História Elementals - Capítulo 11


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Categorias Avatar: A Lenda de Aang, Avatar: A Lenda de Korra, Teen Wolf
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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Aventura, Bishoujo, Bishounen, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Esporte, Famí­lia, Fantasia, Festa, Ficção, Ficção Científica, Harem, Hentai, Lemon, Luta, Magia, Mecha, Mistério, Misticismo, Orange, Policial, Romance e Novela, Saga, Sci-Fi, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Shoujo-Ai, Shounen, Slash, Sobrenatural, Super Power, Super Sentai, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência, Yaoi
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Necrofilia, Nudez, Pansexualidade, Sadomasoquismo, Sexo, Spoilers, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


E AIIIIN?!
COMO Q VCS ESTÃO?

Capítulo 11 - O que está fazendo?


Fanfic / Fanfiction Elementals - Capítulo 11 - O que está fazendo?

Um encapuzado estava caminhando pela estrada de terra. O seu corpo era coberto por um pano esfarrapado da cor marrom. Ele caminhava a passos lentos, como se admirasse a paisagem e queria passar mais tempo ali. Ele não movia a cabeça, nem a erguia, parecia querer se proteger do Sol. Ele cobria o torso com aquele manto, mas suas pernas pálidas eram exibidas devido ao tamanho pequeno do manto. Elas carregavam algemas e pedaços de correntes. Também era possível ver cortes cobertos de sangue seco pela parte exposta do seu corpo. O que um dia fora uma perna sadia, agora parecia um porco fatiado. Sua boca sussurrava algo sem qualquer ritmo, parecia sussurrar por sussurrar. Ele sentiu um cachorro se aproximar por trás, ele sentia a sede do outro de defender seja lá o que fosse. Uma sede que ele teve há muito tempo, talvez por isso não tenha revidado ou se defendido do animal que abocanhou sua perna ferida, sentindo o gosto férreo em sua boca. O animal mordia e puxava a carne de um lado para o outro, logo outro veio e começou a latir e rosnar para o encapuzado, que nada fazia para se defender. O encapuzado se abaixou e ergueu a mão para o cachorro que latia.

- calma, eu não quero ... – sua mão foi mordida pelo segundo cachorro, os dois caninos puxaram a carne que mordia, rasgando a mesma com os seus dentes.

- Melio, Ruim, parem já. Que coisa feia – repreendeu um homem que se aproximava rápido em uma carroça. O encapuzado, virou o rosto e viu que o que puxava a carroça era um cavalo de pele azul clara. “Estou perto da água” pensou enquanto via um homem velho e um pouco fraco fisicamente descer da carroça e tentar afastar os cachorros de si, mas os mesmos pareciam não querer saber de seu dono.

- Vamos, eu disse para pararem – ordenou os homens, mas nada dos animais soltarem a carne do outro que já sangrava novamente. – eu vou cortar a comida de vocês e vou deixar vocês amarrados – falou, mas não surtiu efeito algum. O encapuzado ergueu a mão livre e segurou o cachorro que mastigava sua perna com raiva. Ele o ergueu do chão, mesmo sendo menor que o velho. O homem se assustou vendo aquilo.

- eles são seus? – perguntou o encapuzado encarando o homem a sua frente.

- s-sim, queira me desculpar. Eles nunca atacaram um estranho assim antes – falou o velho e só então notou o estado do braço do outro.

- Pelos Deuses, o que houve com você? – perguntou encarando o outro. O braço que erguia Melio do chão estava com mais cortes do que a perna que o cão mordia. O velho podia jurar que um dos dedos do outro estava pendurado por um pequeno pedaço de seus músculos.

- nada – respondeu jogando o cachorro nos braços do dono. O homem teve de usar os dois braços para segurar o cão, que insistia em usar de suas duas bocas para latir para o encapuzado.

- você precisa de cuidados médicos. Precisamos arranjar hematita para cobrir seus ferimentos, ou você vai sangrar até a morte – falava o homem levando Melio até a carroça e o amarrando na lateral da mesma usando uma corrente que estava enrolada na carroça de madeira.

- Ruim, não é? – perguntou o encapuzado encarando o segundo cão que usava uma boca para lhe morder e a outra para rosnar e latir. – se não soltar a minha mão, eu vou te morder também – falou encarando o cão, o velho homem não ouviu, nem viu nada, mas logo Ruim estava se deitando ao lado de Melio, que ainda insistia em avançar contra o encapuzado.

