História Elementals - Capítulo 13


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Categorias Avatar: A Lenda de Aang, Avatar: A Lenda de Korra, Teen Wolf
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NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Aventura, Bishoujo, Bishounen, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Esporte, Famí­lia, Fantasia, Festa, Ficção, Ficção Científica, Harem, Hentai, Lemon, Luta, Magia, Mecha, Mistério, Misticismo, Orange, Policial, Romance e Novela, Saga, Sci-Fi, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Shoujo-Ai, Shounen, Slash, Sobrenatural, Super Power, Super Sentai, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência, Yaoi
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Necrofilia, Nudez, Pansexualidade, Sadomasoquismo, Sexo, Spoilers, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


OLHA EU AQUIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII


hueheuheeuuehuehu

Capítulo 13 - Strike Final


Fanfic / Fanfiction Elementals - Capítulo 13 - Strike Final

Derek estava encarando os adultos ali, parados a sua frente. A coisa estava tensa. Talia, Alexander, Noshiko, Ken, Melissa e Raphael.  Todos sentado em frente a mesa com expressões sérias. Raphael dedilhava na madeira da mesa, enquanto encarava a mesma. Melissa estava sentada a frente do homem e não ao seu lado, como o de costume. Isso estava irritando o lupino nortenho. Ele sabia que a mulher ainda estava irritada consigo pelo ataque ao ferreiro. Mas também, o que ela queria? Aquele garoto queria que ele mandasse o seu filho, o seu pequeno filhote, para enfrentar aquele demônio. Mas Raphael não permitiria isso. Mas nem fodendo que ele deixaria Scott se quer se aproximar daquele rapaz.

Alexander estava sentado na cadeira da cabeceira encarando a madeira como se ela tivesse todas as respostas para o seu problema. Talia estava tensa sentada entre Melissa e Alexander. As irmãs estavam de mãos dadas há horas. Elas acariciavam as mãos uma da outra. Fazia tempos que Derek não as via assim. Ele encarou a irmã mais velha, Laura, que lhe encarou de volta com a mesma preocupação do moreno. Scott encarava os pais com tensão no olhar. Eles estavam brigados desde a discussão com o ferreiro, na qual Lance saíra ferido. Ken encarava os velhos amigos com seriedade, analisando como todo mundo estava se portando diante da situação tensa pela qual passavam.

- o que estamos esperando mesmo? – perguntou Derek vendo que nenhum dos adultos falava absolutamente nada.

- Derek, esse é um assunto delicado – falou Talia encarando o filho.

- Podem ao menos no explicar o que é tão complicado? – perguntou Laura encarando os pais.

- Laura – sua mãe suspirou desapontada. Ela não queria tocar nesse assunto. Nenhum deles queria.

- qual é, mãe? Vocês vivem falando Genim isso, Genim aquilo. Sempre dizendo que ele é cruel, forte e completamente maligno, mas não dizem o que ele fez ao certo – argumentou Laura e Talia suspirou. A filha mais velha estava certa. Eles vivam dizendo que Genim era um demônio, cruel e astuto. Falaram que ele destruiu o próprio reino, que eles prenderam ele no prisma. Mas nunca falaram da guerra contra ele.

- bom, nós prendemos o Genim no prisma. Mas não foi nada fácil. – falou Talia encarando os jovens a encararem.

- nós nos conhecemos antes da batalha. O rei dos draconis do Sul pediu ajuda de todas as nações para enfrentar um demônio que havia destruído o reino de Vulpus do Sul. Quando chegamos lá, nos conhecemos e, no mesmo dia, partimos para enfrentar o demônio – falou Melissa acariciando o braço da irmã.

- descobrimos que o demônio assassino, na verdade, era uma criança de sete anos de idade, mesma idade que Cora – falou Alexander o os jovens pareceram ficar surpresos.

