História Eleanor and Park ☆ Johnlock Version - Capítulo 25


Escrita por: ~

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Categorias Sherlock
Personagens Dr. John Watson, Eurus Holmes, Irene Adler, Jim Moriarty, Mary Morstan, Molly Hooper, Mycroft Holmes, Personagens Originais, Sally Donovan, Sherlock Holmes
Tags Johnlock
Visualizações 24
Palavras 1.379
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Fluffy, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 25 - Capítulo vinte e cinco


SHERLOCK

Sherlock foi para a cama cedo. A mãe ficou incomodando-o, perguntando sobre John: “Cadê John?”; “Tá atrasado!”; “Você arranjou briga?”.

Toda vez que ela dizia o nome de John, Sherlock sentia o rosto arder.

– Sei que tem algo errado – disse a mãe, durante o jantar. – Você arranjou briga? Terminaram de novo?

– Não – Sherlock respondeu. – Acho que ele foi para casa por estar doente. Não apareceu no ônibus.

– Também tô namorando – disse Mycroft –; ela pode vir pra cá?

– Nada de namorada – disse a mãe–, muito novo.

– Tenho quase treze!

– Claro – disse o pai –, sua namorada pode vir. Se você estiver disposto a ficar sem seu Nintendo.

– O quê? – Mycroft ficou petrificado. – Por quê?

– Porque sim. Fechado?

– Não! De jeito nenhum – disse Myc. – O Sherlock tem que ficar sem videogame?

– Sim. Tudo bem pra você, Sherlock?

– Tudo.

– Eu sou tipo o Rei Salomão – disse o pai –, guerreiro e sábio.

Não foi bem uma conversa, mas foi o máximo que o pai disse a Sherlock em semanas. Talvez ele tivesse convencido a vizinhança inteira a invadir a casa com tochas e forquilhas assim que vissem Sherlock de delineador.

Mas quase ninguém ligava. Nem mesmo os avós. (“Ficou igual o Rodolfo Valentino”, disse a avó. “Você devia ver como andava a garotada na época em que você estava na Irlanda”, disse o avô ao pai.)

– Vou pra cama – falou Sherlock, levantando-se da mesa. – Também não tô legal.

– Então, se o Sherlock vai mais poder jogar – Mycroft perguntou –, posso pôr no meu quarto?

– Sherlock pode jogar quando quiser.

– Poxa, tudo que vocês fazem é injusto.

* * *

Sherlock apagou a luz e deitou-se de costas por não conseguir ajeitar-se de frente. Por causa das mãos. Por causa do cérebro.

Depois que viu John naquele dia, não lhe ocorrera, pelo menos por uma hora, por que ele estava passando pelo corredor com o uniforme de ginástica. E levou mais uma hora para ponderar que devia ter dito algo a ele. Poderia ter dito: “Oi”, ou “Tudo bem?”, ou “Você tá bem?”. Em vez disso, ficou encarando-o como se nunca o tivesse visto na vida.

A sensação foi como se nunca o tivesse visto na vida.

Não que não tivesse pensado bastante nisso (e muito), em como John era por baixo das roupas. Mas jamais conseguira imaginar nenhum dos detalhes.

Estava imaginando os detalhes. Imaginando como era o corpo dele. Não conseguia parar de imaginar. Como nunca percebera quão apertado era aquele uniforme da Educação Física? E tão curto...

E por que não imaginara que ele seria tão lindo? Tanto contraste nos contornos?

Fechou os olhos e o visualizou mais uma vez. Um montinho de coraçõezinhos sardentos, uma casquinha de sorvete perfeitamente moldada. Como Betty Boop desenhada por uma mão pesada.

Ei, pensou ele. Tudo bem? Você tá bem?

Não devia estar. Não estivera no ônibus no trajeto de volta. Não viera à casa dele depois da aula. E já era sexta-feira. E se não o visse o fim de semana todo?

Como poderia encará-lo? Não conseguiria. Não sem despi-lo daquele uniforme em sua mente. Sem pensar naquele zíper branco comprido.

Caralho.

***

A família toda ia à exposição de barcos no dia seguinte, depois almoçariam fora e talvez fossem ao shopping...

Sherlock levou séculos para tomar café da manhã e banho.

– Ande logo, Sherlock – disse o pai, áspero –; vista-se e não esqueça a maquiagem.

Como se ele pretendesse usar maquiagem para ir à exposição.

– Anda – disse a mãe, checando o batom no espelho do corredor –, sabe que seu pai odeia multidão.

– Eu tenho que ir?

– Não quer ir? – Ela amassou e agitou o cabelo na nuca.

– Não, eu quero – disse Sherlock. Não queria. – Mas e se o John aparecer? Não quero perder a chance de falar com ele.

– Tem algo errado? Não brigaram mesmo?

– Não, nada de briga. É que... tô preocupado com ele. E você sabe que não tem como telefonar.

A mãe se afastou do espelho.