- você lutou? – perguntou uma voz infantil e logo o encapuzado viu uma criança sair da tenda posta na carroça.

- ah, Zack, não seja invasivo com o rapaz – falou o homem cruzando os braços.

- desculpa, pai – falou o garotinho de cabelos ruivos.

- pai? – sussurrou o encapuzado olhando para o homem de cabelos marrons e logo depois encarando o garoto de cabelos alaranjados. O encapuzado decidiu não ouvir o sermão do homem para o garoto e se virou para caminhar, mas logo a voz do homem soou.

- vejo que está indo para ao reino dos felinos do norte, não gostaria de uma carona? – O homem e sua carroça logo alcançaram o encapuzado.

- não precisa, tenho pernas – respondeu o encapuzado continuando a caminhar sem encarar o homem e sua carroça, ele cheirava a humano.

- mas suas pernas estão feridas, se força-las, pode piorar – explicou o homem olhando o outro, que nem se quer virava o rosto para fitar Melio que tentava lhe alcançar. – Sem falar que assim podemos chegar mais rápido – falou o homem e a criança colocou a cabeça do lado de fora da tenda, mas na traseira da carroça.

- eu sou mais rápido do que sua carroça – respondeu encarando a criança deitada com a cabeça para fora, lhe encarando.

- mas está indo devagar, então por que não aceita? - perguntou a criança balançando os seus pezinhos enquanto encarava o maior.

- porque eu não preciso de ajuda – respondeu ainda encarando a criança.

- pode não precisar de ajuda, mas pode ser legal ter ajuda – a criança rebateu o comentário e uma pedra estava no caminho do encapuzado.

A criança sorriu imaginando a queda, mas, mesmo sem encarar o caminho, o encapuzado desviou da pedra. A carroça, por outro lado, não desviou de uma pedra, que fez a carroça dar pulo leve, mas que fez a criança desatenta se desequilibrar e cair da carroça. O garotinho via o chão se aproximar, mas logo o viu se afastar. Quando deu por si, estava na carroça novamente, mas com o encapuzado ao seu lado, os três, dentro da tenda posta ali para proteger as pessoas e o feno do Sol. A criança sentiu o encapuzado lhe soltar e o seu corpo cair na madeira da carroça. O garotinho soltou uma leve exclamação de dor.

- tome mais cuidado – falou o encapuzado se jogando no chão de madeira e encarando o garotinho a sua frente.

- Pai, eu não gostei do moço. Ele é mau – exclamou o garoto apontando para o encapuzado. O homem gargalhou e encarou os dois. A criança tinha uma cara determinada enquanto apontava para o maior.

- não foi ele que viu que alguém iria cair e ficou calado – retrucou o homem voltando a prestar atenção na estrada. O garoto criou um bico com seus lábios e cruzou os braços e desviou o olhar.

- mas ele ainda é mau – falou com menos convicção, seu pai riu novamente.

- deixa de birra, Zack – falou o homem e o garoto se emburrou mais ainda e se jogou do lado contrário ao do encapuzado.

Alguns minutos depois, o garoto pegou um violino e começou a tentar tocar. O encapuzado o encarou surpreso, para alguém que andava em uma carroça simples e trajava roupas mais simples ainda, eles eram bons de vida o suficiente para comprar um violino. O garoto era horrível naquilo. Tá, não era tão ruim assim, mas ele não conseguia determinar um ritmo entre as notas. O instrumento era um pouco grande demais para si, ele não conseguia alcançar as cordas com os seus dedinhos pequenos. O garoto pareceu perceber o seu olhar sobre si e lhe mostrou língua.

- onde conseguiu esse violino? – questionou apontando para o objeto. Ele era de uma madeira bastante bonita. O instrumento tinha um certo brilho e suas cordas pareciam bem resistentes. O homem que pilotava a carroça olhou para trás encarando os dois passageiros.

- o meu irmão que me deu. Bonito, não é? – perguntou enquanto colocava o instrumento no colo.

- é sim – respondeu o encapuzado.

- o instrumento é bonito, mas o som que você tira dele é horrível – Brincou o pai da criança e a mesma o encarou emburrada.