- nós o enfrentamos por semanas, mas depois de um tempo, ele fugiu. Ele viajou para o reino de Vulpus do Norte e nós o seguimos. Chegando lá, encontramos tudo destruído e ele ajoelhado no centro do castelo. Nos enfrentamos mais uma vez e ele voltou para o reino de Vulpus do Sul – falou Ken vendo os adolescentes o encararem.

- Caralho. Ele só foge, foge, fgoe. Tem certeza de que ele é tão forte assim? – perguntou Derek e Rafael sorriu nasalado.

- Garoto, eu nunca vi, até hoje, em minha vida inteira, uma criança fazer o que ele fez – falou Rafael se lembrando da guerra.

 

 

 

Eles já estavam há alguns meses naquela guerra maluca. Rafael ainda não acreditava no que presenciava. Vários homens, vários. Tanto draconis, quanto lupinos e felinos. Todos fracassavam em tentar deter aquela criança. Eles haviam voltado para o reino de Vulpus do Sul, ou o que um dia foi aquele reino. Alexander, Rafael, Talia, Melissa, Ken, Noshiko, Chris Argent; rei de Felus do Norte, Victoria Argent; rainda de Felus do Norte, Alan Deaton; príncipe de Felus do Sul, Marin Morrel, noiva de Deaton, Matt Daehler; atual Rei de Dracus do Sul, Gordon e Margaret Whittemore, atuais reis de Dracus do Norte. Todos eles estavam em pé, na saída do reino, próximo ao acampamento. Encaravam a batalha travada entre o demônio e os seis exércitos unidos.

Mas a união deles não estava bastando. Melissa encarava horrorizada os pilares de pedra que vez ou outra eram criados pela criança, lançando homens e mais homens aos ares. Ou então as explosões que a criança criava quando dominava o fogo. Era incrível. Homens e mais homens mais do que bem treinados, caiam diante de um inimigo tão jovem. Rafael tinha o instinto de fechar os olhos sempre que via homens e mais homens caindo ao chão, ou sendo pendurados por um espinho de gelo, que tomava a cor vermelha quando banhado pelo sangue de suas vítimas.

Aquilo era demais para qualquer um.

Eles viram um grupo de homens se aproximar, carregando um homem ferido. Melissa e Deaton correram de encontro aos homens. O primeiro que identificaram fora Clarancy, o humano linguarudo e engraçado. Ele carregava o homem pelo braço. Melissa e Deaton foram permitidos a analisar os ferimentos do homem. Eles esperavam bastante ferimentos no corpo alheio, mas assim que retiraram a armadura do homem, não esperavam se deparar com um homem quase à beira da morte, com grandes buracos espalhados pelo torso e alguns pedaços de órgãos estavam expostos.

- precisamos de vocês lá. A coisa está muita séria. Metade dos lupinos estão no chão depois das últimas explosões – falou o humano encarando os membros das famílias reais.

- Nós iremos. Mas não podemos fazer muita coisa. Essa criança é pior do que imaginávamos. Ela nem se quer dorme. Quando se acalma, volta a chorar, quando nos vê se transforma novamente – falou Gordon encarando o humano menear em compreensão.

- você não me parece ferido. Como consegue? Os melhores guerreiros de cada reino já passaram por aqui, feridos, sem chance alguma de retorno a batalha –perguntou Victoria encarando o humano.

- sabe como é, minha rainha. O Clarancy é perfeito – falou o homem referindo-se a si mesmo em terceira pessoa, enquanto girava uma adaga entre os dedos.

- deixe de papo, Clarancy. Vamos logo enfrentar aquela coisa – falou Rafael segurando firme em seu martelo.

- larga de ser tão chato, cara – falou o humano se virando e começando a caminhar de volta para o campo de batalha.

- por favor, o levem para a tenda médica. – falou Melissa apontando a direção da tenda para que os homens depositassem o seu companheiro ferido lá.