– Certo... – disse, franzindo o cenho. – Fica aqui. Mas limpa o carpete, tá? E guarda a pilha de roupas que está no seu quarto.

– Obrigado – disse Sherlock, e abraçou-a.

– Sherlock! Mindy! – o pai chamou da porta de entrada. – Vamos!

– Sherlock vai ficar – disse a mãe. – E a gente vai indo.

O pai lançou-lhe um olhar, mas não discutiu.

* * *

Sherlock não estava acostumado a ficar sozinho em casa. Limpou o carpete. Guardou as roupas. Fez um sanduíche e assistiu a uma maratona de Young Ones na MTV; acabou adormecendo no sofá.

Quando ouviu a campainha, saltou para atender antes mesmo de ter de fato acordado. Seu coração martelava, daquele jeito que fica às vezes quando a gente acorda de uma soneca, como se seu corpo achasse que não era permitido dormir em plena luz do dia.

Tinha certeza de que era John. Abriu a porta sem ver quem era.

JOHN

O carro não estava na entrada, então John supôs que a família de Sherlock havia saído. Talvez para um programa familiar incrível. Almoçar no Bonanza ou tirar fotos com blusões combinando.

Já desistira de esperar à porta quando esta se abriu. E, antes que pudesse fingir que estava envergonhado ou desconfortável com o acontecido no dia anterior – ou fingir que não estava –, Sherlock abriu a tela protetora e o puxou pela manga da camisa.

Ele nem fechou a porta antes de envolvê-lo nos braços, os braços inteiros, tomando as costas dele como um todo.

Sherlock costumava abraçá-lo com as mãos em sua cintura, como se estivessem dançando lento. Aquilo não foi dançar lento. Foi... outra coisa. Os braços dele o envolveram, seu rosto entrou no cabelo dele, e não havia para John outro lugar para ir senão ao encontro dele.

Ele estava quente... Tipo, muito quente e macio. Como um bebê dorminhoco, pensou ele. (Algo assim. Não exatamente.) Dava para perceber o coração batendo no peito dele.

Tentou sentir-se envergonhado de novo.

Sherlock fechou a porta com o pé e encostou-se nela, puxando-o ainda mais para perto. Seu cabelo estava limpo e liso, e pendia por cima dos olhos, que estavam quase fechados. Macio. Quentinho.

– Estava dormindo? – ele sussurrou. Para o caso de ainda estar.

Ele não respondeu, mas sua boca encontrou o dela, aberta, e a cabeça dele pendeu contra a mão dele. Ele o mantinha tão próximo que não havia como se esconder. Não havia como ficar tenso ou se fechar ou manter segredos.

Sherlock fez um ruído, que ressoou na garganta dele. John sentia todos os dedos dele. No pescoço, nas costas... As suas mãos ficaram penduradas feito bobas ao lado do corpo. Como se nem estivessem na mesma cena que as mãos dele. Como se John não estivesse na mesma cena.

Sherlock devia ter notado, porque interrompeu o beijo. Tentou limpar a boca no ombro da camiseta, e fitou-o como se a visse pela primeira vez desde que ele ali chegara.

– Ei... – disse ele, tomando fôlego, focando. – Tudo bem? Você tá bem?

John olhou-o no rosto, tão cheio de alguma coisa que ele não decifrava. O queixo pendeu à frente, como se a boca dele não quisesse afastar-se da dele.

Ele o tocava em todos os lugares que John tinha medo de que alguém tocasse...

John tentou pela última vez parecer envergonhada.

SHERLOCK

Por um segundo, ele pensou ter ido longe demais.

Não tivera essa pretensão; estava praticamente um sonâmbulo. E andara pensando em John, sonhando com ele, por tantas horas; o desejo o deixara perdido.

John permanecia imóvel nos braços dele. Por um segundo, ele pensou ter ido longe demais, que dera um passo em falso.

Então, John o tocou. Tocou-lhe o pescoço.

É difícil dizer por que essa vez foi diferente de todas as outras vezes em que ele o tocara. John estava diferente. Imóvel, e depois não mais.

Tocou-lhe o pescoço, depois riscou uma linha peito abaixo.

John era tão gentil, se comparado a ele. Talvez não o desejasse como Sherlock o desejava. Mas ainda que seu desejo fosse a metade do dele...

JOHN

Era assim que ele se imaginava tocando-o.

Do queixo para o pescoço para o ombro.

Ele era muito mais quente do que John imaginava

Ele tocou Sherlock com suavidade, meiguice, com receio de errar no toque.

SHERLOCK

Sherlock relaxou de encontro à porta.

Sentiu a mão de John na garganta, no peito, depois lhe pegou a outra mão e a pressionou contra o rosto. Soltou um barulhinho, como se estivesse magoado, mas decidira pensar no assunto depois.

Se ficasse tímido ali, não conseguiria nada do que queria.

JOHN

Sherlock estava vivo, ele, acordado, e aquilo era permitido.



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