- OLHA, O SENHOR NÃO VEM, NÃO. EU AINDA QUEBRO ESSE VIOLINO NA SUA CABEÇA E FATIO VOCÊ COM ESSE ARCO – gritou o garoto encarando o seu pai. O adulto apenas riu enquanto se desculpava pelo comentário. Os dois viram o encapuzado rir pela primeira vez. O rapaz ria da cena pai e filho dos dois a sua frente. Pai e filho se entreolharam para depois encarar o encapuzado.

- não é tão ruim assim – comentou e o garoto sorriu.

- você acha? – perguntou animado enquanto se aproximava do outro.

- sim, você só não consegue alcançar as cordas direito – explicou imitando o gesto de pressionar as cordas com os dedos da mão esquerda.

- você sabe tocar? – perguntou o garoto e o encapuzado meneou.

- um pouco – completou.

- então por que não toca um pouco para nós? Espero que seja melhor do que o meu filho – brincou ainda encarando a estrada.

- eu estou avisando, pai Lout – reclamou o garoto balançando o violino com uma mão.

- não faz isso – reclamou o encapuzado tomando o instrumento da mão do menor.

- deixa ele, esse garoto sem esse violino é um bem para a nação – brincou Lout vendo o filho avançar em si.

- EU JÁ DISSE PRA PARAR – gritou o garoto dando um soco na cabeça do pai.

- está bem, está bem – falou o homem. O garoto iria pronunciar mais alguma coisa, mas o som do violino em uma melodia lenta tirou a atenção de pai e filho. Os dois olharam para trás e viram o encapuzado com o violino sobre o ombro e movendo o arco enquanto os seus dedos pressionavam as quatro cordas do instrumento.

- nossa – sussurrou Zack voltando a se sentar de frente para o encapuzado. Lout apenas voltou a encarar a estrada, mas vez ou outra olhava para trás no intuito de ver o outro tocar. A música durou alguns poucos minuto, mas foram o suficiente para prender a atenção de Zack ao ponto de o garoto apenas encarar o rapaz a sua frente boquiaberto, sem nem piscar. Lout riu da reação do filho.

- obrigado – O encapuzado estendeu o instrumento para o garoto, mas Zack nem se moveu. Lout riu da reação do filho, mas logo o seu sorriso sumiu ao ouvir o som de búfalos-tatus. Os animais galopavam rapidamente em direção a carroça.

- pai, são cavaleiros de Lupus? – perguntou Zack em um tom amedrontado.

- não se preocupe, garoto. Vamos deixar eles para trás – falou o humano agitando as rédeas e fazendo o cavalo começar a correr. Zack viu que os búfalos vinham das laterais da estrada atrás deles.

- Pai, eles estão levantando pedras – falou o garoto vendo os cavaleiros erguerem rochedos ainda montados em seus búfalos.

- use sua terra, garoto – falou Lout vendo Zack o encarar com medo.

- mas eu não sei direito ainda! – exclamou o garoto vendo o humano lhe encarar sério.

- você sabe. Agora use ou vamos ser esmagados antes mesmo de você conseguir ver o seu irmão – falou em um tom autoritário e o garoto, ainda com medo, assentiu.

Zack se posicionou no centro da tenda e entrando em posição. Ele bateu o pé no chão da carroça e ergueu a mão. Uma rocha se desprendeu do chão e se ergueu no ar, mas logo ela começou a derreter, virando lama. O encapuzado olhou aquilo e depois encarou o garoto. Zack tentou novamente, mas o mesmo ocorria diversas vezes. Os cavaleiros lançaram suas rochas e Zack começou a entrar em desespero. Ele ergui inúmeras pedras, mas todas viravam lamas e caiam no chão. A rocha já estava alcançando a carroça e o garoto já chorava por saber que seriam atingidos por aquele rochedo.

O garoto fechou os olhos, enquanto as lágrimas rolavam soltas. Uma música agitada começou a sair do violino. O ruivinho abriu os olhos e viu o encapuzado parado a sua frente, tocando o violino. O garoto deu um passo para o lado e viu que uma nuvem de poeira substituíra o rochedo que atingiria os três. O maior continuou a tocar o violino rapidamente, enquanto o fazia, Zack via a nuvem de poeira começar a se agitar e dar lugar a um tornado de poeira em pequena escala. Mas fora grande o suficiente para distrair os cavaleiros e derrubar alguns no chão. O humano e o garoto encararam aquilo surpresos. O rapaz continuou a tocar e a cada movimento de sua mão com o arco, uma lâmina de ar voava na direção dos cavaleiros. Alguns desviavam, outros lançavam rochedos nos ataques do rapaz.