Os quatorze guerreiros avançavam com velocidade contra o campo de batalha. Mas nenhum tão rápido quanto Noshiko e Ken. Eles se sentiam responsáveis por aquela guerra, de algum modo. Assim que chegaram ao campo de batalha. Clarancy fez sinal para que parassem. Era incrível como o humano conseguia acompanhar os dominadores, que possuíam suas feras interiores e portanto, maior velocidade agilidade do que os humanos. O humano olhava para os lados preocupado, o que fez com que todos os treze membros da realeza ficassem atentos a qualquer movimento.

- o que houve? – perguntou Alexander encarando o humano. Ele não sentia nada, nenhum perigo, nenhum ataque. Nada. Mas Clarancy parecia apreensivo.

- há algo errado – falou o humano olhando o campo. Os tremores haviam parado, no momento. Os gritos também. Mas eles ainda ouviam explosões

- parou – se pronunciou Victoria olhando para o chão e depois para onde estaria o demônio. As pupilas de seus olhos se tornaram ovais e finas. A mulher pôde ver o que ocorria a quilômetros com bastante clareza – o que ele está fazendo? – perguntou a mulher vendo o garoto, ainda flutuando, mas com as mãos erguidas e os elementos pareciam lhe rondar.

- eu não sei – respondeu Chris fazendo o mesmo que a mulher fez com os olhos. Deaton já estava mais adiantado que os dois e anotava tudo em uma espécie de livro, enquanto desenhava perfeitamente a cena.

- parece uma espécie de encantamento – falou Deaton e Melissa se aproximou para ver o que o outro desenhara.

- parece implorar aos deuses por algo – falou Melissa e logo um clarão surgiu no campo de batalha.

Eles olharam para frente e puderam ver o céu, antes coberto de nuvens negras, agora se abria, revelando o brilho do Sol. Mas algo estava errado. O brilho estava mais intenso.

- mas o que... – Chris tentava entender o que seus olhos alcançavam.

Genim estava sorrindo enquanto o seu corpo era banhado pela luz do Sol. Logo a chama que rondava o seu corpo aumentou de tamanho. Genim bateu com as mãos unidas e a chama se encolheu. O garoto tocou a chama com o dedo e a mesma se prendeu ali. O garoto apontou para o chão, onde dezenas de Draconis se preparavam para lançar um ataque com chamas. Os draconis dispararam e Genim também. As chamas vermelhas se tocaram, se espalhando pelo ar.  Logo a chama dos draconis passou a engolir a chama do garoto. Os guerreiros que assistiam comemoravam vendo a chama dos companheiros engolir a do demônio e logo após o mesmo. Os homens intensificaram a chama e Gordon e Margaret suspiraram aliviados vendo os homens vencerem o demônio. Eles pararam as chamas e algo caiu no chão.

Finalmente.

Tudo havia acabado. Melissa abraçou a irmã em comemoração. As duas não paravam de gritar. Rafael jgou o braço por sobre os ombros de Alexander o os apertou sorridente. Todos comemoravam ao seu modo. Exceto Clarancy. O Homem encarava tudo um tanto quanto intrigado. A desconfiança lhe dominava. Havia sido muita batalha, muita guerra, muito sofrimento, muita dor. E era assim que terminava? Uma simples rajada de chamas feita por dezenas de draconis? Só isso? Não. Tinha de haver mais.

- esperem – falou Clarancy e os treze pararam de sorrir.

- o que houve, Clarancy? Não está feliz? – perguntou Noshiko encarando o rapaz a sua frente. O humano estava de costas para os amigos, enquanto encarava o local onde antes se encontrava o demônio. Ele não enxergava nada devido a grande distância.

- está brincando? – perguntou o humano encarando os treze com indignação.

- o que? Qual o problema? – perguntou Gordon e Deaton pareceu acordar para a situação.

- foi fácil demais – respondeu Alan e todos encararam as pupilas do outro se afinarem.

