História Elementary - Capítulo 3


Escrita por: ~

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Categorias One Direction, Zayn Malik
Personagens Harry Styles, Liam Payne, Louis Tomlinson, Niall Horan, Personagens Originais, Zayn Malik
Tags Colegial, Comedia, One Direction, Personagem Original, Romance, Zayn, Zayn Malik
Exibições 49
Palavras 2.395
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Crossover, Escolar, Esporte, Famí­lia, Festa, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Queen's House é um lugar real. A exposição foi criação minha.

Capítulo 3 - Queen's House


Fanfic / Fanfiction Elementary - Capítulo 3 - Queen's House

CAPÍTULO DOIS - QUEEN'S HOUSE

Zayn procurava a vaga M11 como se sua vida dependesse disso, e por mais que seja um pensamento extremista, parecia que dependia. O Toyota Pirus não estava à vista de Malik e logo ele pensou Helena havia o deixado para trás.

- Procurando alguém? – A voz de Helena soou em seus ouvidos e Zayn rapidamente se virou para a voz. Ele mal havia percebido que Helena Rose Clarke estava ao lado esquerdo do estacionamento, apoiada no capô do seu carro olhando para ele com um sorriso zombeiro nos lábios.

- Eu pensei que você tinha me deixado para trás – Ele coçou a cabeça de modo envergonhado. Ela pulou do capô do Toyota e abriu a porta do carro, indicando com a mão que era para ele se sentar no banco passageiro.

No portão da estrada da St. Paul, estava Henry Jett, um senhor de pouco mais de 40 anos que zelava pela entrada e saída dos alunos recém habilitados na direção.

- Pegue no seu braço, como se tivesse o machucado, faça cara de dor – Helena sussurra rapidamente e Zayn a encarou com uma interrogação no rosto – Só faça logo!

Zayn rapidamente colocou a mão no seu braço direito e expressou sua melhor cara de “machuquei minha mão, me leve para o hospital” possível. Quando Helena abaixou a velocidade para passar na guarita, cumprimentou Henry animadamente.

- Ei, Henry! Férias boas?

- Boazinhas, Miss Clarke. O que houve? Ainda não acabou o último horário – Mr. Jett franziu o cenho.

- Sabe como é, acidente no ginásio. Bola forte. Vou levar o Mr.Malik até St.Bartholomew para fazer um raio x – Ela diz sorriu e virou-se para Zayn, que ainda fingia estar com dor, mas rindo internamente pelo teatro que faziam – Bem, temos que ir, Henry! Espero que nosso United não nos decepcione domingo!

O Mr.Jett riu nervoso – Realmente. Estou bem ansioso. Melhoras para você, Mr.Malik. Bom fim de semana, crianças. Ah! Helena! Quase estava esquecendo. Você trouxe a autorização?

Zayn olhou para Helena Rose Clarke rapidamente e com os olhos levemente arregalados. Como ele pode ter esquecido da autorização? Praguejou baixinho, mas Helena simplesmente tirou um papel do bolso e entregou ao Mr.Jett com a face tranquila.

- Aqui está Henry! Até segunda! – E então ela acelerou e virou o volante levemente para a esquerda, andando uns metros até que St. Paul ficasse para trás.

- Então eu me machuquei e estou indo para um hospital fazer raio x? – Zayn comentou, agora relaxando o corpo no banco do carro – E você tinha uma autorização! Como?

Toda St. Paul sabia que a enfermeira da escola, Miss Pober, só autorizava a saída de alunos antes do termino do dia em caso de morte. Mesmo com febre e sinusite aguda, Zayn teve que aguentar todos os horários e aulas complementares a alguns meses atrás.

- Bem, talvez eu tenha feito uma grande encenação dizendo que talvez eu teria quebrado seu braço na aula de educação física e que “por Deus, Miss Pober, eu não vou me aguentar de culpa se ele estiver com o braço quebrado e eu não ajuda-lo a ir pelo menos fazer o raio x” e aqui estamos.