 Zack pôde ver o maior ao seu lado aumentar o ritmo da melodia e agora as lâminas eram lançadas em maior velocidade e com uma maior área de ataque. O garoto vira as lâminas saírem cortando tudo. Atingiam o chão, as árvores, as pedras. Uma das lâminas atingiu o búfalo de um dos cavaleiros, decepando uma de suas patas. O animal se envolveu em sua carapaça, derrubando o cavaleiro pelo qual era montado e o esmagando com o seu peso. O garoto viu um dos cavaleiros saltar de seu bufalo e avançar contra a carroça usando apenas suas pernas. O homem era rápido, e sua armadura parecia não ter peso. O homem pegou sua espada e lançou um ataque contra o chão. Uma cratera começou a se abrir e ir de encontro a carroça. O encapuzado entregou o violino ao garoto e se jogou da carroça.

- O QUE VAI FAZER? – gritou o humano encarando o rapaz.

- não se preocupe comigo, apenas corra – falou o encapuzado jogando o seu manto para cima. O garoto viu os cabelos castanhos do outro balançarem ao vento enquanto o mesmo flutuava no ar.  O castanho tocou o chão com a ponta dos pés e assim que a cratera o alcançou, o chão explodiu. Zack entrou em desespero ao ver aquela quantidade de rochas e poeira se espalharem pelo ar.

- pai, volta – falou o garoto, mas o homem lhe ignorou e continuou avançando.

- pai – o garoto aumentou o tom de voz vendo o homem voltar a lhe ignorar e apenas avançar.

- você ouviu, ele parou pra gente se salvar. Se voltarmos, ele vai ter se machucado por nada. – o homem falou voltando a bater as rédeas na traseira do cavalo o vendo relinchar e aumentar sua velocidade. Logo um vulto de poeira passou por eles e atingiu a estrada, abrindo um enorme buraco. Lout imediatamente puxou as redes e o cavalo começou a frear. Mas não foi o suficiente, a carroça estava rápida demais. Uma das rodas de madeira passou pelo buraco e o veículo de madeira virou, derrubando criança e adulto no chão.

- merda – falou o homem sentindo sua perna doer muito.

Ao ouvir o som de rochas se movendo, o humano olhou para trás receoso. Mas logo a imagem do castanho atravessou as rochas e o mesmo voltou a encarar o cavaleiro, que agora se aproximava apontando a espada para si. O rapaz apenas jogou o corpo para trás e a espada passou por seu torso a poucos centímetros de lhe causar um corte, mas o mesmo não pôde ser dito do que um dia fora sua camisa. Instintivamente, o humano rolou para o lado, tentando sair do campo de alcance da batalha dos dois dominadores. Lout tentou se levantar, mas sua perna doía demais, ele procurou o filho ao redor e o viu caído com a testa sangrando.

- ZACK – gritou o humano e o garoto começou a acordar. O adulto se arrastou pelo chão para chegar a criança, mas logo um pé metálico pisou em seu braço. O humano gritou de dor e olho para cima. Ele viu o lupino fazendo força para empurrar a espada contra o adolescente de cabelos castanhos, que segurava a lâmina da mesma com as duas mãos. O castanho afrouxou o aperto de suas mãos na espada e a lâmina causou um corte em seu torso, jorrando sangue para os lados. O castanho não gritou, nem se quer grunhiu ou tomou uma expressão de dor na face. O castanho jogou suas mãos na direção do cavaleiro de armadura prateada e as girou antes de tocar o torso do homem com os dois indicadores.

- hm? Isso foi o seu ataque? – questionou o cavaleiro em um tom zombeteiro enquanto acertava o cotovelo na face do castanho o jogando para longe.

- vai ser aí onde minhas mãos vão adentrar você – falou o castanho enquanto o seu corpo caía. O cavaleiro riu e retirou o elmo.

- quem diria que lutar contra um vulpino seria tão fácil? – falou jogando o elmo nas costas do humano abaixo de si – o Raphael vai ficar feliz em saber que capturei dois intrusos e um vulpino – sorri vendo o humano gritar de dor com o golpe do elmo em suas costas. O lupino iria usar sua espada no humano, quando sentiu uma brisa passar por seu rosto. Quando a espada estava a centímetros do corpo de Lout, o cavaleiro percebeu que havia algo errado. Ele olhou para o seu corpo, sentia falta de algo. Assim que seus olhos caíram sobre o seu torso ele entendeu. Em sua armadura, haviam dois buracos e ambos sangravam. Ele olhou para trás e percebeu o castanho em pé, segurando um pulmão e um coração.