Deaton procurava o corpo do garoto, mas tudo o que encontrou, em meio a terra e cristais de gelo, fora um objeto branco como o gelo. O objeto possuía a forma de um feto, mas tinha proporções maiores. Quando Victoria e Chris usaram a mesma técnica de Alan, os olhos de águia dos Kim, foi que tudo começou. O objeto começou a tremer e a levitar. Os draconis encararam o objeto em confusão e temor. A coisa começou a rachar, enquanto tremia no ar. Numa pequena explosão de cristais de gelo, Genim se libertou. O garoto estava de peito cortado, marca de garras. Mas eram as próprias garras. Ele estava com as mãos cobertas de sangue, do próprio sangue. O garoto levou o dedo até os lábios.

- é só isso o que tem a me oferecer? – perguntou com sua voz bifurcada.

- não pode ser... – sussurrou Gordon vendo o garoto mergulhar na direção dos guerreiros. O castanho passou por todos, apenas o tocando com as pontas dos dedos. Os homens o encararam confusos. Esperavam estar mortos. Genim sorriu e estalou os dedos. Cada homem tocado pela ponta de seus dedos explodiram em chamas roxas.

- mas o quê? – perguntou Chris e Genim moveu uma mão na direção dos quatorze guerreiros ali presentes. Algo começou a avançar contra eles por baixo da terra. Todos desviaram quando uma chuva de espinhos de pedras começou a vir de baixo da terra.

- filho da mãe – rosnou Gordon e logo todos avançaram contra o demônio.

Aquilo já estava fora de controle. O Whittemore jogou o braço de um lado para o outro e de sua mão surgiu uma lâmina de fogo que voou na direção do demônio. O garoto apenas colocou os braços na frente do ataque e fechou os olhos. Assim que a chama lhe atingiu e se apagou, o garoto abriu os olhos, apenas para encarar o martelo de Rafael lhe atingir na face. Genim despencou de cabeça para baixo. Quando o seu corpo estava quase atingindo o chão, Genim abriu os olhos, se deparando com os olhos de Deaton. O homem cerrou o punho e socou o abdome infantil. Genim não entendia o que sentia e ninguém o que via. Parecia que vários Genim’s começaram a surgir, cada uma com a imagem mais fraca do que o outro. Eles pareciam estar sendo puxados para trás, mas os seus corpos começaram a ir para frente. Assim que Genim se tornou um novamente, o seu corpo voou para longe de Deaton e o chão ao redor se rachou.

-caramba – falou Rafael vendo o negro voltar a colocar as mãos ao lado do corpo.

Melissa não perdeu tempo. Ela concentrou sua energia em seu corpo, aproveitando que o corpo de Genim voava em sua direção. A mulher bateu com a lança no chão e um espinho de terra, envolto em gelo surgiu. O corpo da criança atingiria a ponta afiada em cheio, se a mesma não tivesse manobrado o próprio corpo no ar, segurando a ponta de gelo, antes de seu corpo a atingir e ser perfurado por ela. A criança saltou, com os olhos ainda brilhando em negro. Aqueles mesmos olhos que assustam Melissa desde que ela os viu pela primeira vez na única torre em pé do castelo de Vulpus do Sul.

Genim deslizou pelo grande espinho de gelo, indo de encontro a Melissa, mas um brilho prata surgiu em seu caminho e logo o espinho de gelo se partiu e Genim caiu junto com a parte em que estava. Ele avançou contra Melissa novamente, mas a imagem de Talia surgiu em seu caminho. O garoto ergueu a palma da mão e a mulher desferiu um corte horizontal com a espada que usava. Um som metálico foi produzido. A garota notou que a criança havia materializado uma rocha na mão, impedindo que a lâmina o tocasse. Alexander saltou girando o seu grande machado de duas lâminas sobre a cabeça. Assim que iria desferir o golpe, o garoto o olhou com os olhos negros com um pequeno ponto branco no centro. O vento começou a se mover contra Alexander e o rapaz parou no ar, logo o movimento do ar se tornou tão forte que jogou o Hale para trás.