- Você a comprou com meia dúzia de palavras? – Ele abriu a boca, chocado.

- Não – Ela sorriu – Eu a comprei com algumas lágrimas convincentes. Bom, deixe eu te contar uma coisa. No segundo ano, nas feiras recreativas do último ano, Colin e eu fomos até o stand de química. Houve uma explosão, nada de grave, mas ele se assustou e torceu o tornozelo. Quando fomos a enfermaria eu disse a Miss Pober que havia sido um acidente e então ela me contou uma história.

“Quando ela era mais nova, terminando a faculdade, ela tinha um namorado – mas isso nem importa, não acrescenta nada na história – enfim, eles estavam discutindo em uma das escadarias e um idiota trombou com ela e ela perdeu o equilibro e o derrubou. Consegue imaginar a cena? O namorado dela rolou escadas a baixo porque ela se desiquilibrou. Eu não creio que tenha sido culpa dela, afinal, nem é culpa dela, todavia ela acha que é porque o namorado dela teve várias fraturas e traumatismos. Você entende o que eu fiz agora, Zayn? Usei algo que é o ponto fraco dela.”

- Isso não é... errado? – Ele perguntou, pensando em tudo o que ela havia falado.

- Vamos tentar de outra forma, sim? Ela me contou que sente culpa por ter feito alguém que ela gosta se machucar. Claro que ela ficaria solidaria se outra pessoa, no caso eu, passasse pela mesma coisa que ela passou. Eu perguntei se você queria fugir e você está aqui.

- Me sinto meio corrupto agora – Ele diz, abaixando a cabeça.

- Todos somos meio corruptos, Zayn – Ela diz baixo – Você faz Filosofia, certo? Hobbes e Rousseau dizem que “o homem nasce bom, mas a sociedade os corrompe”. Colar em prova é corrupção é mesmo assim muitos o fazem. O homem escolhe qual corrupção fazer, e nem eu nem você somos diferentes.

Ele assentiu, meditando nas palavras da garota. Eles estavam A206 e Zayn se perguntou a quanto tempo não passava por aqui. Ele morava relativamente longe de Greenwich (depende do ponto de vista: eu não tenho carro) e não vinha para essa direção, já que morava em Belvedere.

- Nós estamos indo para o Greenwich Park? – Zayn perguntou já reconhecendo a faixada Queen’s House, a grande mansão que foi feita a esposa do rei Jaime I, Ana.

- Mais ou menos. Você sabe, Queen’s House é uma propriedade da família real, mas a algum tempo atrás eles abriram a casa para uma exposição. Eu não tive tempo de vir aqui antes, então...

- Ah... – Ele balbuciou ainda olhando para o grande monumento branco a sua frente.

- Eu fui estúpida, não fui? – Ela perguntou, de repente – Eu intimei você a fugir comigo, meio que forcei Miss Pober, mesmo que ela não soubesse, a nos liberar e te chamei para ir em uma exposição de arte. E eu nem sei se você gosta disso.

Zayn respirou e tentou acumular todo o oxigênio que pudesse para fazer sua pequena e grande circulação funcionarem bem. Era a primeira vez que ele entrava em contato diretamente com Helena Rose Clarke e sinceramente? Ele estava muito bem.

- Não gostaria de estar em nenhum outro lugar – Ele respondeu baixo, olhando de soslaio para ela. Helena estava entrando no estacionamento do Greenwich Park quando Zayn continuou – Eu gosto. De desenhar. Grafitar. Não vejo diferença na arte que eu faço para a arte que está exposta ali a muitos anos. Só vai ser uma perspectiva diferente.

Antes de saírem do carro Helena sorriu para ele.