- c-como? P-por quê? – perguntou cambaleando para trás e sua espada se fincou no chão

- eu disse que minhas mãos entrariam em você, mas não disse que elas sairiam vazias – o castanho sorriu divertido para o homem e depois encarou pai e filho, ambos desacordados.

- me devolva... C-coloque de volta – ordenou o cavaleiro tentando erguer sua espada, mas ele já não tinha forças. Ele viu o eu coração bater nas mãos do castanho.

- sabe? Em muitas culturas antigas, quando se comia o coração de alguém, você adquiria a sua força. Em nossa espécie é considerado algo banal, mas eu não acho assim. Isso é natural e a natureza não é algo banal – falou revelando suas presas e lambendo as mesmas.

- o que vai fazer? – perguntou o cavaleiro se aproximando a passos lentos.

- estou fraco, preciso de força. Por isso vou pegar a sua – falou mordendo o coração do homem e o mesmo gritou vendo mais sangue jorrar de seu órgão e sujar a face olheia.

- não, por favor, eu te... – o homem não teve tempo de finalizar sua fala. Ele viu o castanho sumir a sua frente e logo o mundo começou a girar mais rápido.

- você já cumpriu o seu papel, não preciso mais de você – falou jovem com a cabeça do homem em mãos. O rapaz se aproximou do corpo do cavaleiro, que se mantinha em pé e golpeou-o com força usando a cabeça do mesmo, fazendo a mesma se encaixar no buraco por onde ele arrancou o coração do cavaleiro. O corpo caiu devido ao baque.

- é, foi divertido – falou arrancando mais um pedaço do órgão em suas mãos – mas você tem gosto ruim – comentou jogando o órgão por sobre os ombros e se aproximando dos dois corpos ali deitados e os encarou sério e depois lambeu suas presas novamente em um sorriso divertido.

 

 

Já faziam três horas que Cora treinava com Lance naquele dia e já se faziam dias que eles começaram a treinar. A garota estava mais habilidosa, isso ninguém poderia negar. Cora tinha o dom da batalha. A garota de pouca idade avançava contra o seu mestre usando o seu bastão de madeira. Ela atacava o mais velho com agilidade, enquanto Lance bloqueava todos usando as duas mãos. Demorou três dias para que Cora o fizesse usar as duas mãos em um único bloqueio, agora, ele as usava em todos. Melissa olhava os dois orgulhosas. Orgulho de Cora devido ao dom e a incrível capacidade da mesma de aprender todos os ensinamentos passados pelo adolescente a sua frente. Orgulho de Lance por saber que o seu aluno já era um bom professor. A morena via o loiro desviar dos golpes desferidos pela criança. Cora soava muito, mas conseguia manter o bastão firme em suas mãos. Qual não foi a surpresa da mulher ao ver Cora lançar um rochedo em Lance usando apenas sua lança e não as mãos.

- Parabéns – falou o loiro repetindo o ato da princesa, mas a garota usou do bastão para saltar o rochedo e contra atacar Lance.

- por hoje chega – falou o rapaz parando o bastão da aluna no chão usando o seu.

- Ah, mas já? Eu nem me cansei – reclamou a garota se apoiando no bastão enquanto tentava recuperar o fôlego.

- Cora, você está quase colocando os bofes para fora – reclamou o maior e a garota suspirou.

- tá bom, mas amanhã bem cedo eu queiro você no castelo, mestre – falou a garota começando a correr na direção de sua tia Melissa.

- não esqueceu de nada? - perguntou a mulher assim que a criança se jogou em suas pernas.

- é mesmo – falou a garota voltando correndo até o seu professor e se curvando na frente do mesmo, o maior repetiu o ato e sorriu, vendo a garota voltar correndo até o castelo. Melissa se aproximou do rapaz, que caminhava na direção da saída.

- eu posso falar com você? – perguntou a McCall sorrindo para o loiro.

- Claro – respondeu encarando a mentora.

- Lance, podemos entrar? É que, o assunto é sério e não sou só eu que vou participar – falou a mulher começando a puxar o menor pelos ombros em direção ao castelo.