Melissa avançou contra a criança, acertando a lâmina de sua lança acertar o rosto infantil com expressões severas. Genim saltou para trás ao sentir o impacto da lâmina em sua testa, protegida por outra pedra materializada. Assim que o garoto conseguiu aterrissar em pé, ele ergueu a cabeça e uma flecha com um laço amarrado no final de sua extensão surgiu em seu campo de visão. O garoto conseguiu desviar da flecha, rolando para o lado. Aqueles guerreiros estavam dando trabalho. Mais algumas flechas com laços na extensão voaram, cortando o ar em sua direção, mas a criança desviou de todos. Ele não conseguia tempo para trabalhar em um ataque forte. Ele procurou quem conseguia disparar tantas flechas em um período tão curto de tempo, encontrando Victoria, movendo a mão direita com velocidade, para conseguir alcançar as flechas em sua aljava.

Em um dado momento, Genim conseguiu interceptar uma das flechas de Victoria e saltou para detrás de uma rocha que estava em pé. As flechas que Victoria lançou atingiram a rocha. A mulher já havia atirado uma flecha que acertaria Genim caso ele saísse pelo outro lado da rocha. E a intuição da mulher acertou em cheio. O garoto de cabelos castanhos saia do outro lado em um salto, mas em seu pequenino braço, havia um arco feito de pedra, usando o pequeno pulso como eixo. O garoto usava a flecha de Victoria como munição, mas a ponta de flecha brilhava em vermelho. Todos se surpreenderam, ao ver a flecha lançada pelo garoto cortar a flecha disparada pela Argent. A flecha se aproximava de Victoria com velocidade e a atingiria em cheio, se Rafael não surgisse no caminho e acertasse a flecha com o martelo. Mas o resultado fora inesperado. No impacto entre flecha e martelo, uma grande explosão fora criada, jogando Rafael e o seu martelo para trás. O garoto concentrou o ar nas mãos, formando uma flecha e a prendeu na corda de agua do seu arco.

A flecha zuniu na direção de Rafael, que ainda se levantava, mas o garoto perdeu o foco no moreno quando sentiu um pé acertar as costas de seu joelho, lhe forçando a se ajoelhar e errar o alvo. Clarancy, que havia chutado o garoto, socaria a nuca do mesmo, mas Genim se virou, acertando Clarancy no peito com o arco de pedra preso ao seu pulso. Clarancy voou com o golpe e seria acertado por um flecha de fogo do pequeno castanho de olhos negros, se Deaton não tivesse surgido do nada ao lado do menino e acertado um soco com a sua mão coberta de gelo no pulso do garoto, quebrando o arco de pedra. A pedra despencou, mas logo voltou a mão do garoto, tomando agora, a forma de uma espada. Genim tentou golpear Deaton com a espada de pedra, mas o negro segurou o cabelo do garoto e o puxou para perto, desfazendo o equilíbrio da criança. O homem chutou a face do garoto, o fazendo voar alto, deixando uma trilha de sangue no caminho.

Margaret saltou, indo de encontro ao corpo da criança e a abraçou pelas costas. Genim se surpreendeu com o ato, ficando estático. Das costas da armadura da Whittemore, duas asas de fogo enormes surgiram e a impulsionou para cima, levando a criança junto consigo. Margaret inclinou o corpo para trás. Dando a volta e rumando ao chão, com velocidade. Quando estava a poucos metros do chão, a mulher inclinou o corpo para trás novamente. A mulher soltou o corpo juvenil e passou a voar novamente. Genim, por outro lado, bateu com torso e cara no chão, arrastando ambos na terra, os cortando. Depois passou a dar voltas e giros, pelo chão.