- Sabe, Zayn, eu gosto de você. Eu gosto do jeito que você pensa. Você tem ideias fixas e provavelmente é o mais equilibrado da nossa escola – Ela saiu do carro e rapidamente ele fez o mesmo, deixando sua mochila no carro (ela também havia deixado a dela, só trazendo consigo o celular, carteira e o molho de chaves) – Sabe, eu te conheço desde o primário, mas eu não te conheço. Isso faz sentido, certo? Quero dizer, estudamos juntos desde sempre e eu não sei nada sobre você.

- Você sabe que eu curso Filosofia e eu nunca te disse isso – Ele deu um sorriso amarelo envergonhado para ela e ela abriu outro sorriso para ele. Um tímido. – Vamos fazer o seguinte, certo? Você tem direito a dez perguntas e vice-versa.

Ela se aproximou dele, caminhando lado a lado e de súbito pegou as mãos de Zayn, que surpreso a olhou, todavia ela não estava olhando para ele e sim para a rua que deveriam atravessar; Malik suspirou, decepcionado por ela não estar segurando sua mão por livre e espontânea vontade, mas só para atravessarem a rua.

- Qual seu nome do meio?

Zayn se virou confuso para ela. E eles estavam ainda de mãos dadas.

- Jawaad.

- Bem, essa foi a minha primeira pergunta – Ela responde – Sua vez.

- Um filme? – Ele arriscou. Ele era péssimo para começar assuntos, tinha que admitir.

- Forrest Gump – ela responde automaticamente – Eu pensei que você iria me perguntar o meu nome do meio.

- Rose – Ele responde e ela arqueia a sobrancelha – Na oitava série, fazíamos produção de texto juntos. Uma vez a professora passou uma folha para assinarmos a chamada em vez dela chamar nossos nomes. O seu era o primeiro. Helena Rose Clarke.

- E você lembra disso até hoje? – Ela estava desacreditada – Meu Deus! Olha isso não foi uma pergunta do nosso jogo, ok?

- Imaginei que não fosse – ele riu baixo. Eles estavam agora na porta da Queen’s House. Havia uma pequena movimentação para comprar os ingressos. Andaram até o caixa 3. O valor do ingresso era 5 libras e iria para uma ONG que estava ajudando as vítimas do terremoto no Haiti. Zayn tirou a carteira do bolso, mas Helena protestou falando que gostaria de pagar.

- Não que eu seja feminista, Zayn, mas eu gostaria de ver meu dinheiro sendo utilizado para isso – Ela disse – Eu prometo que na próxima vez, você pode pagar o que quiser ‘pra mim.

Na próxima vez.

Isso fez uma animação extraordinária crescer dentro de Zayn. Ela disse que haveria uma próxima vez. Ela queria sair com ele uma próxima vez; ele não respondeu, apenas deixou que ela pagasse a sua entrada e depois o moreno fez o mesmo. Havia dois modos diferentes de se visitar exposições artísticas. Quando se tem um guia (ouvindo histórias de cada pintura ou escultura presente naquele edifício) ou por si só, ir vendo o que mais agrada ou o que mais te perturba.

E pelo que Zayn via, Helena era do tipo que ia por si só.

E não que ele estivesse reclamando, muito longe disso.

- Esse é o óleo de Ana, a esposa de Jaime I, para quem a Queen’s House foi construída. Geralmente essa pintura fica no museu marítimo, mas ela vai ficar por aqui uns dias.

- Como você sabe? – Zayn perguntou. A algum tempo Helena desgrudou suas mãos e ele já poderia dizer que sentia falta o toque dele na sua mão.

- Quando eu estava muito nervosa, irritada, chateada ou ansiosa meu pai me levava até o Museu Marítimo Nacional. Esse quadro ficava na área das grandes expedições.

- Sua vez – ele diz, numa voz brincalhona depois de passarem dois quadros que Zayn classificaria em ‘bizzaro’ e ‘dark’.

- Oh, sim, as perguntas – ela coloca a mão no queixo como se estivesse pensando seriamente em que perguntar – Já sei, e é uma pergunta que eu queria ter feito a algum tempo.