- e quem vai? – perguntou o outro estranhando o rumo daquela história. Assim que chegaram a sala do trono, Lance pôde ver que estavam todos ali. Alexander, Thalia, Raphael, Ken, Noshiko, Kira, Laura, Derek e Scott. Eles estavam a conversar, mas pararam ao ouvir a porta sendo aberta. Logo que o loiro se fez presenta ao lado de Melissa, Derek o encarou furioso.

- o que ele faz aqui? – perguntou cruzando os braços e formando um semblante irritado.

- me pergunto a mesma coisa – respondeu o loiro suspirando ao ver Alexander e Raphael o encararem.

- precisamos de ajuda. Você cresceu no templo, sabe interpretar mensagens de oráculos – falou Melissa empurrando o loiro até o lado de Alexander, mas Derek logo se colou no meio, assim como Raphael.

- e? - perguntaram Derek e Lance ao mesmo tempo. O loiro percebeu que todos estavam ao redor de um mapa do mundo.

- isso é uma estratégia de guerra? – perguntou vendo apenas quatro peças sobre o mapa.

- mais ou menos – confirmou Thalia vendo o loiro encarar a mesa confuso.

- com só quatro peças? – perguntou e logo ouviu o rosnado de Derek.

- o que um ferreiro sabe sobre táticas de guerra? – perguntou vendo seus pais lhe encararem feio e o loiro suspirar.

- sinto muito, mas não posso ajudar vocês – falou já se retirando do local. Assim que Lance ficou a metade de distância da porta, Alexander se pronunciou.

- O rei que o demônio enfrentar, em sua missão perecerá. Somente a luz dada pode, ao demônio, a morte entregar – falou o rei e o adolescente parou. Lance parecia refletir aquelas palavras.

- quem disse isso? – perguntou se virando para encarar o rei.

- foi Cora – disse Thalia se aproximando do loiro – por favor, um grande mal se soltou e precisamos deter ele antes que se fortaleça. Pode nos ajudar? – perguntou a mulher e o loiro pôde ver Raphael o encarar feio. Lance ponderou por alguns minutos.

- Por favor, o meu pai está dente, se ele for o rei, ele pode morrer – implorou Laura encarando o loiro. Lance suspirou e voltou para perto da mesa.

- O rei, pode se referir a Alexander, mas também ao eu sucessor. Se essa é uma profecia de um oráculo, ela pode se referir a um futuro próximo e Derek está quase na idade de poder tomar o controle – disse o loiro pegando as peças que estavam sobre a mesa e mais algumas que estavam ao lado.

- é príncipe Derek, para você – falou o moreno encarando o loiro. Lance apenas ignorou e continuou o que fazia.

– antes de tudo, preciso saber da história completa – falou e os adultos, com exceção de Raphael e Ken, lhe explicaram tudo.

- entendo, suspirou. Então isso muda tudo – falou pegando mais alumas peças, um par de cada animal e colocou em seu devido lugar no mapa.

- o que é isso? – perguntou Scott vendo Lance espalhar peças com cabeças de Lobo, raposas, Leões e Serpentes pelo mapa.

- vocês, Senhor e Senhora Yukimura, conseguiram lutar contra ele mesmo ele estando preso há décadas? – perguntou o ferreiro vendo os dois maiores negarem com vergonha.

- então é isso – falou dando de ombros e encarando o seu trabalho no mapa.

- isso o quê? - perguntou Derek encarando o mapa confuso.

- o rei não se refere só a Alexander, mas todos vocês – explicou encarando todos o fitarem confuso.

- desenvolve – falou Kira vendo o loiro suspirar.

- tecnicamente, os seus pais são os únicos vulpinos puros na idade adequada, então eles são como os reis dos vulpinos do Norte e do Sul. Alexander e Thalia são os reis de Lupus do Norte. Melissa era para ser a sucessora de Lupus do Sul quando Thalia se casou com Alexander, isso a faz quase a rainha de lá e como Raphael se casou com ela, ele é como o rei. Os whittemore o enfrentaram também e agora são os reis dos Draconis do Norte. Os Daehler são os de Draconis do Sul e os enfrentaram também. Vocês se acomodaram durante esse tempo enquanto ele se fortalecia. Ficaram cegos pela glória e agora ele pode acabar com vocês. Se vocês o enfrentarem, vocês morrem – falou o loiro e os outros lhe encaravam surpresos e amedrontados.