Os dominadores podiam ouvir o som de alguns ossos se quebrando. Quando o corpo de Genim, ao bater numa pedra, se ergueu no ar, Rafael, com a pele avermelhada depois da flecha explosiva que rebateu da criança, surgiu ao seu lado e acertou a barriga da criança com o martelo, a fazendo bater forte contra o chão e abrindo um buraco no mesmo, o rachando. A criança cuspiu sangue e urrou de dor, mas o urro era grosso demais para uma criança. A garoto ficou imóvel, parecia tentar recuperar o folego. Rafael pôde ver os ferimentos da criança se curarem com velocidade surpreendente. O torso da criança, que estava esmagado pelo seu martelo, se inflou em questão de instantes, retornando ao normal.

- Pelos Deuses, o que é você? – perguntou Rafael.

O rapaz notou que precisava agir rápido e estava preparado para esmagar a cabeça do garoto com o seu martelo. Assim que Rafael iria desferir o golpe de misericórdia, o garoto abriu seus olhos. Eles brilhavam em âmbar. Um olhar tão doce e puro. Um olhar de dor. A musculatura de Rafael travou e o homem parou o ataque. Ele viu o garoto lhe olhar com os olhos marejados. O peito do McCall se apertou. Ele não aguentava ver uma criança chorar. O pequeno menino olhou fundo nos olhos de Rafael, enquanto começava a fungar. O adolescente se esqueceu de tudo. Da guerra, dos outros, focando apenas no olhar dolorido da criança. Esta que olhou ao redor, deixando as lágrimas caírem.

- você faz parte do exército deles? Também veio me matar? – perguntou a criança com a sua voz doce em um tom de dor tão intenso, que Rafael passou a compartilhar de sua dor.

- Sim. Eu vim – respondeu o mais velho e a criança olhou para a própria mão, que ainda apresentava o ferimento feito pelo soco de Alan. O hematoma sumia rapidamente.

- entendo. Vamos acabar com isso – falou a criança e Rafael voltou a erguer o martelo.

Os olhos do garoto voltaram a ficar negros e Genim bateu com a palma da mão no chão e um espinho de pedra surgiu, cortando o peito de Rafael num longo, mas superficial, corte. Jogando o homem para cima assim que a ponta do espinho, bateu na ombreira da armadura do rapaz. Melissa avançou contra o garoto e usou de sua lança, a girando para cima, criando uma escudo de lama. Genim protegeu o rosto quando a lama surgiu, mas assim que ela desapareceu ele pôde ver Melissa, ao longe, depositando um Rafael no ferido, no chão, com cuidado. A mulher passou a dominar a água, para tratar dos ferimentos do homem a sua frente.

Genim não deixaria assim tão fácil. O garoto avançou contra a mulher, mas duas lâminas se colocaram a sua frente. Alexander tentou acertar as pernas da criança com o seu machado e Talia tentou acertar o pescoço do garoto usando sua espada. Mas o castanho saltou, girando no ar, entre as duas lâminas. Assim que ambas passaram por si, a criança colocou um pé no chão, acertando o peito de Talia com o outro e a face de Alexander, que estava abaixado, com um soco. Os corpos de ambos voaram assim que uma rajada de vento saiu do pé e da mão do pequeno. Ele voltou a avançar contra Melissa, mas Noshiko e Ken se colocaram em sua frente. O casal golpeou o ar com suas katanas, fazendo um grande X de ar voar contra o garoto, que bateu o pé, no chão.

Um grande rochedo surgiu, bloqueando o ataque. Mas Não fora o suficiente, o ataque do casal quebrou o rochedo, espalhando poeira pelo local. O garoto deu um mortal para o lado, usando como evasiva. Ele jogou o braço para cima, fazendo uma pequena e brilhante chama correr pelo chão na direção do casal. Taia bateu com a mão no chão e um muro surgiu na frente de Noshiko e Ken. Gordon fez um X no ar, com as mãos, e um grande X de chamas surgiu, avançando contra o garoto. Genim se jogou para o lado, concentrado em desviar do ataque e atacar Melissa ao mesmo tempo. Tão concentrado, que nem viu o mais novo os guerreiros, Matt Daehler, se encontrava em seu caminho. O jovem gargalhou, começando a dar uma série de mortais para trás, sem sair do lugar, fazendo uma enorme chama vermelha surgir na trajetória feita por seus pés a cada mortal.