- Sem medo, pode falar – Ele a encoraja.

- Quantas tatuagens você tem?

Ele inclinou a cabeça para trás e riu – Do jeito que você estava eu pensei que você iria me perguntar se eu já roubei alguém, ou cometi algum tipo de crime.

- Bem, você já roubou alguém e cometeu algum tipo de crime? – Ela cruzou os braços os braços.

- Só um – Ele a encara sério, mas depois sorri – Eu fugi da St. Paul para ver uma exposição de quadros no Queen’s House.

- Isso não é um crime – Ela franziu o cenho.

- Você disse que era um tipo de corrupção, certo?

- Sim, mas – Zayn não deixou ela concluir.

- Corrupção é um tipo de crime, certo? Então conclui-se que como um mais um é dois, isso é um crime.

Ela riu – Não vamos perder o foco! Quantas?

- Não sei. Parei de contar depois da décima oitava.

- Dezoito tatuagens? Sinceramente! Como sua mãe deixou você virar um gibi humano? – Ela realmente estava curiosa.

- Algum tempo atrás, meu avô morreu. Eu era muito apegado a ele e gostaria de tê-lo comigo sempre por perto, mesmo que ele tenha ido. Achei que a melhor forma de homenageá-lo seria tatuando o seu nome.

- É um gesto bonito – Ela afirmou – Eu tenho três.

- Você só me mostrou duas – Ele acusou.

- Bem, você tem mais de dezoito e eu acredito que não tenha visto nem dez – Ela deu os ombros. Rapidamente os quadros foram passando e nada realmente chamou muito a atenção de Zayn – Eu sei que você deve estar achando tudo isso muito chato, Zayn, mas o que eu queria te mostrar, era aquilo ali.

Eles já estavam na saída da exposição. O sol ainda estava lá, mas se pondo lentamente. O céu alaranjado sendo engolido pelas arvores do Greenwich Park era realmente uma vista de tirar o fôlego. Mas então, o moreno percebeu que não era aquilo que ela estava apontando. Do outro lado da rua, em um dos muros do da grande propriedade do Queen’s House estava grafitado:

“The world is full of kings and queens, who blind your eyes and steal your dreams”

- O mundo está cheio que reis e rainhas que cegam seus olhos e roubam seus sonhos – Ela murmurou ainda encantada com a frase.

Zayn tirou seu IPhone do bolso deslizando o dedo abrindo o aplicativo de sua câmera. Enquadrou perfeitamente e capturou a foto.

- Essa deve ser a frase mais profunda de toda Queen’s House – ele murmurou.

- E ela pode ser exposta em tantos pontos de vista... – Ela concordou. Eles não conseguiram prolongar o assunto. O celular de Helena tocou e ela rapidamente atendeu. Ele tentou não prestar muita atenção, mas não conseguiu. Poucas palavras eram compreendidas por ele, já ela falava baixo e estava um pouco distante dele no momento – Bem, eu tenho que ir, Zayn. Eu tenho que ir para Horn Park. Bem, você quer uma carona?

- Ah, não precisa, Helena. Minha casa é caminho totalmente ao contrário. Na verdade, eu acho que vou para a casa de Louis. São poucos quarteirões daqui, chego lá em poucos minutos.

- Mas eu te trouxe até aqui, não posso deixar você andar sozinho sendo que eu tenho um carro e posso te levar – ela insistiu, mas ele riu e se aproximou um pouco dela.

- Não tem problema. É bom andar umas milhas, às vezes. Mas, antes de você ir, quero fazer uma última pergunta.

- Valendo o jogo? – Ela perguntou.

- Sim – Então Zayn puxou toda coragem no fundo do seu ser e perguntou – Você pode me dar seu número de telefone?


Notas Finais


O tumblr da história é: elementary1d.tumblr.com
Nele contém vários spoilers leves, conversas de wpp dos personagens e etc.


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