- o que foi? Foi o que eu entendi da profecia. Reclamem com o oráculo – falou dando de ombros e começando a sair do local.

- Mas e a parte da luz dada? – perguntou Kira encarando a garota a o garoto a sua frente. Lance ficou um tempo pensativo. Ele olhou todo o ambiente.

- todo vocês tem filho, não? – perguntou e os adultos se encararam. – então, luz dada, dar a luz – falou gesticulando com as mãos, mas todos pareciam não compreender.

- a luz dada são os filhos de vocês – ele falou com cara de tédio e todos fizeram uma expressão de compreensão.

- entendi – falou Alexander encarando o loiro.

- MAS NEM FODENDO QUE EU VOU MANDAR MEU FILHO ENFRENTAR AQUELA COISA – gritou Raphael se aproximando do loiro e o erguendo pelo colarinho – está querendo matar eles? – perguntou encarando o loiro com fúria nos olhos.

- eu já disse. Eu só traduzo, reclame com o oráculo – falou o loiro e Alexander se aproximou para intervir, mas já era tarde. Lance fora lançado na parede com raiva.

- Saia da minha frente, antes que eu arranque a sua cabeça fora – rosnou o moreno arrastando o loiro para fora da sala e o jogando de qualquer jeito. – se voltar a se aproximar desse lugar eu acabo com a sua raça – rosnou puxando o seu martelo de suas costas.

- É claro, isso iria cair como uma luva em suas vidas. Não é mesmo? – perguntou se erguendo e encarando o moreno a sua frente.

- como assim? – perguntou Laura encarando o tio confuso.

- calado – rosnou Raphael encarando o outro revelando suas presas.

- ou o quê? Vai me banir? Vai me despachar em outro reino? Me jogar numa vila de Trolls? Como se ... – o loiro foi cortado pelo moreno que avançou contra si e lhe jogou contra a porta de entrada do castelo com um golpe de seu martelo. O corpo de Lance pulou, rolou, girou e rodopiou no chão. Sua roupa possuía rasgos e seu corpo arranhões.

- eu já mandei calar a boca – rosnou o homem batendo o martelo no chão.

- e o que vai fazer se eu não me calar? – perguntou vendo os outros saírem do castelo para encarar o desfecho daquilo.

- eu livro a gente de você de uma vez – falou o homem manuseando o martelo e o fincando no chão.

- seria bom ver você tentar – falou o loiro abaixado. Lance movia as mãos com os seus dedos enterrados na areia.

- você não me deixa escolha – falou Raphael girando o martelo acima da cabeça.

- Raphael, não ouse – Alexander interviu, mas Raphael não deu ouvidos. O moreno desceu o martelo com força criando um som metálico no momento em que a lança de sua mulher e a de Lance se colocaram na frente de seu martelo.

- mas o que deu em você? – perguntou Melissa empurrando o martelo do marido e se colocando na frente do adolescente loiro.

- Eu só quero o melhor para a nossa família. Esse garoto quer que mandemos Scott lutar contra aquele demônio -  falou o homem avançando contra o loiro novamente, mas sua mulher sempre se colocava na frente do garoto.

- pra mim chega – falou Thalia rosnando e avançando contra Raphael, mas Ken segurou a mulher. Alexander tentou avançar contra Raphael, mas ele se sentiu impotente e o ar lhe faltou nos pulmões. Os quatro adultos se enfrentavam e Noshiko não conseguia tomar um partid. Lance estava ferido demais devido ao golpe de Raphael. Agora ele entendi por que o homem fora nomeado o líder da guarda real. Os adolescentes iriam interferir na briga do pai, quando um homem chegou correndo em um búfalo.

- CAPITÃO – gritou o homem, distraindo Raphael que perdeu o seu martelo para a mulher no mesmo instante.

- o que houve? – perguntou encarando o homem e depois encarando Melissa, que apontava sua lança para si.

- o pelotão do leste dizimado. Um sobrevivente disse ter visto um homem controlar o ar e o usar para atacar nossos homens – falou o homem e todos os adultos se surpreenderam com a notícia.

- é ele - sussurrou Ken. Raphael pegou o seu martelo e foi até o homem subindo no búfalo do mesmo.

- me leve até o local. Vamos acabar com isso agora – falou e o cavaleiro bateu o calcanhar no búfalo, o fazendo começar a correr.


Notas Finais


e AÍ?


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