 O garoto rugiu de dor ao sentir suas costas desnudas serem queimadas pela chama do draconis. O garoto girou, gemendo, ao sentir uma flecha de gelo, disparada por Chris lhe atingir o ombro. Deaton surgiu a frente do garoto, golpeando o ombro ferido, fazendo a flecha de gelo sair pelo lado contrário ao que entrara. Deaton sumiu, dando lugar ao corpo de Clarancy, abaixado de frente para o castanho.

- Olá. Qual o seu nome? – perguntou dando um mortal para trás, acertando o queixo do garoto com o peito do pé, o erguendo do chão.

Em seguida, Clarancy saltou, acertando o joelho na barriga do garoto. O humano começou a girar para trás, em seu próprio eixo, repetindo o golpe que erguera o castanho do chão três vezes. Quando o garoto estava indo ao chão. O humano se colocou sobre o peito da criança. Quando ambos atingiram o chão, as costelas do menino perfuraram os órgãos do mesmo. A criança tossiu, cuspindo sangue. Clarancy sorriu, saltando para trás. Revelando um Matt sorridente mergulhar com o punho em chamas, na direção do garoto. Quando o punho do rapaz atingiu o menor, uma enorme chama se formou, engolindo ambos. Matt se afastou e todos encaravam a chama desaparecer aos poucos.

- agora foi – disse o Daehler cruzando os braços diante do torso de sua armadura reluzente. Mas o seu sorriso sumiu assim que a chama se apagou, revelando um Genim sério, flutuando, com quatro esferas rondando o seu corpo. Uma era de terra, outra de fogo, as outras duas eram de água e ar.

- fala sério. Esse carinha não morre? – perguntou Clarancy encarando a criança erguer as mãos aos seus e a velocidade das quatro esferas aumentar.

Estavam todos descrentes. Eles foram os únicos, em meses, que conseguiram acertar tantos golpes na criança. Enquanto a luta ocorria, os homens e mulheres que compunham os exércitos encaravam tudo perplexos. Nenhum se atrevia a entrar na briga. Os treze melhores dominadores de cada reino estavam ali, enfrentando aquela besta, mas nenhum de seus ataques parecia surtir efeito. As esferas pararam de girar e se fundiram ao corpo da criança. O corpo do garoto brilhou, cegando a todos por um momento. Assim que a luz se foi, eles voltaram a encarar o corpo da criança, que agora descia lentamente até encostar os pés no chão. O queixo de todos ali caiu.

- Acho que é um pouco injusto, todos com armaduras e eu quase nu depois de tantos golpes – falou a criança com sua voz demoníaca.

O corpo de Genim, agora, era coberto por uma armadura feita a partir dos elementos da natureza. O seu torso, braços e pernas eram cobertos por uma armadura de pedra. Mas suas luvas e botas eram feitas de gelo. Suas ombreiras estavam em chamas, assim como a calda enorme que surgia de sua cintura, mas possuía linhas de fogo em suas costas, que iam de sua nuca até a base da calda. O seu elmo era composto de terra, mas havia dois chifres enormes de gelo no topo do mesmo. Em suas costas, duas asas de ar estavam comprimidas. Deaton encarava aquilo pasmo. O negro cerrou os punhos e encarou a criança com seriedade.

- não tem jeito. Temos de usar o Strike final – falou e os outros menearam voltando a se posicionar para a luta.


Notas Finais


agora é que a porra pega
no próximo cap teremos a ultima parte, ou nn, da guerra dos reis contra o demônio
hueuehehue


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