braço sobre meus ombro e seguimos de volta a sala do piano e lá ele se sentou ao piano e eu voltei ao sofá e peguei meu livro de volta. Logo depois Rosaleen se sentou ao meu lado.

- Não vai tocar com ele?

- Ah! Hoje não... Posso me dar ao direito de um dia ouvi-lo tocar.

- É acho que sim.

            Não éramos de jogar naquela casa, então isso só acontecia quando tínhamos visitas que apreciavam esse tipo de passa tempo.

            Eu não diria que eu era feliz, pois ali se iniciava minha felicidade. Com ambas as minhas irmãs felizes em seus casamentos. A felicidade de Aryana era assegurada por meu pai que estava lá com ela, e a de Marianne por ela mesma que me dava notícias direto, mesmo que precárias, mas estávamos com um jantar marcado para o próximo domingo na casa dela, então eu teria minha prova final, mesmo que acreditasse que Owen não me daria motivos para intervir ali.

            Dylan parecia feliz, mesmo que a Sra. Gray sempre reclamasse dele e da nora sempre que ia nos visitar, o que ela fazia pelo menos uma vez por semana. Ela sempre expressava sua vontade de casar bem Rosaleen para não ter nenhum tipo de dor de cabaça com ela, mas Benjamin logo descartava o assunto dizendo que disso ele cuidaria, sem a opinião de ninguém.

            Eu era uma pessoa pobre em amizades, mesmo antes de me casar, mas parece que conhecer Benjamin havia me ajudado até nisso. Sarah havia passado a nos visitar, depois que os Foster vieram pedir desculpas a Benjamin, mas sempre nos horários em que Benjamin estava trabalhando conversava comigo e trazia Melany para ficar com Rosaleen que estava até ensinando a menina a tocar piano e dando dicas de livros para ela ler. E tinha minhas irmãs, que eram minhas melhores amigas. Annabelle pareceu ficar muito mais amigável com o tempo e até Isabelle se apresentou uma pessoa agradável depois que parou de observar Benjamin como se ainda se interessasse por ele.

            Meu pai pareceu encantando quando viu que Marianne estava extremamente feliz agora, era como se o ambiente daquela casa tivesse mudado até Riley parecia mais agradável. E com o tempo tanto ele e minha mãe se acostumaram com o estado de Aryana que logo pareceu perceptível a todos, ela teve uma menina e lhe o nome de Lucy.

            Mas eu, bom, eu tinha muita coisa pela frente e muito o que viver ainda. Meus caminhos ainda me reservavam muitas surpresas e eu estava preparadas para elas, boas ou ruins, eu não temia mais nada, pois agora eu tinha tudo que eu queria e nada me tiraria isso, pois se fosse preciso eu lutaria até minha ultimas forças... Mas por enquanto eu só queria viver minha vida, eu tinha uma ótima casa e o homem que eu mais amava no mundo ao meu lado, para mim nada podia ser melhor.

 

 

Fim


Notas Finais


E aí? O que me dizem da estória? Espero que tenham gostado, foi maravilho compartilhar essa estória que eu tanto gosto com você, e espero que possamos nos encontrar de novo!

Até a próxima! o/


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